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Apresentado pela jornalista e escritora Marcia Peltier, nas noites de terça-feira.

Com temas de abordagem diversos e entrevistas com políticos, celebridades e personalidades, a apresentadora trabalha de forma descontraída e diferente de qualquer outro profissional da televisão brasileira.

Marcia Peltier

Carioca, casada e mãe de duas filhas.

Ela morou e estudou nos EUA e na Inglaterra. Começou na televisão no programa Sem Censura da TV Educativa. Foi âncora do Jornal da Manchete, apresentadora do Jornal Hoje da Globo, onde também foi colunista de Cultura.

Na Band, apresentou o Canal Livre. Marcia também âncorou o telejornal Informe Rio da Record. A jornalista mediou debates presidenciais, fez coberturas das Olimpíadas de Atlanta (1996), Sidney (2000) e da Copa do Mundo de 98. Como produtora independente criou e apresentou os programas: Marcia Peltier Pesquisa (Manchete e Band), Livre Acesso (Band) e GNT Revista. Marcia foi colunista do Jornal do Brasil e, atualmente, é colunista do Jornal do Commercio.

A jornalista esteve a frente do “Programa Márcia Peltier” na rádio Tupi. Ela comandou ainda o programa De Salto Alto na canal de TV On-line WTN. Na Rede TV!, Marcia assumiu o Clube das Mulheres. Atualmente, está no ar com o Marcia Peltier Entrevista na Rede CNT todas as terças-feiras às 23 horas e o seu novo site.

Episódios

Viviane Mosé

Data: 22/04/2014

Como a filosofia pode nos ajudar a entender o mundo de hoje? É o que o programa Marcia Peltier Entrevista tenta desvendar na próxima terça-feira 22 de abril, ao receber a filósofa e escritora Viviane Mosé.

Ela é formada em psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo.Tem mestrado e doutorado em Filosofia pelo IFICS da UFRJ. Já publicou vários livros,entre eles: “Nietzsche e a Grande Política da Linguagem”, “O Homem Que Sabe” e “A Escola e os Desafios Contemporâneos”.Já teve um quadro no programa “Fantástico” da Rede Globo e é comentarista da Rádio CBN.

Viviane,porque a filosofia “voltou à moda”?

“O século XX foi o século da tecnologia. A gente acreditava que tudo poderia ser resolvido pela ciência. O século XXI desconstruiu isso. O aquecimento global,o risco de destruição do planeta dá a sensação de que não há futuro. E a filosofia entra trazendo novamente a importância do pensamento crítico. A filosofia,junto com a poesia,pode ajudar a tornar as coisas mais simples”,diz.

E porque o pensamento crítico ficou “esquecido” no século XX?

“Muito em função da divisão do mundo entre capitalismo e comunismo. Os capitalistas achavam que o pensamento crítico poderia levar ao comunismo. E os comunistas achavam o contrário, que a liberdade de pensamento crítico poderia trazer a volta do capitalismo”,argumenta.

Você costuma afirmar que a felicidade “é uma chatice”. Explica isso Viviane?

“Felicidade é dizer que eu tenho que chegar a um lugar. Isso é uma chatice. Creio que o bom da vida é estar alegre. A alegria de viver. Estar triste é estar sem vida”,afirma.

E como você avalia a internet nesse mundo do século XXI?

“A internet mudou as relações de poder no mundo,já que a comunicação interligada permite,por exemplo,que um rapaz desconhecido como o que criou o Facebook se torne um bilionário. Mas da mesma forma, os bilionários podem perder tudo de uma hora para outra. O mundo virou uma areia movediça. E para garantir um lugar nesse mundo de hoje é preciso ter criatividade, inovação e jogo de corpo”,explica.

No programa,Viviane explica ainda porque crianças com hiperatividade e déficit de atenção podem ser as mais criativas. E comenta também como a angústia pode ser a fonte do crescimento pessoal.

E como esta filósofa do século XXI se define?

“Eu vim ao mundo para ser maior do que eu sou”, conclui.

No programa desta terça 22/05,você vai ver ainda como foi o lançamento do novo livro da jornalista e escritora Marcia Peltier:“Todas as Coisas Visíveis e Invisíveis”,na Livraria da Travessa no Shopping Leblon na zona sul do Rio de Janeiro. O lançamento reuniu nomes como o acadêmico Arnaldo Niskier,o empresário Ricardo Amaral, o professor Carlos Alberto Serpa ,a Dra. Rosa Célia Pimentel diretora do Hospital Pró-Criança Cardíaca,entre outros.

Você não pode perder o Marcia Peltier Entrevista com Viviane Mosé,direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa na próxima terça às 23h na CNT.

Dom Orani Tempesta

Data: 15/04/2014

Pouco mais de um ano depois de sua escolha, o Papa Francisco continua “revolucionando” a Igreja Católica. Inclusive, nomeando novos cardeais, entre eles um bem conhecido dos brasileiros.

O programa Marcia Peltier Entrevista da próxima terça-feira,15 de abril, a poucos dias da Páscoa, recebe o Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro Dom Orani Tempesta.

Dom Orani nasceu em São José do Rio Pardo, no interior de São Paulo. Entrou para a Igreja aos 18 anos e mais tarde se tornou Arcebispo de Belém. Pesidiu a Comissão Episcopal para Cultura, Educação e Comunicação da CNBB e foi o grande anfitrião do Papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude, ano passado no Rio.

Dom Orani, qual a importância da chegada do Papa Francisco à Igreja Católica?

“O fato dele ser o primeiro papa latino-americano e ter feito sua primeira viagem oficial ao Brasil, um país da América Latina, tem uma importância muito grande. Ele aproveita essa origem para reforçar esta mensagem de paz e fraternidade”,diz.

E o mundo estava precisando de uma liderança como ele?

“Sim, O papa está ocupando um espaço deixado vago por muitos governantes. Ele faz sua pregação contra as guerras, contra a violência…o mundo estava precisando de uma liderança com essa mensagem”,afirma.

É um papa de coragem?

“O papa Francisco costuma falar que ninguém morre de véspera.Lá na Itália ele falou contra a Máfia. Ele não tem medo de pregar sua mensagem”,comenta.

Ele é o papa mais popular que a Igreja já teve?

“O papa já disse que não quer uma franciscomania. Ele prega que o que é mais importante é a mensagem dele para que as pessoas encontrem Jesus. Isso é que importa”, garante.

O que muda na sua agenda se tornando cardeal

“Vou ter que ir mais ao Vaticano, participar de reuniões com o papa e outros cardeais. Mas continuarei também com meu trabalho na Cúria Metropolitana do Rio”,acrescenta.

Na entrevista, Dom Orani fala ainda de temas polêmicos como homossexualismo, aborto e celibato dos padres, das reformas que o papa está realizando na Cúria Romana, de da importância da Jornada Mundial da Juventude para a difusão da fé católica e deixa ainda uma mensagem aos telespectadores, pela Semana Santa que se aproxima.

E como o mais novo cardeal brasileiro se define?

“Eu sou um servo de Deus e quero estar à disposição das pessoas”, conclui.

Você não pode perder Dom Orani Tempesta no Marcia Peltier Entrevista, direto da Csa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, nesta terça-feira às 23 horas.

Luke Dowdney

Data: 08/04/2014

A luta por uma vida melhor. Na próxima terça-feira oito de abril o Marcia Peltier  Entrevista recebe um inglês que descobriu uma missão aqui no Brasil. O programa recebe Luke Dowdney, um antropólogo e  ex-lutador de boxe que fundou a ONG Luta Pela Vida e atua numa das maiores comunidades carentes do Rio de Janeiro:o Complexo da Maré, no subúrbio carioca, que foi ocupado recentemente por forças de segurança estaduais e federais, para  implantação de mais uma Unidade de Polícia Pacificadora(UPP).

Luke é Mestre em Antropologia Social pela Faculdade de Edimburgo na Escócia. Já ganhou o prêmio “Sport For Good Award” e foi condecorado pela Rainha Elizabeth II da Inglaterra.

Como surgiu a ideia de trabalhar com projetos sociais no Brasil?

“Eu fiz minha pesquisa para a conclusão do meu mestrado em Antropologia,estudando os menores de rua no Recife. Depois,vim para o Rio de Janeiro  trabalhar  com o Viva Rio. Aí resolvi criar minha própria ONG, a Luta Pela Vida e atuar no
Complexo da Maré,onde atendemos mais de duas mil crianças e adolescentes”
, conta.

Vocês também tem uma atuação internacional?

“Sim,temos uma sede em Londres também aonde atendemos cerca de mil jovens. E estamos chegando ainda em mais 22 países, principalmente na África”, revela.

Como atua a ONG?

“Eu fui boxeador na época da faculdade. Minha idéia é usar o boxe e outras artes marciais para trabalhar a questão da educação e da formação de cidadania entre crianças e jovens de comunidades carentes”, explica.

E tem funcionado?

“Sim. Como eu falo: em qualquer tipo de luta, quem não trabalha não vence. O boxe e as artes marciais trabalham essa questão do esforço e da responsabilidade. E o adversário é alguém que você respeita, cumprimenta ao final da luta, seja você o vencedor ou não. E é preciso continuar estudando. Quem não vai à escola não participa do projeto”, comenta.

