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Teresa Garbayo
Qual o papel do marido durante a gravidez da mulher, no mundo atual? Para debater este tema, o programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, 21 de maio, a psicóloga e escritora Teresa Garbayo, que está lançando o livro “Conversando com Casais Grávidos’’
Teresa é formada em psicologia pela UFRJ e se especializou pela Escola Brasileira de Psicologia e Etologia. Foi uma das idealizadoras do projeto Vídeo Família. Assinou coluna no jonal “Tribuna da Imprensa’’ e agora está lançando o livro.
Porque a idéia de escrever sobre ‘’conversas com casais grávidos’’?
‘’A idéia do livro é propor um caminho para o casal grávido, desde a gestação, passando pelo nascimento e a educação do filho depois que ele nasce’’, conta.
Mas porque o título ‘’Conversando com Casais Grávidos’’?
‘’Ocorre que geralmente o homem não se envolve tanto na gravidez, porque isso é visto como algo da mulher. Existe a barreira biológica, o homem não engravida. E a mulher é preparada desde criança para cuidar da casa e do filho…ela brinca de boneca, de casinha…já o menino brinca com carrinho… é preparado para a rua. O filho só entra na vida do pai nove meses depois, quando nasce. Quero propor uma mudança nisso’’, fala.
E como o homem pode se envolver, participar mais da gravidez da mulher?
‘’Uma coisa que ele pode fazer é conversar com o filho, ainda na barriga da mãe. Tem pesquisas que mostram que o primeiro som que o bebê ouve é o batimento cardíaco da mãe. O segundo é a voz da mãe. E se esta criança puder ouvir a voz do pai também, creio que isso será um grande presente para este pai’’, afirma.
E como está sendo a aceitação por parte dos homens?
‘Muito boa…vários homens leem o livro e me procuram para comentar, para agradecer, que o livro os ajudou’’, diz.
E parece que o livro também acabou sendo um resgate histórico para você não é?
‘’Sim. Quando meu primeiro filho nasceu, meu marido o professor e historiador Joel Rufino estava fora do Brasil, exilado por causa da ditadura militar. Então, ele não pode estar mais presente durante a gravidez do filho. Este livro é também é uma forma de ajudar as futuras mães e terem uma processo que eu não tive, quando fui mãe pela primeira vez’’, garante.
E como esta mulher que defende o diálogo constante entre os ‘’casais grávidos’’ se define?
“Sou mulher, mãe, avó e uma lutadora contra a desigualdade social e em favor da educação no Brasil’’, conclui.
Pedro Siqueira - parte 2
O programa Márcia Peltier Entrevista traz nesta noite do primeiro dia do Ano Novo, a segunda parte da entrevista com Pedro Siqueira.
Pedro vem atraindo multidões pelo país divulgando a fé católica. Ele é advogado, mestre em Direito, professor universitário e escritor.
A segunda parte da entrevista você vai assistir nesta terça-feira, dia 14 de maio de 2013
Pedro é católico e garante ter visões e receber mensagens de Nossa Senhora. Ele também escreveu dois livros: “Senhora das Águas ‘’ e “Senhora dos Ares’’,que são inspirados em sua própria história de vida.
Na entrevista ele conta novas histórias incríveis sobre as visões que tem.
“Eu tive uma visão sobre um religioso que seria nomeado bispo. Falei isso com o frei Juan Antonio,da Paróquia da Gávea e ele não acreditou. Só que dias depois o tal sacerdote foi nomeado bispo. O frei Juan Antonio me chamou então e disse que estava muito impressionado e iria ser meu diretor espiritual’’,conta.
E parece também tem uma história fantástica quando você e sua mulher descobriram que ela estava grávida não é?
“Sim,estávamos eu e minha esposa na Basílica de Nossa Senhora Aparecida,em Aparecida do Norte em São Paulo e de repente eu vejo um ser angélico ao nosso lado. Não era o meu anjo da guarda,nem o anjo da guarda dela. Aí eu perguntei:quem é o senhor?E ele me disse: eu sou o anjo da guarda do menino.Aí descobri que ela estava grávida. Fizemos um teste de gravidez logo depois que confirmou. E realmente nasceu um menino,a quem dei o nome de João Antonio em homenagem ao frei Juan Antonio’’,conta.
E as mensagens que você recebe Pedro?O que elas representam?
“Para mim, são uma forma de mostrar que a divindade está ali interagindo com as pessoas. E eu não sei porque Nossa Senhora escolhe aquela pessoa para receber as mensagens. Ela deve amar muito essas pessoas. Mas também preciso dizer que não adianta só fazer o pedido. É preciso ter fé,praticar a fé para receber a graça’’,explica.
Nesse programa,Pedro conta ainda a visão que teve de São Francisco de Assis,durante a visita que fez à igreja erguida pelo santo em Assis,na Itália.
E dá ainda uma receita de humildade ao se definir:
“Eu sou apenas uma espécie de office-boy…um mensageiro, um servo de Deus.E enquanto ele quiser,continuarei recebendo as mensagens e enviando para as pessoas’,conclui.
Você não pode perder a segunda parte da entrevista com o advogado e escritor Pedro Siqueira no Marcia Peltier Entrevista nesta terça-feira, às 22h30min na CNT.
Pedro Siqueira
O programa Márcia Peltier Entrevista traz um presente para você nesta noite de Natal: o entrevistado é um homem que vem atraindo multidões pelo país divulgando a fé católica: o advogado, mestre em Direito, professor universitário e escritor Pedro Siqueira.
A entrevista ficou tão boa, que foi dividida em duas partes. E a primeira você vai assistir nesta terça-feira, dia 25 de dezembro.
Pedro é católico e garante ter visões e receber mensagens de Nossa Senhora. Ele também escreveu dois livros “Senhora das Águas ‘’ e “Senhora dos Ares’’, que são inspirados em sua própria história de vida.
Mas como tudo isso começou?
“Eu era criança e já tinha essas visões. Via meu anjo da guarda e outros seres também”, conta.
E você não tinha medo?
“Não, como sempre via, achava isso normal’’, fala.
Mas e a família? Como reagia?
“Meus pais,ficavam preocupados. Eles não queriam que eu saísse contando as visões que tinha. Principalmente quando eu recebia mensagens falando sobre doenças, coisas ruins que poderiam acontecer a alguém’’, relembra.
E você tinha só visões ou ocorriam fenômenos físicos também?
“Sim, ocorria de portas de armários abrirem e fecharem sozinhas…uma vez a cama da minha babá começou a balançar’’, revela.
E você tinha visões só do seu anjo da guarda e de Nossa Senhora? Ou de outras criaturas também?
“Também via criaturas demoníacas. Uma vez, eu até pensei que fosse morrer…uma delas me apareceu e ficou na minha frente e me paralisou. Aí comecei a rezar, pedi ao meu anjo da guarda e a São Miguel e a criatura foi embora’’, conta.
E atualmente, como você trabalha isso?
“Eu participo de missas, canto ou rezo o terço, em igrejas no Rio e pelo país. Eu recebo mensagens de Nossa Senhora enviadas para pessoas que estão presentes nas cerimônias. Mas as pessoas precisam entender que sou apenas um servo, um mensageiro, não adianta me pedir que eu não posso conceder graça a ninguém…quem concede a graça é Deus’’, diz.
E qual a mensagem de Natal que você deixaria aos nossos telespectadores?
“Essa noite é a noite em que Nossa Senhora está embalando o filho, Jesus. Por isso é a melhor hora para fazer o seu pedido a ela, com muita fé”.
Carlos Eduardo Barata - “Cau” Barata
Uma viagem pelas origens da formação das famílias brasileiras.
É o que você vai ver na próxima terça-feira, 30 de abril, no Marcia Peltier Entrevista, que recebe o pesquisador Carlos Eduardo Barata, o “Cau” Barata.
Ele é formado em engenharia e arquitetura.Foi presidente do Colégio Brasileiro de Genealogia.Atuou como professor de história,arte e cultura do Rio de Janeiro,na Riotur.Tem várias publicações, entre elas o (já esgotado) ‘’Dicionário das Famílias Brasileiras’’.
Cau, muita gente acha que genealogia é coisa de ‘’nobre’’, de quem procura descobrir o ‘’brasão’’ da família e etc. È por aí mesmo?
“Não, a genealogia independe da origem. Não é só o rei que tem memória. Qualquer pessoa…nasceu, tem genealogia’’, fala.
E como alguém que queira levantar suas próprias origens deve começar a pesquisa?
“Deve-se escolher um parente e iniciar a pesquisa por ele. E neste momento é importante tentar conversar com outros parentes ou pessoas conhecidas que lembrem desse parente, que tenham histórias sobre ele para contar. E neste primeiro momento é importante dar atenção a qualquer tipo de história, até as que parecem mais loucas’’, diz.
Nas suas pesquisas,você fez descobertas interessantes. Uma delas é sobre o nome Cavalcanti não é?
“Sim, eu afirmo que as pessoas que tenham o sobrenome Cavalcanti com ‘’i’’ ou Cavalcante, com ‘’e’’, são todas da mesma família. É a maior família brasileira’’, afirma.
E qual o sobrenome que mais existe no país?
“Silva é o mais comum. Mas nem todos os Silvas tem laços de parentesco, mas os Cavalcanti sim’’, comenta.
Outro dado que chama atenção é sobre a questão da participação dos italianos na formação do povo brasileiro, não é?
“A imigração italiana no Brasil é uma verdadeira potência. Posso te garantir que cerca de 16% dos brasileiros tem origem italiana’’, declara.
Você também faz pesquisas sobre o patrimônio histórico do Rio de Janeiro, certo?
‘’No Rio temos uma riqueza patrimonial muito grande. Na Praça XV, por exemplo, temos arquiteturas dos séculos XVI, XVII, XVIII, XIX, XX e XXI, todas juntas, no mesmo local. É um verdadeiro museu a céu aberto’’, afirma.
Na entrevista, Cau Barata conta ainda um detalhe sobre a chegada da família real portuguesa ao Brasil em 1808. Segundo ele, o número de portugueses que desembarcaram aqui com Dom João VI, foi muito menor do que o que se achava até hoje.
Panmela Castro
Você sabe o que a presidente Dilma Roussef e a próxima entrevistada de Marcia Peltier tem em comum?
Pois bem, as duas estão na lista das ‘’150 mulheres que estão abalando o mundo’’, publicada pela tradicional revista americana Newsweek e pelo site “The Daily Beast’’.
O Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, 23 de abril,dia de São Jorge, o ‘’Santo Guerreiro’’, recebe também uma guerreira:
A artista plástica, grafiteira e ativista social Panmela Castro.
Nesta lista das ‘’150 mulheres que abalam o mundo’’, estão nomes como a Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, a Primeira Ministra da Alemanha, Angela Merkel, a apresentadora de TV Oprah Winfrey e a atriz Angelina Jolie. E do Brasil, tivemos dois nomes: a presidente Dilma Roussef e Panmela Castro.
Qual foi a sensação de receber este prêmio?
‘’A sensação foi de que fica o exemplo para todas as mulheres brasileiras:que a gente pode chegar lá, ser o que quiser, até uma presidente da República’’, diz.
Você ganhou também o prêmio Hutúz, como a grafiteira da década e também o Vital Voices Global Leadrship Awards na categoria Direitos Humanos. Este último prêmio também já foi concedido a nomes como a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, a ativista Somaly Mam que luta contra o tráfico de mulheres, e ao Prêmio Nobel Muhamad Yunu.
E em 2012 foi homenageada ainda pela Diller Von Furstenberg Family Foundation, da famosa estilista Diane Von Furstenberg, com o DFV Awards.
E tudo isso graças a sua arte com o grafite. Como começou sua carreira no grafite?
‘’Na verdade eu comecei pichando mesmo. Adolescente, na Penha, subúrbio do Rio de Janeiro. Era pichadora, saía à noite com os meninos. Era briguenta. Meu apelido entre os pichadores era Anarkia Boladona. Eu dei muito trabalho aos meus pais’’, conta rindo.
E quando ouve a troca da pichação para o grafite?
“Era muito perigoso para uma mulher ficar pichando à noite pela cidade. Os perigos são muitos. E eu comecei a pensar sobre a condição da mulher, por causa dos perigos que eu enfrentava na noite…e percebi que o grafite poderia ser uma forma de expressão melhor para isso, para discutir as questões femininas’’, afirma.
Quais são os temas dos seus grafites?
‘’A mulher, a situação da mulher…tenho muitos desenhos inspirados em Eva, que para mim tem um significado simbólico muito grande, em função da importância da história dela quando se fala do Paraíso, do Homem ter deixado o Paraíso’’, reflete.
Você hoje é convidada para palestras, exposições e workshops em festivais, fóruns e conferências realizadas pela ONU, OEA, e Fundação Rosa Luxemburgo. E além das oficinas e workshops, você também já foi convidada a grafitar em muros de cidades como Nova Iorque, Washington, Paris, Berlim, Praga, Istambul, Toronto e Joanesburgo. Como foi essa experiência?
“Muito gratificante. Conheci os melhores do grafite pelo mundo. Pessoas que eram meus ídolos e com as quais acabei grafitando junto’’, fala.
Você também fundou a Rede Nami. O que é este projeto?
‘’A Rede Nami tem como objetivo conscientizar as mulheres sobre seus direitos. Nós vamos à comunidades carentes, eu e outras grafiteiras e debatemos questões como violência doméstica, agressões verbais e físicas, cidadania. E depois das conversas, convidamos estas mulheres a fazerem grafites, pintar os muros com a gente. E tem funcionado muito bem esse tipo de atividade’’, revela.
E o grafite entrou tanto na sua vida, que você resolveu se especializar academicamente não foi?
‘’Sim, fiz faculdade de Artes Plásticas e agora faço mestrado em Artes na UERJ. E minha dissertação vai ser, é claro, sobre o grafite’’, comenta.
E como esta mulher, que está na lista das ‘’150 mulheres que abalam o mundo’’, se define?
‘’Eu acho que hoje sou mais Panmela Castro do que Anarkia Boladona. Estou menos briguenta e aprendi a respeitar muito as ideias e opiniões das outras pessoas’’, conclui.
Isabella Lemos de Moraes
Você vai conhecer uma história de superação.O Marcia Peltier Entrevista recebe a escritora e estudante de Jornalismo Isabella Lemos de Moraes.
Isabella está lançando na próxima quinta-feira, 18 de abril o livro “Agora é Viver”, baseado na história real de sua vida.
Ela é filha do empresário João Flávio Lemos de Moraes, herdeiro do grupo Supergasbrás, uma das maiores empresas privadas do país.
Apesar de viver quase um ”conto de fadas”, tendo morado em Beverly Hills e com seu pai sendo amigo de nomes como Roberto Carlos, Liza Minelli e Sammy Davis Jr., a vida dela teve uma guinada por causa das drogas.
“Meu pai começou a se viciar em crack e cocaína quando eu tinha 10 anos”, conta.
E quando você percebeu isso?
“Aos 14 anos, descobri um estojo de maquiagem com cocaína, dentro do porta-luvas do carro do meu pai. Fui cobrar dele e ele confirmou que era viciado”, relembra.
E o impacto?
“Foi terrível, pois meu pai que sempre foi um pai amoroso, passou a ficar ausente, trancado no quarto…era como se eu visse meu pai morrer todos os dias”, fala.
E no que isso afetou sua família?
”Eu, como era a irmã mais velha, passei a cuidar dos meus irmãos menores…minha mãe anulou a vida dela para cuidar do meu pai…e uma das minhas irmãs acabou se tornando usuária de drogas também”, revela.
Seu pai era viciado em crack.Isso provocava algum estigma?
“Sim. As pessoas me perguntavam: mas seu pai usando crack? Crack é droga de pobre…quando na verdade não existe isso…a droga ataca todas as pessoas”, afirma.
E o que você acha da internação compulsória dos viciados em crack,um assunto tão debatido hoje em dia?
“Eu acho que tem de internar à força sim…pois a pessoa dependente não tem noção do mal que está fazendo a ela própria…mas acho que a família também deve ser orientada sobre como tratar o dependente”, diz.
E seu pai está livre das drogas hoje?
“Sim.Faz cinco anos que ele está limpo, não usa nenhum tipo de droga”, garante.
E qual a lição de tudo isso na sua vida?
“Eu hoje me considero uma menina começando a vida…querendo viver tudo o que eu não vivi, por ter tido que abdicar da minha vida para cuidar do meu pai. E a ideia de escrever o livro é para ajudar outras pessoas que vivam o mesmo problema e também para exorcizar alguns fantasmas meus”, conclui.
Jorge Forbes
Qual o papel da psicanálise neste século XXI?
Para debater este tema, o Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, 09/04 o psiquiatra, psicanalista e escritor Jorge Forbes.
Ele tem Mestrado em Psicanálise pela Universidade de Paris VIII.
É Doutor em Ciências pela USP e Doutor em Teoria Psicanalítica pela UFRJ. Integra a Associação Mundial de Psicanálise e participa de um projeto pioneiro: A Clínica de Psicanálise do Genoma Humano, na Universidade de São Paulo.
Tem artigos publicados no Brasil e no exterior e é autor dos livros: “Inconsciente e Responsabilidade – Psicanálise do Século XXI”, em que estuda as mudanças necessárias a uma psicanálise para os tempos pós-modernos, além do Édipo.
Também escreveu: “Você quer o que Deseja?”, “Da palavra ao gesto do analista” e, em coautoria, “A Invenção do Futuro”, em que pensa soluções para viver na era de quebra dos ideais.
Colabora com a grande imprensa, sendo curador e conferencista do Café Filosófico da TV Cultura
Mas o que é a ‘’psicanálise do século XXI”?
‘’ As pessoas achavam que tudo era trauma do passado. É o que eu chamo de ‘’psicanálise de macumba’’,parece que tinha um trabalho feito contra você e isso teria que ser desfeito.Era o passado que te condenava. E as pessoas iam ao consultório do psicanalista com o objetivo de entender mais sobre si mesmas e com isso encontrar a resposta para um problema. Essa padronização não existe mais’’,afirma.
Como seria hoje então?
‘’ Hoje,num mundo onde você pode ser o que você quiser,o que é preciso é encontrar soluções novas para os seus desejos’’,diz.
E a questão das decisões movidas pelo ‘’inconsciente’’?
“Hoje já existe a visão de que nós somos absolutamente responsáveis pelo nosso inconsciente’’,fala
Você foi aluno do próprio Jacques Lacan, um dos ‘’monstros sagrados ‘’ da psicanálise. Como foi essa experiência?
“Fui aluno dele quando fui estudar em Paris em meados da década de 70. Ele já tinha quase 80 anos mas ainda estava em plena forma’’,relembra.
E como era o Jacques Lacan?
“Apesar de ser um dos maiores intelectuais da história,era um homem mundano. Gostava de bons restaurantes,da noite,de se vestir bem,de estar cercado de pessoas interessantes. Uma vez,ele ligou a uma da manhã para um amigo meu,o Alain,que também era aluno dele,chamando para discutir um artigo que o Alain estava produzindo. E o Lacan foi para um café de Paris,em pleno inverno parisiense,na madrugada,esperando este meu amigo para trabalharem no artigo.Esse era Jacques Lacan’’,conta rindo.
No programa, Jorge explica ainda as diferenças entre as linhas de psicanálise freudiana e lacaniana e fala do dia a dia sobre um projeto pioneiro,no qual ele está envolvido: a Clínica de Psicanálise do Genoma Humano na USP.
E como este apaixonado por estudar os ‘’mistérios’ da mente humana se define?
‘’Sou uma pessoa que sempre me emociono com a experiência humana’’, conclui.
Marcia Neder
Você já deve ter ouvido essa frase: ’’as crianças de hoje não tem limites!”.
Mas, será que isso é verdade? Como anda a educação dos filhos neste século XXI?
O Marcia Peltier Entrevista recebe a psicanalista, professora e escritora Marcia Neder.
Ela tem pós-doutorado em Psicologia Clínica pela USP, onde atua no Núcleo de Pesquisa em Psicanálise e Educação. Também foi professora na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e na PUC-RJ. Já escreveu vários livros, sendo o mais recente: ‘’Déspotas Mirins: o Poder nas Novas Famílias’’.
Marcia afirma algo que para muitos é uma surpresa.
“Até o século XVII, a criança era vista como um ser diferente, quase um ser maligno’’, revela.
Porque isso?
“Devemos lembrar que nessa momento da história, vivíamos o patriarcado. O homem, o pai, tinha poder absoluto sobre a mulher e também sobre o filho. Mas não só o filho novo…fosse que idade…se o filho tivesse 50 anos, devia obediência ao pai. Esse filho, nunca foi o centro da família’’, conta.
E quando isso muda?
“Com a chegada da Época Moderna, a partir do século XVIII, quando a criança começa a ser vista como um ser que ama os pais e que também deve ser amado’’, fala.
Você cita no seu livro, termos como ‘’pedocracia’’ e ‘’filiarcado’’. O que seria isso?
“Estes termos horríveis, tentam mostrar o que vivemos hoje. Um tipo de família, que saiu do patriarcado, aonde os filhos se tornaram quase pequenos imperadores…todas as vontades deles são feitas’’, diz.
E como você acredita que o pai e a mãe deveriam agir?
“Eu costumo dizer que mãe não tem que ser necessariamente amiga…e que mãe às vezes tem que ser bruxa mesmo’’, comenta.
Como assim?
“Existem coisas que são inegociáveis…por exemplo: acordar sozinho para ir à escola…não tem que ficar todo dia a mãe ou pai quase tendo que obrigar o filho a levantar pra ir estudar…os pais tem responsabilidades e em alguns momentos não tem que ficar discutindo tudo com os filhos…se não vira uma espécie de congresso permanente’’, afirma.
E com essa geração que domina as ferramentas digitais, muitas vezes superando os pais nesse quesito, você acha que eles pensam que sabem mais que os pais?
“Olha, eu acho que no uso dessas ferramentas eles não pensam só não…eles realmente sabem mais que os pais…’’, fala rindo.
E como essa estudiosa do novo perfil das crianças, se resume?
“Sou uma pessoa muito curiosa, inquieta e apaixonada pela educação e pela função de formar um ser humano. E adoro rir’’, conclui rindo, é claro.
Fiorella Solares (2ª parte)
O Programa Marcia Peltier Entrevista traz nesta terça-feira, 19 de março, a segunda parte da emocionante entrevista com a musicista e produtora cultural Fiorella Solares,diretora da ONG Ação Social Pela Música do Brasil.
Fiorella nasceu na Guatemala e é violoncelista profissional. Integrou a Orquestra Sinfônica do Palácio de Bellas Artes no México, a Sinfônica de Porto Alegre e a Orquestra Sinfônica Brasileira.Foi uma das fundadoras da Orquestra Petrobras Sinfônica. E desde 1994 é diretora da Ação Social Pela Música do Brasil,atuando em várias comunidades do Rio de Janeiro e de outras cidades.
Neste programa, Fiorella fala dos objetivos principais do seu projeto.
‘’ Este projeto quer mesmo é produzir uma mudança na qualidade de vida através da música”, conta.
E as famílias dessas crianças e adolescentes?Como reagem ao projeto?
“Os familiares percebem que a auto-estima desses meninos e meninas melhora muito.E por isso apoiam o projeto”, diz
E tem alguma história que exemplifique esse ganho de auto-estima?
“Uma menina do projeto, de uma das comunidades aonde atuamos na zona sul do Rio,uma vez me pediu para levar o violino para casa.Só que os alunos não podem sair com os instrumentos da ONG.Eu disse que não podia e ela falou:eu imploro que você me deixe levar o violino para casa”, fala.
E o que aconteceu?
“Eu perguntei porque ela queria tanto e ela disse: porque todos os meus vizinhos vão me ver chegando em casa com o instrumento e isso vai deixar minha mãe muito orgulhosa”, revela.
E hoje o projeto cresceu tanto que já chegou a outras cidades do Rio e até de fora do Rio,não é?
“Sim, temos núcleos em Petrópolis e Piraí,no estado do Rio. E também temos um agora na cidade de
Ji-Paraná,em Rondônia. Lá é uma realidade diferente daqui do Rio,pois lá não existe tráfico dominando estas comunidades,mas existe muita pobreza. As pessoas às vezes não tem o que comer”, narra.
Neste programa, você vai ver ainda os depoimentos de alunos do projeto,com quem a equipe do Marcia Peltier Entrevista conversou nos Morros Dona Marta e Macacos.
Você vai ver,por exemplo, depoimentos como o da pequena Sophia Pereira,que disse que a vida dela ”mudou e para melhor”,desde que começou a participar da Ação Social Pela Música do Brasil.
E vai conferir também estes meninos e meninas tocando e mostrando tudo o que aprendem no projeto.
E como esta ”guerreira”, Fiorella Solares se define?
“Sou uma pessoa que acredita no amor e na fraternidade”, conclui.
Fiorella Solares (1ª parte)
Música como instrumento de mudança de vida. Neste primeiro programa da temporada 2013, o Marcia Peltier Entrevista traz um belo exemplo de como é possível transformar a realidade através da arte. A entrevistada desta terça-feira 12 de março é a musicista e produtora cultural Fiorella Solares.
Fiorella nasceu na Guatemala e é violoncelista profissional. Integrou a Orquestra Sinfônica do Palácio de Bellas Artes no México, a Sinfônica de Porto Alegre e a Orquestra Sinfônica Brasileira.Foi uma das fundadoras da Orquestra Petrobras Sinfônica,atual Orquestra Petrobras Pró-Música. E desde 1994 é diretora da ONG Ação Social Pela Música do Brasil,atuando em várias comunidades do Rio de Janeiro e de outras cidades.
A entrevista ficou tão boa que foi dividida em duas partes.
Como começou este projeto?
‘’ A idéia surgiu em meados da década de 90,quando eu e meu falecido marido o maestro Davi Machado,tivemos a ideia de um projeto para socializar jovens de comunidades carentes através da música. Este projeto foi inspirado no
projeto desenvolvido pela Fundação Simon Bolívar,na Venezuela,que conseguiu ajudar milhares de crianças e adolescentes em situação de risco social’’,conta.
E como foi no início,subir os morros cariocas para implantar a Ação Social Pela Música do Brasil ?
“Era muito difícil,pois não havia este projeto das UPPs,as Unidades de Polícia Pacificadora…então ficávamos à mercê das vontades dos trafciantes…eles decidiam quantas crianças poderiam participar do projeto,quais delas podiam entrar para aprender música…e se a criança faltasse,não podíamos ir até a casa dela procurar saber o motivo da ausência…era risco de vida para os professores’’, revela.
E como é hoje?
“Hoje atuamos em várias comunidades pacificadas em várias regiões da cidade do Rio: Morro Dona Marta,aonde fica a sede do nosso projeto…no Pavão-Pavãozinho ,Babilônia, Morro dos Macacos, Complexo do Alemão, Cidade de Deus…’’, diz.
E como é este contato de crianças e adolescentes com a música clássica e os instrumentos?
“Nós os deixamos bem à vontade…eles entram e escolhem os instrumentos…testam…e são eles que vão decidir quais aqueles com os quais se sentem melhor…nada é imposto’’, explica.
Você acredita que dali podem sair músicos profissionais?
“Sim,alguns até estão já trilhando esse caminho…mas na verdade o mais importante do projeto não é formar músicos de excelência,mas sim ajudá-los a se socializar melhor, a ficarem mais concentrados,melhorar a relação com amigos e famílias e melhorar as notas na escola. Conseguindo isso,fico satisfeita’’,afirma.
A equipe do Marcia Peltier Entrevista foi até os Morros Dona Marta e Macacos conhecer o projeto. Nesta edição do programa,você vai apreciar os jovens se apresentando na orquestra da Ação Social Pela Música do Brasil e também vai ver depoimentos desses jovens contando como suas vidas se transformaram depois que começaram a estudar música.
Rafael Casé
Você gosta de ouvir rádio? Provavelmente sim, pois o rádio é um verdadeiro companheiro, que faz parte do dia a dia do brasileiro.
O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça feira, dia 18 de dezembro, vai falar sobre um revolucionário da história do rádio no Brasil: Ademar Casé,o criador do famoso e pioneiro “Programa Casé”.
O nosso entrevistado é o jornalista, professor e escritor Rafael Casé, neto de Ademar Casé.
Rafael Casé atuou como editor-chefe nas tevês Globo e Manchete.
Atualmente é diretor do programa Observatório da Imprensa, na TV Brasil.
Ele tem mestrado em Comunicação Social e é professor da UERJ.
Já escreveu vários livros e está lançando agora uma edição ampliada do livro ‘’Programa Casé: O Rádio Começou Aqui’’.
Por que este título, ”o rádio começou aqui”?
“No início do rádio no Brasil,na década de 20,as rádios eram as ”rádios clubes”, ou seja,as pessoas alugavam horários nas rádios e se apresentavam, declamando poesias ou tocando piano…não havia compromisso com programação,organização nada. O Ademar Casé, ao criar o Programa Casé,criou um modelo de rádio que existe até hoje”, afirma.
E que modelo foi esse?
“O programa tinha música ao vivo, humor, radioteatro…e principalmente tinha agilidade…tinha contra-regras que garantiam que não houvesse buraco de tempo entre um programa e outro. E uma história curiosa: Noel Rosa chegou a ser um dos contra-regras do Programa Casé”, relembra.
Foi no Programa Casé que surgiu o primeiro jingle da história da propaganda brasileira?
“Sim. Foi um jingle para a Padaria Bragança, que ficava no bairro de Botafogo na zona sul do Rio. O jingle foi composto pelo Nássara e foi um sucesso. O português fechou um ano de contrato”, conta rindo.
E o Programa Casé também revolucionou o rádio ao fazer contratos de exclusividade com os artistas?
‘’Sim, pois com a venda de anúncios, ele podia pagar os melhores artistas e ter mais audiência. E fez contrato de exclusividade, algo que nunca tinha sido feito até então, com os grandes nomes da época: Carmem Miranda, Noel Rosa, Braguinha, Francisco Alves, etc”, fala.
E quando o ‘’Programa Casé’’ acabou, Ademar Casé foi para a televisão?
“Sim, ele resolveu ir para a TV,pois achava que o rádio ia acabar…na época os rádios eram uma mobília, grandes e pesados e ele achava que as pessoas, entre um rádio e uma tevê iam preferir a tevê, que tinha imagens…o rádio só ganhou mobilidade mais tarde, com a tecnologia que criou o transistor’’, conta.
Na entrevista Rafael Casé conta ainda sobre passagens históricas do programa “Noite de Gala’’, que Ademar Casé criou na TV Rio, como a entrevista com o presidente americano John Kennedy e o dia em que o apresentador Flávio Cavalcantti mergulhou de roupa e tudo na piscina da casa do temido deputado Tenório Cavalcanti.
E você vai saber também que o homem que criou o rádio moderno no país, tinha pavor de falar ao microfone.
E Rafael falou ainda sobre os livros que escreveu sobre outra paixão sua: o Botafogo!
Alberto Villas
Você sabe o que significa xumbrega? E quiprocó? Pois é, existem palavras que não são mais tão utilizadas ou simplesmente sumiram do vocabulário.
E é sobre isso que o Programa Marcia Peltier Entrevista vai falar nesta terça-feira, 26 de fevereiro, com o jornalista e escritor Alberto Villas.
Ele nasceu em Belo Horizonte e pensava em ser médico. Mas acabou mudando de rumo.
Começou a faculdade de Filosofia e resolveu ir para a França, no auge da ditadura militar.
Lá, se formou em Jornalismo. Virou correspondente de vários jornais brasileiros. Ao voltar, trabalhou em alguns dos principais veículos de imprensa do Brasil.
Foi editor-chefe e chefe de redação na TV Globo e Diretor de Jornalismo no SBT.
Alberto Villas escreveu cinco livros e lançou recentemente o Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Morta.
“Eu fui notando que certas palavras do nosso vocabulário foram deixando de ser usadas com o tempo. E comecei a fazer uma pesquisa sobre isso. Aí descobri que tinha material suficiente para fazer um dicionário” conta.
E que palavras?
“Ah, por exemplo: xumbrega que significa algo feio, que não combina…ou quiprocó, que quer dizer confusão”, revela.
E a origem dessas palavras?
“Muitas palavras não se sabe a origem. Xumbrega acredita-se que vem do Schoenberg, que criou a música dodecafônica…mas não é uma certeza”, fala
E existem regionalismos também nessa área?
“Sim. Em Minas Gerais por exemplo se usa expressão azeite,meio que como sinônimo de azar. Tipo, alguém diz assim: você não conseguiu ir à tal lugar hoje?Azeite!.”, informa.
E além das palavras que somem,existem outras que voltam ou permanecem?
“Sim. Por exemplo a palavra bacana é antiga. Mas as novas gerações usam e acho até que elas não sabem que essa expressão é antiga”, diz.
No programa, Alberto Villas comenta ainda como as novas tecnologias dos tempos da internet mudaram nossa forma de se comunicar, aponta como os jornalistas lidam com estas mudanças na forma de falar e conta ainda sobre os diários, com notícias do dia a dia, que ele criou para os filhos e que atualiza diariamente desde que eles nasceram.
Você não pode perder o jornalista e escritor AlbertoVillas no ‘Marcia Peltier Entrevista’.
Ivan Lins 3
O programa Marcia Peltier Entrevista traz novamente um presente para você:uma entrevista com um dos maiores nomes da MPB, o cantor e compositor Ivan Lins. A entrevista ficou tão boa que foi em dois programas.
A primeira parte irá ao ar nesta terça-feira de carnaval, 12 de fevereiro.
Ivan Lins aprendeu a tocar piano sozinho. Apareceu para a MPB nos festivais da canção do final dos anos 60, uma época de muita turbulência política.
Foi um dos líderes do MAU, o Movimento Artístico Universitário.
Na década de 80, se consagrou como um dos grandes nomes da nossa música e chegou a fundar uma gravadora.
Ganhou três prêmios Grammy e é hoje, o artista brasileiro vivo, mais gravado no exterior.
No programa, Ivan fala sobre seu novo CD: ”Amorágio’’.
“Amorágio é um neologismo criado pelo poeta Salgado Maranhão. A ideia é falar de amor de uma forma geral, os vários tipos de amor…Amorágio é isso: o que é relativo ao amor’’, explica.
No CD ele tem parcerias, como com a cantora Maria Gadú.
“Eu gosto de fazer parcerias com os novos talentos. E também de experimentar sons…já gravei fados e fiz já até um rap em parceria com o Aldir Blanc’’,conta.
Aliás,falar de amor, ou melhor, cantar o amor, sempre foi uma das características de Ivan. Por isso, ele acabou se tornando o compositor brasileiro vivo mais gravado no exterior.
“Eu sou muito gravado lá fora. Já tive músicas gravadas para o inglês, polonês e até uma versão no Paquistão. Já fizeram versões para músicas minhas também na África…mas nem sempre a letra corresponde ao original. A letra da versão na Polônia por exemplo era ridícula’’, conta rindo.
E a grande inspiração é mesmo o amor?
“Sim, sempre gostei de cantar o amor. Eu estou casado há 30 anos com minha atual mulher a Valéria e neste período já fiz mais de 40 composições em homenagem a ela. Porque ela merece’’, conclui.
No programa, Ivan conta ainda a história deliciosa de como surgiu e de quem era a musa inspiradora de um de seus maiores sucessos, a música “Madalena’’. Revela ainda detalhes da convivência com monstros sagrados da MPB como Tom Jobim e Vinícius de Moraes que só o chamavam de ‘’Ivanzinho’’.
Moacyr Góes
O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia 05 de fevereiro traz novamente o diretor de teatro,cinema e tv, Moacyr Góes.
Ele nasceu na capital do Rio Grande do Norte: Natal.
“Pois é, tem gente que não sabe mas eu sou natalense”, confirma.
Nos anos 80, já no Rio de Janeiro, se formou em Artes Cênicas pela Uni-Rio.
Montou peças teatrais de grandes autores como: Shakespeare, Brecht, Ibsen, Pirandello e Nelson Rodrigues.
Já ganhou os prêmios Moliére, Mambembe e Shell.
”Sempre que monto uma peça eu penso na densidade dela, no que o texto pode passar de mensagem. A obra do Nelson Rodrigues, por exemplo, traz sempre aquele confronto entre o desejo, o instinto humano de fazer algo e os limites que a sociedade coloca”, diz.
Este ano, montou o espetáculo ‘’K: Uma Leitura D’o Castelo’’, baseado no texto de Fanz Kafka.
“Eu gosto muito da obra de Kafka,pois relata bem o enfrentamento do indivíduo contra um Estado opressor que simplesmente quer esmagá-lo”, relata.
Aliás, falando em ”estado”, Moacyr é crítico de algumas políticas públicas na área da cultura.
“Hoje só se faz projeto cultural no Brasil com Lei de Incentivo. Eu acho que o Brasil tinha que ter mais investimento privado nessa área. Patrocinadores que colocassem dinheiro para ter retorno na bilhetreria”, afirma.
E nesse contexto,como fica a questão da meia entrada para estudante?
“Isso é um crime. O Estado,se ele põe dinheiro num espetáculo, tem todo direito de exigir uma contrapartida, uma cota de ingressos para estudantes, idosos,etc. Mas se eu invisto o meu dinheiro numa peça teatral, eu tenho que poder cobrar quanto eu quiser. Do jeito que ocorre hoje, é o político legislando com o dinheiro dos outros. E isso encarece o espetáculo, pois o empreendedor tem que cobrar o dobro do valor do ingresso para compensar a perda com a meia entrada”, enfatiza.
Moacyr também já dirigiu novelas na tevê, como o grande sucesso “Laços de Família” na Rede Globo. E atuou ainda no cinema. Dirigiu filmes da Xuxa e até filmou com o padre Marcelo Rossi.
“Minha experiência com o padre Marcelo Rossi no filme Maria Mãe do Filho de Deus foi muito interessante. Eu apesar de não ter a mesma crença que ele, respeito muito o trabalho, a mensagem que ele passa. Talvez eu seja o mais crente dos ateus ou o mais ateu dos crentes”, brinca.
Ivan Lins 4

O programa Marcia Peltier Entrevista traz nesta terça-feira, dia 19 de fevereiro, a segunda parte da reprise da entrevista com um dos maiores nomes da MPB: o cantor e compositor Ivan Lins.
Ivan Lins aprendeu a tocar piano sozinho.
Apareceu para a MPB nos festivais da canção do final dos anos 60, uma época de muita turbulência política.
Foi um dos líderes do Movimento Artístico Universitário, o MAU
Nos anos 80, se consagrou como um dos grandes nomes da nossa música e chegou a fundar uma gravadora.
Ganhou três prêmios Grammy e é hoje, o artista brasileiro vivo, mais gravado no exterior .
Na segunda parte da entrevista, Ivan fala sobre o começo de sua carreira. Ele fazia, por incrível que pareça, faculdade de Química, mas acabou indo mesmo para o mundo da música.
“Eu na época da faculdade fui fazer entrevista com um conhecido do meu pai que dirigia uma empresa do setor da construção civil. Eu brinco que eu estava no ramo do cimento”, fala rindo.
E o que fez abandonar esta carreira e se dedicar exclusivamente à música?
“Depois da entrevista, ele me dizendo que eu iria trabalhar em Barbacena e eu pensando: barbaridade!!! Aí quando acabou a entrevista ele pega três papéis na gaveta e diz: olha, antes de você sair, me dá três autógrafos? Minha mulher e minhas duas filhas são suas fãs. Aí, depois disso, quando eu saí dali, já decidi que ia me dedicar mesmo à música”, revela.
E na música, você foi autodidata?
“Sim, aprendi a tocar piano sozinho aos 18 anos. Aprendi tarde. Eu tinha preconceito contra o piano…minhas irmãs estudavam piano e eu achava instrumento de mulher…até que vi o Tamba Trio na tevê… vi Luizinho Eça e disse: é isso que eu quero pra mim!”, relembra.
Mas no início da sua carreira, você cantava em festivais. Como era encarar aqueles ginásios cheios de gente?
“Eu tinha pânico de multidão…tive que fazer terapia pra conseguir entrar no palco…mas funcionou…até demais! E acabei ficando tão á vontade que entrava no palco e falava sem parar e o público começava a gritar:canta, canta” , diz, se divertindo.
E era também uma época muito pesada essa dos festivais, não? Em plena ditadura? Você chegou a sofrer muita patrulha pelo título de uma música sua “O Amor é o Meu País”‘, não foi’?
“Sim, havia muita patrulha…acharam que minha música era ufanista…mas eu estava falando do amor…que o meu país era o amor…mas eu entendo, também era uma época em que as pessoas estavam muito sufocadas…elas saíam batendo em quem passasse pela frente…a Elis foi patrulhada..o que fizeram com o Simonal…acabaram com a carreira dele.”, analisa.
E depois você meio que respondeu a isso com uma música que se tornou quase uma trilha sonora da redemocratização do país, “Começar de Novo”, não é?
“Sim. Essa música foi encomendada pela TV Globo para ser tema do seriado Malu Mulher, no fim dos anos 70. E o Vítor Martins, letrista e meu parceiro, que é um bruxo, fez uma letra com um tremendo duplo sentido…que retratava a história da personagem, que era uma mulher descasada que recomeçava a vida e também do período que o país vivia, com abertura políca, anistia aos exilados e meio que anunciando as Diretas Já que ainda viriam”, explica.
No programa, Ivan fala sobre os três prêmios Grammy que ganhou e ainda sobre a engraçadíssima experiência que passou na festa de entrega de um Grammy.
Marcos Calliari
Você já ouviu falar da Geração Y? Bem, é só olhar ao redor e você vai encontrar nativos desta geração em todos os lugares.
O Programa Marcia Peltier desta terça-feira, dia 29 de janeiro traz o economista, empresário e escritor Marcos Calliari.
Marcos Calliari é um dos autores do livro ‘’Código Y: Decifrando a Geração que Está Mudando o Brasil’’. O livro traz uma extensa pesquisa sobre os jovens nascidos entre 1980 e 1995 no Brasil, como se comportam e interagem com os estímulos da vida moderna.
Ele é formado em economia pela USP, com Pós-Graduação em Marketing também pela USP e em Estratégia, na França.
Foi um dos fundadores da Agência Na Mosca, especializada em marketing para o público jovem.
Marco ainda arranja tempo para ser mergulhador de resgate e montanhista, já tendo feito expedições aos montes Himalaia, Kilimanjaro e Fuji.
Mas como se define a tal ‘’Geração Y’?
“Este termo Geração Y foi criado para denominar os jovens entre 15 e 32 anos de idade, que são a geração que veio depois dos baby-boomers e da Geração X, que foram as duas outras etapas geracionais que precederam os Y’’, declara.
E quais as características dessas gerações anteriores?
“Os baby-boomers nasceram logo após a Segunda Guerra Mundial. Representam um mundo de otimismo, devido ao fim da guerra. É uma geração que nasceu sobre um regime de muita autoridade na sociedade na família, na escola…mas foi também uma geração que quebrou padrões de comportamento, como a Revolução Sexual, a ida da mulher para o mercado de trabalho, mais liberdade de escolha para os jovens e etc’’, afirma.
E a geração X?
“Os X geralmente são os filhos dos baby-boomers…são uma geração que também nasceu com a questão da hierarquia, tinha o pai ainda chefe de família, é uma geração que sabe lidar melhor com a frustração’’, diz.
E os Y?
“Essa geração não aceita hierarquia. Eles não tiveram mais o pai como centro de poder na família. E com o avanço tecnológico, que eles dominam mais, eles acabam sendo a grande fonte de informação da família, na hora de por exemplo dar as dicas de como comprar um carro ou em que hotel se hospedar numa viagem. Eu digo que se a família hoje tem um chefe, é o jovem’’, fala rindo.
E em relação ao mercado de trabalho?
“É uma geração,que como eu falei, não aceita a hierarquia. Ela crê na meritocracia. Por isso as empresas precisam se adaptar a eles, já que é uma geração que tem muito talento, principalmente na área do uso de ferramentas tecnológicas’’, afirma.
E quais seriam os grandes problemas desta geração?
“Creio que a superficialidade é um. Eles não conseguem se aprofundar muito nos temas. É uma geração que não aprende ouvindo, ela é cinestésica, isso cria de cara um problema para os modelos de educação que ainda se usam hoje nas escolas, que parecem estar ainda, sem qualquer exagero, no ano de1200…’’, garante.
E questão da hiperexposição?
“Essa é uma geração que não vê limites entre a vida privada e a vida pública…acha que tem que compartilhar tudo, expor sua intimidade nas redes sociais e etc. E é uma geração também extremamente narcisista’’, completa.
No programa,Marcos fala ainda da ‘’Geração Z’’, a geração de menos de 15 anos de idade hoje e que vai suceder os Y.
Rico de Souza
O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia 22 de janeiro traz novamente o surfista e empresário Rico de Souza.
Rico é uma lenda do surfe nacional. Foi um dos pioneiros neste esporte no país. Nasceu e se criou entre as ondas da Zona Sul do Rio.
“Eu com 16 anos já surfava ali pelo Leblon, Arpoador, Copacabana.Na época surfista tinha fama de malandro’’,comenta.
Na década de 70 já era campeão brasileiro de surfe e disputava campeonatos pelo mundo.
”Comecei a fabricar minhas pranchas, depois a fabricar e vender pranchas para os amigos.Acabei me profissionalizando e a família percebeu que o surfe era algo sério na minha vida e aí aceitou.’’,conta.
Rico entrou para o Guiness Book, o Livro dos Recordes, ao surfar com a maior prancha do mundo.
”Foi uma prancha de quase 10 metros .No começo ela embicava na onda quase toda hora e eu não conseguia.Mas teve uma hora que consegui e isso foi transmitido ao vivo pela tevê’’,recorda.
Ele também voltou a freqüentar o Guiness ao colocar o maior número de surfistas na mesma onda. Além disso,é um defensor do meio ambiente e usa o surfe em projetos sociais com crianças carentes.
”Eu fundei em 1982 a primeira escolinha de surfe do Brasil.Hoje tenho campeões formados lá disputando campeonatos pelo mundo.Entre eles o Phil Rajzman,filho do Bernard do vôlei,que hoje é campeão de
bodyboard’’.afirma.
Já ganhou o título de ‘’embaixador do surfe brasileiro’’ e agora, aos 60 anos de idade virou tema de um documentário.
No programa Rico conta ainda,como escapou da morte ao surfar uma onda gigantesca no Havaí e também a incrível história de quando ele fugiu da polícia pelo mar,indo do Arpoador até São Conrado na prancha,numa época em que o surfe era proibido em algumas praias do Rio.
Tarso Araujo - 2
O debate sobre as drogas é um tema que cada vez mais gera discussões entre os brasileiros.
Mas afinal, qual a definição de droga? Quais os tipos? As drogas devem ser descriminalizadas? Legalizadas? Devem continuar proibidas?
O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça- feira, dia 15 de janeiro debate esse assunto tão polêmico, com o jornalista e escritor Tarso Araujo.
Ele é editor da Revista Galileu e já ganhou o Prêmio Esso e o Prêmio Abril de Jornalismo.
É autor de uma das maiores pesquisas sobre drogas já feitas no Brasil, que deu origem ao livro ”Almanaque das Drogas”.
Mas afinal, o que são as drogas?
“A definição é que droga é qualquer substância que pode alterar os sentidos de alguém…por essa lógica, até um cafezinho poderia ser considerado droga, por causa da cafeína”, explica.
E existe alguma droga mais perigosa?
“Todas tem suas potencialidades, mas o álcool por ser uma droga lícita tem uma relevância importante, até porque geralmente é a droga por onde a maioria das pessoas começa’’, fala.
E o crack? É uma droga que vicia mesmo na primeira vez que a pessoa experimenta?
“Este é mais um dos mitos sobre as drogas. Pesquisas mostram que uma grande parte dos usuários de crack não se viciou na primeira vez que utilizou essa droga. Mas apesar disso, é claro que é uma droga muito perigosa’’, afirma.
E é verdade que o tabaco foi difundido pelo mundo pelos portugueses?
“Sim, os portugueses gostaram do hábito dos índios aqui das Américas de fumar o tabaco em cachimbo e espalharam isso pelo planeta’’, revela.
E você conta ainda no seu livro, que o ditador nazista Adolf Hitler também usava drogas?
“Sim, ele recebia aplicações de metanfetaminas antes dos discursos. Isso pode explicar aquela atuação dele, quase fora de si, durante os discursos públicos na época em que esteve no poder na Alemanha’’, comenta.
No programa Tarso conta também fatos históricos sobre o comércio de ópio na China, a ‘”epidemia de alcoólatras’’ na Inglaterra do século XIX e debate a questão da descriminalização do uso de algumas drogas.
Alberto Villas
Moacyr Góes
O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia quatro de dezembro traz o o diretor de teatro, cinema e tv Moacyr Góes.
Ele nasceu na capital do Rio Grande do Norte: Natal.
“Pois é, tem gente que não sabe mas eu sou natalense”, confirma.
Nos anos 80, já no Rio de Janeiro, se formou em Artes Cênicas pela Uni-Rio. Montou peças teatrais de grandes autores como: Shakespeare, Brecht, Ibsen, Pirandello e Nelson Rodrigues.
Já ganhou os prêmios Moliére, Mambembe e Shell.
”Sempre que monto uma peça eu penso na densidade dela, no que o texto pode passar de mensagem. A obra do Nelson Rodrigues, por exemplo, traz sempre aquele confronto entre o desejo, o instinto humano de fazer algo e os limites que a sociedade coloca”, diz.
Este ano, montou o espetáculo ‘’K: Uma Leitura D’o Castelo’’, baseado no texto de Fanz Kafka.
“Eu gosto muito da obra de Kafka, pois relata bem o enfrentamento do indivíduo contra um Estado opressor que simplesmente quer esmagá-lo”, relata.
Aliás, falando em ”estado”, Moacyr é crítico de algumas políticas públicas na área da cultura.
“Hoje só se faz projeto cultural no Brasil com Lei de Incentivo. Eu acho que o Brasil tinha que ter mais investimento privado nessa área. Patrocinadores que colocassem dinheiro para ter retorno na bilhetreria”, afirma.
E nesse contexto, como fica a questão da meia entrada para estudante?
“Isso é um crime. O Estado,se ele põe dinheiro num espetáculo, tem todo direito de exigir uma contrapartida, uma cota de ingressos para estudantes, idosos, etc. Mas se eu invisto o meu dinheiro numa peça teatral, eu tenho que poder cobrar quanto eu quiser. Do jeito que ocorre hoje, é o político legislando com o dinheiro dos outros. E isso encarece o espetáculo, pois o empreendedor tem que cobrar o dobro do valor do ingresso para compensar a perda com a meia entrada”, enfatiza.
Moacyr também já dirigiu novelas na tevê, como o grande sucesso “Laços de Família” na Rede Globo. E atuou ainda no cinema. Dirigiu da Xuxa e até com o Padre Marcelo Rossi.
“Minha experiência com o padre Marcelo Rossi no filme Maria Mãe do Filho de Deus foi muito interessante. Eu apesar de não ter a mesma crença que ele, respeito muito o trabalho, a mensagem que ele passa. Talvez eu seja o mais crente dos ateus ou o mais ateu dos crentes”, brinca .
Tarso Araujo
Alcione Araujo
O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia 20 de novembro presta uma homenagem especial ao escritor, roteirista e tradutor, Alcione Araújo.
Alcione morreu na última quinta-feira,dia 15 de novembro,aos 67 anos,vítima de um infarto durante uma viagem à Belo Horizonte.
Em junho do ano passado,Alcione Araújo conversou com Marcia Peltier.
Durante o programa que você terá oportunidade de rever nesta terça-feira, este mineiro que na década de 70 adotou o Rio de Janeiro como sua casa,explicava de onde veio a inspiração para o livro que tinha lançado na época: “Cala a Boca e Me Beija”.
“Eu estava andando pelo calçadão do Leblon e vi uma menina discutindo com um rapaz, tipo surfista e ela dizia para ele: cala a boca e me beija. Achei aquilo interessante. Ao meu ver, ela estava cobrando dele, algo que ele não estava oferecendo”, brincou.