E o que mais te motiva nisso tudo?

“Eu acredito que ninguém goste de ver um jovem com uma máquina de guerra nas mãos. E creio que é um dever de todo mundo tentar mudar isso”, declara.

No programa você vai conhecer também a história de Roberto Custódio, um dos garotos do projeto de Luke que se tornou um campeão de boxe com chances de disputar as Olimpíadas do Rio em 2016. E vai saber ainda sobre a grife roupas
“Luta”, criada na Comunidade da Maré e que tem parte das verbas revertidas para sustentar as ações do projeto.

E como este ideólogo da Luta Pela Vida se define?

“O meu trabalho é uma forma de servir”, conclui.

Você não pode perder Luke Dowdney no Marcia Peltier Entrevista, direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, nesta terça-feira, 08/04 às 23 horas.

Geraldo Cantarino

Data: 01/04/2014

A confirmação da tortura e morte do jornalista Vladimir Herzog. O possível sequestro do embaixador britânico no Brasil. E até um plano para assassinar um dos generais que comandou o país na década de 70.Todas essas informações, que  estavam em arquivos oficiais do governo britânico, agora são reveladas em livro.  Na semana em que o Brasil lembra os 50 anos da instalação do Regime Militar, que depôs o então presidente João Goulart em 1964, o programa Marcia Peltier Entrevista recebe um pesquisador do tema. Nesta terça-feira,primeiro de abril, Marcia Peltier conversa com o jornalista e escritor Geraldo Cantarino, que está lançando o livro “A Ditadura Que o Inglês Viu”.

Geraldo é jornalista formado pela UFF,com passagens pela Rede Globo de Televisão e pela Rede Bandeirantes. Tem mestrado em Documentário em TV pela Universidade de Londres,onde mora há 15 anos.

Também é autor dos livros:“Revolução Para Inglês Ver”, “Os Segredos da Propaganda Anticomunista” e “Uma Ilha Chamada Brasil”.

Geraldo,como surgiu a ideia do novo livro, “A Ditadura que o Inglês Viu”?

“Este livro é baseado em correspondências diplomáticas entre os embaixadores britânicos que atuaram no Brasil no período que vai de 1964 a 1979. Ou seja:vão da implantação do Golpe Militar até a Abertura no fim dos anos 70″,conta.

E como você teve acesso a estas correspondências?

“São correspondências e também relatórios anuais feitos pelos embaixadores que enviavam estes comunicados para a Grã-Bretanha. São documentos confidenciais e secretos,que ficaram ocultos por 30 anos e agora foram liberados para pesquisa pelo arquivo oficial do governo britânico. Eles trazem uma visão de como os ingleses viam o Brasil no período da ditadura”,fala.

O que essa “visão britânica” do Brasil da época nos traz?

“Mostra que os ingleses achavam que seria positivo para o Brasil a saída do presidente João Goulart do governo. Eles identificavam que havia corrupção e ligações com comunistas no governo Goulart. Mas os ingleses também achavam que os militares não ficariam muito tempo no poder. Pensava-se que o governo seria passado logo de volta aos civis,o que não ocorreu e a ditadura durou 20 anos”,diz.

E como os ingleses viam a questão das denúncias de violação dos direitos humanos,tortura e repressão política?

“Eles tinham indícios de que tudo isso estivesse ocorrendo,mas não queriam interferir nessas questões políticas do governo brasileiro. Consideravam que questões como essas deveriam ser discutidas em fóruns internacionais,como a ONU. E também havia interesses econômicos,as relações  comerciais com o Brasil que eles não queriam que fossem afetadas”,afirma.

O seu livro traz duas histórias incríveis: o possível sequestro do embaixador britânico e até um plano para matar um presidente da época do Regime Militar?

“Sim,o serviço de inteligência da Marinha brasileira,o Cenimar,descobriu um plano de organizações armadas de esquerda para sequestrar o embaixador britânico no  Brasil em 1970,sir David Hunt. E o próprio diplomata confirma essa preocupação em troca de correspondência com o governo dele. E outra história,que foi descoberta pelos serviços de inteligência da Grã-Bretanha,era de que grupos que eles chamavam de terroristas,poderiam realizar um atentado ao presidente Ernesto Geisel durante a viagem  dele a Londres em 1976. Isso foi levado tão a sério que Geisel realizou todas as reuniões de trabalho e negócios com o os ingleses dentro do Palácio de Buckingham,onde ficou hospedado nessa visita”,revela.

Na entrevista, Geraldo conta  que documentos dos diplomatas britânicos já confirmavam desde 1975 que o jornalista Vladimir Herzog tinha mesmo sido morto sob tortura nas dependências do DOI-CODI em São Paulo.

Fala ainda de seus outros livros  “Revolução Para Inglês Ver” e “Segredos da Propaganda Anticomunista”,este último revelando que um departamento chamado IRD(Information and Research Departament) da Grã-Bretanha,“plantava”  notícias falsas na imprensa brasileira para denegrir a imagem dos governos comunistas pelo mundo. E comenta ainda a fantástica história da mitologia celta,da ilha que teria o nome de Brasil,tema de seu livro “Uma Ilha Chamada Brasil”.

“Dizem que o Brasil não tem memória. Eu costumo dizer que o Brasil tem memória sim…a memória está aí,nos documentos e arquivos pelo Brasil e no exterior. Basta pesquisar e contar essas histórias. É o que eu quero continuar fazendo”,conclui Geraldo.

Você não pode perder Geraldo Cantarino no Marcia Peltier Entrevista, direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, nesta terça-feira às 23 horas.

Flávio Marinho

Data: 25/03/2014

O Programa Marcia Peltier Entrevista da próxima terça-feira 25 de março traz um dos mais consagrados dramaturgos e diretores teatrais do país: Flávio Marinho. Ele começou como jornalista. Fez críticas teatrais na Tribuna da Imprensa e também atuou no O Globo,Última Hora, Manchete e Vogue. Escreveu 24 peças e dirigiu mais de 70 espetáculos teatrais e musicais. Ganhou o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte com o Som Brasil, da Rede Globo e foi indicado aos prêmios Jabuti, Shell e Mambembe. Foi roteirista do seriado Malu Mulher e escreveu uma peça de humor, baseada num grave problema de saúde que ele mesmo enfrentou.

Flávio, quando você decidiu trabalhar com o teatro?

“Eu era menino ainda e fui ver a peça My Fair Lady com Bibi Ferreira. Me apaixonei pela Bibi(conta rindo),queria casar com ela…e ali percebi que gostava do teatro, das artes”,relembra.

Mas você primeiro foi trabalhar com jornalismo?

“Isso…mas ainda bem jovem já fazia crítica teatral no jornal Tribuna da Imprensa”,conta.

E depois você começou a escrever para teatro também?

“Vi que essa era minha maior vocação…e escrever texto para comédia…eu gosto mais de redigir textos de humor”,fala.

E você teve um grande sucesso nessa área não é?

“Sim,As Noviças Rebeldes,uma peça que o diretor de tv e teatro Wolf Maia pediu que eu traduzisse…uma peça com umas noviças muito loucas…foi um grande sucesso…depois fiz também Splish Splash,Cauby Cauby,entre outras…” diz.

E você conseguiu até tirar humor de um problema de saúde grave que você teve,não é?

“Tive um problema cardíaco muito sério e precisei frequentar uma clínica de medicina do esporte, que deu origem à peça Academia do Coração.,..tem vários tipos que conheci lá,de outros pacientes a médicos, que estão representados na peça…e muitas pessoas que tiveram problemas de doenças do coração vão ver o espetáculo,se identificam e saem rindo muito também”,afirma.

No programa ,Flávio Marinho fala ainda de sua paixão pelos musicais  e conta como foi ser roteirista da série Malu Mulher, com Regina Duarte, quem em plena ditadura militar falava sobre o dia a dia de uma socióloga, separada,que criava a filha sozinha, enfrentando as contradições do Brasil da época.

Você não pode perder Flávio Marinho no Marcia Peltier Entrevista, direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, nesta terça-feira às 23 horas.

Leonardo Boff

Data: 18/03/2014

Neste mês de março se completa um ano da escolha do Papa Francisco para guiar a Igreja Católica. Mas o que mudou na Igreja neste período? Como fica a questão da espiritualidade com esse papa de origem jesuíta? E como a fé em Deus pode ajudar o ser humano a garantir a sustentabilidade num planeta cada vez mais modificado por mudanças climáticas, provocadas por ações predatórias do próprio homem?

Para debater estes temas o programa Marcia Peltier Entrevista estreia sua nova temporada nesta terça-feira 18 de março, conversando com uma das mais conceituadas vozes do pensamento católico: o teólogo e escritor Leonardo Boff.

Ele é Doutor em Teologia pela Universidade de Munique, na Alemanha. É professor da UERJ e também já deu aula nas universidades de Lisboa , Harvard nos EUA, Salamanca na Espanha, Basel na Suíça e Heidelberg na Alemanha.Ganhou o Prêmio Nobel Alternativo em Estocolmo em 2001.Já escreveu mais de 60 livros, entre eles “Francisco de Assis e Francisco de Roma; uma nova primavera para a Igreja” e “Sustentabilidade: o que é, e o que não é”.