Alcione também comentou o fato de seguir neste livro,o caminho das crônicas,afinal ele nasceu em Januária,no norte de Minas Gerais e quase todo escritor mineiro é especialista em fazer crônicas.
“Existem grandes escritores mineiros que foram grandes cronistas. Como o Fernando Sabino. Mas na verdade eu acho que a crônica é um gênero bem brasileiro, que consegue transformar o cotidiano em histórias muito interessantes”, afirmou.
Ele também escrevia crônicas em jornais. Nessa entrevista,ele explicou como reagia às críticas dos leitores, num mundo conectado pela internet.
“Hoje é imediato, o leitor te manda mensagens pela internet elogiando ou criticando a crônica. Mas não tenho nenhum problema com as críticas. Não acho que o escritor seja dono da verdade. Se o meu texto fez o leitor refletir, já atingi meu objetivo”, relatou.
Alcione era formado em engenharia, mas acabou indo para a área da literatura , do teatro e da tevê. Escreveu várias peças de sucesso, como: “Há Vagas Para Moças de Fino Trato” e “Doce Deleite”.
“Doce Deleite foi um grande sucesso dos anos 80,com Marília Pêra e Marco Nanini e quase 30 anos depois ela foi remontada, com direção da Marília e com o Reinaldo Gianechinni e a Camila Morgado. E foi impressionante ver como a peça não envelheceu”, disse.
E ainda falou sobre o motivo desse texto vencer o tempo.
“Na verdade as gerações mais novas tem mais facilidade em entregar o corpo, viver o sexo numa relação. Mas isso enquanto não há sentimento. Quando surge o sentimento, o compromisso, aí surgem problemas e dificuldades iguais às das gerações mais velhas, como a minha…pois todo mundo tem medo de se machucar, de sofrer. Como dizia o Drummond todo dia o ser-humano descobre um medo novo”, afirmou.
Alcione ganhou o Prêmio Moliére de Melhor Autor. Atuou no cinema e em tevês, no Brasil, França, Alemanha e Dinamarca.
Foi roteirista de filmes como “Faca de Dois Gumes”,”Patriamada”,”Jorge Um Brasileiro” e “Policarpo Quaresma”.
Ganhou prêmios de melhor roteirista nos festivais de cinema de Gramado e de Brasília.
Ele também comentou o que achava da televisão que se faz no Brasil de hoje.
“Eu sou do teatro, mas gosto de escrever pra tevê também. Gosto de ficção, de história, não gosto de reality show porque ali não tem história, são pessoas numa arena se degladiando por um prêmio”, afirmou.
Alcione também escreveu romances e chegou ser finalista do Prêmio Jabuti. Traduziu obras de Jean Paul Sarte e Albert Camus para o português.
“Traduzir traz o desafio de traduzir não só o texto, a idéia, mas também o sentimento”,garantiu.
E ainda foi presidente da Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida, criada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho.
No programa,Alcione Araújo se definiu assim:
“Eu acho que escrevo para tentar entender mais de mim mesmo…mas até hoje não consegui”.
Bruno Magrani
Era Digital trouxe uma nova cultura do empreendedorismo. Os produtos e serviços online crescem a cada dia. Mas quais os limites legais e técnicos para tanta inovação? E a questão da privacidade na WEB? Como fica em meio a tanta informação?
Vamos conversar sobre isso com o advogado e professor Bruno Magrani.
Bruno tem mestrado em Direito e Tecnologia pela conceituada Universidade de Harvard nos Estados Unidos.
Ele é professor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro e coordena o Observatório Brasileiro de Políticas Digitais.
Mas o que seria a ”nova cultura do empreendedorismo”?
“É inspirada na cultura das bandas de garagem, o do it yourself, o faça você mesmo. As ferramentas digitais, principalmente as que possibilitam a criação do design,dão a chance de se criar quase tudo ”,afirma.
Quase tudo mesmo?
“Sim. Já existem hoje impressoras em 3D,que permitem até você imprimir,digamos assim,até pequenos objetos físicos.Parece meio ficção-científica mas já é real”,garante.
E como esta cultura do faça você mesmo começou?
”O maior exemplo conhecido dessa cultura do faça você mesmo é o Steve Jobs ,que criou o microcomputador Apple em casa,”diz.
E falando sobre a questão dos direitos autorais e do pagamento aos artistas no mundo de hoje?
“Existem pesquisas que mostram que as novas gerações não compram mais CDs de músicas… elas baixam músicas…mas ao mesmo tempo são pessoas que gastam mais com ingressos de shows ou objetos personalizados das bandas ou cantores preferidos…essa é uma realidade que deve ser observada”,fala.
E a questão da privacidade na web?
“Existe muita discussão sobre isso…as leis no Brasil sobre garantia de privacidade na internet ainda não estão muito claras,como na Europa por exemplo. Mas já existem alguns movimentos nesse sentido…leis sendo propostas e votadas no Congresso Nacional visando dar maior garantia de privacidade a quem tem seus dados em algum endereço na rede”,conclui.
Bruno Magrani
Carla de Freitas
O agronegócio é uma das grandes forças econômicas do país. O Brasil hoje tem mais de 200 milhões de cabeças de gado.
Só que este universo antes tão masculino, também está sendo ocupado pelo talento e competências femininas.
E o programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia 06 de novembro recebe uma entrevistada que é um dos maiores exemplos desta nova realidade: a produtora rural Carla de Freitas, fundadora do Núcleo Feminino do Agronegócio.
A vida dela sempre esteve ligada à produção rural.
“Meu pai recebeu uma proposta do governo, nos anos 70, para investir em terras para pecuária, no norte do país. Aí fui pra Rondônia com ele e meu marido. Eu tinha 19 anos de idade”, lembra.
Em Rondônia, ela se tornou uma microempresária, mas o destino a colocou à frente de uma das maiores fazendas de gado do país.
“Eu abri uma ótica e estava dando certo. Mas aí meu pai descobriu que tinha uma doença e que tinha pouco tempo de vida. Ele preparou a sucessão e eu fiquei com medo de assumir a fazenda e ele me disse: filha, vai dar super certo. E eu topei o desafio”, conta.
Mas o começo foi difícil.
“Vários funcionários que trabalhavam com meu pai,foram embora depois que ele faleceu.Um deles disse que não queria trabalhar comigo. Eu realmente não sabia nada de como administrar uma fazenda. Mas fui em busca de conhecimento, fiz cursos e me preparei”, afirma.
Hoje ela gerencia uma fazenda de criação de gado que é reconhecida pela excelência. “Eu entrei inclusive no programa Nelore Natural,que busca melhorar a qualidade da carne que produzimos. Tenho uma preocupação muito grande em garantir a qualidade e todo um processo bem organizado de gestão para o agronegócio”,
fala.
E como surgiu a ideia de fundar o Núcleo Feminino do Agronegócio?
“A ideia foi para atender e ajudar essas mulheres que se veem diante desse desafio de comandar segmentos do agronegócio, sem o conhecimento adequado. O grupo, do qual fui a primeira presidente, visa ajudar com informações a todas que participam, para que elas não passem o que eu passei, de ter que procurar informação, com as dificuldades que enfrentei. A troca de e-mails entre a gente, por exemplo, é constante”, diz
E como é sua vida hoje?
“Hoje eu moro em São Paulo e passo 10 dias por mês na fazenda em Rondônia.Lá eu ponho minha roupa de trabalho,acordo às 5h30min e vou pro campo. Lá eu fico à vontade, tomo minha cachacinha…e os empregados não acreditam quando eu falo: gente, vocês tem que me ver fora da fazenda…eu sou tão perua…”, brinca.
Então a produtora rural tem o seu lado ”mulherzinha” também?
“Claro…eu atualmente ,por exemplo,estou fazendo um curso de design de interiores…e sou casada com o Roberto Rodrigues(ex-ministro da Agricultura) e quando estou com ele, adoro curtir meu lado mulherzinha ,junto com o meu companheiro, curtir a casa e etc”, fala.
E seus filhos, como te veem?
“Um dos meus filhos diz que sou a mãe passarinho…eu chego,dou comida e vôo novamente…” conta rindo.
E como essa mulher forte e guerreira se define?
“Eu sou apaixonada pelo que faço”, conclui.
Você não pode perder a produtora rural Carla de Freitas no Marcia Peltier Entrevista, agora direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, nesta terça-feira, às 22h30min.
Ivan Lins parte 2
O programa Márcia Peltier Entrevista traz nesta terça-feira 30 de outubro a segunda parte da entrevista com um dos maiores nomes da MPB: o cantor e compositor Ivan Lins.
Ivan Lins aprendeu a tocar piano sozinho.
Apareceu para a MPB nos festivais da canção do final dos anos 60, uma época de muita turbulência política.
Foi um dos líderes do Movimento Artístico Universitário, o MAU
Nos anos 80, se consagrou como um dos grandes nomes da nossa música e chegou a fundar uma gravadora.
Ganhou três prêmios Grammy e é hoje, o artista brasileiro vivo,mais gravado no exterior .
Na segunda parte da entrevista, Ivan fala sobre o começo de sua carreira. Ele fazia, por incrível que pareça,faculdade de Química,mas acabou indo mesmo para o mundo da música.
“Eu na época da faculdade fui fazer entrevista com um conhecido do meu pai que dirigia uma empresa do setor da construção civil.Eu brinco que eu estava no ramo do cimento”, fala rindo.
E o que fez abandonar esta carreira e se dedicar exclusivamente à música?
“Depois da entrevista, ele me dizendo que eu iria trabalhar em Barbacena e eu pensando:barbaridade!!!..aí quando acabou a entrevista ele pega três papéis na gaveta e diz: olha,antes de você sair,me dá três autógrafos?Minha mulher e minhas duas filhas são suas fãs.Aí,depois disso, quando eu saí dali,já decidi que ia me dedicar mesmo à música”,revela.
E na música, você foi autodidata?
“Sim,aprendi a tocar piano sozinho aos 18 anos. Aprendi tarde.Eu tinha preconceito contra o piano…minhas irmãs estudavam piano e eu achava instrumento de mulher…até que vi o Tamba Trio na tevê vi Luizinho Eça e disse: é isso que eu quero pra mim!”,relembra.
Mas no início da sua carreira, você cantava em festivais. Como era encarar aqueles ginásios cheios de gente?
“Eu tinha pânico de multidão…tive que fazer terapia pra conseguir entrar no palco…mas funcionou…até demais! E acabei ficando tão á vontade que entrava no palco e falava sem parar e o público começava a gritar:canta,canta” ,diz, se divertindo.
E era também uma época muito pesada essa dos festivais, não? Em plena ditadura? Você chegou a sofrer muita patrulha pelo título de uma música sua “O Amor é o Meu País”‘, não foi’?
“Sim,havia muita patrulha…acharam que minha música era ufanista…mas eu estava falando do amor…que o meu país era o amor…mas eu entendo,também era uma época em que as pessoas estavam muito sufocadas…elas saíam batendo em quem passasse pela frente…a Elis foi patrulhada..o que fizeram com o Simonal…acabaram com a carreira dele.”,analisa.
E depois você meio que respondeu a isso com uma música que se tornou quase uma trilha sonora da redemocratização do país, “Começar de Novo”, não é?
“Sim. Essa música foi encomendada pela TV Globo para ser tema do seriado Malu Mulher,no fim dos anos 70. E o Vítor Martins,letrista e meu parceiro,que é um bruxo,fez uma letra com um tremendo duplo sentido…que retratava a história da personagem,que era uma mulher descasada que recomeçava a vida e também do período que o país vivia,com abertura política,anistia aos exilados e meio que anunciando as Diretas Já que ainda viriam”,explica.
No programa,Ivan fala sobre os 3 prêmios Grammy que ganhou e ainda sobre a engraçadíssima experiência que passou na festa de entrega de um Grammy.
Ivan Lins
O programa Marcia Peltier Entrevista traz um presente para você: uma entrevista com um dos maiores nomes da MPB, o cantor e compositor Ivan Lins. A entrevista ficou tão boa que será dividida em dois programas.
A primeira parte irá ao ar nesta terça-feira 23 de outubro.
Ivan Lins aprendeu a tocar piano sozinho. Apareceu para a MPB nos festivais da canção do final dos anos sessenta, uma época de muita turbulência política. Foi um dos líderes do MAU, O Movimento Artístico Universitário.
Nos anos oitenta, se consagrou como um dos grandes nomes da nossa música e chegou a fundar uma gravadora. Ganhou três prêmios Grammy e é hoje, o artista brasileiro vivo, mais gravado no exterior .
No programa, Ivan fala sobre seu novo CD: ”Amorágio’’.
“Amorágio é um neologismo criado pelo poeta Salgado Maranhão. A ideia é falar de amor de uma forma geral,os vários tipos de amor…Amorágio é isso: o que é relativo ao amor’’, explica.
No CD ele tem parcerias, com a cantora Maria Gadú.
“Eu gosto de fazer parcerias com os novos talentos. E também de experimentar sons…já gravei fados e fiz já até um rap em parceria com o Aldir Blanc’’, conta.
Aliás, falar de amor, ou melhor, cantar o amor, sempre foi uma das características de Ivan.Por isso,ele acabou se tornando o compositor brasileiro vivo mais gravado no exterior.
“Eu sou muito gravado lá fora. Já tive músicas gravadas para o inglês, polonês e até uma versão no Paquistão.Já fizeram versões para músicas minhas também na África…mas nem sempre a letra corresponde ao original.A letra da versão na Polônia por exemplo era ridícula’’,conta rindo.
E a grande inspiração é mesmo o amor?
“Sim,sempre gostei de cantar o amor. Eu estou casado há 30 anos com minha atual mulher a Valéria e neste período já fiz mais de 40 composições em homenagem a ela. Porque ela merece’’,conclui.
No programa, Ivan conta ainda a história deliciosa de como surgiu e de quem era a musa inspiradora de um de seus maiores sucessos, a música “Madalena’’. Revela ainda detalhes da convivência com monstros sagrados da MPB como Tom Jobim e Vinícius de Moraes que só o chamavam de ‘’Ivanzinho’’.
Você não pode perder a primeira parte da entrevista com Ivan Lins no Marcia Peltier Entrevista, agora direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, na próxima terça-feira, às 22h30min na CNT.
Marcelo Backes
A Literatura é uma grande viagem. Mergulhar na leitura de um livro pode nos levar a locais que não conhecemos ou que sequer imaginávamos existir.
O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça feira, dia 16 de outubro, leva você a viajar com a entrevista do escritor,tradutor, professor e crítico literário Marcelo Backes.
No programa, Marcelo será nosso ‘’guia’’ num passeio ‘’físico e metafísico’’ por algumas das maiores cidades da Europa.
Vamos mergulhar na Londres de Charles Dickens, na Paris de Marcel Proust, na Praga de Franz Kafka e na Viena de Arthur Schnitzler.
“Isso é na verdade um curso que eu tenho na Casa do Saber aqui no Rio,aonde eu comento as características de cidades europeias através de grandes autores. Eu estou acabando de voltar inclusive uma viagem á Rússia, onde levei um grupo de 19 pessoas para conhecer Moscou e São Petersburgo retratadas nas obras de Tolstói e Dostoiévski’’, conta.
Marcelo é um especialista em literatura e tradução.
“Trabalho muito com tradução, principalmente do alemão para o português. O trabalho do tradutor é manter o estilo do autor original, seja ele vivo ou não,respeitando a obra. O tradutor tem que ser meio escritor, embora o escritor esteja mais livre para sua criação’’, comenta.
Ele é formado em jornalismo, com Mestrado em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem Doutorado em Germanística e Romanística pela Universidade de Freiburg na Alemanha.
E como são essas viagens através da Literatura?
“Na obra máxima de Dickens, Oliver Twist, podemos ver o retrato de uma cidade, capital do maior Império do mundo na época, mudando de uma característica rural para uma face industrial, mostrando o que a Revolução Industrial provocava de mudanças no início do século XIX, a exploração do trabalho infantil, a modernização, a higienização da cidade’’, relata.
E a Paris na obra de Proust?
“Na obra mais emblemática dele, Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust mostra inovações como a troca das carruagens à cavalo pelo barulho dos motores dos automóveis e a chegada da luz elétrica na cidade. É o início do século XX e um momento onde Paris começa a tomar de Londres o título de Capital Cultural do mundo’’, fala.
E como vemos Praga nos escritos de Franz Kafka?
“Praga é uma cidade com uma parte medieval muito preservada…é meio soturna, opressiva e isso está presente em dois dos grandes livros de Kafka: O Processo e A Metamorfose. Ele também, de alguma maneira, antecipa um pouco toda a opressão e totalitarismo que a Europa iria enfrentar com a chegada do nazismo. Kafka mostra um Homem sem saber o que fazer diante de uma realidade que ele não consegue mais controlar’’, explica.
E a Viena de Arthur Schnitzler?
“Schnitzler foi um médico que se tornou amigo de Freud e chegaram a trocar correspondências. Nos seus livros ele retrata uma Viena, capital do grande Império Austro-Húngaro, um dos maiores que o mundo já viu, à época da Imperatriz Sissi. E também já antecipa a decadência da Áustria, que hoje é apenas um país turístico, sem qualquer importância geopolítica’’, conclui..
Na entrevista Marcelo, que tem vários livros e ensaios publicados no Brasil e na Europa, fala ainda de como é o trabalho de criação de um escritor.
Sylvio Lazzarini
O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia nove de outubro fala sobre uma paixão nacional: o churrasco. Ele está quase sempre presente na mesa dos brasileiros, quando há uma comemoração. Mas quais os segredos para assar uma boa carne? E como escolher uma carne de qualidade?
Márcia Peltier conversa com um especialista no assunto: o empresário Sylvio Lazzarini.
Ele é formado em Administração e Economia e tem Pós-Graduação em Administração Rural pela FGV de São Paulo. Já foi presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Gado.
Tem mais de 14 livros escritos sobre o tema e hoje Sylvio comanda uma distribuidora de carnes e também um dos restaurantes mais premiados do país:o Varanda Grill,considerado por vários guias gastronômicos,como aquele que tem a melhor carne de São Paulo
“O brasileiro adora churrasco. E interessante é que todo estado tem seu jeito de assar a carne. No Sul temos o estilo gaúcho, de colocar a carne em espetos,fincados no chão perto da brasa e as pessoas se reúnem até nos estábulos para saborear o churrasco. Em São Paulo ,o churrasco acontece tanto em casas mais humildes,quanto entre os mais ricos. E no Rio,o churrasco vira uma roda de samba. Churrasco tem o seu componente cultural’’,afirma.
E como o churrasco chegou ao Brasil?
“Os primeiros rebanhos bovinos chegaram ao país na época da Colônia,com o gado da raça caracu. Creio que na capitania de Pernambuco se fez o primeiro churrasco,ainda no século XVI’’,fala.
E o que mudou de lá pra cá?
“O jeito de assar a carne e a paixão pelo churrasco mudaram pouco. O dado fundamental foi a chegada do gado nelore,no século XX. Um gado de origem indiana e que se deu muito bem no nosso clima e na nossa geografia’’,explica.
E em relação à qualidade da carne? As carnes argentina e uruguaia são melhores mesmo? Por quê?
“Um bom gado de corte,é como fazer vinho.Para o vinho,é preciso uma terra fértil,um bom clima,água,sol,etc. Para a carne é a mesma coisa. As terras argentinas,por exemplo, são riquíssimas em nutrientes,portanto,o capim de lá vai alimentar melhor o gado e a carne sairá com melhor qualidade no sabor’’,esclarece
E qual a carne mais cara do mundo?
“Atualmente o boi japonês,que é um boi super bem alimentado,que recebe até massagem por parte dos criadores. Um quilo de carne do boi japonês,custa cerca de 500 dólares’’,avisa.
E como o Brasil está hoje no mercado da carne?
“Temos o maior rebanho bovino do mundo. Mais de 200 milhões de cabeças de gado. O Brasil hoje está ao lado de gigantes da produção bovina,como EUA,Austrália,Argentina e Uruguai. E a qualidade da nossa carne também melhorou bastante’’,garante
Na entrevista, Sylvio conta ainda uma história que pouca gente sabe: quem descobriu o corte mais popular do boi,a picanha,foi um brasileiro!!!
E ele também dá dicas de quais vinhos combinar com os mais variados cortes de carne.
Lauro Cavalcanti
Como a arquitetura pode ajudar na melhor ocupação do espaço urbano? Qual a relação entre arquitetura e arte?
O Brasil tem uma arquitetura de qualidade?
O programa Marcia Peltier desta terça feira, dia dois de outubro traz como entrevistado o arquiteto e antropólogo, Lauro Cavalcanti.
Lauro Cavalcanti é arquiteto, com Doutorado em Antropologia e Pós-Doutorado em Cultura Contemporânea pela UFRJ.
É professor da Escola Superior de Desenho Industrial. Também é o atual diretor do Paço Imperial e escreveu vários livros sobre a história da arquitetura no Brasil.
“O Brasil teve nos anos 40 e 50 do século passado,a melhor arquitetura do mundo’’,afirma.
E como isso ocorreu?
“Muito por causa do governo Getúlio Vargas,que resolveu investir no Rio de Janeiro e transformá-lo na ‘’capital do Estado Novo’’. Isso possibilitou que um estrangeiro,o franco-suíço Le Corbusier e uma geração de novíssimos arquitetos brasileiros,como Oscar Niemeyer,Lúcio Costa e outros, tivessem a oportunidade de mostrar seu talento.É dessa época o prédio do Palácio Gustavo Capanema,no Rio,que foi sede do Ministério da Educação e é o primeiro arranha-céu no estilo modernista do mundo’’,exemplifica.
E como está essa arquitetura hoje?
“A arquitetura brasileira teve um auge na construção de Brasília. Depois começou a decair por conta de altos custos,o regime militar e também porque os grandes investimentos arquitetônicos eram feitos pelo estado. As construtoras da iniciativa privada não investiam muito no talento dos arquitetos. Por isso você vê hoje por aí vários prédios no estilo ‘’neo-horroroso’’,brinca.
E as chamadas “casas ecológicas”?É uma tendência?
“As construções que tem uma preocupação de serem sustentáveis e estarem em harmonia com o meio ambiente são válidas. Só acho que elas não precisam ser feias’’,fala rindo.
E o Paço Imperial,que você hoje dirige?
“O Paço tem uma importância fundamental. Ele foi a sede administrativa da Coroa Portuguesa quando Dom João VI chegou ao país. Fizemos a reforma e manter aquela área preservada é importante para a memória nacional’’,garante
E como é o Lauro Cavalcanti?
“Eu sou um curioso que quer sempre aprender mais”,afirma.
Na entrevista,Lauro conta ainda o dia em que a rede de dormir,tão tradicional no Brasil,fez sucesso numa exposição de artes na Europa.
Você não pode perder Lauro Cavalcanti no Marcia Peltier Entrevista, agora direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, nesta terça-feira, às 22h30min.
Marcos Calliari
Você já ouviu falar da Geração Y? Bem, é só olhar ao redor e você vai encontrar nativos desta geração em todos os lugares.
O Programa Marcia Peltier desta terça feira, dia 25 de setembro traz o economista ,empresário e escritor Marcos Calliari.
Marcos Calliari é um dos autores do livro “Código y: Decifrando a Geração que Está Mudando o Brasil”.O livro traz uma extensa pesquisa sobre os jovens nascidos entre 1980 e 1995 no Brasil,como se comportam e interagem com os estímulos da vida moderna.
Ele é formado em economia pela USP, com Pós-Graduação em Marketing também pela USP e em Estratégia, na França.
Foi um dos fundadores da Agência na Mosca, especializada em marketing para o público jovem.
Marco ainda arranja tempo para ser mergulhador de resgate e montanhista, já tendo feito expedições aos montes Himalaia, Kilimanjaro e Fuji.
Mas como se define a tal “Geração Y”?
“Este termo Geração Y foi criado para denominar os jovens entre 15 e 32 anos de idade,que são a geração que veio depois dos baby-boomers e da Geração X,que foram as duas outras etapas geracionais que precederam os Y”,declara.
E quais as caraaterísticas dessas gerações anteriores?
“Os baby-boomers nasceram logo após a Segunda Guerra Mundial. Representam um mundo de otimismo,devido ao fim da guerra. É uma geração que nasceu sobre um regime de muita autoridade na sociedade na família,na escola…mas foi também uma geração que quebrou padrões de comportamento,como a revolução sexual,a ida da mulher para o mercado de trabalho,mais liberdade de escolha para os jovens e etc”,afirma.
E a geração X?
“Os X geralmente são filhos dos baby-boomers..são uma geração que também nasceu com a questão da hierarquia,tinha o pai ainda chefe de família,é uma geração que sabe lidar melhor com a frustração”,diz.
E os Y?
“Essa geração não aceita hierarquia. Eles não tiveram mais o pai como centro de poder na família.E com o avanço tecnológico,que eles dominam mais,eles acabam sendo a grande fonte de informação da família,na hora de por exemplo dar as dicas de como comprar um carro ou em que hotel se hospedar numa viagem.Eu digo que se a família hoje tem um chefe,é o jovem”,fala rindo.
E em relação ao mercado de trabalho?
“É uma geração,que como eu falei,não aceita a hierarquia. Ela crê na meritocracia.Por isso as empresas precisam se adaptar a eles,já que é uma geração que tem muito talento,principalmente na área do uso de ferramentas tecnológicas”,afirma.
E quais seriam os grandes problemas desta geração?
“Creio que a superficialidade é um.Eles não conseguem se aprofundar mui to nos temas. É uma geração que não aprende ouvindo,ela é cinestésica,isso cria de cara um problema para os modelos de educação que ainda se usam hoje nas escolas,que parecem estar ainda,sem qualquer exagero, no ano de 1200…”,garante.
E questão da hiperexposição?
“Essa é uma geração que não vê limites entre a vida privada e a vida pública..acha que tem que compartilhar tudo,expor sua intimidade nas redes sociais e etc. E é uma geração também extremamente narcisista”,completa,
No programa,Marcos fala ainda da “geração Z”,a geração de menos de 15 anos de idade hoje e que vai suceder os Y.
Você não pode perder Marcos Calliari no Marcia Peltier Entrevista, agora direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa.