Qual a importância do Papa Francisco para o momento atual da Igreja Católica no mundo?

“Ele tomou uma decisão muito importante quando se anunciou Bispo de Roma e não de Papa. O Bispo de Roma é mais um,é um pastor e não assumiu aquela nomenclatura imperial do Papa”, diz.

E o que isso traz de mudança na prática?

“Para mim e para outros, isso abre uma nova era de diálogo na Igreja. É um grande sonho”, fala.

E qual a importância dele ser um papa argentino, portanto, latino-americano?

“É a primeira vez que um papa não vem da Europa. Ele vem de uma Igreja da periferia, fora da tradição secular da igreja europeia. Isso muda o eixo e também é um papa que está acostumado com questões como a pobreza, os direitos humanos, como destaca a Teologia da Libertação”, afirma.

E como fica a Teologia da Libertação nesse contexto?

“A Teologia da Libertação foi muito perseguida. Muitos sacerdotes que a defendiam foram até martirizados. Mas agora creio que se instala um novo momento. Este papa gosta de ouvir e apoia o trabalho dos teólogos”, garante.

E você também escreveu o livro “Sustentabilidade: o que é e o que não é”. Afinal, o que é sustentabilidade?

“Sustentabilidade é garantir as bases para que a vida se mantenha e que esta mesma vida possa evoluir”, comenta.

E esta vida está ameaçada?

“O Homem tem hoje armas nucleares, químicas e biológicas capazes de destruir 25 vezes toda e qualquer vida que exista sobre a Terra. Precisamos cuidar deste planeta e de todos os seres que habitam nele.Além dos homens e mulheres, da natureza, dos animais”, explica.

E como chegar a isso?

“Devemos cada um fazer sua parte. Fazer a nossa revolução molecular, mudando esse pedaço de mundo que somos cada um de nós”, conclui.

Você não pode perder a estreia da nova temporada do Marcia Peltier Entrevista, com Leonardo Boff , direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, nesta terça-feira às 23 horas .

Marcel Souto Maior

Data: 11/03/2014

É possível que um cético crie uma religião baseada na fé e na crença na vida eterna? Por incrível que pareça, essa é a história de vida de Alan Kardec,o francês que  criou a doutrina espírita. E você vai saber mais sobre essa história no Marcia Peltier Entrevista da próxima terça-feira, 11 de março, na reprise da entrevista com o jornalista e escritor Marcel Souto Maior, que é um especialista no tema. Atuou como jornalista no Correio Braziliense, no Jornal do Brasil, Estado de São Paulo e Rede Globo. Em 1994 ele lançou o livro “As Vidas de Chico Xavier”, biografia do médium mineiro que vendeu mais de um milhão de exemplares. E agora  lançou  ”Kardec: a Biografia”.

Quer dizer que Alan Kardec,o fundador do Espiritismo, era um cético?
“Sim,ele era um professor francês do século XIX  que não acreditava em nada…ele dizia que para se acreditar em algo,era preciso ver com os olhos e tocar com os dedos”,conta.

E como ele deixou de ser cético?
“Ele começou a estudar e pesquisa o fenômeno das mesas girantes,que era uma febre na Europa naquela época. As mesas girantes eram mesas redondas, ao redor das quais se sentavam pessoas, entre elas um médium. Estas pessoas  diziam se comunicar com os espíritos através de movimentos dos pés das mesas, que significariam palavras. Foi a partir daí que ele percebeu que poderia haver uma inteligência invisível no  comando do fenômeno”, conta.

E como foi essa mudança?
“Ele deixa então de ser um cético e passa a ser um missionário, divulgando a Doutrina Espírita. E passou a ser alvo de crítica de outros céticos e também de muitos integrantes da Igreja Católica da época”, fala.

É verdade que ele não se chamava Alan Kardec?
“Não, o nome dele era Hyppolyte Leon Denizard Rivail. Alan Kardec foi um nome ,que segundo o próprio,ele passou a usar porque descobriu que era este o nome que ele usava em outra vida,na época dos druidas”, fala.
E porque você acha que o Brasil se tornou hoje o  ”maior país espírita do mundo”,com quase 30 milhões de simpatizantes desta religião?
“Isso muito se deve a Chico Xavier. Ele é considerado por muitos como o grande Apóstolo do Espiritismo no mundo, depois de Kardec.Chico se tornou muito popular no país, principalmente depois da aparição dele no programa Pinga Fogo da TV Tupi,na década de 70 do século passado. E sempre que ele aparecia na mídia ele falava do Espiritismo,falava de Kardec…e isso foi tornando essa religião muito popular no Brasil”, afirma.

Na entrevista,  Marcel conta uma história fantástica, do primeiro encontro dele com Chico Xavier, onde um fenômeno inexplicável aconteceu.

E  como escrever as biografias dos dois maiores nomes do espiritismo mexeu com a sua vida?
“Eu hoje penso muito no sentido que a gente dá à vida”, conclui.

Você não pode perder a nova oportunidade de ver  Marcel Souto Maior  no Marcia Peltier Entrevista, na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, nesta terça-feira, às 23 horas.

Laurentino Gomes

Data: 04/03/2014

O programa Marcia Peltier Entrevista vai falar de História do Brasil no Carnaval!

Nesta  terça-feira, quatro de março, você vai rever a conversa com um dos escritores mais lidos do país na atualidade: Laurentino Gomes, o jornalista e escritor que já vendeu mais de 1,5 milhão de livros com a trilogia que vai da chegada da corte portuguesa às terras brasileiras (“1808″),passando pela Independência do país(“1822″) e indo até a proclamação da República(“1889″)

Porque você se decidiu a escrever sobre a História do Brasil?

“Existem três datas que  mudaram a história brasileira de forma drástica e definitiva: 1808,1822 e 1889. Por isso a ideia de escrever sobre esses temas”, diz.

O Brasil vira outro país a partir de 1808?

“A chegada da corte portuguesa ao país em 1808  foi um marco. Mas ter um império português na América do Sul já era uma ideia antiga, do Marquês de Pombal inclusive. A invasão napoleônica em Portugal só acelerou este processo”, fala.

E o que isso trouxe de modificação por aqui?

“Dom João VI fez acordo com a aristocracia rural da época, que passou a apoiar a monarquia em troca de títulos de nobreza e privilégios nos negócios públicos.Por isso o Brasil foi o único país das Américas que fez sua independência e optou não pela república, mas pela monarquia”, comenta.

E o que ocorre em 1889 que o país se torna republicano?

“Com a abolição da escravatura, aquela elite rural deixa de apoiar o imperador, porque seus interesses foram contrariados. Como escreveu Joaquim Nabuco na época: a lavoura se torna  republicana”,lembra.

E parece que a Guerra do Paraguai também acelerou a queda da monarquia?

“Sim, pois muitos escravos foram lutar na Guerra do Paraguai em troca da liberdade. E estes ex-escravos que viraram soldados criaram laços de camaradagem com os outros militares. O exército volta desta guerra abolicionista. A proclamação da República foi um golpe militar”, afirma.

E não houve reação popular contra a queda da monarquia?

“Fora alguns poucos casos isolados, entre as camadas mais populares, a monarquia caiu sem resistência. A elite apoiou a república. Mas na verdade a monarquia caiu mais pelo seu próprio desgaste do que por ideais republicanos da oposição.O próprio Dom Pedro II diz no dia  15 de novembro de 1889: eu conheço os brasileiros, isso não vai dar em nada. Creio que ele mesmo achava que era mais querido do que realmente era”, analisa.

No programa você vai conhecer ainda a história da Baronesa de Triunfo, uma mulher que foi pivô de uma disputa amorosa entre o Marechal Deodoro da Fonseca e o senador Silveira Martins e que acabou contribuindo para que Deodoro apoiasse a deposição do imperador.E também vai saber sobre a participação de Benjamin Constant, o mentor intelectual da proclamação e porque o Brasil ficou 104 anos com uma república “provisória”.

Você não pode perder Laurentino Gomes no Marcia Peltier Entrevista, na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa às 23 horas.

Segyu Rinpoche

Data: 25/02/2014

Um momento de transcendência e meditação.O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira 25 de fevereiro reapresenta a conversa com o monge budista Segyu Rinpoche. Ele é um brasileiro que se formou em Engenharia Elétrica na UFRJ, mas a vida dele tomou outro rumo. Por volta de 1980 foi para os Estados Unidos aprimorar seus conhecimentos de budismo.E se tornou um dos monges mais conceituados da atualidade.Fundou o Instituto Juniper e entre os nomes que se consultaram com ele estão o criador da Apple,Steve Jobs e os atores Kurt Russel e Goldie Hawn.Faz palestras pelo mundo ensinando como a meditação pode melhorar a vida das pessoas e até ajudar no tratamento da dependência química.

O que é o budismo?

“O budismo é uma filosofia que entende que se queremos ver as coisas melhores ao nosso redor,temos que nos conhecer internamente.E também pode ser considerado uma religião,que segue os ensinamentos de Sidarta Gautama,o Buda,o Iluminado”,diz

E existem vários ramos do budismo?

“Sim,tem o budismo indiano…o budismo japonês…o budismo tibetano,ao qual eu estou inserido.No Brasil o budismo japonês é mais conhecido por causa da grande colônia japonesa no país”,fala.