Professor Serpa
O Programa Marcia Peltier Entrevista traz uma nova oportunidade para o público conhecer toda história,tradição e glamour da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa.Nesta terça feira, dia 18 de setembro o programa apresenta mais uma vez a entrevista com o professor Carlos Alberto Serpa.
A Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa é um palacete do século XX, tombado pelo Patrimônio Cultural da Prefeitura do Rio de Janeiro e que hoje se tornou um centro de arte, cultura e gastronomia na Zona Sul da cidade.
No programa desta semana você vai saber toda história do local onde programa está sendo exibido,com o novo cenário,uma criação do renomado cenógrafo Abel Gomes.
E o entrevistado que recepciona a apresentadora Marcia Peltier nesta nova fase do programa, é um dos maiores educadores do país: o professor Carlos Alberto Serpa, presidente da Fundação Cesgranrio e também o Diretor-Geral da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa.
O professor Serpa também é um conceituado antiquário,de uma família de tradição nessa área. Ele vai mostrar todas as obras de arte e a decoração que dão o tom grandioso do local,num agradável ”tour” pela Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa.
E a mulher do professor Serpa,Beth Serpa,vai nos apresentar um desfile exclusivo com atores vestidos com os figurinos usados nos shows de época apresentados na Casa Julieta de Serpa. Figuras como Napoleão Bonaparte,Maria Antonieta,Romeu e Julieta ganham vida diante de sua tela de tevê.
No programa você vai conhecer ainda a história de amor que deu origem à construção da Casa, vai ver a mistura do histórico com o moderno nos espaços gastronômicos e ainda vai saber do colar que fez a Rainha da França,Maria Antonieta literalmente perder a cabeça durante a Revolução Francesa.
Você não pode perder a nova temporada do Marcia Peltier Entrevista,agora direto da Casa de Cultura Julieta de Serpa, na próxima terça-feira, às 22h30min na CNT.
Rico de Souza
O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia quatro de setembro, recebe o surfista e empresário Rico de Souza.
Rico é uma lenda do surfe nacional. Foi um dos pioneiros neste esporte no país. Nasceu e se criou entre as ondas da Zona Sul do Rio.
“Eu com 16 anos já surfava ali pelo Leblon,Arpoador,Copacabana.Na época surfista tinha fama de malandro”,comenta
Na década de 70 já era campeão brasileiro de surfe e disputava campeonatos pelo mundo.
“Comecei a fabricar minhas pranchas,depois a fabricar e vender pranchas para os amigos.Comecei a me profissionalizar,e a família percebeu que o surfe era algo sério na minha vida e aí aceitou.”,conta.
Rico entrou para o Guiness Book, o Livro dos Recordes, ao surfar com a maior prancha do mundo.
“Foi uma prancha de quase 10 metros .No começo ela embicava na onda quase toda hora e eu não conseguia.Mas teve uma hora que consegui e isso foi transmitido ao vivo pela tevê”,recorda.
Ele também voltou a freqüentar o Guiness ao colocar o maior número de surfistas na mesma onda. Além disso,é um defensor do meio ambiente e usa o surfe em projetos sociais com crianças carentes.
“Eu fundei em 1982 a primeira escolinha de surfe do Brasil.Hoje tenho campeões formados lá disputando campeonatos pelo mundo.Entre eles o Phil Rajzman,filho do Bernard do vôlei,que hoje é campeão de bodyboard”.afirma.
Já ganhou o título de “embaixador do surfe brasileiro” e agora, aos 60 anos de idade virou tema de um documentário.
No programa Rico conta ainda,como escapou da morte ao surfar uma onda gigantesca no Havaí e também a incrível história de quando ele fugiu da polícia pelo mar,indo do Arpoador até São Conrado na prancha,numa época em que o surfe era proibido em algumas praias do Rio.
Marcelo Néri
O Programa Marcia Peltier desta terça-feira, dia 28 de agosto entrevista um dos maiores especialistas em políticas públicas do país, o economista,professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Néri.
Neri é economista com mestrado pela PUC -RJ e com Pós-Doutorado pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.
Faz parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, da Presidência da República.É diretor do Centro de Políticas Sociais da FGV.
Já foi considerado um dos 100 brasileiros mais influentes, pela revista Época.
Escreveu o livro ‘’A Nova Classe Média: O Lado Brilhante da Base da Pirâmide’’.
“Nos últimos governos,de Itamar Franco para cá,passando por Fernando Henrique,Lula e agora Dilma,mais de 40 milhões de pessoas ascenderam para a classe C. Isso provocou uma grande mudança no país”, afirma
E isso se deve à estabilidade econômica e aos programas sociais dos governos?
“Também. O controle da inflação e programas inclusivos tem um papel muito importante. Mas o que proporcionou isso mesmo foi o emprego com carteira assinada. A carteira de trabalho é o grande símbolo desse aumento de poder aquisitivo de grande parcela da população brasileira”, diz.
Mas e essa questão do endividamento do brasileiro?
“Na verdade isso é consequência do dado anterior. As pessoas com carteira assinada, emprego formal, podem fazer crediários, comprar a prazo e isso pode levar ao endividamento”, afirma.
Então aquela metáfora da ”Belíndia”que o Brasil teria uma parte da população tão rica quanto a Bélgica e outra parte tão pobre quanto a Índia,desapareceu?
“Na verdade ela ainda é válida,só que com uma mudança: hoje você tem uma parte da população que cresce economicamente tanto quanto a Bélgica,ou seja, cresce menos…e outra parte que cresce tanto quando a Índia, que é um dos grandes emergentes do mundo moderno”, afirma.
E neste processo, existe um possibilidade de estagnação geral ou de um retrocesso econômico no país, algo semelhante às crises que vemos no EUA e na Europa?
“Para que isso não aconteça, o Brasil precisa fazer o dever de casa. Existem dois gargalos que devem ser trabalhados, que são: educação e a previdência social. É preciso investir em reformas nessa área.”
Luiz Fernando Dale
Você acha ético escolher o sexo do seu futuro filho? E a gravidez na idade madura, ainda é um risco? Quais os limites da ciência na área da reprodução humana?
O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia 21 de agosto recebe o medico especialista em reprodução humana Luiz Fernando Dale.
Dale é médico com especialização na Universidade de Paris. Foi diretor do Setor de Reprodução Humana do Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz no Rio de Janeiro.
“Existe um mito sobre a reprodução humana.Que seria fácil engravidar.Na verdade não é tanto assim.Um casal que se relaciona com certa freqüência pode ter em média 30% de chances da mulher engravidar.O que não é muito’’,esclarece.
Mas em relação à fertilidade,ainda existe o mito que geralmente o problema está na mulher.
“Isso é um mito.Eu diria que se um casal tem dificuldades para gerar um filho,o problema pode estar na mulher,no homem ou em ambos’’,diz.
E existe alguma forma de se precaver?
“O ideal é que o casal faça alguns exames para detectar a causa do problema.No homem,um espermograma é suficiente’’,explica
Luiz Fernando Dale é integrante da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva e da Sociedade Européia de Reprodução Humana.
E em relação à fertilidade da mulher?
“O fato é que o ovário tem prazo de validade.Até os 35 anos a mulher tem maiores chances de engravidar.Após essa faixa etária o índice de possibilidades diminui. Mas hoje já existem técnicas que permitem estender as chances após essa idade’’,conta.
O doutor Dale explica que técnicas são essas para prolongar a vida fértil da mulher.E conta ainda porque os homens não devem ‘’temer’’ o espermograma.
Márcia Peltier Entrevista, agora direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, nesta terça-feira, 22h30min.
Luiza Helena Trajano
O Programa Marcia Peltier entrevista desta terça feira, dia 14 de agosto recebe a empresária Luiza Helena Trajano,presidente do Magazine Luiza.
Ela é a primeira entrevistada a ocupar o novo cenário do programa na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa
Com o lema ‘’Vem Ser Feliz’’, Luiza está a frente de uma das maiores redes varejistas do país.
“Eu comecei muito cedo na loja, fundada pelos meus tios.Uma loja de uma cidade do interior de SP,como é Franca e que hoje é uma das maiores do país.Sempre gostei do varejo”,conta.
O Magazine Luiza tem mais de 50 anos de existência e já foi considerada 14 vezes seguidas como uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil pelas revistas Exame e Época.
“Entramos 14 vezes no ranking Great Place To Work como uma das empresas onde os colaboradores estão mais satisfeitos. Isso é muito raro no setor de varejo.Mas lá no Magazine Luiza nos procuramos ouvir as pessoas.Temos ritos como cantar o Hino Nacional,o hino da empresa,temos um rito de comunhão e comunicação plena com o portal,a TV e a rádio Luíza’’,afirma.
Toda essa excelência já foi reconhecida até pela mais famosa escola de gestão do mundo: a universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
“Hoje é moda falar em gestão de pessoas. Mas a gente já faz isso há mais de 20 anos.No início diziam que era coisa de empresa do interior,essa preocupação com os funcionários,mas hoje estamos na liderança do mercado justamente por isso’’,garante.
A empresa implantou um modelo que se resume em respeito aos clientes, aos funcionários e à toda sociedade.
“Este Brasil tem um potencial imenso para crescer. O mundo está na UTI da economia,mas o Brasil está só no hospital.Podemos progredir muito e eu quero fazer parte dos 20% de pessoas que fazem a diferença e não dos 80% que olham a banda passar’’
Luiza Helena Trajano conta tudo sobre este caso de sucesso no mundo empresarial brasileiro,no Márcia Peltier Entrevista,agora direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa.
Eduardo Moreira
O Programa Marcia Peltier entrevista recebe nesta terça-feira, dia 31 de julho, o economista e esportista Eduardo Moreira.
Ele é um profissional bem sucedido no mercado financeiro, formado em Engenharia Civil pela PUC-RJ e em Economia na Universidade da Califórnia. Nos Estados Unidos, chegou a disputar competições de atletismo. Mas foi a paixão pelos cavalos que o levou a escrever o livro ‘’Encantadores de Vidas’’.
“Sou do Rio, mas fui morar em São Paulo por causa do meu trabalho. Como sinto muita falta da natureza, comprei uma fazendinha próxima à cidade e resolvi comprar um cavalo, pois amo esses animais. Só que eu comprei um cavalo pela internet e quando fui montar, ele começou a empinar que nem cavalo de rodeio texano e me jogou no chão”, conta.
Este primeiro tombo, deu o primeiro passo na história que ia mudar a vida dele.
“Eu decidi ir para os EUA fazer o curso do Monty Roberts, conhecido como o ‘’encantador de cavalos’’. Ele criou um método mais rápido e sem violência de domar esses animais. Só que fazer o curso dele é uma peneira, só 40 pessoas do mundo inteiro fazem o curso anualmente, mas eu acabei conseguindo e hoje o Monty é como se fosse um outro pai para mim’’, afirma.
Mas qual a mágica desse método do Monty Roberts?
“O Monty quando era criança era obrigado pelo pai a caçar cavalos mustangs selvagens nos campos do oeste americano. Ele começou a perceber que cavalos arredios, que ficavam afastados do bando,se comunicavam com a égua líder do grupo através de sinais. Eram sinais como trotar em círculo perto do grupo, baixar a cabeça ,entre outros. E ele começou a repetir esses movimentos com os cavalos que ele tinha que domar’’, fala.
E esse método dá certo?
“Sim. Para você ter uma idéia, o método tradicional de amansar o cavalo, que é muito duro com o animal, pode durar até seis semanas. No método do Monty, sem violência, você amansa o animal em 20 minutos’’, garante.
E seu encontro com o Nuno Cobra, o preparador do Ayrton Senna?
“Isso foi provocado pelo segundo tombo que levei na vida. Eu estava correndo para pegar um táxi num dia de chuva em São Paulo, quando escorreguei com o piso molhado e tive um sério acidente com meu pé. Por pouco não perdi meu pé. Foi a mesma época em que decidi começar um processo de preparação física com o Nuno. E aí descobri o método dele que se resume a FAZER”, diz.
Mas como seria isso?
“O Nuno diz que temos de fazer exercício na zona de conforto, ou seja, devemos respeitar os limites do corpo, não exigir além do que ele pode aguentar. E o FAZER a que ele se refere é cumprir as orientações prescritas, como por exemplo: se alimentar bem,dormir cedo e etc”,relembra.
E depois dessa experiência, você resolveu escrever o livro?
“Sim, pois decidi que essas experiências com esses dois encantadores de vidas não poderia ficar só comigo. E resolvi contar isso num livro, para ajudar outras pessoas. Daí a ideia do livro Encantadores de Vidas’’, explica.
E ele se define da seguinte maneira:
“Sou um sonhador, que acredita que tudo que a gente pensa, pode ser realizado’’, conclui.
No programa, você vai ver ainda as imagens de um vídeo no qual Eduardo amansa um cavalo, utilizando o método revolucionário de Monty Robert.
MÁRCIA PELTIER ENTREVISTA
TERÇA- FEIRA – 22:30
Sócrates Nolasco
O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 24 de julho, o psicoterapeuta, professor e escritor Sócrates Nolasco.
Ele se formou em Psicologia. Fez mestrado na PUC-RS e doutorado na PUC-RJ.
É professor na Escola de Comunicação da UFRJ e na UERJ.
É também um estudioso da imagem masculina na sociedade. Escreveu livros que se tornaram grandes sucessos, como “O Mito da Masculinidade “.
“Este mito se baseia na idéia de que o homem deve ser durão. Porque ser homem depende de reconhecimento. O homem tem que passar por certos ritos,na sociedade,para se confirmar como homem. Já a mulher não precisa disso”,afirma.
E o que isso acarreta?
“Quando o homem fracassa amorosamente,financeiramente ou sexualmente,isso traz problemas para ele”,diz.
E quando essa contradição se acentuou?
“Depois da 2ª Guerra Mundial,quando a mulher foi trabalhar e o homem deixou de ser o provedor absoluto da casa e da família,a questão ficou mais exposta”,acrescenta.
Sócrates também escreveu “De Tarzan a Homer Simpson: Banalização e Violência Masculina em Sociedades Contemporâneas Ocidentais”.
“Tarzan encarnava o mito da masculinidade,o homem que dominava. Homer Simpson é o oposto,representa o homem moderno que agora vê a mulher ocupando espaço no mercado de trabalho,se colocando também
como provedora do lar e este homem não sabe como se comportar com esta realidade”,fala.
Sócrates também estuda a questão da violência nas sociedades ocidentais e chegou a uma conclusão.
“A violência é masculina. Os homens estão meio perdidos,não entendem bem seu papel no mundo atual e isso gera,principalmente nos jovens,comportamentos violentos na busca de auto-afirmação,como a gente vê por exemplo em brigas de torcidas,no uso de drogas e na violência no trânsito”, observa.
E qual seria a solução?
“Acho que a família é fundamental. É o que eu digo aos pais: façam ao menos uma refeição por semana com seus filhos…nos finais de semana,pelo menos um passeio juntos..nas férias,uma viagem juntos…essa proximidade com os filhos é fundamental para tentar mudar essa realidade da violência entre os homens jovens”, comenta.
E como este estudioso do comportamento se define?
“Sou uma metamorfose,não ambulante,mas em constante transformação…e adoro viver”,conclui.
Marcelo Copello

Jornalista e sommelier, Marcelo Copello é um dos maiores especialistas do Brasil quando o assunto é vinho. Ele foi eleito o mais influente jornalista de vinhos, pela Revista Meininger, a mais conceituada publicação de vinhos do mundo.
Foi escolhido pelo site Enoeventos, como a Personalidade do Vinho em 2011.
“Para se conhecer bem um vinho,é preciso saber qual uva é utilizada,em que região esta uva é plantada…”conta.
Um de seus livros, ganhou em Paris, o Prêmio Gourmand World Cookbook ,na categoria de Melhor livro Sobre Vinhos Europeus.
É colunista da revista Veja Rio online e também colabora com várias publicações estrangeiras.
Ele criou a Escola Mar de Vinho e fundou a Sociedade Brasileira de Amigos do Vinho.”O Brasil está crescendo bastante nesse mercado. Hoje o Brasil já exporta vinhos e a classe C brasileira já descobriu o vinho”,relata.
Já visitou mais de 500 vinícolas no Brasil e em países como França, Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Estados Unidos e África do Sul. Chega a fazer degustação em cerca de 5 mil vinhos por ano.
“Na América do Sul,o melhor vinho é feito no Chile,onde elas usam muito a uva Cabernet Sauvignon. Depois vem a Argentina,com predominância da uva Malbec e em terceiro o Brasil,onde se faz muito vinho com a uva Merlot,na Serra Gaúcha”,conta.
E onde se faz o melhor vinho do mundo?”Ainda é na França.Porque lá eles tem uma cultura de 400 anos no preparo do vinho”,explica. E existem vinhos muito caros?”Existem sim.Temos vinhos como por exemplo,o Romanée Conti,cuja garrafa pode chegar a milhares de euros”, revela.
No programa,Marcelo conta o dia em que participou de uma “pisa” em Portugal,aquele processo de amassar as uvas com os pés para a fabricação do vinho e também revela um sonho: “Eu queria que o mar de Copacabana se transformasse em vinho”,brinca.
Suzana Leal
O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça feira, dia 26 de junho traz a empresária, consultora e escritora Suzana Leal.
Suzana atuou quase 20 anos no setor de Relações Públicas e Publicidade de uma estatal na área de telefonia. Mas deu uma virada na vida e se tornou empresária e escritora.
“Eu era executiva mas larguei tudo para acompanhar meu atual marido, advogado tributarista, E confesso que gostei de ser esposa”, conta.
Mas logo ela procurou outra ocupação. Suzana criou uma loja de lingeries na zona sul do Rio de Janeiro, a Pselda.
“Eu notava que as mulheres tinha dificuldades em associar lingerie com sedução. E a proposta da minha loja era: se nunca aconteceu nada na sua vida amorosa, vamos dar um toque de pimenta nela”, diz.
Mas no início a loja ficou conhecida como sex-shop?”Sim, mas não era sex-shop. Eu acho sex-shop algo muito explícito. As coisas ficam muito expostas. Na minha loja eu tinha um quartinho onde as mulheres podiam conhecer brinquedinhos eróticos”, conta.
E como foi a reação? “No início as mulheres chegavam, ficavam olhando, disfarçando e eu percebia logo o que elas queriam. Levava até o quartinho e explicava tudo. Afinal, vamos deixar essa vergonha de lado né? Como pode uma mulher de 40 anos ficar com vergonha de ver um vibrador?”, afirma.
Melhorar a relação com o parceiro, passa também pelo aumento da auto-estima?”Com certeza. A mulher deveria sempre ao tomar banho ou se olhar no espelho dizer: sou linda, sou gostosa, sou poderosa”, fala rindo.
Ela também escreveu o livro: ” Doutora Sedução e os Segredos de Pselda”. “Meu livro dá dicas de como a mulher pode melhorar sua vida sentimental e sexual.E fico orgulhosa de poder afirmar que já salvei vários casamentos. Pois é a mulher que segura o casamento”, conta.
E como essa empresária e consultora se define? “Eu sou uma menina, que adora ser mulher e quero ajudar as mulheres a se sentirem cada vez melhores”, conclui.
David Zee
O programa Marcia Peltier Entrevista entra no clima da Rio +20. O bate papo desta semana será sobre o que podemos esperar de resultados da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que está sendo realizada no Rio de Janeiro.
O convidado é um especialista no tema: o ambientalista, engenheiro civil e professor David Zee. Ele é engenheiro civil com mestrado em Oceanografia pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos e possui doutorado em Geografia pela UFRJ.
É professor da UERJ e da Universidade Veiga de Almeida.
Mas afinal, quais as definições que podem sair desta conferência? “Primeiro é preciso lembrar que essas conferências sobre o meio ambiente começaram em Estocolmo em 1972, Depois, tivemos a Rio-92 e agora a Rio Mais 20. Várias agendas vem sendo discutidas neste 40 anos e a conscientização sobre o desenvolvimento sustentável vem avançando”, diz.
A questão da troca do combustível fóssil é primordial para esta agenda dar certo?
“Os combustíveis fósseis como petróleo e carvão ainda são usados. No Brasil, nos temos a questão do pré sal. Seria uma estupidez não utilizar esses recursos. A questão é: como prospectar petróleo em águas profundas sem colocar em risco o meio ambiente”, declara.
E o tema do meio ambiente já chegou a se tornar um debate comum entre as pessoas? ‘Isso tem que ser assim, não podemos ficar dependendo somente das ações dos governantes. Nós, os cidadãos comuns, precisamos fazer a nossa parte”, recomenda.
E como seria isso na prática? “Por exemplo, separando o lixo para coleta seletiva. Tive uma experiência no bairro da Barra da Tijuca , aqui na Zona Oeste do Rio, onde alguns condomínios treinaram as empregadas domésticas, os zeladores e porteiros para a coleta seletiva. E depois, o lixo que era comprado por empresas de reciclagem, era revertido em cestas básicas para essas pessoas. É um ciclo completo da cadeia produtiva da economia verde”,garante.
E além das pessoas, quem mais precisa se integrar a este movimento?”As empresas. Os empresários precisam se conscientizar definitivamente que devem se ajustar a indústria se tornar menos poluente. E isso podeser um diferencial de mercado. Muitas pessoas hoje compram produtos porque eles são biodegradáveis e não deixam resíduos na natureza”,afirma.
E como este “defensor do planeta” se define? “Eu sou uma pessoa que acha que cada um deve fazer a sua parte nesta questão da preservação do planeta. O ser humano deve ser senhor do seu próprio destino”,conclui.
Eneida de Oliveira
O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira 12 de junho recebe a psicóloga, psicoterapeuta e professora Eneida de Oliveira.
Eneida é uma estudiosa da busca pela identidade interior e da essência humana,através do auto-conhecimento.
“O ser-humano vive uma busca constante por se conhecer melhor, por procurar o sentido da vida, da presença dele no mundo. Nós não somos só corpo. Também somos alma. Por isso é importante trabalhar a espiritualidade’’, diz.
Eneida é formada em Psicologia pela UFRJ. Já atuou como professora na PUC-RJ e é especialista em Psicologia Junguiana.
“O Jung, que foi discípulo do Freud, percebeu que nem todos os problemas psicológicos das pessoas estavam ligados a experiências ou traumas sexuais Para ele existe o inconsciente coletivo’’, fala.
E o que seria isso? “O inconsciente coletivo é a memória de toda a história humana, que é repassada de geração para geração através da memória celular’’, explica.
E o que isso provoca na prática? “As pessoas acabam tendo comportamentos que não são criados por ela, são memórias de gerações passadas. Por exemplo: um comportamento agressivo por parte de uma pessoa, pode ser uma herança de comportamentos passados de outros integrantes da família dela’’, conta.
E como resolver isso? ‘’Por isso a psicologia junguiana procura a busca um elo auto-conhecimento, para se trabalhar essas questões’’, fala.
Eneida também dá aulas de Yoga e Educação Pelo Movimento. E agora depois de 40 anos atuando em consultório, começou a atender na casa dos pacientes.
“Eu passei a atender clientes terminais, em suas residências. Existe algo muito comum para o ser-humano, que é quando as pessoas se dão conta da finitude da vida, geralmente começam a procurar se conhecer melhor’’, afirma.
E não há uma forma de adiantar este processo de auto-conhecimento? “Isso poderia começar já com as crianças, em idade escolar. A arteterapia é uma boa forma de iniciar este processo com as crianças’’,sugere.
Eneida também é autora do livro ‘’Universo Feminino: Presença e autonomia’’.
E como ela definiria essa própria busca dela pelo auto-conhecimento?
“Ciência e espiritualidade podem andar juntas’’, conclui.
Carlos Eduardo Couri
O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira 5 junho recebe um dos responsáveis por uma pesquisa científica com células tronco para o combate ao diabetes, feita no Brasil e que é referência mundial: o médico endocrinologista Carlos Eduardo Couri.
O diabetes mellitus já atinge cerca de 350 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde.
No Brasil, são cerca de 12 milhões de pessoas obrigadas a conviver com a doença. Mas o que é esta doença?
“O diabetes é quando o açúcar no sangue está acima de 100 mg/dl após 8 horas em jejum. E existe um limite do pré-diabético,entre 100 e 126 mg/dl, mas na prática, dependendo do histórico de vida, a pessoa já pode ser considerada diabética”, esclarece.
E qual a diferença entre diabetes do tipo 1 e do tipo 2?
“O tipo 1 geralmente aparece na infância e atinge cerca de 5% dos diabéticos. O tipo 2 é o mais comum. Vem dos hábitos, estilo de vida da pessoa e também da predisposição genética. Quem come muito açúcar, comidas calóricas, é sedentário e tem histórico de parentes de primeiro grau com diabetes deve se cuidar. O diabetes tipo 2 aparece geralmente após os 40 anos e é uma doença silenciosa, mas existem alguns sintomas como: sede em excesso, urinar em excesso, a pessoa come e perde peso, está sempre cansada”, diz.
E como se precaver?
“Fazer ao menos um exame de glicose por ano. E se a glicose estiver aicma de 100 mg/dl em jejum, procure um médcio endocrinologista”, alerta.
E o diabetes do tipo 1?
“É uma doença auto-imune. Por algum motivo que a ciência ainda não detectou, o sistema imunológico do pâncreas começa a perder o poder de produzir insulina e metabolizar a glicose no sangue. E aí as taxas sobem e está instalado o diabetes”, fala.
Carlos Eduardo Couri é PHD em Endocrinologia e pesquisador da equipe de transplante de células tronco da Faculdade de Medicina da USP, na cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
Também escreveu o livro ‘’O Futuro do Diabete ”.
E como é esta pesquisa com células tronco?
“Eu represento aqui uma equipe de 50 pessoas. Desde 2003 nós realizamos pesquisa com células tronco com pacientes do tipo 1. O resultado até agora é de que 25 voluntários, 21 deixaram de precisar tomar insulina”, revela.
E como isso é feito na prática?
“Através de quimioterapia, nós desligamos o sistema imunológico do paciente. Então, quando ele é religado, o organismo passa a produzir insulina novamente. É como o sistema imunológico dele nascesse de novo”, conta.
Podemos esperar então um dia a cura do diabetes?