E qual a importância da meditação para o  budismo?

“Meditação é você focar a sua mente num objeto. E que objeto é esse? Nossa respiração.É observar a respiração. Caso você consiga ficar de 5 a 10 minutos por dia,focando sua mente num objetivo e controlando a respiração,você já estará meditando”,fala.

E como o budismo crê que é possível viver neste mundo conturbado?

“Devemos sempre meditar e equilibrar nossas emoções. E exercitar a compaixão e a sabedoria, para ter mais amor na vida,como disse Buda há 2500 anos”,afirma.

E você também foi uma espécie de “guru” do Steve Jobs,o fundador da Apple?

“Eu tive contato com ele durante 9 anos,quando ele estava enfrentando aqueles graves problemas de saúde.O Steve Jobs gostava de filosofia oriental,quando era mais jovem ele chegou a ir à Índia procurar orientação com um mestre budista”,explica

E qual sua missão como monge budista?

“Eu como monge gosto de ajudar as pessoas a descobrir seu potencial maior”,conclui.

No programa,Rinpoche fala de um projeto no qual ele está envolvido, que é o uso da meditação budista no tratamento de dependentes químicos.E explica também o que é o Instituto Juniper,que procura difundir ensinamentos do budismo adequados à vida moderna.

Você não pode perder a reprise do papo com Segyu Rinpoche no Marcia Peltier Entrevista,na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, nesta terça-feira as 23 horas.

Patrícia Davidson

Data: 18/02/2014

Qual a  importância de uma boa alimentação para manter a forma e ter uma vida saudável?

O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira 18 de fevereiro reapresenta a conversa com  a nutricionista Patrícia Davidson.

Ela é uma das mas conceituadas profissionais de nutrição do Rio de Janeiro. Seu consultório na zona sul da cidade está sempre lotado.

Ela se formou em Nutrição pela UFRJ, é Especialista em Nutrição em Clínica Cirúrgica pelo HUPE/ UERJ, Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional e Fitoterapia pela UNIB/VP e diplomada pelo Institute for Functional Medicine  dos EUA.

É pioneira no Rio de Janeiro,sendo a primeira nutricionista funcional a atuar na cidade.

Mas o que é a nutrição funcional?
“A nutrição funcional entende que não existe uma dieta que funcione para todas as pessoas. Cada pessoa tem suas características específicas,que devem ser levadas em conta na hora de prescrever uma dieta”,diz.

É um procedimento que respeita as individualidades?
“O alimento é uma informação para o corpo. Por isso,um alimento que faz bem para uma pessoa,pode não fazer bem para outra”,explica.

E como surgiu a Nutrição Funcional?
“Foi uma escola criada nos Estados Unidos e que chegou ao Brasil em 2003,tem 10 anos portanto aqui no nosso país”,explica.

E existe também um teste de sangue não é?
“Sim,através de um teste sanguíneo,pode-se definir quais os alimentos são mais adequados à dieta daquela pessoa”,fala.

E existe algum alimento que deva ser evitado?
“Aqueles caldos industrializados que as pessoas põe na comida…e também deveríamos comer menos embutidos”,afirma.

E os alimentos congelados?
“As pessoas podem comer alimentos feitos em casa e congelados… deve-se evitar os congelados industrializados pois tem muito sódio.. mas mesmo quando se congela alimentos em casa, estes devem ser colocados em potes de vidro e não de plástico, pois o plástico solta resíduos químicos”, garante.

E a dieta vegetariana?
“Pode-se viver sem comer proteína animal, mas o vegetariano precisa suprir isso com proteína vegetal e também suplementos alimentares”,informa.

Você não pode perder estas e outras dicas interessantes na reapresentação da conversa com Patrícia Davidson no Marcia Peltier Entrevista,na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, nesta terça-feira às 23 horas.

Divaldo Franco

Data: 04/02/2014

Ele é considerado por muitos o maior médium brasileiro, depois de Chico Xavier. O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira quatro de fevereiro dá a oportunidade de você rever a entrevista com o  médium e orador espírita Divaldo Franco.

Ele é um dos maiores divulgadores do Espiritismo Kardecista no Brasil e no mundo. Nasceu na Bahia, uma terra religiosa por natureza. Já psicografou mais de 250 livros que venderam 8 milhões de exemplares e realizou mais de 13 mil palestras em 65 países do mundo. Criou a Mansão do Caminho, uma obra  social em Salvador, que já atendeu mais de 30 mil crianças e adolescentes carentes ou órfãos. Recebeu o título de Embaixador da Paz no Mundo, em Genebra, na Suíça.

Mas o que é o Espiritismo Kardecista?
“É uma doutrina, uma filosofia,criada por Alan Kardec no século XIX,que estuda o mundo dos espíritos e as manifestações e interações dos espíritos com os humanos encarnados”, explica.

Também é uma religião?
“Sim, é uma religião que segue os preceitos cristãos de Jesus:a caridade, o amor ao próximo e a paz. Mas não temos dogmas,nem rituais”, fala.

Para o Espiritismo, Jesus é o Filho de Deus?
“Sim, é o Filho de Deus e o espírito mais evoluído que já veio à Terra”, afirma.

E como é o Mundo dos Espíritos?
“Na verdade eu diria que existe o Mundo dos Espíritos,que é igual ao nosso,só que mais evoluído, perfeito. E o nosso mundo é uma cópia imperfeita do Mundo dos Espíritos. Estamos nesse mundo para expiar nossas culpas e evoluir”, garante.

E Chico Xavier,qual a importância dele?
“Chico Xavier é considerado o maior Apóstolo do Espiritismo. Era um homem de bondade absoluta. Nunca reclamava de nada.E um médium completo. Perto dele, espíritos se materializavam ao ponto de se poder medir a pressão arterial do espírito”, conta.

E o papa Francisco,o que acha dele?
“Acho que ele é um personagem especial que Deus enviou até nós para uma mensagem de paz. Um verdadeiro pastor que prega o bem”, fala.

Na entrevista, Divaldo revela como foi o primeiro contato dele com os espíritos e como foi a sensação ao psicografar pela primeira vez.

Fala ainda do espírito de Joanna de Angelis,que conviveu com Maria,mãe de Jesus e Maria Madalena e que é sua mentora e orientadora. E relembra também  as incríveis curas espirituais que presenciou, nas operações feitas por médiuns como Zé Arigó e Edson de Queiroz.

Você não pode perder Divaldo Franco, no Marcia Peltier Entrevista, na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, nesta terça-feira às 23 horas.

Jorge Forbes

Data: 03/02/2014

Qual o papel da psicanálise neste século XXI?

Para debater este tema,o Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, 09/04 o psiquiatra,psicanalista e escritor Jorge Forbes.

Ele tem Mestrado em Psicanálise pela  Universidade de Paris VIII.

É Doutor em Ciências pela USP e Doutor em Teoria Psicanalítica pela UFRJ. Integra a Associação Mundial de Psicanálise e  participa de um projeto pioneiro: A Clínica de Psicanálise do Genoma Humano,na Universidade de São Paulo.

Tem artigos publicados no Brasil e no exterior e é autor dos livros: “Inconsciente e Responsabilidade – Psicanálise do Século XXI”, em que estuda as mudanças necessárias a uma psicanálise para os tempos pós-modernos, além do Édipo.

Também escreveu: “Você quer o que Deseja?”, “Da palavra ao gesto do analista” e, em coautoria, “A Invenção do Futuro”, em que pensa soluções para viver na era de quebra dos ideais.
Colabora com a grande imprensa, sendo curador e conferencista do Café Filosófico da  TV Cultura

Mas o que é a “psicanálise do século XXI”?

“As pessoas achavam que tudo era trauma do passado. É o que eu chamo de “psicanálise de macumba”,parece que tinha um trabalho feito contra você e isso teria que ser desfeito.Era o passado que te condenava. E as pessoas iam ao consultório do psicanalista com o objetivo de entender  mais sobre si mesmas e com isso encontrar a resposta  para um problema. Essa padronização não existe mais”,afirma.

Como seria hoje então?

“Hoje,num mundo onde você pode ser o que você quiser,o que é preciso é encontrar soluções novas para os seus desejos”,diz.

E a questão das decisões movidas pelo “inconsciente”?

“Hoje já existe a visão de que nós somos absolutamente responsáveis pelo nosso inconsciente”,fala

Você foi aluno do próprio Jacques Lacan, um dos “monstros sagrados “da psicanálise. Como foi essa experiência?

“Fui aluno dele  quando fui estudar em Paris em meados da década de 70. Ele já tinha quase 80 anos mas ainda estava em plena forma”,relembra.

E como era o Jacques Lacan?

“Apesar de ser um dos maiores intelectuais da história,era um homem mundano. Gostava de bons restaurantes,da noite,de se vestir bem,de estar cercado de pessoas interessantes. Uma vez,ele ligou a uma da manhã para um amigo meu,o Alain,que também era aluno dele,chamando para discutir um artigo que o Alain estava produzindo. E o Lacan foi para um café de Paris,em pleno inverno parisiense,na madrugada,esperando este meu amigo para trabalharem no artigo.Esse era  Jacques Lacan”,conta rindo.

No programa, Jorge explica ainda as diferenças entre as linhas de psicanálise freudiana e lacaniana e fala do dia a dia sobre um projeto pioneiro,no qual ele está envolvido: a Clínica de Psicanálise do Genoma Humano na USP.

E como este apaixonado por estudar  os “mistérios” da mente humana se define?

“Sou uma pessoa que sempre me emociono com a experiência humana”, conclui.

Luiz Áquila

Data: 28/01/2014

Para ele,até uma sopa de beterraba pode ser motivo de inspiração. É um artista que utiliza as cores para despertar sentidos. E é o que tem conseguido nestes 70 anos de vida e mais de 50 de carreira.

O programa Marcia Peltier Entrevista dessa terça-feira, 28 de janeiro, exibe novamente a entrevista com o artista plástico Luiz Áquila.

Como você descobriu seu caminho no mundo das artes?

“Meu pai era arquiteto,então aprendi muito com ele. Mas descobri mesmo que o meu  caminho era a arte quando fiz um curso,ainda bem jovem,com o pintor e ilustrador Aluísio Carvão”. Aí percebi que era o que eu queria…”,relembra.

E como é viver de arte?

“Eu costumo dizer que não é difícil viver de arte no Brasil…só os primeiros 50 anos é que são difíceis…”,fala rindo.

 Você é considerado o “pai” da chamada Geração 80,que revelou artistas como Beatriz Milhazes,Adriana Varejão e Daniel Senise. Qual foi a importância desse movimento?

“A Geração 80 tornou a arte mais leve…trouxe a arte para o dia a dia das pessoas…hoje temos muitas galerias para os artistas exporem suas obras…inclusive com muitos marchands jovens”,fala.

O Lauro Cavalcantti,que é arquiteto e curador do Paço Imperial aqui no Rio,costuma dizer que sua obra é como a música de Bob Dylan: “A never ending tour”. O que você acha disso?

“Isso foi uma comparação do Lauro,porque eu nunca acho que a minha obra está completamente pronta…acho que sempre ela pode se transformar..nesse sentido apenas,porque minha obra não é definitivamente uma balada,como as canções de Bob Dylan”,afirma,sorrindo.

No programa você vai ver Luiz Aquila contar sobre a história da “sopa de beterraba” que ele fez para a família em sua casa em Petrópólis, na região serrana do Rio,há cerca de  20 anos.

A tal sopa acabou se transformando numa verdadeira “performance”,com a participação de crianças da família dele.

E tudo isso foi registrado em vídeo,dirigido por  João Emanuel Carneiro,hoje o consagrado teledramaturgo,autor de “Avenida Brasil”,um dos maiores sucessos da história das telenovelas.

Você não pode perder Luiz Aquila no Marcia Peltier Entrevista ,direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa ,nesta terça-feira às 23 horas.

Manoel Thomaz Carneiro

Data: 21/01/2014

Você vai rever a trajetória de sucesso do profissional que vem lotando toda semana um espaço no bairro do Leblon,na zona sul do Rio de Janeiro,falando sobre felicidade,perdas e frustrações. Chegou a ser a reportagem de capa da revista Veja Rio,ano passado . Mas o que leva as pessoas a buscarem respostas para suas questões emocionais neste mundo contemporâneo ,tão veloz e conectado?

É o que você vai ver no programa Marcia Peltier Entrevista da próxima terça-feira,21 de janeiro,que reprisa a conversa com o psicanalista,professor e escritor Manoel Thomaz Carneiro. Ele criou o grupo de estudos Pensar e está lançando o livro “Pense Bem’’.

Manoel,porque o título deste livro,”Pense Bem’’?

“Porque desde que nascemos corremos riscos. Na mitologia greco-romana, o pai de Júpiter devorava os filhos,com medo que um deles lhe tomasse o poder divino.Mas a mãe de Júpiter o salvou e ele se tornou o deus todos poderoso. A vida é como o pai de Júpiter: se não nos cuidarmos,ela nos devora. Daí a necessidade de pensar bem’’,explica.

Mas nem sempre ter bons pensamentos é fácil,não é?

“Como dizia Freud,o grande problema do ser-humano é o ressentimento. Ficamos ressentidos quando temos uma perda,uma traição,uma dor,sofremos um acidente…mas é preciso superar estes ressentimentos..e ter a melhor versão de você no atual estágio da sua vida’’,afirma.

E as pessoas idealizam muito suas vidas e deixam de viver?

“Freud também dizia que quem vive o ideal,não ama o real.A gente na vida quer tudo arrumadinho,como aquela toalha de linho que forramos na mesa para um almoço,mas que quando chegam os convidados cai um miolo de pão na mesa,derramam o vinho…a toalha acaba suja ,amassada…o desencanto faz parte da nossa vida. ’’,diz.

E a questão da cobrança do ‘’ser feliz’’ no mundo interconectado de hoje?

“Quando alguém me diz que quer ser feliz,eu pergunto:mas você quer ser feliz em que?Feliz no amor?Feliz no trabalho?Feliz em tudo? Felicidade é igual a finalidade…Em que eu quero ser feliz?’’,comenta.

As pessoas fogem da frustração?

‘’Sim.Principalmente no mundo digital de hoje as pessoas editam a vida…só colocam informações de que são as melhores…tudo maravilhoso…mas a frustração faz parte da vida’’,declara.

Na entrevista,Manoel também fala da metáfora de Freud,que comparou a vida humana a um ‘’trem Maria Fumaça que segue por várias estações’’ e também dá os ingredientes da ‘’receita da felicidade de Manoel Thomaz Carneiro’’.

Jean Marie Dubrul

Data: 14/01/2014

A dança pode ser uma forma de trabalhar as emoções e transformar as pessoas. É o que você vai rever na reprise do programa Marcia Peltier Entrevista da próxima terça-feira 14 de janeiro,com o bailarino,coreógrafo e professor de dança Jean Marie Dubrul.

Ele nasceu na França e decidiu ser bailarino ainda adolescente.

Participou de várias companhias de balé da Europa. Chegou a lutar na Guerra da Argélia Em 1978 acabou vindo para o Brasil e nunca mais saiu.

 Hoje ele dá aulas super-concorridas numa escola de dança na zona sul do Rio de Janeiro.

 Jean Marie, como você veio parar no Brasil?

 “Um coreógrafo com quem eu trabalhava na França recebeu um convite para desenvolver um projeto no Theatro Municipal do Rio.Isso foi em 1978.Ele acabou não podendo vir e me enviou. Eu cheguei aqui sem falar nada de português e nunca mais voltei pra França. Aqui inclusive encontrei minha mulher,com quem casei,a minha companheira de mais de 30 anos de convivência’’,relembra.

Você dá aulas muito procuradas numa escola de dança no bairro do Jardim Botânico,zona sul do Rio. O que suas aulas tem de diferente?

Eu procuro trabalhar a emoção através da dança. Acho que por isso atraio as pessoas’’,diz.

Tem gente de todas as idades?

Sim.Todas as idades. Tem até mãe e filha.Pai e filho também. Muitos homens vão fazer as aulas’’,fala.

Muitos dos seus alunos vêem suas aulas como terapia não é?

‘’Mas eu não sou terapeuta… (fala,rindo) Mas eu sei que muita gente vai lá para trabalhar a emoção,tentar ficar mais equilibrado,acho que é positivo buscar isso através da dança’’, afirma.

Na entrevista, Jean Marie vai contar passagens marcantes de sua vida,que parecem saídas de um filme de ficção, como as coreografias que dançou com mitos da história do balé,como Rudolf Nureyev e Margaux Fontaine. E fala ainda de como foi parar em plena Guerra da Argélia,convocado pelo exército francês.

E como esse mestre do balé se define?

Eu passei a vida dançando’’,conclui.

Zuza Homem de Mello

Data: 07/01/2014

Você vai ter uma nova oportunidade de rever algumas das melhores entrevistas do último ano do  programa Marcia Peltier Entrevista,durante os meses de janeiro e fevereiro .E para começar,a primeira reprise nesta terça-feira,  sete de janeiro, traz  um nome que está ligado intimamente à história da MPB: o jornalista e crítico musical Zuza Homem de Mello. Ele começou a se envolver com a música na época dos festivais da canção,na década de 60. É autor do livro  “A Era dos Festivais: Uma Parábola”. “Eu estudei engenharia de som,fiz estágio na Atlantic Records nos Estados Unidos e quando voltei ao Brasil comecei a participar dos festivais,trabalhando na parte de som,porque pouca gente entendia disso”, relembra.

Acabou se tornando  um dos maiores pesquisadores da música brasileira.

É  fã declarado da Bossa Nova e de João Gilberto e também escreveu o livro “Eis Aqui os Bossa Nova”, onde conta a história desse movimento que mudou para sempre a música do Brasil.”Chico Buarque,Caetano, Gil, Edu Lobo, Ivan Lins e mais recentemente João Bosco, Djavan e Lenine, todos são de alguma forma descendentes da Bossa Nova. A MPB que ficou até hoje, nasceu da Bossa Nova”, fala.

E João Gilberto foi mesmo o grande nome desse movimento?”

João Gilberto é único… a primeira vez que o ouvi fiquei chapado… ninguém consegue cantar como João Gilberto… ele extrai da música coisas que nem os compositores percebem… ele é único”, afirma.