“A gente que atua em pesquisa não gosta de falar em cura. Até porque, os pacientes tem que continuar levando uma vida regrada, se alimentando bem, fazendo exercício físico, mesmo não precisando mais tomar insulina. Mas a pesquisa com células tronco é algo que é precisa de avaliação a longo prazo. A gente não sabe se daqui a 10, 15 anos vai haver algum efeito colateral no uso das células. E essas questões precisam ser respondidas, antes de se gerar um novo tratamento ou medicamento”, explica.
E essa pesquisa feita na USP de Ribeirão Preto já ganhou o mundo?
“Hoje nós somos referência mundial nessa área. Várias instituições de pesquisas médicas nos Estados Unidos e na Europa já seguem nossa linha nas pesquisas que eles fazem lá. É importante dizer também que temos apoio do CNPQ, da FAPESP e do Ministério da Saúde”, comenta.
Mas que recado poderia ser dado ao paciente diabético?
“Seguindo as recomendações médicas e mudando o estilo de vida, o diabetes é uma doença absolutamente controlável”, garante.
E como este médico e pesquisador se define?
“Eu quero cada vez mais ajudar os diabéticos a terem uma vida melhor”, conclui.
Denilson Monteiro
O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 29 de maio, o pesquisador e biógrafo Denílson Monteiro.
Ele é um dos maiores especialistas em biografias do país e lançou recentemente “A Bossa do Lobo’’, onde conta a vida de um dos mitos da Bossa Nova, o compositor e jornalista Ronaldo Bôscoli.
“Eu sempre fui fã do Ronaldo Boscôli e da Bossa Nova. Isso incentivou a fazer a pesquisa e escrever o livro. Sou um apaixonado pelo meu trabalho’’,conta.
E quais foram as descobertas interessantes sobre a personalidade do Bôscoli?
“Ele tinha Síndrome do Pânico. Doença que na época não era muito conhecida,era chamada de neurose de angústia. Mas ele chegou a ser internado por isso. Ele tinha surtos de pânico,chegou uma vez a dizer que o mundo ia acabar. Por isso ele nunca andava na rua sozinho. Ou tinha um secretário ou uma namorada’’,revela.
O Miêle,parceiro do Bôscoli,dizia que ele era um ‘’demônio’’. É isso mesmo?
“O Ronaldo Bôscoli não era fácil. Ele tinha o apelido na adolescência de Veneno. Diziam que se ele mordesse a língua ia morrer envenenado’’,diz.
E quem era Ronaldo Bôscoli.
“Era um jornalista ,um compositor talentoso e um grande sedutor. Ele namorou a Maysa,a Nara Leão e casou com a Elis Regina. E isso causava muita confusão. Ele se envolveu com a Maysa ,quando era noivo da Nara. Um dia a Maysa chega com ele no aeroporto de uma viagem à Argentina e apresenta o Ronaldo como seu futuro marido. A imprensa publicou,a Nara ficou uma fera,rompeu o noivado e nunca mais quis ver o Bôscoli’’,fala.
E a vida dele com a Elis Regina?
“Isso foi uma novela. Eles antes se odiavam, por causa de um show que o Boscôli organizou e a Elis faltou. Mas um dia foram chamados pra trabalhar juntos novamente.E o Bôscoli comentou: se ela falar de novo comigo,eu falo também. Se ela der bom dia,eu caso.E foi o que acabou ocorrendo’’,conta rindo.
Denílson fez pesquisa de texto e imagens para o livro sobre Tim Maia, escrito por Nelson Motta.
Também fez pesquisas para o livro de memórias do cantor Erasmo Carlos e para a biografia do comediante Bussunda.
Em 2008 lançou ‘‘Dez Nota Dez’’ biografia do produtor, ator e compositor Carlos Imperial.
“O Imperial era uma figura que decidiu sempre gerar polêmica,pois segundo ele,bonzinho não tinha vez. Ele foi calouro de programas de auditório e batia boca com a platéia,inventava histórias para se promover e chegava ao ponto de registrar como dele,músicas de domínio público,como Meu Limão Meu Limoeiro,o Cravo Brigou Com a Rosa. Ele ainda dizia: eu tenho composições minhas que foram feitas antes de eu nascer’’,diverte-se ao contar.
E as experiências dele no cinema?
“O Imperial fez filmes eróticos,com títulos como “O Sexomaníaco’’A Banana Mecânica’’… Uma vez,ele pagou a um grupo de figurantes para irem até a porta de um cinema que passava o filme dele para protestar e acusar o filme de ser imoral. Tudo armado por ele para chamar a atenção para o filme’’,relembra.
Ele foi então o ‘’pai do factóide’’?
“Para se ter uma idéia,um dia ele lançou um boato que os Beatles tinham gravado “Asa Branca’’ do Luiz Gonzaga. Tudo mentira é claro…só que a carreira do Luiz Gonzaga deu um novo salto com isso. Um dia o Imperial quis desmentir o que ele mesmo tinha inventado e o Luiz Gonzaga disse pra ele: de jeito nenhum,,agora que eu estou fazendo um monte de shows,vendendo mais discos e ganhando dinheiro?Deixa como está’’,relembra.
No programa,Denílson conta ainda o dia em que Carlos Imperial ‘’ameaçou’’ o publicitário Washington Olivetto e a história da ‘’briga’’ falsa entre Imperial e Ronaldo Bôscoli.
Você não pode perder o pesquisador Denílson Monteiro no Marcia Peltier Entrevista , na próxima terça-feira, às 22h30min, na CNT.
Jose Hugo Celidônio

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 22 de maio, um dos mais conhecidos chefs do país: José Hugo Celidônio.
Ele trabalhou em espaços que marcaram época no Rio, como o Flag, o Clube Gourmet e o Gourmet Praia. E já fazia sucesso numa época em que não havia ‘’glamour’’ na cozinha.
“Antigamente as pessoas não tinham idéia do que se passava dentro de uma cozinha. Na década de 80 eu comecei trazer chefs internacionais como os franceses Pierre Troisgois e o Alain Chapel para dar cursos aqui. Aí houve uma virada na maneira de se ver a gastronomia. Hoje você tem várias universidades que oferecem cursos de gastronomia em nível superior.Virou uma carreira’’, comenta.
José Hugo escreveu vários livros sobre gastronomia e também dá dicas de receitas no jornal “O Globo’’. E chegou a ter um quadro de culinária na tevê, o ”Lugar de Homem é na Cozinha’’, na Rede Manchete.
José Hugo foi responsável por várias inovações, entre elas, o lançamento do carpaccio nos menus do Rio e do país.
“Na década de 80 eu tinha voltado de uma viagem a Veneza onde tinha experimentado o carpaccio. Lancei o prato aqui no Clube Gourmet em Botafogo e no início houve resistência. Lembro de uma senhora que um dia foi lá no restaurante e disse: eu não me vesti e saí de casa para comer carne crua. Mas ela acabou provando e gostando e disse que ia voltar para comer novamente o carpaccio e eu brinquei com ela: mas agora venha vestida para comer carne crua’’,lembra.
Nesse caminho por buscar a inovação ele conta até de uma suposta ‘’briga’’ entre ele e o escritor João Ubaldo Ribeiro
“Eu lancei um prato que chamei de Moqueca Carioca lá no Clube Gourmet. E o João Ubaldo implicou comigo dizendo que isso era uma bobagem…que moqueca é baiana…ele não aceita nem a moqueca capixaba’’,se diverte ao contar.
Durante a entrevista José Hugo conta ainda sobre o dia em que foi cozinhar dentro da Petrobras, numa da palestra sobre Gestão do Conhecimento Petrobras e da época em que o atum, que hoje é prato comum nos cardápios, não era valorizado, ao ponto dos pescadores descartarem o peixe, porque não tinha apelo.
E como este ‘’mega-chef’’ se define?“Eu sou um cara que busca sempre a simplicidade e a felicidade’’,conclui.
Eduardo Moreira
O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 15 de maio, o economista e esportista Eduardo Moreira.
Ele é um profissional bem sucedido no mercado financeiro, formado em Engenharia Civil pela PUC-RJ e em Economia na Universidade da Califórnia. Nos Estados Unidos, chegou a disputar competições de atletismo. Mas foi a paixão pelos cavalos que o levou a escrever o livro ‘’Encantadores de Vidas’’.
“Sou do Rio, mas fui morar em São Paulo por causa do meu trabalho. Como sinto muita falta da natureza, comprei uma fazendinha próxima à cidade e resolvi comprar um cavalo, pois amo esses animais. Só que eu comprei um cavalo pela internet e quando fui montar, ele começou a empinar que nem cavalo de rodeio texano e me jogou no chão”, conta.
Este primeiro tombo, deu o primeiro passo na história que ia mudar a vida dele.
“Eu decidi ir para os EUA fazer o curso do Monty Roberts, conhecido como o ‘’encantador de cavalos’’. Ele criou um método mais rápido e sem violência de domar esses animais. Só que fazer o curso dele é uma peneira, só 40 pessoas do mundo inteiro fazem o curso anualmente, mas eu acabei conseguindo e hoje o Monty é como se fosse um outro pai para mim’’, afirma.
E seu encontro com o Nuno Cobra, o preparador do Ayrton Senna?
“Isso foi provocado pelo segundo tombo que levei na vida. Eu estava correndo para pegar um táxi num dia de chuva em São Paulo, quando escorreguei com o piso molhado e tive um sério acidente com meu pé. Por pouco não perdi meu pé. Foi a mesma época em que decidi começar um processo de preparação física com o Nuno. E aí descobri o método dele que se resume a FAZER”, diz.
Mas como seria isso?
“O Nuno diz que temos de fazer exercício na zona de conforto, ou seja, devemos respeitar os limites do corpo, não exigir além do que ele pode aguentar. E o FAZER a que ele se refere é cumprir as orientações prescritas, como por exemplo: se alimentar bem,dormir cedo e etc”,relembra.
E depois dessa experiência, você resolveu escrever o livro?
“Sim, pois decidi que essas experiências com esses dois encantadores de vidas não poderia ficar só comigo. E resolvi contar isso num livro, para ajudar outras pessoas. Daí a ideia do livro Encantadores de Vidas’’, explica.
E ele se define da seguinte maneira:
“Sou um sonhador, que acredita que tudo que a gente pensa, pode ser realizado’’, conclui.
No programa, você vai ver ainda as imagens de um vídeo no qual Eduardo amansa um cavalo, utilizando o método revolucionário de Monty Robert
Eduardo Neger
O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe um dos maiores especialistas brasileiros em internet e tecnologia digital, o presidente da Associação Brasileira de Internet, a Abranet, Eduardo Neger.
“Temos hoje no Brasil algo entre 80 a 85 milhões de internautas, segundo dados do IBOPE. Desses, 15 milhões tem banda larga e 45 milhões usam Internet móvel’’, fala.
Esses dados mostram que o brasileiro adora estar conectado?
“O brasileiro é o povo que mais fica online no mundo. São em média 50 horas de navegação, por pessoa, a cada mês’’, revela.
Neger já desenvolveu projetos para grandes empresas como: IBM, Petrobras, CSN, Firjan, entre outras. Ele é formadoem engenharia pela Unicampeem Direito pela PUC de Campinas. Tem pós-graduação em Direito das Telecomunicações pela FGV.
E é um dos autores do livro: ’Novas Fronteiras do Direito na Era Digital’’, que ganhou o prêmio Microsoft de Direito.
Deise Novakoski
O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, 1º de maio, feriado do Dia do Trabalho, a sommeliére e bartender Deise Novakoski.
Ela é uma das maiores especialistas do Brasil em vinhos e drinques. Tem 25 anos de estudos na arte de combinar vinhos com os pratos.
Deise é sommeliére de um conceituado restaurante no Rio de Janeiro.
“O meu interesse pelo vinho começou cedo, em casa. Minha família trabalhava em restaurante e eu sempre quis trabalhar com o público. O restaurante é um entra e sai de gente diário…é um teatro.. entram pessoas de todos os tipos…e eu sempre quis trabalhar atendendo estas pessoas’’, conta.
Ela é Coordenadora da Pós-Graduação em Vinho e Cultura da Universidade Cândido Mendes no Rio.
Deise já participou de um programa de tevê, assina coluna em jornais e é autora do livro ‘’Vinho: Castas, Regiões Produtoras e Serviço’’.
Ela foi eleita pela revista Gula a Sommelière do Ano em 2004.
Deise faz parte da Associação Brasileira de Sommeliers, da Associação Internacional de Sommeliers e da Associação Internacional de Bartenders.
Marco Aurélio Mello
O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 24 de abril o ministro do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio Mello.
Marco Aurélio Mello é um dos representantes da mais alta corte judiciária do país, o STF, aonde está há 22 anos.
Sua função primeira é defender a constituição.
“O Supremo Tribunal Federal é importante porque tem a última palavra sobre a Constituição, esta lei maior que deveria ser mais conhecida e mais amada pelos brasileiros e principalmente pelos políticos brasileiros”, diz.
O ministro Marco Aurélio Mello é integrante do Instituto Latino-Americano de Direito, Trabalho e Seguridade Social e da Academia Internacional de Direito e Economia.
Ele também já foi Presidente da República em Exercício.
“Foi durante uma viagem do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao exterior em 2002. Acabou que no curto período em que assumi interinamente a presidência, coincidiu da lei que aprovava a criação da TV Justiça chegar para minha sanção. São os desígnios insondáveis”, comenta.
Também é professor da Pós-Graduação em Direito Processual Civil do Centro Universitário de Brasília e é Conselheiro Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Muniz Sodré
O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 17 de abril, o jornalista, professor, pesquisador e escritor Muniz Sodré.
Ele é um dos maiores intelectuais brasileiros.
Especialista em estudos sobre a Comunicação Social com Mestrado em Sociologia da Informação na Universidade de Sorbonne, na França. Foi também na França que cursou o Doutorado e o Pós-Doutorado.
Muniz é professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro e também já lecionou na Universidade Federal Fluminense.
Tem 36 livros escritos. E está lançando na próxima segunda-feira, dia 16 de abril, seu novo livro: “Reiventando a Educação: Diversidade, Descolonização e Redes”.
Ele dirigiu a antiga TV Educativa do Rio de Janeiro e também foi Presidente da Fundação Biblioteca Nacional.
“Na Biblioteca Nacional criamos projetos para incrementar a criação de outras bibliotecas menores, pelo país. Minha ideia era também incentivar a leitura. No Brasil se lê muito pouco ainda. Para você ter uma ideia, o país da América Latina onde mais se lê hoje é a Colômbia”, revela.
Na entrevista, Muniz Sodré fala ainda sobre a amizade que teve com o grande mestre da música brasileira, Pixinguinha e também como aprendeu capoeira, na Bahia, com um dos mitos dessa arte marcial brasileira : o mestre Bimba.
Muniz deu palestras em instituições de ensino nos Estados Unidos, França, Espanha, Portugal e Suécia.
Romero Britto
O programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 10 de abril um dos mais conceituados artistas plásticos do mundo: o pernambucano Romero Britto.
Romero nasceu no Recife,mas hoje mora em Miami nos Estados Unidos. Desde cedo já manifestava interesse pela arte.
“Minha casa vivia cheia…meus pais…irmãos…amigos e etc. Então eu queria organizar as coisas…daí comecei a desenhar,pintar,buscando organização para o meu mundo”, conta.
A amizade com um amigo também o incentivou a seguir este caminho.
“Eu tinha um amigo filho de diplomata.Eu ficava fascinado com essa profissão.Pensei então em ser diplomata,eu queria conhecer o mundo. Mas acabei percebendo que com minha arte também poderia conhecer o mundo”, revela.
No início da década de 80 foi até Paris e teve contato com as obras dos mestres da pintura: Matisse e Picasso. Também foi influenciado pela Pop Art.
Hoje suas obras estão expostas em 127 galerias espalhadas por 140 países.
Sua arte já foi parar no Museu do Louvre na França.
“Foi muita emoção ver minhas obras expostas num lugar onde estão obras de grandes artistas,como a Monalisa de Leonardo da Vinci”,conta.
Criou uma pirâmide que foi a maior instalação já feita no Hyde Park em Londres.
“Essa pirâmide foi uma encomenda do governo do Egito para comemorar a exposição dos tesouros do faraó Tutankamon,que sairam pela primeira vez do
Egito para serem expostos em Londres em 2007. Eu criei uma pirâmide estilizada,com muitas cores e até um gato.Hoje essa pirâmide esta em Abu Dhabi,comprada por uma família real dos Emirados Árabes Unidos”,fala.
Romero Britto foi responsável pelos adereços na apresentação do Cirque du Soleil na final do campeonato de futebol americano,o Super Bowl.
“Eu tive 10 minutos para esta apresentação.Eu fiz o design das roupas e adereços que o pessoal do Cirque du Soleil utilizou no show de intervalo da final do Super Bowl,nos Estados Unidos em 2010”,relembra.
Ele recebeu o título de Embaixador das Artes do estado americano da Flórida.
Entre os fãs de suas obras estão Bill Clinton, Gisele Bundchen,Madonna, Arnold Schwarzenegger, Michael Jordan e Pelé. E até a presidente Dilma Roussef.
“Eu me encontrei com a presidente numa solenidade e ela me disse:Romero eu queria ser artista e acabei presidente.E eu respondi:presidente,eu queria
ser diplomata e acabei artista”, conta rindo.
Ele também já fez painéis coloridos que estão no morro Dona Marta e no Complexo do Alemão,ambos no Rio de Janeiro.
Na entrevista,Romero Britto lembra ainda momentos incríveis de sua vida,como quando ficou hospedado em Nerveland ,a famosa casa do astro pop Michael
Jackson e também o dia em que o ex-senador americano Ted Kennedy fez um omelete para ele.
Luiz Paulo Horta
O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia três de abril o jornalista, escritor e ‘’imortal’’ Luiz Paulo Horta.
Luiz Paulo lançou recentemente o livro ‘’A Bíblia: Um Diário de Leitura’’.
“Este livro surgiu de um estudo sobre textos da Bíblia que eu comecei a fazer com cerca de 10 amigos na década de 90. Logo o grupo cresceu e se tornou um grupo com mais de 40 pessoas”, explica.
Luiz Paulo Horta nasceu no Rio de Janeiro. Nos anos 60 chegou a cursar a faculdade de Direito.
Mas acabou indo para o Jornalismo. Passou pelo Correio da Manhã, Jornal do Brasil e o Globo, onde atua como crítico musical.
Entre 2000 E 2001 dirigiu um Centro de Estudos Bíblicos na PUC do Rio de Janeiro.
Você não pode perder Luiz Paulo Horta no Marcia Peltier Entrevista.
Isabela Capeto
O ProgramaMarcia Peltier Entrevistadesta terça-feira, 27 de março, recebe um dos grandes nomes da moda do país: a estilista Isabela Capeto.
Ela nasceuno Rio deJaneiro e chegou a cursar várias faculdades,até se decidir pela moda. Foi estudar na conceituada Academia de Moda de Florença, na Itália,
De volta ao Brasil trabalhou em grifes famosas como: Maria Bonita, Maria Bonita Extra, Lenny e também na Fábrica Bangu.
Isabela partiu então para a carreira solo. Despontou para o sucesso nos desfiles do Fashion Rio e do São Paulo Fashion Week.
“Eu acho que a mulher tem que ser feminina, gosto de muitos bordados…é roupa de mulherzinha mesmo”, brinca.
Já expôs suas coleções em showrooms na semana de Moda de Paris. Já teve lojas em São Paulo e hoje atua no Rio.
Suas criações também são vendidas em mais de 50 lojas,em países como Estados Unidos, França, Itália, Inglaterra, Suíça, Japão, Arábia Saudita e Emirados Árabes.
“Minha inspiração éno Brasil, naGuatemala, no Peru…sou influenciada pela latinidade, é claro”, afirma.
Isabela também tem uma preocupação social. Ela utiliza bordadeiras de Minas Gerais para fazer o trabalho.
“São mais de 60 bordadeiras de baixa renda que se envolvem e participam da produção das minhas roupas”, diz.
E Isabela segue alguma tendência? “Eu não sigo tendências. Sigo minha intuição, meu gosto, o que eu vejo por aí me inspira. E eu gosto de muitos detalhes nas roupas…essa coisa de calça jeans e camisa branca pra mim não dá.. não consigo ser esta mulher cool”, brinca novamente.
E como esse talento do estilismo brasileiro se define?
“Sou uma pessoa colorida, animada e feliz. .muito feliz”, conclui.
Luiz Pinguelli Rosa
O programaMarcia Peltier Entrevistadesta terça-feira, 20 de março, recebe o físico e professor Luiz Pinguelli Rosa.
Ele nasceuno Rio deJaneiro. Chegou a iniciar uma carreira militar, mas acabou indo para outro caminho.
Se formouem Física pela Universidade Federaldo Rio de Janeiro. Fez Mestrado em Engenharia Nuclear na mesma Universidade e Doutoradoem Física na PUCdo Rio. Atualmente, é o Diretor da Coordenação de Projetos de Pós-Graduação em Engenharia, a Coppe, da UFRJ.
Aproveitando a conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que ocorrerá em junho deste ano, Pinguelli acha que não está se dando a importância devida ao encontro.
“Acho que a crise na Europa e nos EUA está desviando o foco da Rio Mais 20 eàs questões climáticas e de uso da energia no século XXI”, comenta.
Pinguelli é integrante da Academia Brasileira de Ciências e do Conselho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Já recebeu a comenda de Cavalheiro, concedida pelo Ministério da Educação da França.
Ganhou o prêmio Golfinho de Ouro, do governo do Estado do Rio de Janeiro. Fez parte da equipe do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU, entidade que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2007.
Foi presidente da Eletrobrás e também é um crítico do modelo econômico que se prega hoje no mundo.
E sobre a energia nuclear?O Brasil precisadela?
“Eu fui um crítico do acordo nuclear Brasil-Alemanha.O Brasil nãoprecisava de usina nuclear, mas já temos Angra 1 e Angra 2 e estamos com Angra 3 prestes a funcionar. Mas veja você: hoje em dia o foco maior dos ambientalistas é contra as hidrelétricas. Ninguém incomoda Angra 3,mas todos reclamam de Belo Monte. E hoje vivemos um novo tempo de política ambiental. Antigamente você inundava uma área pra fazer hidrelétrica e prendia quem era contra. Hoje os tempos são outros”,
E qual a solução energética alternativa para o país? “O Brasil poderiaexplorar mais a energia solar, a energia eólica. Mas isso requer políticas públicas. E não adianta pensar que existe energia sem problemas. Qualquer tipo de matriz energética tem risco. O pré sal tem risco. Quem disser que não tem…é vigarice”, afirma.
Você não pode perder Luiz Pinguelli Rosa noMarcia Peltier Entrevista, na próxima terça-feira, às 23h10min, na CNT.
Zelito Viana
A nova temporada do programaMarcia Peltier Entrevistacomeça nesta terça-feira, 13 de março, recebendo um dos grandes nomes do cinema nacional: o produtor e cineasta Zelito Viana.
Zelito nasceu em Fortaleza, no Ceará. Na década de 60,veio parao Rio deJaneiro e entrou para o movimento conhecido como Cinema Novo, que revolucionou o Cinema Brasileiro.
Entre seus filmes de maior sucesso estão “Avaeté, Semente da Vingança” e “ Villa-Lobos, Uma Vida de Paixão”.
Zelito ganhou prêmios no Festival de Moscou, no Festival de Tróia, em Portugal, no Festival de Brasília, no Fest Rio,no RioCine-Festival e duas vezes o Prêmio Air-France de Cinema.
Também dirigiu vários programas de tevê. Foi presidente da Associação Brasileira de Cineastas e Diretor da Associação Brasileira de Produtores Cinematográficos.
Hoje está com o projeto de longa- metragem sobre a “verdadeira história” da Independência do Brasil.
“É um filme de época sobre o 2 de Julho de 1823,que foi quando as tropas portuguesas foram expulsas da Bahia. Ali realmenteo Brasil setornou independente de Portugal”, diz.
Na entrevistaele conta como foi dirigir o irmão Chico Anísio e o filho Marcos Palmeira no cinema. E fala da própria família, que tem cerca de 18 pessoas envolvidas com a carreira artística.
Beto Simas
O ProgramaMarcia Peltier Entrevistadesta terça-feira, 28 de fevereiro recebe o ator, modelo e professor de capoeira, Beto Simas, o Mestre Boneco.
Ele era um garoto de classe média, da Zona Sul do Rio de Janeiro. Mas aos 11 anos começou a frequentar as rodas de capoeira pela cidade.
“No começo eu enfrentava dois preconceitos: da minha família que achava que quem praticava capoeira era vagabundo e dos praticantes, que me viam como um garoto branco, de cabelo escorrido no meio da roda. Mas todo desafio te faz crescer”, afirma.
Mas este preconceito tinha alguma razão de ser? “Na verdade, a capoeira no início do século XX era praticada por maltas, gangues de capoeiristas que usavam navalha na luta e também promoviam arruaças e brigas de rua. Mas com o aparecimento da capoeira regional, criada pelo mestre Bimba, a capoeira se organizou e passou a ser o que é hoje: luta, dança, esporte… tem tudo e atrai as pessoas por isso”, relata.
E a capoeira virou modo de vida para ele. Mas Beto também enveredou pela carreira de ator e modelo.
“Pratico capoeira há quase 38 anos. Mas também segui o caminho artístico. Cheguei a fazer alguns trabalhos em tevê e teatro e foi quando resolvi ir para os Estados Unidos, para Los Angeles, tentar a vida no cinema”, conta.
Mas o início não foi fácil.
“Quando eu cheguei a Los Angeles, eu estava no auge do meu sucesso no Brasil. E lá eu saía na rua e ninguém me reconhecia. Foi duro”, fala.
Até que ele acabou indo dar aula de capoeira na academia de um ícone das artes marciais: Dan Inosanto, um mestre de Kung-Fu, que foi ex-aluno de Bruce Lee.
“Recebi este convite pra dar aula de capoeira na academia do “Guru” Inosanto, como eles o chamam e foi um sucesso. Consegui lotar o horário das aulas de capoeira lá”, revela.
Hoje, ele é o maior divulgador desta arte marcial brasileira fora do Brasil. Beto Simas, ou Mestre Boneco formou mais de 70 instrutores que, além dos Estados Unidos, ensinam a capoeiraem países como França, Alemanha, -Polônia, Austrália, Nova Zelândia e Israel.