E essas histórias sobre o João Gilberto,de que ele gosta de ficar isolado e etc… como você analisa?”

As pessoas tem que entender que ele é como é… não adianta querer mudar o João Gilberto… deve se deixar ele ser como ele é… o que importa é o talento que ele tem”, diz.

E você que é um estudioso, onde se faz música original no Brasil, hoje?

“Temos movimentos musicais de muita qualidade em Pernambuco,primeiro e depois em São Paulo”, comenta.

E você está trabalhando num novo livro?

“Sim, estou organizando textos meus desde que comecei a fazer crítica musical na Folha da Noite em 1956. Em breve estes textos selecionados vão estar nesse novo livro”, afirma.

E como este amante da “grande música brasileira” se define?

“Eu vivo pela música”, conclui.

Você não pode perder Zuza Homem de Mello no Marcia Peltier Entrevista,direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa,nesta terça-feira às 23 horas

Roberto Menescal

Data: 31/12/2013

Que tal passar a virada de ano ao som da Bossa Nova?

O programa Marcia Peltier Entrevista traz um presente para você na noite do Réveillon,nesta terça-feira 31 de dezembro: uma entrevista com o compositor e produtor musical Roberto Menescal,um dos maiores talentos da Bossa Nova,o gênero musical que mudou para sempre a história da MPB.

Menescal foi parceiro de “monstros sagrados” como Tom Jobim e Ronaldo Bôscoli.Participou do famoso concerto no Carnegie Hall nos Estados Unidos em 1962. É autor de canções imortais como “O Barquinho”,”Rio” e ‘Nós e o Mar”. Esse ano lançou um novo CD ,onde faz parceria com a roqueira Andrea Amorim e também recebeu o “Prêmio à Excelência Musical” no Grammy Latino.

Menescal,como foi essa história de receber o Grammy Latino?

“Foi um prêmio pela minha produção musical e também por ajudar a divulgar a música brasileira pelo mundo”,conta.

E a Bossa Nova,é realmente muito conhecida mundo afora?

“Sim,com certeza. Um país por exemplo aonde a Bossa Nova faz muito sucesso é o Japão.O que tem de cantoras japonesas cantando nossas músicas…e são cantoras de muito talento”,fala.

Você está lançando o CD “Bossa de Alma Nova”, porque esse título?

“Neste CD eu faço uma parceria com a cantora Andrea Amorim, uma artista que eu conheci num festival de música em Garanhuns, Pernambuco. Ela era uma roqueira, toda tatuada, levando som pesado mesmo…mas descobriu a Bossa Nova e agora estamos fazendo esse trabalho juntos.Por isso o título de alma nova”,conta.

Este ano de 2013 se comemorou o centenário de nascimento de Vinícius de Moraes. Você chegou a ter alguma parceria musical com o “poetinha”?

“”Pois é…eu conheci, convivi com o Vinícius, mas nunca fizemos nenhuma música juntos. Sempre que a gente se encontrava para compor, acabávamos não compondo…o papo era sempre muito melhor”, fala (rindo).

No programa, Menescal relembra ainda a incrível história do dia em que Vinícius “roubou” um pernil durante um jantar na casa de um diplomata argentino no Rio de Janeiro. E também relembra a história do dia em que Vinícius, Tom Jobim e o presidente Juscelino Kubitschek beberam uísque usando granizo para gelar a bebida!

E fala ainda do seu amor pelos animais. Ele até compôs uma versão politicamente correta de “Atirei o Pau no Gato”,que virou “Encontrei na Rua um Gato” e cantou esta música no programa.

Alías,música é o que não vai faltar neste programa na noite de Ano Novo.

Menescal canta alguns de seus sucessos e você vai ver ainda gravações de números musicais dele com a “parceira roqueira” Andrea Amorim.

E como este ícone da Bossa Nova se define?

“Eu escolhi a música para viver”,afirma.

Você não pode perder  Roberto Menescal no Marcia Peltier Entrevista, direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa nesta terça-feira,11 da noite

Carlos Eduardo Barata

Data: 26/12/2013

Uma viagem pelas origens da formação das famílias brasileiras.
É o que você vai rever nesta quinta-feira 26 de dezembro numa reprise especial do  Marcia Peltier Entrevista com o pesquisador Carlos Eduardo Barata,o “Cau” Barata.

Ele é formado em engenharia e arquitetura.Foi presidente do Colégio Brasileiro de Genealogia.Atuou como  professor de história,arte e cultura do Rio de Janeiro,na Riotur.Tem várias publicações,entre elas o (já esgotado) “Dicionário das Famílias Brasileiras”.

Cau, muita gente acha que genealogia é coisa de “nobre”,de quem procura descobrir o “brasão” da família e etc. È por aí mesmo?
“Não,a genealogia independe da origem. Não é só o rei que tem memória. Qualquer pessoa…nasceu,tem genealogia”,fala.

E como alguém que queira levantar suas próprias origens deve começar a pesquisa?
“Deve-se escolher um parente e iniciar a pesquisa por ele. E neste momento é importante tentar conversar com outros parentes ou pessoas conhecidas que lembrem  desse parente,que tenham histórias sobre ele para contar.E neste primeiro momento é importante dar atenção a qualquer tipo de história,até as que parecem mais loucas”,diz.

Nas suas pesquisas,você fez descobertas interessantes. Uma delas é sobre o nome Cavalcanti não é?
“Sim,eu afirmo que as pessoas que tenham o sobrenome Cavalcanti com “i” ou Cavalcante, com “e”,são todas da mesma família. É a maior família brasileira”,afirma.

E qual o sobrenome que mais existe no país?
“Silva é o mais comum.Mas nem todos os Silvas tem laços de parentesco,mas os Cavalcanti sim”, comenta.
Outro dado que chama atenção é sobre a questão da participação dos italianos na formação do povo brasileiro,não é?
“A imigração italiana no Brasil é uma verdadeira potência. Posso te garantir que cerca de 16% dos brasileiros tem origem italiana”,declara.

Você também faz pesquisas sobre o patrimônio histórico do Rio de Janeiro,certo?
“No Rio temos uma riqueza patrimonial muito grande. Na Praça XV,por exemplo,temos arquiteturas dos séculos XVI,XVII,XVIII,XIX,XX e XXI,todas juntas,no mesmo local.É um verdadeiro  museu a céu aberto”,afirma.

Na entrevista,Cau Barata conta ainda um detalhe sobre a chegada da família real portuguesa ao Brasil em 1808. Segundo ele,o número de portugueses que desembarcaram  aqui com Dom João VI,foi muito menor do que  o que se achava até hoje.

Você não pode perder a reprise da entrevista com o pesquisador e escritor Cau Barata,no Marcia Peltier Entrevista,direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa,nesta quinta-feira às 23 horas.

Marcel Souto Maior

Data: 17/12/2013

É possível que um cético crie uma religião baseada na fé e na crença na vida eterna? Por incrível que pareça, essa é a história de vida de Alan Kardec,o francês que  criou a doutrina espírita. E você vai saber mais sobre isso no Marcia Peltier Entrevista da próxima terça-feira 17 de dezembro,que recebe o jornalista e escritor Marcel Souto Maior, que é um especialista no tema. Atuou como jornalista no Correio Braziliense,no Jornal do Brasil,Estado de São Paulo e Rede Globo. Em 1994 ele lançou o livro ‘’As Vidas de Chico Xavier’’,biografia do médium mineiro que vendeu mais de um milhão de exemplares.e agora, está lançando  ‘’Kardec: a Biografia’’.
 
Quer dizer que Alan Kardec,o fundador do Espiritismo,era um cético?
‘’Sim,ele era um professor francês do século XIX  que não acreditava em nada…ele dizia que para se acreditar em algo,era preciso ver com os olhos e tocar com os dedos’’,conta.
 
E como ele deixou de ser cético?
“Ele começou a estudar e pesquisar o fenômeno das mesas girantes,que era uma febre na Europa naquela época. As mesas girantes eram mesas redondas,ao redor das quais se sentavam pessoas,entre elas um médium. Estas pessoas  diziam se comunicar com os espíritos através de movimentos dos pés das mesas,que significariam palavras. Foi a partir daí que ele percebeu que poderia haver uma inteligência invisível no  comando do fenômeno’’,conta.
 
E como foi essa mudança?
‘’Ele deixa então de ser um cético e passa a ser um missionário, divulgando a Doutrina Espírita. E passou a ser alvo de crítica de outros céticos e também de muitos integrantes da Igreja Católica da época’’,fala.
 
É verdade que ele não se chamava Alan Kardec?
“Não, o nome dele era Hyppolyte Leon Denizard Rivail. Alan Kardec foi um nome ,que segundo o próprio,ele passou a usar porque descobriu que era este o nome que ele usava em outra vida,na época dos druidas’’,fala.
 
  
 
E porque você acha que o Brasil se tornou hoje o  ‘’maior país espírita do mundo’’,com quase 30 milhões de simpatizantes desta religião?
‘’Isso muito se deve a Chico Xavier. Ele é considerado por muitos como o grande Apóstolo do Espiritismo no mundo,depois de Kardec.Chico se tornou muito popular no país,principalmente depois da aparição dele no programa Pinga Fogo da TV Tupi,na década de 70 do século passado. E sempre que ele aparecia na mídia ele falava do Espiritismo,falava de Kardec…e isso foi tornando essa religião muito popular no Brasil’’,afirma.
 
Na entrevista,Marcel conta uma história fantástica,do primeiro encontro dele com Chico Xavier,onde um fenômeno inexplicável aconteceu.
 
E  como escrever as biografias dos dois maiores nomes do espiritismo mexeu com a sua vida?
‘’Eu hoje penso muito no sentido que a gente dá à vida’’,conclui.
 
 
Você não pode perder o jornalista e  escritor Marcel Souto Maior  no Marcia Peltier Entrevista, direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, nesta terça-feira às 23 horas.

Rosa Célia Pimentel

Data: 10/12/2013

O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira 10 de dezembro traz um programa especial para você, com a Dra.Rosa Célia Pimentel. O programa teve livre aceso ao projeto de uma vida da médica: o Hospital Pro Criança Jutta Batista. O hospital para atendimento à crianças com problemas cardíacos já está construído, no bairro de Botafogo na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Foi praticamente todo erguido com doações, mas ainda não consegue funcionar pois falta de recursos financeiros.

A Dra. Rosa Célia se formou em Medicina na UFRJ e fez Pós-Graduação em Cardiologia Pediátrica na Inglaterra e nos Estados Unidos, tendo vários trabalhos publicados na área e integra as Sociedades Brasileiras de Cardiologia, de Pediatria e de Cardiologia Pediátrica.Ganhou na Itália o Prêmio Embaixadora e Operadora da Paz no Mundo e foi umas personalidades brasileiras convidadas a carregar a Tocha Olímpica durante a passagem desta pelo Rio de Janeiro em 2004. Em 1989 ela criou a Clínica Cardiológica Infantil e fundou o Departamento Pediátrico do Hospital Pró Cardíaco em 1991.

O que o Hospital Pro Criança Jutta Batista tem de diferencial?

“Os equipamentos,a estrutura. Temos o CTI,o centro cirúrgico,o setor de emergência, a tomografia…tudo com a mais alta tecnologia para atender às crianças”,diz.

O que falta?

“Já conseguimos muita ajuda de empresários…o governo do estado do Rio também nos auxiliou…mas ainda faltam 15 milhões de reais para fazermos o hospital funcionar”,fala.

E qual a sensação nesse momento?

“Eu gostaria de colocar logo esse hospital para funcionar,para atender as crianças. Um local como esse não pode ficar fechado…a gente tem que pensar nas crianças”,afirma.

Na entrevista, além de mostrar todos os setores deste moderníssimo hospital, a Dra. Rosa Célia fala sobre como foi todo o esforço para montar o local e também da emoção de cuidar de crianças.

Você vai ver ainda os depoimentos de algumas das mais de 10 mil crianças que já foram atendidas pela doutora até hoje,nesse trabalho que é uma verdadeira missão de amor ao próximo.

Raul de Orofino

Data: 03/12/2013

Raul de Orofino

Bom humor é fundamental na vida não é mesmo? Mas você sabia que o humor pode ajudar até a aumentar a produtividade nas empresas?

É o que você vai ver no Marcia Peltier Entrevista dessa terça-feira, três de dezembro que recebe o ator Raul de Orofino.

Ele criou o ‘’Teatro a Domícilio’’, que utiliza técnicas da comédia teatral para ajudar na gestão empresarial.Também inventou o’’Teatro à Bordo’’, com encenações dentro de aviões. Morou 14 anos na Europa, se apresentando em países como Portugal, Espanha e Itália. Também atuou em Angola e lançou o livro ‘’ Mário, Seu Humor Está no Armário’’. E agora retorna para uma temporada no Brasil, onde apresenta a peça ‘’O Homem do Feicebuque e Outras Histórias’’

Raul, como surgiu essa história do “Teatro a Domicílio’’?

“Lá mais pro final dos anos 90, eu fui fazer uma apresentação na casa de uma amiga, para um grupo pequeno, umas 20 pessoas e foi um sucesso. Uma pessoa me falou que não esperava ver um espetáculo tão profissional numa residência’’, conta.

E depois?

‘’Aí começaram a surgir convites para fazer peças nas casas das pessoas…uma mulher chegou e perguntou: você faria uma peça no aniversário do meu marido? Eu disse: claro que sim!”, lembra.

E como surgiu o ‘’Teatro à Bordo’’?

“Fui chamado para fazer pequenos esquetes durante voos entre Rio e São Paulo. Foi a primeira encenação de peças já feita em aviões. As pessoas vinham me dizer depois que perdiam o medo de voar porque ficavam rindo’’, diz.

O humor mexe então com a emoção das pessoas?

‘’Sim, eu inclusive faço um trabalho que é utilizar performances, textos e atuações com o humor para trabalhar a gestão empresarial. Muitas empresas no Brasil e Europa já me chamaram para isso’’, explica.

E qual o resultado?

‘’Pessoas que não se falavam, voltam a se falar. O humor ajuda até a aumentar a produtividade nas empresas’’, afirma.

E qual a idéia desta peça: ‘’ O Homem do Feicebuque…’’?

‘’É uma crítica à muitas pessoas que hoje em dia vivem mais a vida no mundo virtual do que na realidade. O personagem principal dessa peça, coloca na rede social fotos de amigos dele em diversos países e acha que também conhece esses países…’’, diz.

Na entrevista, Raul conta ainda da incrível experiência que viveu atuando em Angola e também de seus planos de retomar a carreira no Brasil.

Cleofas Uchôa

Data: 26/11/2013

CleofasUchôa

Será que um dia teremos de deixar a Terra e buscar outra morada no espaço? Uma conversa sobre esta e outras teorias, é o que você vai ver na próxima terça-feira 26 de novembro no Marcia Peltier Entrevista que recebe o pesquisador, professor, escritor e astrônomo amador Cleofas Uchôa.

Ele adquiriu seu primeiro telescópio aos 15 anos de idade e não parou mais de pesquisar as estrelas. Foi oficial da Marinha e se formou em Engenharia Naval na USP. Cursou mestrado em Ciências na mais conceituada escola de tecnologia do mundo: o MIT em Massachusetts, nos Estados Unidos. Foi professor da PUC-RJ e na Universidade de Brasília. Chegou a ser Vice-Pesidente da Embratel e Presidente da Associação Brasileira de Telecomunicações. Fundou O Observatório Astronômico de Búzios, na Região dos Lagos no estado do Rio de Janeiro, o maior observatório particular do país e está lançando o livro: ‘’Um Olhar Para o Universo’’.

Cleofas, qual a ideia do livro?

‘’Eu gosto de dizer que nós devemos olhar o céu…as estrelas…olhar o ceú nos ajuda a compreender nossa dimensão no cosmo’’, fala.

Por quê?

Nós não conseguimos perceber os fenômenos fora da nossa escala…e o universo tem uma escala muito maior…observando o céu podemos ter uma percepção melhor do que somos’’, fala.

E isso tem alguma questão de transcendência?

‘’Eu na verdade não acredito que a existência do ser humano tenha um propósito…eu acho que somos frutos do acaso, mas também creio que estamos sempre no caminho da evolução’’, garante.

E como se dará essa evolução?

‘’No futuro seremos bem diferentes do que somos atualmente…basta lembrar que a vida que existia no mar, se transformou em seres anfíbios, que depois acabaram dando origem às várias espécies, entre elas o Homem. Vamos seguir nessa evolução e no futuro deveremos nos tornar bem diferentes…mas acredito que devemos evoluir na inteligência’’, comenta.

E nosso futuro no planeta Terra? Você crê que tenhamos que vir a buscar outros planetas para morar?

Eu acredito que já no final deste século XXI já começará o êxodo. A vida na Terra vai se extinguir, porque o Sol, essa estrela que nos dá luz e calor, vai morrer um dia. E já começaremos a buscar nos próximos 100 anos-novos planetas para morar’’, crê.

E existem muitos planetas habitáveis?

Só próximos à nossa constelação, a ciência já descobriu cerca de 260 planetas com as mesmas condições da Terra, o que permitiria que eles fossem habitáveis pelos humanos’’, afirma.

Na entrevista, Cleofas explica ainda a interessante teoria de que a ‘’matéria se atrai por amor’’ e que ‘’olhar o céu ajuda a amar a vida’’.

E como este cientista e que se diz um astrônomo amador, por ‘’amar a Astronomia’’, se define?

“Eu sou uma fortuidade. Um fruto do acaso…e acho ótimo!”, conclui.

Jean Marie Dubrul

Data: 19/11/2013

Jeal

A dança pode ser uma forma de trabalhar as emoções e transformar as pessoas. É o que você vai ver no programa Marcia Peltier Entrevista da próxima terça-feira 19 de novembro, que recebe o bailarino, coreógrafo e professor de dança Jean Marie Dubrul.

Ele nasceu na França e decidiu ser bailarino ainda adolescente.

Participou de várias companhias de balé da Europa. Chegou a lutar na Guerra da Argélia Em 1978 acabou vindo para o Brasil e nunca mais saiu.

Hoje ele dá aulas superconcorridas numa escola de dança na zona sul do Rio de Janeiro.