“Eu tenho alunos estrangeiros que falam português, tocam berimbau e se você olhar eles jogando capoeira, vai pensar que são brasileiros”, garante.
Com seu trabalho, ele acabou indo fazer uma apresentação de capoeira na Casa Branca, à convite de congressistas americanos. “Isso surgiu por causa um projeto que eu tenho de ensinar a capoeira em escolas públicas americanas, como parte de uma estratégia para afastar os adolescentes das drogas e das gangues”, conta.
Beto também apresentou e ajudou a produzir uma série de documentários sobre a capoeira, exibidos na tevê brasileira.
“Minha idéia atual é usar o audiovisual para divulgar a capoeira, pois essa confraternização que a capoeira traz pode mudar o mundo. Somos uma família”, fala.
Alguns trechos deste documentário, você vai ver noMarcia Peltier Entrevista. Etambém vai saber mais sobre as aulas de capoeira que Beto Simas deu para astros de Hollywood, como a atriz Hale Berry, que viveu o papel da Mulher-Gato no cinema e também para o ator Matthew Macconaughey.
“Sou um apaixonado pela capoeira, pela vida e estou sempre procurando acertar”, conclui.
Neguinho da Beija-Flor
O programa Marcia Peltier Entrevistarecebe no dia 21 de fevereiro,terça-feira de carnaval,um dos maiores intérpretes de samba do país:Luiz Antonio Feliciano,o Neguinho da Beija-Flor.
O pai era músico e já aos 10 anos de idade ele ganhou um concurso cantando um samba de Jamelão da Mangueira.
Ele nasceu em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. E foi de lá que veio o apelido famoso.”Eu ficava lá no mangue do bairro onde morava caçando rã, caçando mussum e aí as pessoas falavam: esse neguinho da vala… e aí pegou”, diz rindo.
E como surgiu o Neguinho da Beija-Flor? “Eu fui ser o intérprete oficial dos carnavais da Beija-Flor em 1975. Em 1976 fomos campeões do carnaval do Rio. E aí,disseram, não vamos chamar o rapaz de neguinho da vala não…vamos colocar o Beija-Flor no nome dele”, conta.
Aliás, ele afirma que não quer mais ser chamado de puxador de samba. “Quando mestre Jamelão da Mangueira morreu, eu fui no velório e a viúva dele me chamou e disse: Neguinho, o último pedido do Jamelão foi para que você não aceite mais ser chamado de puxador de samba e sim intérprete de samba. E eu agora estou obedecendo ao mestre,que nunca gostou do termo puxador”, revela.
Neguinho começou oficialmente como intérprete de samba em 1970. De lá pra cá, gravou vários discos, fez shows e ganhou em 1991 o Prêmio Sharp na categoria melhor cantor de samba. “A carreira do cantor de samba nas escolas está supervalorizada. Hoje em dia já tem intérprete tendo o passe comprado por outras agremiações. O último caso que eu soube, o cantor ganhou 200 mil reais para ir cantar por uma escola”, afirma.
Animado, Neguinho foi ao programa vestindo uma camisa do Santos Futebol Clube, campeão da Taça Libertadores da América em 2011.”Esta camisa foi o Neymar que me deu, quando fui dar um show lá em Santos. Eu sou Flamengo, Nova Iguaçu e Santos. Meu coração é igual a coração de mãe”, diz rindo.
Mas quem vê este sorriso constante no rosto,às vezes nem lembra de outra grande vitória na vida dele: a luta contra um câncer.”Eu descobri que estava com câncer no intestino e meu médico me disse: você tem que se apegar às coisas que você gosta, porque esta doença ,se você se abate, ela toma conta. Então resolvi abrir pra todo mundo que tinha o problema. Fiz uma operação que foi um sucesso. E hoje muitas pessoas me dizem: você, com seu exemplo, salvou minha vida. Acho que dei força a muita gente pra enfrentar esta doença”,fala.
Outro momento marcante de Neguinho foi o casamento na avenida.”Eu via aquelas pessoas que são alpinistas casando no alto de uma montanha…ou mergulhadores, casando debaixo do mar e fale com minha mulher, meio que de brincadeira, a gente podia casar na Marquês de Sapucaí…ela comprou a idéia, agitou tudo, arrumou juiz de paz e eu casei faltando 10 minutos pra Beija-Flor entrar na avenida”,conta.
E como este vitorioso em 12 campeonatos no carnaval do Rio de Janeiro,se define? “Eu acho que quando eu nasci, Deus olhou pra mim”,finaliza.
Sócrates Nolasco
O ProgramaMarcia Peltier Entrevistarecebe nesta terça-feira, dia 07 de fevereiro, o psicoterapeuta, professor e escritor Sócrates Nolasco.
Ele se formou em Psicologia. Fez mestrado na PUC-RS e doutorado na PUC-RJ.
É professor na Escola de Comunicação da UFRJ e na UERJ.
É também um estudioso da imagem masculina na sociedade.
Escreveu livros que se tornaram grandes sucessos, como “O Mito da Masculinidade ”.
“Este mito se baseia na idéia de que o homem deve ser durão. Porque ser homem depende de reconhecimento. O homem tem que passar por certos ritos,na sociedade,para se confirmar como homem. Já a mulher não precisa disso”,afirma.
E o que isso acarreta?
“Quando o homem fracassa amorosamente,financeiramente ou sexualmente,isso traz problemas para ele”,diz.
E quando essa contradição se acentuou?
“Depois da 2ª Guerra Mundial,quando a mulher foi trabalhar e o homem deixou de ser o provedor absoluto da casa e da família,a questão ficou mais exposta”,acrescenta.
Sócrates também escreveu “De Tarzan a Homer Simpson: Banalização e Violência Masculinaem Sociedades Contemporâneas Ocidentais”.
“Tarzan encarnava o mito da masculinidade,o homem que dominava. Homer Simpson é o oposto,representa o homem moderno que agora vê a mulher ocupando espaço no mercado de trabalho,se colocando também
como provedora do lar e este homem não sabe como se comportar com esta realidade”,fala.
Sócrates também estuda a questão da violência nas sociedades ocidentais e chegou a uma conclusão.
“A violência é masculina. Os homens estão meio perdidos,não entendem bem seu papel no mundo atual e isso gera,principalmente nos jovens,comportamentos violentos na busca de auto-afirmação,como a gente vê por exemplo em brigas de torcidas,no uso de drogas e na violência no trânsito”, observa.
E qual seria a solução?
“Acho que a família é fundamental. É o que eu digo aos pais: façam ao menos uma refeição por semana com seus filhos…nos finais de semana,pelo menos um passeio juntos..nas férias,uma viagem juntos…essa proximidade com os filhos é fundamental para tentar mudar essa realidade da violência entre os homens jovens”, comenta.
E como este estudioso do comportamento se define?
“Sou uma metamorfose, não ambulante, mas em constante transformação…e adoro viver”,conclui.
João Barone
O ProgramaMarcia Peltier Entrevistadesta terça-feira, dia 31 de janeiro recebe um ícone do rock nacional: o baterista do Paralamas do Sucesso, João Barone.
João e era um menino que amava os Beatles. Pensava em ser tenista, chegou a iniciar a faculdade de Biologia, mas depois de ouvir a banda The Police, decidiu que queria ser baterista.
E no início da década de 80, o acaso mudou sua vida. O baterista de uma banda faltou a um show e ele acabou sendo o substituto. E essa banda era o “Paralamas do Sucesso”.
“Era um show na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. O Vital que era amigo do Bi Ribeiro e do Herbert Vianna e era o baterista do grupo, não pôde ir ao show e eles me chamaram pra tocar. E daí começou”, relembra.
E a banda se tornou um dos maiores nomes do chamado Movimento Rock Brasil, que na década de 80 lançou bandas como Blitz, Titãs Kid Abelha entre outras.
Mas como surgiu o nome “Paralamas do Sucesso”? “Foi uma idéia do Bi…ele queria um nome bem esdrúxulo mesmo, como eram os nomes da maioria dos grupos naquela época”, brinca.
E a banda foi crescendo, ganhando fãs e sucesso, até estourar no 1º Rock in Rio em 1985. “Foi demais aquele show…nós entramos meio que desconhecidos e saímos ovacionados…e agora nós fomos convidados para abrir o Rock in Rio IV,em setembro”, avisa.
Barone ganhou duas vezes o prêmio Multishow de Música Brasileira E pensar que no início, a família ficou desconfiada da carreira que o filho decidiu abraçar.
“Quando larguei a faculdade de Biologia, minha mãe dizia: meu filho,você acha que vai conseguir ganhar a vida tocando bateria?”,diz rindo.
E a história provou que Barone seguiu o caminho certo. Além dos Paralamas, ele já tocou com nomes como Rita Lee, Jorge Benjor,Erasmo Carlos,Marina Lima, Ed Motta ,entre outros.
“A bateria é o meu exercício físico”, diz brincando.
E além de tudo isso, é um apaixonado pela história da Segunda Guerra Mundial. “Meu pai foi pracinha da Força Expedicionária Brasileira, lutou na Itália, essa história sempre esteve presente na minha vida”, relata.
Interessado pelo tema, Barone já escreveu o livro “Minha Segunda Guerra” e produziu o documentário “Um Brasileiro no Dia D”.
“O filme conta a história de um brasileiro, filho de franceses, o Pierre Closterman, que atuou como piloto de caça na RAF britânica durante o desembarque na Normandia”, conta.
Essa história rendeu um belo documentário, que chegou a ser apresentado no History Channel.
“Eu acho queo Brasil temuma dívida com estes pracinhas, que lutaram pra combater o nazismo alemão, o fascismo italiano e o imperialismo japonês. Essa história precisa ser mais contada”, afirma.
E como este batalhador pelo rock e pela história da 2ª Guerra se define?
“Sou um cara de sorte, mas com ainda muitos desejos e desafios pela frente”,conclui.
Tania Zagury
O ProgramaMarcia Peltier Entrevistadesta terça-feira, dia 24 de janeiro, recebe a educadora, escritora e filósofa Tania Zagury.
Tânia se formou em Filosofia e tem Mestrado em Educação pela Universidade Federaldo Rio de Janeiro.
Foi indicada 10 vezes ao prêmio Jabuti de Literatura. Faz parte do Pen Club do Brasil e é Conselheira Titular da Associação Brasileira de Educação.
Deu aula em escolas de ensino fundamental e também em universidades. Além de professora, escreveu vários livros sobre educação, família e sociedade,como “Manual de Instruções Para Pais das Gerações X e Y”.
Tânia também escreveu o livro “Limites Sem Trauma:Construindo Cidadãos”.
“Hoje em dia, muitos pais e mães perderam o foco de formar os filhos para serem cidadãos. Eles querem criar filhos para que estes sejam felizes”,afirma.
Segundo ela, isso é um equívoco. “É uma ilusão achar que podemos ser responsáveis pela felicidade de alguém”,diz.
Qual a saída então? “Os pais precisam por limites, aprender a dizer não, porque a criança quando crescer não vai encontrar pessoas dispostas a atenderem todas as vontades dela”,complementa.
E segundo Tânia,não há desculpas. “Não dá pro pai e a mãe acharem que só porque passam pouco tempo com os filhos, não podem dizer um não. Não importa quanto tempo se passe com o filho. O que importa é a qualidade do seu contato nesse tempo em que se fica com o filho”,fala.
E ela acha que essa responsabilidade é grande, ainda mais num mundo como o de hoje.“A gente vive muitos exemplos de corrupção, de impunidade na sociedade. Se o pai e a mãe não querem educar o filho a ter um comportamento ético,porque acham que ele vai virar um bobão,então eles não estão comprometidos com essa educação”,avalia.
E qual seria a saída?“É preciso fugir desse consumismo excessivo, ao qual somos bombardeados diariamente e resgatar valores como a cidadania,a fraternidade”,explica.
Roberto Menescal
O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia 17 de janeiro, recebe um dos fundadores da Bossa Nova: o compositor e produtor musical Roberto Menescal.
E tem muita gente que não sabe que ele nasceu em Vitória, capital do Espírito Santo. “Mas eu vim com 3 anos para o Rio.Sou carioquíssimo.Olha só o jeitinho dele andar…”,brinca.
Mas foi no Rio de Janeiro que despontou para o sucesso. Embora a família tivesse outra expectativa para ele.”Meu pai queria que eu fosse arquiteto. Até que um dia eu fui fazer um show com o Tom Jobim e depois saímos para jantar e o Tom me disse: Menescal, pára com essa bobagem de estudar arquitetura e vá fazer o que você gosta”,revela.
E parece que o conselho deu certo. Ele é considerado um dos maiores talentos da Bossa Nova, ao lado de nomes como o próprio Tom Jobim, Ronaldo Bôscoli e Carlinhos Lyra.
“Tudo começou nas reuniões no apartamento da Nara Leão na Avenida Atlântica, em Copacabana.A gente se reunia ali pra fazer música”,conta.
E como surgiu o termo Bossa Nova?
“A gente foi fazer um show com a Silvinha Telles, num clube em Laranjeiras e quando chegamos lá, tinha um cartaz na porta dizendo: Hoje, Sílvia Telles e um Grupo Bossa Nova. A gente brincou com o nome, mas o Ronaldo Bôscoli disse, sério,:Vocês estão brincando? Esse nome vai acompanhar a gente nessa vida e até depois da vida”,relembra.
E como surgiu a famosa batida de violão da Bossa Nova?
“O que ocorre é que a gente queria imitar o ritmo do samba no violão. E o João Gilberto disse: vocês estão querendo imitar a bateria toda dos sambistas. E ele começou a imitar só o tamborim no violão. Surgiu aí a famosa batida Bossa Nova”,explica.
Menescal também participou do famoso concerto no Carnegie Hall nos Estados Unidos em 1962.
“O Tom me chamou para ir e eu disse: não posso, eu tenho uma pescaria em Cabo Frio.Ele falou: você tem que ir. Eu fui e de lá a Bossa Nova tomou o mundo.Mas quando voltei pro Brasil,o David Nasser tinha publicado no O Cruzeiro uma reportagem falando do fracasso no Carnegie Hall. Isso só foi resolvido depois que o Ricardo Amaral mostrou na tevê um filme onde nós éramos aplaudidos de pé pelos americanos”,conta.
Menescal já se apresentou também em países como Inglaterra, Holanda, Dinamarca,Austrália e Japão.
Tocou ao lado de nomes como Chico Buarque, Gal Costa, Fagner e Nara Leão.
Gravou até com o guitarrista do The Police, Andy Summers.
“Eu fiz uma jam session com ele no apartamento que era da Nara,junto com o Marcos Valle,o Pery Ribeiro e a Leila Pinheiro.E também fui tocar com ele lá no alto da favela do Vidigal.Tudo isso está num dvd que fiz com o Andy”,fala.
Ele também produziu discos de Elis Regina, Maria Bethânia, MPB4, Leny Andrade e Wanda Sá.
É autor de canções imortais como “Rio”,“Nós e o Mar” e “O Barquinho”. Aliás,na entrevista ele conta que a inspiração para compor esta última, veio de um fim de semana, onde ele, Ronaldo Bôscoli e outros do grupo da Bossa Nova ficaram a deriva num barco, próximo a Arraial do Cabo, na Região dos Lagos no Rio de Janeiro.
E como este ícone deste movimento que mudou para sempre a MPB, se define?”Eu sou um funcionário da Bossa Nova”,diz rindo.
Regina Navarro Lins
Mirian Goldenberg
Carlos Tufvesson
Além de estilista famoso, Tufvesson também é um ativista pelos direitos da comunidade LGBT(Lésbicas,Gays,Bissexuais,Travestis,Transexuais e Transgêneros) e em função disso foi convidado pelo Prefeito do Rio, Eduardo Paes para assumir a Coordenadoria Especial de Assuntos da Diversidade Sexual (CEADS) da Prefeitura do Rio de Janeiro.
E ele procura explicar a idéia do “casamento gay”, que segundo ele é deturpada por aqueles que são adeptos da homofobia. “As pessoas precisam entender que quando se fala em casamento gay, ninguém está falando em religião, em casar na igreja…casamento neste caso significa união civil, não tem nada que ver com religião”, afirma.
Aliás, a homofobia será um dos principais alvos de sua gestão nessa Coordenadoria.
Ele também pretende aproveitar seu trabalho na CEADS, para ajudar a fomentar a economia da cidade.
“O turismogay pode ser uma fonte de divisas para o Rio. Existem pesquisas que mostram que o turista gay gasta 4,5 %a mais doque o turista hetero que vem para nossa cidade”,revela.
Na adolescência, chegou a pensar em trabalhar com teatro. Mas acabou indo para a Itália onde estudou e fez pós-graduaçãoem Moda e Design, em Milão. De volta ao Brasil, assinou sua primeira coleção prêt-à-porter, com um desfile no Museu Nacional de Belas Artes,no Rio deJaneiro.
Sua marca tornou-se uma mais respeitadas no mercado da moda no país, vestindo estrelas como Christiane Torloni, Maitê Proença, Wanessa Camargo, Paula Toller, Júlia Lemmertz, entre outras. Só que ele precisou fazer uma opção.
“Eu adoro trabalhar com moda,com estilo.Mas descobri que não gosto de ser empresário.No Brasil paga-se muito imposto e hoje em dia ninguém tem como competir com a China. Por isso,fechei minha fábrica”,diz.
E voltando à militância pró-LGBT,como este batalhador pelos direitos dos homossexuais resume sua luta? “Nada invalida o amor”,define.
Luiz Alberto Py
O Programa Marcia Peltier Entrevistarecebe nesta terça-feira, dia 22 de novembro, o psiquiatra, psicanalista e escritor Luiz Alberto Py.
Ele se formouem Medicina pela Universidade Federaldo Rio do Janeiro. E escolheu o caminho de estudar a mente humana. Foi diretor da Associação Internacional de Psicoterapia de Grupo. Participou da Sociedade de Análise de Grupo, em Londres e da Associação Internacional de Psicanálise. Foi ainda professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.
Escreveu oito livros, entre eles “Amor e Superação”.
“Neste livro eu falo das perdas. Das minhas perdas inclusive, quando perdi meu pai, minha mãe… é um livro onde eu abordo a questão de como se preparar para superar as perdas, para o luto, porque a gente nunca supera essas perdas”, diz.
Mas é possível então se preparar para a morte?
“A morte é natural, faz parte da renovação. Aceitar a morte nos faz saborear mais a vida”, fala.
Py já deu palestras por todoo Brasil etambém nos Estados Unidos, Alemanha e até na Croácia.
Ricardo Amaral
O ProgramaMarcia Peltier Entrevistadesta terça-feira, quinze de novembro traz o empresário, promoter e jornalista, Ricardo Amaral.
Ele está lançando o livro “Vaudeville: Memórias”, onde conta várias passagens de sua vida. “Minha vida é um teatro nesse estilo, por isso o título Vaudeville”, explica.
Começou sua carreira como jornalista em São Paulo, mas acabou vindo parao Rioonde se tornou o “Rei da Noite”.
Depois de chegar ao Rio, se apaixonou pela cidade. “Eu morei no Copacabana Palace um tempo. O Copa foi minha casa aquino Rio”, relembra.
Foino Rioque decidiu ser empresário. Primeiro criou uma empresa que aluga televisores para hotéis. “Foi nessa época que conheci e casei com a Gisela.”
Também fundou casas que marcaram época na noite do eixo Rio-São Paulo, como: Hippopotamus, Papagaio, Resumo da Ópera e Metropolitan. “Eu sempre gostei de festas. Desde a época de colégio gostava de organizar festas”,conta.
Na entrevista, ele relembra passagens famosas, como a escolha da Xuxa para Rainha do Baile das Panteras no carnaval de 1981. “O Baile foi aqui no Copa. E era eu que escolhia mesmo, apesar dos jurados. Porque eu confio no meu gosto, dos outros já não sei…então eu escolhi a Xuxa e depois disso ela despontou para o sucesso”,recorda.
Criou ainda as boates Lê 78 em Paris e o Clube A,em Nova Iorque.“Em NovaIorque tive problemas ,pois os mafiosos e o grande chefão da Máfia na época, o John Gotti, começaram a freqüentar meu clube”,diz.
Mas como “Rei da Noite” vê a boêmia hoje? “Eu acho que está havendo um resgate da boêmia, que é aquela conversa agradável e gostosa que as pessoas tem, regadas a uma boa bebida, num ambiente aconchegante e com boa música”, fala.
Alfredo Guarischi
Ricardo Henriques
O Programa Marcia Peltier Entrevistarecebe nesta terça-feira, dia 25 de outubro, o presidente do Instituto Pereira Passos, Ricardo Henriques.
Ele é professor de Economia na Universidade Federal Fluminense. Ricardo também atuou na UNESCO, na área de Planejamento Educacional.
Em 2003, foi Secretário Executivo do Ministério do Desenvolvimento Social, coordenando a criação do programa Bolsa Família. Também no Governo Federal, foi Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, do Ministério da Educação.
No governo do estado do Rio de Janeiro foi Coordenador de Desenvolvimento Humano e Secretário de Assistência Social e Direitos Humanos. Neste cargo desenvolveu o programa UPP social.
E hoje, trouxe todo este conhecimento para a prefeitura do Rio, como presidente do IPP, o Instituto Pereira Passos.
“O IPP tem como função planejar a cidade, sem cair na armadilha do curto prazo”, explica.
E como funciona este planejamento na prática?
“Nós monitoramos dados, números, indicadores sociais e econômicos para acompanhar a evolução da qualidade de vida da população. Estes dados são utilizados pelas secretarias municipais, para ver quais os investimentos necessários, por exemplo, em educação, saúde e outros”, conta.
E como o trabalho do IPP pode ajudar o desenvolvimento da cidade?
“Os levantamentos de informações que fazemos, ajudam não só o poder público a investir, mas também a iniciativa privada. Já temos iniciativas da FIRJAN, do Sesi, Senac e Sesc, da Light e outras empresas que se baseiam nas nossas informações para direcionar seus investimentos”, revela.
E essa é uma iniciativa pioneira?
“Sim, éa primeiravez que se produz informação prioritária sobre estes indicadores da cidade”, fala.
E o projeto da UPP social?
“As Unidades de Polícia Pacificadora são a grande revolução na política de segurança pública no país nos últimos tempos. A idéia é que com a libertação dos territórios ocupados há décadas pelo crime, os serviços prestados pelo estado cheguem a estas comunidades. E é muito gratificante saber que hoje crianças de várias comunidades estão crescendo sem conviver diariamente com tiroteios”, afirma.
Alguma outra iniciativa relevante a destacar?
“Temos a idéia da UPP Verde, onde vamos criar programas de sustentabilidade e de preservação do Meio Ambiente,em função da Rio Mais20,que ocorre em 2012″,diz.
E como o presidente do IPP se definiria? “Quero lutar contra a desigualdade e ajudar a fazer um país melhor”, finaliza.
Luiz Carlos Barreto
O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 18 de outubro, um nome que se confunde com a própria história do cinema nacional: o produtor cinematográfico Luiz Carlos Barreto, o Barretão.
Ele nasceu no Ceará em Sobral. No final da década de 40 chegou ao Rio de Janeiro.
“Lá no Ceará eu já trabalhava com jornalismo, mas como eu era comunista, comecei a enfrentar alguns problemas políticos e minha família me mandou pro Rio”, conta. No Rio de Janeiro atuou como repórter e fotógrafo na famosa revista o Cruzeiro. Acabou indo trabalhar na Europa. Na França, se formou em Letras pela Universidade Sorbonne, em Paris. De volta ao Brasil, começou a atuar como diretor de fotografia e roteirista de cinema. Fez a fotografia de um dos grandes sucessos do cinema nacional “O Assalto ao Trem Pagador”. E daí surgiram outros trabalhos.
“Trabalhei com o Nelson Pereira dos Santos em Vidas Secas e fiz amizade com o Glauber Rocha. Era o início do Cinema Novo”, relembra. E acabou se tornando o maior produtor cinematográfico do país, com mais de 70 filmes lançados. Entre eles, sucessos como “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, ”Bye Bye Brasil” ,“O Quatrilho” e “O Que é Isso Companheiro”.
No programa, Luiz Carlos Barreto conta como ganhou de Nelson Rodrigues o apelido de “Barretão” e também faz uma declaração de amor à mulher Lucy.
Felipe Bronze
O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe um dos talentos da nova geração de chefs brasileiros, Felipe Bronze.
Ele é carioca. Seu primeiro contato com o universo da cozinha foi na empresa dos pais aos 15 anos de idade.
Felipe chegou a iniciar três faculdades: Economia, Administração e Direito. Mas o caminho dele era outro.
Ele foi estudar no famoso Instituto de Culinária da América, em Nova Iorque. Trabalhou em alguns dos mais badalados restaurantes americanos.
De volta ao Brasil, foi chef de vários restaurantes e também da rede de hotéis marina.
Já tem mais de dez prêmios como chef, entre eles o Prêmio Rio Show de Gastronomia 2011.
Moises Groisman
O ProgramaMarcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 4 de outubro, o psiquiatra, psicanalista e escritor Moises Groisman.
Groisman é pioneiro na Terapia Familiar Sistêmica no Brasil. “Eu fui um dos primeiros a trabalhar com este tipo de terapia, no início da década de 80″,conta.
Mas como funciona essa modalidade de terapia? “É o entendimento de que o indivíduo é fruto da família. As experiências que vão passando de geração para geração, criam expectativas de como a pessoa vai se comportar no convívio social”, explica.
Além de formado em medicina, ele fez Pós-graduação no Instituto de Terapia Familiar em Roma, na Itália. Faz parte da Associação Internacional de Terapia Familiar e da Academia Americana de Terapia Familiar.
Moises é autor vídeos e até de um filme sobre o tema. Para tentar entender melhor o comportamento das pessoas dentro das famílias, ele também escreveu vários livros sobre o tema. Um deles é o “Código da Família”.
Você não pode perder o psiquiatra, psicanalista e escritor Moises Groisman noMarcia Peltier entrevista.
Claudia Costin
Marcia Peltier Entrevista Claudia Costin
O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 20 de setembro, a Secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro,Claudia Costin.
Claudia é Doutora em Administração Pública e ocupou o cargo de Gerente de Políticas Públicas do Banco Mundial, em Washington.
Atuou como professora na universidade de Quebec no Canadá. Também deu aulas na Universidade de Brasília, Unicamp, FGV e na PUC de São Paulo.
Foi Secretária de Cultura do Estado de São Paulo e também Ministra da Administração Pública.
E agora tem o desafio de dar cada vez mais qualidade ao ensino no município.
“O Rio de Janeiro tem a maior rede municipal pública do país. São 1065 escolas e cerca de trezentas creches. É um desafio bem grande”,diz.
E qual o maior problema que os educadores encontram na realidade da cidade?
“A falta de incentivo para o estudo em casa. Hoje,nós universalizamos o acesso à escola. Então,as crianças que estão chegando,são filhos de pais que não frequentaram a escola. Isso significa que essas crianças não tem ,geralmente,incentivo à leitura de livros,de jornais e revistas”,explica.
E como pode se resolver isso?
“Uma medida é envolver as famílias. Fazer reuniões com os pais,para que eles percebam a importância da escola. Mas também temos que ser realistas: não adianta marcar reunião em dia de semana,para pais que são trabalhadores. Por isso estamos marcando esses encontros aos sábados,para que todos possam comparecer”,afirma.
E qual uma das maiores metas da secretaria no momento?
“Combater o analfabetismo funcional. Os números hoje nos dão conta que este universo chega a 14%.Queremos acabar com isso”,fala.
E qual sua expectativa para a escola do futuro?
“Uma coisa que ninguém aguenta mais,nem os alunos e nem os professores,é aquela história do professor entrar em sala,escrever a matéria no quadro e os alunos copiarem. Estamos no século XXI e a educação precisa acompanhar a evolução digital. Afinal,o aluno tem que perceber que o ensino é importante e a escola tem que ser um lugar agradável de se frequentar”,conclui.
Você não pode perder Claudia Costin no Marcia Peltier Entrevista, na CNT, às 23h.
Paulo Casé
Ele nasceu no Rio de Janeiro e sempre amou a cidade. E essa paixão pode ser vista nas obras que ele espalhou pelas ruas cariocas. O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia 10 de julho , recebe o arquiteto e urbanista Paulo Casé.
Ele está chegando aos 80 anos de vida e mais de 50 de carreira, virou tema de um livro onde conta sua experiência de trabalho.
“Nesse livro eu defendo a idéia de que arquitetura não é construção. A construção serve para abrigar o Homem. A arquitetura tem relação com a cultura”, explica.
Paulo Casé assinou alguns dos projetos urbanísticos do Rio Cidade. Também é responsável pelo projeto arquitetônico do antigo Hotel Le Meridién, em Copacabana.
“No projeto do Meridién eu quis acabar com a chamada emenda cega,que é quando uma parede liga dois prédios,impedindo que se abram janelas. Infelizmente,em Copacabana por exemplo,estamos cheios de prédios ligados por emendas cegas”,diz.
Casé foi professor universitário e presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil. Assinou durante 10 anos uma coluna sobre urbanismo no Jornal do Brasil.
“Eu fui muito inspirado pelo modernismo.Lúcio Costa traduziu essa relação brasileira da arquitetura se relacionando com o meio ambiente”, fala.
Ele defende que o conhecimento é fundamental para o trabalho de um bom arquiteto.
“O arquiteto precisa viajar,conhecer outras cidades,culturas”,defende.
Além de ser um arquiteto inovador,ele também faz parte de uma geração de artistas. É filho de Ademar Case,que inventou o rádio moderno no país. Irmão do diretor de tevê Geraldo Case e tio da atriz Regina Case.
“Meu pai criou a venda de espaços comerciais no rádio,contratou e pagava cachê aos artistas,tocou ópera no rádio. Meu irmão Geraldo fez o Sítio do Picapau Amarelo,na televisão e minha sobrinha Regina é esta atriz que todos conhecem. Essa herança da criatividade dele parece que se espalhou,como uma injeção letal pela família”, brinca.
Fabio Cuiabano
Quais os caminhos da beleza no século XXI? Como combinar a preocupação estética com a saúde?
O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe o médico dermatologista Fábio Cuiabano, também conhecido como o “dermatologista das estrelas”. Ele recebe muitos artistas em seu consultório em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro e é preciso esperar meses para conseguir uma consulta.
“As mulheres querem ser lindas, magras e jovens. É o padrão estético que se vende na sociedade. Eo Brasil éo 2° maior mercado de beleza do mundo em consumo de produtos estéticos e dermatológicos, só ficando atrás dos EUA”, informa.
E quem procura mais o dermatologista? A mulher ou homem? “Ainda é a mulher, mas hoje a clientela entre os homens cresceu muito. E antes, eles iam sozinhos ao consultório, meio escondidos… agora, já chegam junto com as esposas para fazer a consulta”, conta.
No programa, o dr. Fábio Cuiabano vai falar em primeira mão sobre a nova técnica da volumização, apresentada recentemente num Congresso de Dermatologia nos Estados Unidos e também sobre a origem histórica do botox, um produto que surgiu quase que por acaso.
Sócrates Molasco
O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 30 de agosto, o psicoterapeuta, professor e escritor Sócrates Nolasco.
Ele se formou em Psicologia. Fez mestrado na PUC-RS e doutorado na PUC-RJ.
É professor na Escola de Comunicação da UFRJ e na UERJ.
É também um estudioso da imagem masculina na sociedade.
Escreveu livros que se tornaram grandes sucessos, como “O Mito da Masculinidade ”.
“Este mito se baseia na idéia de que o homem deve ser durão. Porque ser homem depende de reconhecimento. O homem tem que passar por certos ritos,na sociedade,para se confirmar como homem. Já a mulher não precisa disso”,afirma.
E o que isso acarreta?
“Quando o homem fracassa amorosamente,financeiramente ou sexualmente,isso traz problemas para ele”,diz.
E quando essa contradição se acentuou?
“Depois da 2ª Guerra Mundial,quando a mulher foi trabalhar e o homem deixou de ser o provedor absoluto da casa e da família,a questão ficou mais exposta”,acrescenta.
Sócrates também escreveu “De Tarzan a Homer Simpson: Banalização e Violência Masculina em Sociedades Contemporâneas Ocidentais”.
“Tarzan encarnava o mito da masculinidade,o homem que dominava. Homer Simpson é o oposto,representa o homem moderno que agora vê a mulher ocupando espaço no mercado de trabalho,se colocando também como provedora do lar e este homem não sabe como se comportar com esta realidade”,fala.
Sócrates também estuda a questão da violência nas sociedades ocidentais e chegou a uma conclusão.
“A violência é masculina. Os homens estão meio perdidos,não entendem bem seu papel no mundo atual e isso gera,principalmente nos jovens,comportamentos violentos na busca de auto-afirmação,como a gente vê por exemplo em brigas de torcidas,no uso de drogas e na violência no trânsito”, observa.
E qual seria a solução?
“Acho que a família é fundamental. È o que eu digo aos pais: façam ao menos uma refeição por semana com seus filhos…nos finais de semana,pelo menos um passeio juntos..nas férias,uma viagem juntos…essa proximidade com os filhos é fundamental para tentar mudar essa realidade da violência entre os homens jovens”, comenta.
E como este estudioso do comportamento se define?
“Sou uma metamorfose,não ambulante,mas em constante transformação…e adoro viver”,conclui.
Você não pode perder Socrates Nolasco no Marcia Peltier Entrevista, na CNT, às 23h.
Eduardo de Rose
Carlos Alberto Osório
Tania Zaguri
O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe a educadora, escritora e filósofa Tania Zagury.
Tânia se formou em Filosofia e tem Mestrado em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Tânia foi indicada 10 vezes ao prêmio Jabuti de Literatura. Faz parte do Pen Club do Brasil e é Conselheira Titular da Associação Brasileira de Educação.
Deu aula em escolas de ensino fundamental e também em universidades. Além de professora, escreveu vários livros sobre educação, família e sociedade, como “Manual de Instruções Para Pais das Gerações X e Y”.
“Hoje temos várias gerações convivendo: a dos veteranos,nascidos antes da Segunda Guerra Mundial, os “baby boomers”, nascidos depois da guerra; a geração X, filha dos “baby boomers” e a geração Y, que são os nativos digitais. Essa convivência nem sempre é simples, pois existem muitas diferenças entre elas”, conta
Ela também escreveu o livro “Limites Sem Trauma: Construindo Cidadãos”.
Emílio Santiago
Ao surgir no cenário musical brasileiro, Emílio Santiago foi saudado pelo jornalista e crítico musical Sérgio Cabral, com a frase:”Enfim, um cantor que canta”.
“Fiquei muito feliz com essa afirmação dele…ele dizia na crítica que se fosse cantor, gostaria de cantar como o Emílio Santiago…foi muito gratificante”, relembra.
Emílio começou sua carreira nos festivais universitários na década de 70. “Alguns colegas me inscreveram num festival que ia ocorrer na faculdade, sem eu saber…eu falei que eles estavam loucos, mas acabei participando e ganhei como melhor intérprete”, conta rindo.
Daí a carreira dele seguiu e a consagração veio mesmo num famoso programa de tevê da época.
“Eu participei do programa Flávio Cavalcanti, no quadro A Grande Chance, que revelava novos talentos. Ali eu apareci mesmo para o público. Posso dizer que fui o primeiro cantor lançado pela tevê em rede nacional”, afirma.
Começou a atuar como cantor profissional. Atuou muito na noite com Ed Lincoln, o chamado “Rei dos Bailes”.
Gravou seu primeiro disco em 1975. Ganhou o Festival MPB Shell da Rede Globo em 1982 e foi considerado o melhor intérprete do Festival dos Festivais, também da Globo em 1985.
Essas andanças, aproximaram Emílio de uma diva da “black music” americana.
“Eu participei de um showno Brasil cantando com a Dione Warwick e quando entrei e comecei a cantar ela disse: This is Nat King Cole”, fala rindo.
“E aí nos tornamos amigos. Eu cantei comela num showem Los Angeles em 1994 na Copa do Mundo dos EUA”, diz
E esse encontro está marcado para acontecer novamente em poucos dias…
“Vou cantar com ela agora no sábado que vem, dia seis de agosto no Theatro Municipal do Rio. Vai ser lindo”, avisa.
Luiz Fernando Pezão
Beto Simas
O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, 12 de julho recebe o ator, modelo e professor de capoeira, Beto Simas, o Mestre Boneco.
Ele era um garoto de classe média, da Zona Sul do Rio de Janeiro. Mas aos 11 anos começou a frequentar as rodas de capoeira pela cidade.
“No começo eu enfrentava dois preconceitos: da minha família que achava que quem praticava capoeira era vagabundo e dos praticantes, que me viam como um garoto branco, cabelo escorrido no meio da roda. Mas todo desafio te faz crescer”, afirma.
Mas este preconceito tinha alguma razão de ser? “Na verdade, a capoeira no início do século XX era praticada por maltas, gangues de capoeiristas que usavam navalha na luta e também promoviam arruaças e brigas de rua. Mas com o aparecimento da capoeira regional, criada pelo mestre Bimba, a capoeira se organizou e passou a ser o que é hoje: luta, dança, esporte tem tudo e atrai as pessoas por isso”, relata.
E a capoeira virou modo de vida para ele. Mas Beto também enveredou pela carreira de ator e modelo.
“Pratico capoeira há quase 38 anos. Mas também segui o caminho artístico. Cheguei a fazer alguns trabalhos em tevê e teatro e foi quando resolvi ir para os Estados Unidos, para Los Angeles, tentar a vida no cinema”, conta.
Mas o início não foi fácil.
“Quando eu cheguei a Los Angeles, eu estava no auge do meu sucesso no Brasil. E lá eu saía na rua e ninguém me reconhecia. Foi duro”, fala.
Até que ele acabou indo dar aula de capoeira na academia de um ícone das artes marciais: Dan Inosanto, um mestre de Kung-Fu, que foi ex-aluno de Bruce Lee.
“Recebi este convite pra dar aula de capoeira na academia do “Guru” Inosanto, como eles o chamam e foi um sucesso. Consegui lotar o horário das aulas de capoeira lá”, revela.
Hoje, ele é o maior divulgador desta arte marcial brasileira fora do Brasil. Beto Simas, ou Mestre Boneco formou mais de 70 instrutores que, além dos Estados Unidos, ensinam a capoeira em países como França, Alemanha, -Polônia, Austrália, Nova Zelândia e Israel.
“Eu tenho alunos estrangeiros que falam português, tocam berimbau e se você ver eles jogando capoeira, vai pensar que são brasileiros”, garante.
Com seu trabalho, ele acabou indo fazer uma apresentação de capoeira na Casa Branca, à convite de congressistas americanos. “Isso surgiu por um projeto que eu tenho de ensinar a capoeira em escolas públicas americanas, como parte de uma estratégia para afastar os adolescentes das drogas e das gangues”, conta.
Beto também apresentou e ajudou a produzir uma série de documentários sobre a capoeira, exibidos na tevê brasileira.
“Minha idéia atual é usar o audiovisual para divulgar a capoeira, pois essa confraternização que a capoeira traz pode mudar o mundo. Somos uma família”, fala.
Alguns trechos deste documentário, você vai ver no Marcia Peltier Entrevista. E também vai saber mais sobre as aulas de capoeira que Beto Simas deu para astros de Hollywood, como a atriz Hale Berry, que viveu o papel da Mulher-Gato no cinema e também para o ator Matthew Macconaughey.
“Sou um apaixonado pela capoeira, pela vida e estou sempre procurando acertar”, conclui.
Você não pode perder Beto Simas, o Mestre Boneco, no Marcia Peltier Entrevista, às 23h, na CNT.
João Barone
O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe um ícone do rock nacional: o baterista do Paralamas do Sucesso, João Barone.
João era um menino que amava os Beatles. Pensava em ser tenista, chegou a iniciar a faculdade de Biologia, mas depois de ouvir a banda The Police, decidiu que queria ser baterista.
E no início da década de 80, o acaso mudou sua vida. O baterista de uma banda faltou a um show e ele acabou sendo o substituto. E essa banda era o “Paralamas do Sucesso”.
“Era um show na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. O Vital que era amigo do Bi Ribeiro e do Herbert Vianna e era o baterista do grupo, não pôde ir ao show e eles me chamaram pra tocar. E daí começou”, relembra.
E a banda se tornou um dos maiores nomes do chamado Movimento Rock Brasil, que na década de 80 lançou bandas como Blitz, Titãs Kid Abelha entre outras.
Mas como surgiu o nome “Paralamas do Sucesso”?
“Foi uma idéia do Bi…ele queria um nome bem esdrúxulo mesmo, como eram os nomes da maioria dos grupos naquela época”, brinca.
E a banda foi crescendo, ganhando fãs e sucesso, até estourar no 1º Rock in Rio em 1985.
“Foi demais aquele show…nós entramos meio que desconhecidos e saímos ovacionados…e agora nós fomos convidados para abrir o Rock in Rio IV, em setembro”, avisa.
Barone ganhou duas vezes o prêmio Multishow de Música Brasileira. E pensar que no início, a família ficou desconfiada da carreira que o filho decidiu abraçar.
“Quando larguei a faculdade de Biologia, minha mãe dizia: meu filho, você acha que vai conseguir ganhar a vida tocando bateria?”, diz rindo.
E a história provou que Barone seguiu o caminho certo. além dos Paralamas, ele já tocou com nomes como Rita Lee, Jorge Benjor, Erasmo Carlos, Marina Lima, Ed Motta, entre outros.
“A bateria é o meu exercício físico”, diz brincando.
E além de tudo isso, é um apaixonado pela história da Segunda Guerra Mundial.
“Meu pai foi pracinha da Força Expedicionária Brasileira, lutou na Itália, essa história sempre esteve presente na minha vida”, relata.
Interessado pelo tema, Barone já escreveu o livro “Minha Segunda Guerra” e produziu o documentário “Um Brasileiro no Dia D”.
“O filme conta a história de um brasileiro, filho de franceses, o Pierre Closterman, que atuou como piloto de caça na RAF britânica durante o desembarque na Normandia”, conta.
Essa história rendeu um belo documentário, que chegou a ser apresentado no History Channel.
“Eu acho queo Brasil tem uma dívida com estes pracinhas, que lutaram pra combater o nazismo alemão, o fascismo italiano e o imperialismo japonês. Essa história precisa ser mais contada”, afirma.
E como este batalhador pelo rock e pela história da 2ª Guerra se define?
“Sou um cara de sorte, mas com ainda muitos desejos e desafios pela frente”, conclui.
Neguinho da Beija Flor
O ProgramaMarcia Peltier Entrevistadesta terça-feira, dia 28 de junho, tem como convidado Luiz Antônio Feliciano….pelo nome você não reconheceu?? Mas se eu falar Neguinho da Beija-Flor, você já sabe quem é nosso convidado não é?
Ele nasceu em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
O pai era músico e já aos 10 anos de idade ganhou um concurso, cantando um samba de Jamelão da Mangueira.
Começou oficialmente como intérprete de samba em 1970. De lá pra cá, gravou vários discos, fez shows e ganhou em 1991 o Prêmio Sharp na categoria melhor cantor de samba.
Conquistou 12 campeonatos no carnaval do Rio.
E também teve outra grande vitória em sua vida, na luta contra um câncer.
Você não pode perder Neguinho da Beija Flor, noMarcia Peltier Entrevista.
Alcione Araujo
O ProgramaMarcia Peltier Entrevistadesta terça-feira, dia 21 de junho, traz como convidado o escritor, roteirista e tradutor, Alcione Araújo.
Ele é mineiro, mas desde a década de 70 adotou o Rio de Janeiro como sua casa.
E foi no Rio que Alcione encontrou inspiração para seu novo livro: “Cala a Boca e Me Beija”. “Eu estava andando pelo calçadão do Leblon e vi uma menina discutindo com um rapaz, tipo surfista e ela dizia para ele: cala a boca e me beija. Achei aquilo interessante. Ao meu ver, ela estava cobrando dele, algo que ele não estava oferecendo”, brinca.
O novo livro traz várias crônicas. Alcione é mineiro. Mineiro é especialista em fazer crônicas? “Existem grandes escritores mineiros que foram grandes cronistas. Comoo FernandoSabino. Mas na verdade eu acho que a crônica é um gênero bem brasileiro, que consegue transformar o cotidiano em histórias muito interessantes”, afirma.
Alcione também escreve crônicas em jornais. E como reage às críticas dos leitores, num mundo conectado? “Hoje é imediato, o leitor te manda mensagens pela internet elogiando ou criticando a crônica. Mas não tenho nenhum problema com as críticas. Não acho que o escritor seja dono da verdade. Se o meu texto fez o leitor refletir, já atingi meu objetivo”, relata.
Alcione se formou em engenharia, mas acabou indo para a área da literatura , do teatro e da tevê. Escreveu várias peças de sucesso, como: “Há Vagas para Moças de Fino Trato” e “Doce Deleite”.
“Doce Deleite foi um grande sucesso dos anos 80,com Marília Pêra e Marco Nanini e quase 30 anos depois ela foi remontada, com direção da Marília e com o Reinaldo Gianechinni e a Camila Morgado. E foi impressionante ver como a peça não envelheceu”, diz.
E qual o motivo disso Alcione? “Na verdade as gerações mais novas tem mais facilidade em entregar o corpo, viver o sexo numa relação. Mas isso enquanto não há sentimento. Quando surge o sentimento, o compromisso, aí surgem problemas e dificuldades iguais às das gerações mais velhas, como a minha”, afirma.
Então quando entra o coração, entra a complicação? “Mais ou menos isso, pois todo mundo tem medo de se machucar, de sofrer. Como dizia o Drummond todo dia o ser-humano descobre um medo novo”, fala.
Ele ganhou o Prêmio Moliére de Melhor Autor. Atuou no cinema e em tevês,no Brasil,França, Alemanha e Dinamarca.
Foi roteirista de filmes como “Faca de Dois Gumes”,”Patriamada”,”Jorge Um Brasileiro” e “Policarpo Quaresma”.
Ganhou prêmios de melhor roteirista nos festivais de cinema de Gramado e de Brasília.
E como você vêa televisãono Brasil hoje? “Eu sou do teatro, mas gosto de escrever pra tevê também. Gosto de ficção, de história, não gosto de reality show porque ali não tem história, são pessoas numa arena se degladiando por um prêmio”, afirma.
Também escreveu romances e chegou ser finalista do Prêmio Jabuti. Traduziu obras de Jean Paul Sarte e Albert Camus para o português. “Traduzir traz o desafio de traduzir não só o texto, a idéia, mas também o sentimento”,garante.
E ainda foi presidente da Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida, criada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho.
E como este apaixonado pelas letras se define?”Eu acho que escrevo para tentar entender mais de mim mesmo..mas até hoje não consegui”,encerra com um sorriso.
Oswaldo Montenegro
Pedro Paulo Carvalho
Fernando Bicudo
Irene Popow
Roberta Sudbrack
O ProgramaMarcia Peltier Entrevistarecebe nesta terça-feira, dia 10 de maio a chef de cuisine Roberta Sudbrack.
Roberta comanda hoje um dos mais conceituados restaurantes do Rio de Janeiro. Ela já ganhou os prêmios Brasil e Rio Show de Gastronomia, foi considerada várias vezes a melhor chef do Brasil e também está na lista dos 100 melhores chefs do mundo.
Durante sete anos ela comandou a cozinha do Palácio da Alvorada,atendendo o então presidenteFernando Henrique Cardosoe a primeira-dama Ruth Cardoso.
Mas história toda começou bem antes. Roberta nasceu em Porto Alegre, mas ainda criança foi morar em Brasília com os avós.Mas o destino se encarregou de mudar a vida dela.
“Meu avô faleceu e eu tive que trabalhar para sustentar a mim e minha avó. Aí decidi abrir uma carrocinha de cachorro-quente. Na época não havia isso em Brasília e foi um sucesso”,conta.
Mas a história que parece saída de um filme, parece não ter muito “glamour” para ela.
“Hoje pode parecer um conto de fadas, mas na época era uma vida muito dura. Eu passava a noite vendendo os cachorros-quentes e minha avó dava duro na cozinha pra fazer o molho e me ajudar”,revela.
Depois, ela chegou ir morar nos Estados Unidos onde começou a cursar Medicina Veterinária, mas logo percebeu que seu caminho era outro.
“Descobri que apesar de adorar animais, não nasci para tratar dos bichos doentes. Aí larguei tudo e voltei pro Brasil decidida a trabalhar de vez com a culinária”, diz.
E parece que a aposta deu certo. Ela começou a organizar jantares na capital federal, até que um dia dois convidados bem ilustres fizeram a chef dar um salto definitivo em sua carreira.
“Eu e minha equipe fomos contratados para fazer um jantar para 10 pessoas, na casa do ex-ministro da Justiça José Gregori. Aí, ele chegou pra mim e disse: vamos ter mais dois convidados. Mas quando ele disse que os dois convidados inesperados eram o presidente Fernando Henrique e Dona Ruth, foi um susto, para mim e para equipe. Mas tivemos que segurar a onda e caprichar no jantar”, fala.
E pelo jeito deu muito certo. Pois depois do jantar, a primeira-dama Ruth Cardoso convidou Roberta para comandar a cozinha do Palácio da Alvorada. “Foi uma grande experiência. Eu trabalhei com militares que atuam na cozinha, os taifeiros. No começo eles batiam continência pra mim. Mas depois eu consegui envolvê-los no meu padrão de cozinha”,afirma.
E o padrão de Roberta é bem exigente.
“O prato não pode sair da cozinha e ir para a mesa do cliente se não estiver bom. Caso não esteja,tem que jogar fora e refazer mesmo”,determina.
Ela também enfrentou dificuldades durante o período em que trabalhou no Palácio da Alvorada.
“Cozinhar para líderes estrangeiros é enfrentar desafios. Por exemplo: para o Rei Juan Carlos da Espanha, tivemos que fazer uma refeição vegetariana, pois a Rainha é vegetariana. Já o Príncipe Charles da Inglaterra, pediu um prato com cogumelos selvagens, que não existemno Brasil ecom ave, mas ele só come ave que esta tiver sido caçada”, conta.
A solução foi improvisar.
“Numa situação dessas, a gente conversa com o cerimonial para mudar o cardápio. E foi isso que foi feito”,diz.
Claudio Botelho
Rosa Maria Araújo
O ProgramaMarcia Peltier Entrevistarecebe nesta terça-feira, dia 12 de abril a historiadora e pesquisadora Rosa Maria Araújo. Ela nasceu no Rio de Janeiro, onde se formou em História. Fez mestradona França edoutorado nos Estados Unidos. Rosa deu aulas na PUC do Rio de Janeiro e foi diretora da Universidade Cândido Mendes, também no Rio.
E ela é uma moradora com paixões típicas da vida na Cidade Maravilhosa. “Sou carioca, minha escola de samba é o Império Serrano e no futebol torço pelo América”, revela.
Rosa escreveu vários livros e artigos e também é co-autora do musical “ Sassaricando: o Rio inventou a marchinha”.
“Sassaricando foi um sucesso, porque as marchinhas cariocas são deliciosas né?”,diz.
Também atuou na criação de outro musical: “É com esse que eu vou: o samba de carnaval na rua e no salão”.
“É com esse que eu vou, mostra alguns dos grandes antagonismos entre artistas da música nacional”, conta.
Ela coordenou a Bienal do livro do Rio e dirigiu a Fundação Casa de Rui Barbosa. Atualmente é a presidente da Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio. E anuncia uma novidade vindo por aí…
“Até 2012 o Rio vai ganhar a nova sede do Museu da Imagem e do Som. Vai ser na Avenida Atlântica, de frente pra praia de Copacabana”.
E o que a população pode esperar do novo MIS? “Vai ser um museu da identidade carioca. E um museu de frente pra praia de Copacabana, é um luxo, não é?”, afirma.
Rosa também acha que o estilo musical mais popularno Brasil viveum momento especial. “O samba tá na moda!”, declara.
Ricardo Amaral
O ProgramaMarcia Peltier Entrevistaestréia nova temporada! O primeiro programa inédito do ano vai ao ar nesta terça-feira com uma “deliciosa” conversa com o empresário, promoter e jornalista, Ricardo Amaral.
Ele está lançando o livro “Vaudeville: Memórias”, onde conta várias passagens de sua vida. “Minha vida é um teatro nesse estilo, por isso o título Vaudeville”, explica.
Começou sua carreira como jornalista em São Paulo, mas acabou vindo para o Rio onde se tornou o “Rei da Noite”. Ele explica essa mudança.
“Eu trabalhava como jornalista na Última Hora, do Samuel Wainer. Comecei a publicar umas matérias que incomodaram o governador de São Paulo na época, o Adhemar de Barros. E o Samuel Wainer me mandou pro Rio. Mas antes com uma passagem por Roma. Não foi nada mal”, brinca.
Depois de chegar ao Rio, se apaixonou pela cidade. “Eu morei no Copacabana Palace um tempo. O Copa foi minha casa aqui no Rio”, relembra.
Foi no Rio que decidiu ser empresário. Primeiro criou uma empresa que alugava televisores para hotéis. “Foi nessa época que conheci e casei com a Gisela.”
Também fundou casas que marcaram época na noite do eixo Rio-São Paulo, como: Hippopotamus, Papagaio, Resumo da Ópera e Metropolitan. “Eu sempre gostei de festas. Desde a época de colégio gostava de organizar festas”, conta.
Na entrevista, ele relembra passagens famosas, como a escolha da Xuxa para Rainha do Baile das Panteras no carnaval de 1981. “O Baile foi aqui no Copa. E era eu que escolhia mesmo, apesar dos jurados. Porque eu confio no meu gosto, dos outros já não sei…então eu escolhi a Xuxa e depois disso ela despontou para o sucesso”, recorda.
Criou ainda as boates Lê 78 em Paris e o Clube A,em Nova Iorque.“Em NovaIorque tive problemas ,pois os mafiosos e o grande chefão da Máfia na época, o John Gotti, começaram a freqüentar meu clube”, diz.
Entre muitas histórias interessantes e engraçadas, ele conta o diaem que João Gilbertonão realizou uma série de shows que havia combinado com ele. “OJoão Gilbertotinha acertado uma temporada de shows comigo no Rio em 1970. Só que ele resolveu visitar a mãena Bahia enão voltou pro Rio pra fazer os shows, porque teria “queimado com cigarro uma toalha de mesa da mãe e isso teria “travado a mão dele” para tocar. Eu conto essa passagem, mostrando como oJoão Gilbertome fez de babaca”, afirma.
Ele conviveu com personalidades como, Pelé, Tom Jobim, Roberto Marinho, Paulo Francis e Brigitte Bardot. No livro, ele conta o diaem que Brigittevestiu uma camisa do Flamengo durante uma visita ao Rio.
Mas como “Rei da Noite” vê a boêmia hoje? “Eu acho que está havendo um resgate da boêmia, que é aquela conversa agradável e gostosa que as pessoas tem, regadas a uma boa bebida, num ambiente aconchegante e com boa música”, fala.
Thomaz Magalhães
Uma fração de segundos e a vida dele mudou para sempre. Nesta terça feira, dia vinte e nove de março, o ProgramaMarcia Peltier Entrevistarecebe novamente o empresário e atleta Thomaz Magalhães.
Thomaz era um empresário de sucesso no ramo da construção civil. Mas há quase 20 anos ele levou um tombo de cavalo e ficou paraplégico.
No começo, pensou até em acabar com tudo. “Eu queria me matar”, revela.
Mas o amor pela família e a fé, salvaram sua vida.
“Eu estava no quarto do hospital, pensando em cometer suicídio quando minha sogra me deu a Bíblia e pediu para que eu abrisse numa página qualquer. Eu abri e caí justamente numa página que dava uma mensagem sobre a paciência. Aí percebi que não poderia deixar minha mulher e meus filhos”, conta.
Thomaz se voltou para a religião e chegou até a ser indicado para ser um dos representantes da família brasileira no encontro com o PapaJoão PauloII, na visita dele ao Brasil, em 1997.
“Eu tinha que dar uma mensagem em apenas um minuto para o Papa, no meio de milhares de pessoas. Eu falei então que antes do tombo eu era paralítico de espírito e agora caminho com as pernas de Deus”, diz.
Com persistência e paciência, vem vencendo obstáculos e hoje pratica o esqui aquático, esporte no qual já participou de várias competições mundiais aonde chegou a ganhar medalhas.
“Eu treino na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, com um belga o Greg que é especialista em esqui. Ele entende tudo de esqui e eu entendo de cadeira de rodas, aí esta união deu certo”,fala.
Ele também escreveu o livro “Quebra de Script” onde relata sua trajetória.
“Eu hoje dou palestras para ajudar pessoas que tenham tido problemas semelhantes ao meu. É o que eu falo: todo mundo é herói de sua própria vida”, comenta.
Betty Faria
Ela é carioca, filha de uma dona de casa e de um general do exército. “Meu pai era severo. Ele queria que eu fosse médica. Quando eu disse que queria ser artista, ele falou que então eu teria que conquistar meu espaço. Mas depois ele virou meu fã e ficava orgulhoso do meu trabalho”, conta.
Já na infância, pensou em ir trabalhar no circo. “Com 4, 5 anos, eu fugi de casa, pulei muro, para fugir com o circo”,revela rindo.
E seu destino estava mesmo traçado para o mundo das artes. Foi estudar balé e chegou a dar aula de dança. E isso a levou a entrar na tv. “Fui dançar no programa Noite de Gala e eu cheguei lá me botaram um maiô cavado e uma sandália alta. Aí começou”,diz.
Ela trabalhou nas tevês Globo, Bandeirantes, Record e Excelsior. Atuou em grandes sucessos da teledramaturgia brasileira, como “Pecado Capital”,” Baila Comigo” e “Tieta”. Recentemente, participou da regravação de “Uma Rosa com Amor”,no SBT. “Fui muito bem tratada no SBT. Hoje eu gosto de trabalhar com quem eu gosto”,fala.
E no cinema também teve destaque em filmes como ”Bye Bye Brasil”, “Romance da Empregada”, “Anjos do Arrabalde” e “A Estrela Sobe”.
“Eu tive uma companhia de teatrocom o ClaudioMarzo e o Antonio Pedro na década de 70. Mas uma peça foi censurada pela ditadura e ficamos todos sem trabalho. Aí oBruno Barretome procurou e falou que tinha um papel pra mim no cinema. Era para “A Estrela Sobe” e foi um salto na minha carreira”,afirma.
Ela ganhou prêmios de melhor atriz no Festival de Gramado, no Festival de Cuba e no Festival de Huelva, na Espanha. “Quando estou atuando, gosto muito do que eu faço. Mas não gosto da competição no meio artístico”,fala.
E Betty também aproveita para mirar contra as coisas que não gosta. Como a meia entrada para espetáculos teatrais.
“Ninguém fala, mas essa coisa de meia entrada inviabiliza a montagem de uma peça,se você não tem patrocínio.Mas a classe não se une,porque ator não é unido”,afirma.
Betty tem opiniões bem definidas sobre seu trabalho e sobre o mundo. Mas como é a Betty em família?”Sou apaixonada pelos meus filhos e meus netos. Mas sou uma avó disciplinadora,pareço mãe judia,quero mandar em tudo”,brinca.
MÁRCIA PELTIER
Terça-feira – 22h45min
José Louzeiro
Ele nasceu no Maranhão e aos 16 anos já atuava no jornalismo. É considerado o criador do estilo romance reportagem no Brasil.
O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe como convidado reprise nesta terça-feira, dia 15 de março, o jornalista, roteirista e escritor José Louzeiro.
Ele sempre foi um jornalista engajado nas causas sociais. Fez oposição ao regime militar pós-64, defendendo as liberdades democráticas, lutando contra a censura e a repressão política.
“Sempre estive do lado dos oprimidos”, diz.
O homem que enfrentou a ditadura, quase foi vencido por um inimigo que se instalou dentro do seu próprio corpo: o diabetes, que lhe causou vários problemas físicos e o fez escrever o livro “Diabetes: Inimigo Oculto”.
“Eu tive que amputar a perna direita,o pé esquerdo e dedos da mão. Eu passei mais de 10 anos sem ir ao médico e quando descobri estava com a glicose no sangue a 480″, revela.
Hoje ele acha que todo mundo deve fazer exames médicos periódicos e não perde o bom-humor.
“A única vantagem do diabético, é que num mundo de amargura, somos pessoas doces”, brinca.
Louzeiro é autor de vários livros, como “Infância dos mortos” e ”Aracelli meu amor”, entre outros.
Marcelo Gleiser
Uma viagem pelos mistérios do cosmos. OMarcia Peltier entrevistatraz como reprise desta terça-feira, dia 15 de fevereiro um convidado especial: o físico, professor e escritor Marcelo Gleiser, um dos maiores especialistas do mundoem Física, Astronomiae pesquisas espaciais.
Marcelo já trabalhou desenvolvendo pesquisas para a NASA, a OTAN e a National Science Foundation.
Recebeu do ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, um prêmio por seu trabalho como pesquisador e professor. Atualmente, ele dá aulas na Dartmouth College, uma renomada universidade americana.
Na entrevista, ele fala sobre como se formou a vida na Terra.”A Terra tem todas as condições para a formação da vida, como nós a conhecemos: água, clima ameno. O planeta Vênus por exemplo tem uma temperatura de400°C. Marte é um deserto gelado”, diz.
Marcelo formou-seem Física na PUCdo Rio. Fez mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Cursou o doutorado no conceituado King’s College, na Universidade de Londres.
Marcelo ganhou o Prêmio José Reis de divulgação científica e duas vezes o Prêmio Jabuti de literatura. Faz parte da Sociedade Americana de Física e da Sociedade Internacional para estudo da origem da vida. Também integra a Academia Brasileira de Filosofia.
Marcelo também foi consultor no cinema para o filme “O Maior Amor do Mundo” de Cacá Diegues. Teve um quadro em programa de tevê, é colunista da Folha de São Paulo e ainda arruma tempo para praticar mergulho, pesca, alpinismo e sair pelo mundo caçando eclipses.
A entrevistaficou tão interessante que foi divididaem duas partes. Evocê não pode perdera primeiraparte da conversa com Marcelo Gleiser no Marcia Peltier Entrevista,na CNT,logo após a novela.
Arnaldo Niskier
Ele nasceu no subúrbio do Rio de Janeiro, numa família de imigrantes judeus. E desde cedo percebeu que seu caminho na vida estava ligado à educação, à literatura e ao jornalismo.
O Programa Marcia Peltier Entrevista nesta terça feira, dia 8 de fevereiro recebe o professor, escritor, jornalista e imortal, Arnaldo Niskier.
Arnaldo se formou em Matemática e Pedagogia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro onde também fez o Doutorado em Educação. É um apaixonado pelo tema. “A educação vem da escola, mas também vem da família. Fala-se muito em informatização da sala de aula,mas o computador não pode substituir o pai ou o professor. Eu acredito que o professor deve ser aquele sábio,orientador,conselheiro”,defende.
Ele escreveu dezenas de livros, a maioria nas áreas do ensino e da literatura infantil. “As gerações mais jovens não estão lendo muito,esta é a realidade. Eles estão na internet,no Facebook, no Twitter. Estão sempre se comunicando,o que é importante,mas também é preciso ler os livros”,argumenta.
Escreveu ainda o livro “Hashalá: O Iluminismo Judeu”,sobre o qual dá detalhes na entrevista.
Também foi o representante do Brasil no Programa Triangular de Bolsas da ONU. É integrante da Academia Internacional de Educação, da Academia de Ciências de Lisboa e da Academia Brasileira de Letras. “A Academia está aberta a novos integrantes. A gente gostaria que o Oscar Niemeyer entrasse, mas ele não quer. Mas tem também muita gente que quer, mas ainda não conseguiu entrar. Tem até aqueles escritores que falam mal da Academia. Mas é como eu costumo dizer: todos que falam mal da ABL, param de falar mal assim que entram para a Academia”,observa.
Arnaldo Niskier também ocupou cargos públicos de importância: foi Secretário de Ciência e Tecnologia, de Cultura e também de Educação, em vários governos do Rio de Janeiro. E para quem não sabe, ele foi o fundador do Planetário da Cidade do Rio, no bairro da Gávea. “Esta iniciativa ocorreu no Governo Negrão de Lima, ainda no antigo Estado da Guanabara. E hoje fico feliz por ver que o Planetário se transformou num ponto de efervescência cultural. Eu me lembro inclusive, o dia em que o Ex-Ministro da Educação, Jarbas Passarinho foi lá e nós mostramos pra ele o céu do dia em que ele nasceu no Acre. Ele segurou meu braço e disse: você quer me matar de emoção?”, revela.
Ele ganhou, entre outros, os prêmios Assis Chateaubriand, Gustavo Capanema e Golfinho de Ouro.
Dirigiu o jornalismo da Bloch Editores e também comandou vários programas de tevê na Rede Manchete. Desta época, traz lembranças e histórias da convivência com o fundador da Manchete, o empresário Adolpho Bloch, que pretende colocar num livro. “Estou escrevendo um livro sobre a Manchete, pois eu gostaria de fazer jus à verdadeira imagem do “seu” Adolpho Bloch. Ele é muito caricaturado,mas foi um visionário e um grande brasileiro”,afirma.
Niskier conta, em primeira mão no programa, a história das viagens que fez ao exterior,no período da ditadura militar, para levar ajuda em dinheiro ao ex-presidente Juscelino Kubitchesk,que se encontrava no exílio.
“Um dia o “seu” Adolpho me chama e me pergunta: O seu passaporte está em dia meu filho? Eu respondi: Está sim seu Adolpho. E ele: Então você vai à Nova Iorque levar estes sete mil dólares ao presidente Juscelino,pois ele está com dificuldades financeiras até para comer. Eu fui ,fiz o que ele mandou e semanas depois fiz outra viagem, desta vez a Paris, para levar nova ajuda ao Juscelino”,revela.
Você não pode perder Arnaldo Niskier no Marcia Peltier Entrevista, na CNT, logo após a novela.
Carmen Mayrink Veiga
Ela nasceu em São Paulo numa rica e tradicional família de nobres barões e de empresários italianos. Desde cedo, conheceu o glamour e a riqueza dos salões da alta sociedade do Brasil e do mundo. O Programa Marcia Peltier Entrevista na terça-feira, 01 de fevereiro, uma das mais famosas socialites brasileiras, Carmen Mayrink Veiga. Carmen se tornou muito conhecida pelos almoços e jantares memoráveis que realizou em seu famoso apartamento na Zona Sul do Rio de Janeiro.”Já servi mais de 100 pessoas. Mas parei porque prefiro servir jantar ou almoço para menos pessoas, para que elas possam ficar sentadas. Acho um horror comer com o prato na mão”, diz.Conta que nunca gostou de festas e que hoje prefere programas bem mais “light”. “Gosto de me reunir com as amigas para um chá. Nada melhor que reunir as amigas pra um chá. E não gosto de “happy hour”. Costumo chamar de “unhappy hour”. Pois é todo mundo correndo. É um festival de “Como vai?” e “Até logo!”, brinca.Carmen teve mais de 400 vestidos de alta costura. Foi considerada uma das mulheres mais elegantes do Brasil e também uma das pessoas mais bem vestidas do mundo pela Revista Vanity Fair. Ela foi a única brasileira citada na biografia de Yves Saint Laurent. “Fui amiga de grandes estilistas. O meu maior amigo foi sem dúvida o Givanchy”, revela.Mas ela faz questão de quebrar um pouco todo este glamour do mundo da moda.”A melhor roupa pra mim é que aquela que é a segunda pele, a que faz você se sentir à vontade. Roupa pra mim é trapo”, afirma. Você não pode perder Marcia Peltier Entrevista, na CNT, logo após a novela.
Zuenir Ventura
Ele nasceu na cidade de Além Paraíba, em Minas Gerais, na divisa com o Rio de Janeiro.
Na década de 50, entra na Faculdade Nacional de Filosofia no Rio e abraça o jornalismo e a literatura.
O ProgramaMarcia Peltier destaterça feira, dia 25 de janeiro, traz como reprisea entrevistacom o jornalista e escritor Zuenir Ventura, na CNT.
No início, a família desejava que ele seguisse outra vocação. ”Minha mãe queria que eu fosse padre. Mas ela logo percebeu que este era o sonho dela, não o meu”, revela. Ele veio para o Rio e começou atuar como arquivista no jornal “Tribuna da Imprensa”.
“Trabalhei com Carlos Lacerda, que foi um grande professor de jornalismo para muitas gerações. Foi ele quem me deua primeiraoportunidade. Mas eu queria mesmo era ser professor e não jornalista. Mas quando passei do arquivo do jornal para a redação, o salário três vezes maior me ajudou a decidir pelo jornalismo”, conta.
Zuenir trabalhou em alguns dos mais conceituados veículos de imprensa do país, como “Correio da Manhã”, “Jornal do Brasil”,”O Cruzeiro”,”Visão”,”Veja” e “Isto É”.
De lá pra cá, além de grandes reportagens, também se tornou escritor. Ele contou a história de “1968, o ano que não terminou”.
“A geração de 68 deixou um legado positivo, que é esta prática de poder se doar, de querer ajudar as pessoas. Agora, eles deixaram o legado negativo que foi a difusão do uso das drogas” afirma.
Zuenir também vasculhou as entranhas das contradições sociais do Rio de Janeiro, no livro “Cidade Partida”.
“Claro que o Rio melhorou. A experiência da pacificação das favelas, das UPPs é boa. Ainda falta muito, mas é um começo positivo”, diz.
Ele também contou a história de enfrentar e vencer um câncer, no livro “Mal Secreto”.
“Eu estava escrevendo um livro sobre a inveja e descobri que estava com câncer na bexiga. Aí pensei que fosse morrer, é claro, mas acabei vencendo esta doença e aí resolvi contar tudo no livro”, fala.
Zuenir ou “Mestre Zu” como também é conhecido mergulhou ainda na saga do líder seringueiro Chico Mendes.
“Eu não conhecia o verdadeiro Chico Mendes antes de fazer uma série de reportagens sobre ele. Hoje estou convencido de que ele foi um grande herói brasileiro. Toda esta discussão mundial sobre a Amazônia começou com o Chico”, analisa.
Zuenir ganhou o prêmio Jabuti de Literatura e os prêmios Esso e Vladimir Herzog de jornalismo e atualmente é colunista do jornal O Globo.
Na entrevistaele também fala do seu mais recente livro: “Conversa sobe o tempo”, que é o registro de conversas sobre vários temas, que ele teve com o amigo Luís Fernando Veríssimo.
“Tenho um amigo que diz que o Luís Fernando Veríssimo é o falso tímido e que eu sou o falso extrovertido”, brinca.
Leonardo Boff
OMarcia Peltier Entrevistarecebe nesta terça-feira 18 de janeiro um brasileiro considerado um dos grandes pensadores mundiais: o teólogo e escritor Leonardo Boff .
Ele nasceu em Concórdia, em Santa Catarina, numa família de imigrantes italianos.
Estudou filosofia em Curitiba e teologia em Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro.
Seguiu a vocação religiosa, mas acabou entrando em conflito de idéias com a Igreja Católica. “Eu acho que a Igreja deveria rever alguns pontos. Principalmente o celibato. Hoje eu deixei de ser padre, mas continuo sendo católico e dando aula de Teologia”, diz.
Ele chegou a ser amigo do então cardeal Joseph Ratzinger, o atual Papa Bento XVI. Participaram juntos da revista “Concílio”. Mas por suas ligações com a Teologia da Libertação, Boff chegou a ser interrogado pelo próprio cardeal Ratzinger no Vaticano e sentou na mesma cadeira na qual Galileu Galilei foi inquirido pelo Tribunal do Santo Ofício no século XVII.
“O fato de me fazerem sentar na mesma cadeira na qual Galileu foi interrogado é mais um elemento de encenação. Mas quando eu expliquei o que é a Teologia da Libertação, que se chega um comunista no nosso meio, ele só fica se rezar, eles ficaram espantados”, conta.
Hoje, ele tem uma visão atualizada da Teologia da Libertação, incluindo nela a defesa do meio ambiente e da ecologia. “Além de libertar o Homem, é preciso também libertar a terra, os animais, todos os seres vivos. São Francisco de Assis já dizia a 800 anos que todos nós somos irmãos. São Francisco é moderno. Nós é que somos atrasados”, afirma.
Fez parte do conselho da Editora Vozes. E participou da elaboração da “Carta da Terra”. “A Terra está pedindo socorro. É uma Terra crucificada! Está na hora da sociedade assumir a salvação do planeta, pois os governantes das grandes potências não parecem interessados nisso”, fala.
Ele também ganhou o prêmio Nobel Alternativo em Estocolmo, em 2001.
“Está na hora do ser – humano deixar de explorar a Terra e passar a explorar o capital espiritual”, prega.
Fez doutoradoem teologia na Universidadede Munique, na Alemanha.
É professor na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e também já deu aula nas Universidades de Lisboa, Harvard nos Estados Unidos, Salamanca na Espanha, Basel na Suíça e Heidelberg na Alemanha.
Já escreveu mais de 60 livros, publicadosem todas as Américas, Europa, Ásia e África.
E diz que o Homem tem que redefinir seu papel no planeta. “O Homem pode escolher: se ele quer ser o Grande Satã da Terra ou o Anjo Protetor da Terra”, filósofa.
E como este batalhador pelas causas sociais se define? “Eu sou um peregrino e um agitador cultural”, revela.
Bibi Ferreira
Ela é uma prova viva de que o talento pode ser genético. Filha de Procópio Ferreira, um dos maiores atores da história do Brasil, seguiu a carreira artística desde cedo. Estreou nos palcos com apenas 24 dias de vida. Daí não parou mais e se tornou atriz consagrada.
O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe a atriz, cantora e diretora Bibi Ferreira. Bibi estreou nos palcos cedo… Mas muito cedo mesmo!
“Meu pai fazia uma peça na qual tinha uma cena com um bebê. Eles iam usar uma boneca. Mas, pouco antes do início do espetáculo a boneca sumiu e alguém lembrou que ele tinha uma filha recém-nascida. E eu estreei com 24 dias de vida nos palcos”, lembra.
Essa história mostra que o destino dela era mesmo ser atriz.
“Enquanto todas as moças da época eram proibidas de trabalhar com teatro, meu pai que era ator e minha mãe que era bailarina me incentivavam a seguir a carreira artística”, conta.
Bibi teve que enfrentar preconceitos da época, nas décadas de 30 e 40 do século passado. Ela chegou a ser impedida de cursar o Colégo Sion no Rio de Janeiro, por ser filha de ator. Mas isso acabou ajudando no início da vida de artista.
“Um amigo do meu pai sugeriu a ele que me lançasse no teatro, porque como o caso da minha barração no colégio teve muita repercussão na época, ele achava que isso chamaria a atenção das pessoas para minha estreia nos palcos. E meu pai, que enfrentava dificuldades financeiras, aceitou a idéia”, fala.
E Bibi foi em frente. Estudou , se preparou. E hoje é uma artista completa: sabe dançar, canta bem e interpreta como ninguém. Ela participou de espetáculos que marcaram época, como: Brasileiro profissão esperança e Piaf, a vida de uma estrela.A cantora francesa Edith Piaf, aliás, é um personagem que marcou a carreira de Bibi.
“A Piaf é um personagem que não me deixa livre. Todos lembram e pedem nos meus shows para que eu cante as músicas dela. Mas isso também se deve ao sucesso da adaptação feita no Brasil para o espetáculo. O Flávio Rangel e o Millôr Fernandes deixaram a Piaf alegre, que é como ela era na verdade”, diz.
João Carlos Martins
Ricardo Cravo Albin
O Programa Marcia Peltier Entrevista na terça-feira (14 de dezembro) o jornalista, escritor, historiador e pesquisador Ricardo Cravo Albin. Ele é baiano, mas foi no Rio que desenvolveu sua carreira. Formou-se em direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ricardo fez estudos de Direito Comparado na Universidade de Nova Iorque. Mas o futuro dele estava ligado mesmo à musica. Escreveu vários livros sobre a história da MPB. Ele atuou em rádios e programas de tevê. Deu aulas em várias universidades brasileiras. Ganhou o título de doutor honoris causa em uma universidade na Romênia. Deu palestras na universidade de Salamanca, em Barcelona, na casa de América, em Madrid, e em Bruxelas, na Bélgica. No Brasil, ganhou o prêmio nacional do livro. Recebeu do governo francês, o título de comendador e cavaleiro da ordem de Letras e Artes. Criou um instituto para preservar a memória dos artistas e da música brasileira. Além disso, criou o Museu da Imagem e do Som e foi presidente da Embrafilme. Você não pode perder o programa Marcia Peltier Entrevista, na CNT, logo após a novela.









































Tudo que Marcia pega vira ouro. Ela è mararavilhosa
Dr. Alfredo Guarischi, meus parabéns! Sou enfermeira, obrigada por ser esta pessoa tão humana, também acho que a compaixão, o amor e a caridade é a base fundamental para alcançarmos um sistema de saúde melhor!!!
Considero a jornalista Marcia Peltier uma pessoa pública por demais admirada, não só pela sua postura,mas pelo seu profissionalismo, suavidade no falar, sua doçura e sua inconfundível simpatia e rara beleza.
De forma suave conduz este programa, embora seu potencial seja muito maior. Acompanho sua trajetória há muitos anos.
Não me contento em vê-la somente às terças-feiras, por tão pouco tempo.
Falta de patrocínio aposto que não seja este o problema.
Felicidades. Muito sucesso.
Desculpe-me, mas sou seu maior fã.
Abraços
Luiz Santiago
Gostei muito do prog. com o prof. Sócrate! c Marcia é o máximo, sou sua fã, parabéns! gostaria de saber se tem reprise desse programa, dessa entreista.obrigada
Adorei a entrevista com a sommeliére Deise, adoro vinhos e aprendi
as dicas dadas por ela. Valeu Márcia. Bjs!
Sucesso!
Parabéns pela entrevista com a Psicóloga, Dra. Eneida de Oliveira, foi um dos pontos altos da história deste excelente programa.
Condução perfeita e explanação idem.