Jean Marie, como você veio parar no Brasil?

Um coreógrafo com quem eu trabalhava na França recebeu um convite para desenvolver um projeto no Theatro Municipal do Rio.Isso foi em 1978.Ele acabou não podendo vir e me enviou. Eu cheguei aqui sem falar nada de português e nunca mais voltei pra França. Aqui inclusive encontrei minha mulher, com quem casei, a minha companheira de mais de 30 anos de convivência’’, relembra.

Você dá aulas muito procuradas numa escola de dança no bairro do Jardim Botânico, zona sul do Rio. O que suas aulas tem de diferente?

Eu procuro trabalhar a emoção através da dança. Acho que por isso atraio as pessoas’’, diz.

Tem gente de todas as idades?

Sim.Todas as idades. Tem até mãe e filha.Pai e filho também. Muitos homens vão fazer as aulas’’, fala.

Muitos dos seus alunos veem suas aulas como terapia não é?

‘’Mas eu não sou terapeuta… (fala, rindo) Mas eu sei que muita gente vai lá para trabalhar a emoção, tentar ficar mais equilibrado, acho que é positivo buscar isso através da dança’’, afirma.

Na entrevista, Jean Marie vai contar passagens marcantes de sua vida, que parecem saídas de um filme de ficção, como as coreografias que dançou com mitos da história do balé, como Rudolf Nureyev e Margaux Fontaine. E fala ainda de como foi parar em plena Guerra da Argélia, convocado pelo exército francês.

E como esse mestre do balé se define?

Eu passei a vida dançando’’, conclui.

Sylvia Bandeira

Data: 11/11/2013

SylviaBandeirai

Uma das mais conhecidas e premiadas atrizes brasileiras é a convidada do programa Marcia Peltier Entrevista da próxima terça-feira 12 de novembro. É Sylvia Bandeira, que está lançando seu livro de memórias:”Mamãe Costura e Esta Noite Eu Vou Te Ver’’.

Ela nasceu em Genebra, na Suíça.filha de um diplomata e por isso fala três idiomas: inglês, francês e espanhol e conheceu vários países e culturas. Desde criança, queria seguir a carreira artística. Foi modelo, jurada e apresentadora de programas de tevê e atriz. Atuou no teatro, cinema e em novelas e minisséries que marcaram época, como ‘’Quem Ama Não Mata’’ e ‘’Agosto’’ Na TV Globo. Ganhou o Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Gramado em 1983 e o Prêmio Heloneida Studart/ALERJ de Melhor Atriz em 2011.No mesmo ano foi indicada a concorrer na categoria Melhor Atriz no Prêmio Shell. Seu trabalho mais recente foi na novela “Balacobaco’’ na Rede Record.

Sylvia, foi difícil escrever um livro de memórias?

Eu queria contar passagens marcantes da minha vida. Em alguns momentos foi difícil, porque você se desnuda. Mas procurei colocar tudo aí’’, conta.

E você dividiu o livro em 3 partes?

Isso. A primeira parte chamei de Sem Raízes: mundo a fora, em que conto os primeiros 18 anos de minha vida ao lado do pai diplomata. Depois vem Criando Raízes: onde falo da vida, como ela foi, casamentos, filhos, a escolha da profissão de atriz. E por último Colhendo Frutos, com um subtítulo em francês: Après La Pluie Le Beau Temps, onde abordo as alegrias da profissão, os prêmios conquistados.

E como foi o início da carreira artística?

Foi muito duro…sofri muito preconceito…eu era filha de diplomata, já tinha uma vida social intensa e quando decidi isso as pessoas comentavam: mas porque agora essa história de querer ser atriz?’’, relembra.

E você neste início chegou a ser apresentadora de TV num programa tipo ‘’quiz’’ na Rede Globo?

Sim. Trabalhei no ‘’8 ou 800’’ com o Paulo Gracindo. A minha única falar era perguntar ao candidato que estava respondendo sobre determinado personagem se ele ‘’continuava ou desistia’’…e a voz não saía’’, fala rindo.

 Mas depois você fez vários papéis que te tornaram reconhecida né?Você fez um papel antológico no filme “Bar Esperança’’, de Hugo Carvana, que lhe rendeu um prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de Cinema de Gramado, não foi?

‘’Sim…e foi engraçado que quando me chamaram para o papel eu disse que topava antes de saber o que teria de fazer…aí o Carvana me disse que eu teria que ficar nua…mas eu fiz a cena…fiz com verdade e emoção, mesmo sendo um tremendo desafio…e acho que por isso eu ganhei o prêmio’’, afirma.

No programa, Sylvia conta ainda como foi interpretar Marlene Dietrich no teatro, o que lhe valeu o prêmio Heloneida Studart de melhor atriz e uma indicação ao prêmio Shell. E também vai explicar porque seu livro de memórias se chama ”Mamãe Costura e Esta Noite Eu Vou Te Ver’’.

E como essa talentosa atriz brasileira se define?

‘’Sou uma aquariana inquieta, que vive de sonhos’’, conclui.

Kátia Macedo

Data: 05/11/2013

KátiaMacedo

Você já deve ter ouvido falar da expressão ‘’coaching’’, não é mesmo? Mas o que ela significa?

O programa Marcia Peltier Entrevista da próxima terça-feira cinco de novembro vai conversar com uma uma especialista no assunto: a coach Kátia Macedo. Ela é formada em Engenharia Química, atuou em várias empresas do setor de petróleo, tem MBA em Gestão Executiva e fez cursos de Marketing, Estratégia e Liderança na Universidade de Cambridge, na Inglaterra e na Universidade Kellog de Chicago, nos Estados Unidos. Kátia é pioneira no Brasil, no coaching de negócios para pequenas e médias empresas.

Mas afinal, o que é o coaching?

O coaching é uma parceria entre quem faz o coaching e o profissional ou a empresa que solicitou. É uma parceria que visa alcançar resultados melhores no ambiente de trabalho’’, diz.

E como funciona?

“O coach procura descobrir aonde a pessoa ou a empresa quer chegar…quais são suas metas, objetivos…e procura ajudar a superar os sabotadores internos’’, afirma.

E o que são esses ‘’sabotadores internos’’?

‘’São os medos, a falta de confiança, que acabam impedindo os profissionais ou corporações a crescer e atingir metas maiores. Todos nós temos o medo da mudança e o medo do fracasso. É preciso superar isso’’, fala.

Nesses casos, o coach precisa ser exigente?

‘’Tenho até alguns clientes que brincam, dizendo que eu sou uma ‘’chicoaching’’, porque eu trataria algumas questões no chicote (fala rindo)… isso é uma brincadeira, é claro…mas o coaching tem realmente que apontar posturas que podem ser equivocadas e impedir o sucesso’’, conta.

Então é preciso trabalhar a questão emocional?

‘’Sim, fundamental. O que faz a diferença hoje no sucesso no meio empresarial é a questão emocional. Por isso se fala tanto em inteligência emocional’’, explica.

E existe diferença do coaching para grandes empresas e o do que é feito para pequenas e médias empresas?

‘’Existe, pois as técnicas utilizadas para a realidade de uma grande corporação podem não funcionar em empresas bem menores. Podem até estrangular essas empresas’’, garante.

Na entrevista, Kátia fala ainda sobre o coaching em empresas familiares e se a mulher executiva tem características diferentes do homem e se isso muda a dinâmica do trabalho do coach.

E como esta especialista em coaching se define?

Eu gosto de desafiar o potencial humano, pois tenho fé no ser humano. E vejo meu trabalho como uma missão de vida’’, conclui.

Teresa Corção

Data: 29/10/2013

TeresaCorção

A boa culinária, além de fonte de prazer para o paladar, pode se tornar também um instrumento de transformação social e do meio ambiente.

Para falar sobre isso, o programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira 29 de outubro a cheff e empresária, Teresa Corção.

É ela quem comanda um dos mais tradicionais restaurantes do Rio de Janeiro, ”O Navegador’’. Teresa fundou ainda o Instituto Maniva,que atua no resgate histórico das origens da culinária brasileira. Ela já ganhou dois prêmios na área de responsabilidade social. Teresa é filha de Gustavo Corção, um dos maiores pensadores católicos que o Brasil já teve. Fundou o grupo dos Ecochefs e é uma das divulgadoras no Brasil, da cozinha ‘’slow food’’.

Teresa, o que é a ‘’slow food’?

‘’Na verdade é um movimento que surgiu na Itália, que tem uma culinária bem tradicional, em oposição ao ‘’fast food’’. A proposta é apostar numa cozinha mais artesanal, preservando as tradições e os valores locais, ao contrário do ‘’fast food’’ que só visa o lucro e não tem preocupação com a qualidade do paladar da comida’’, diz.

E a ‘’slow food’’ já saiu da Itália e ganhou o mundo?

Sim e por incrível que pareça, depois da Itália, o país onde o movimento slow food mais se desenvolveu foram os Estados Unidos, que é considerado a pátria do fast food. Até lá as pessoas estão reagindo’’, fala.

E no Brasil?

No Brasil eu considero que a mandioca é a base de uma culinária local em nosso país. A mandioca, também conhecida como aipim ou macaxeira, dependendo da região do Brasil, foi descoberta pelos índios e se espalhou. Existem mais de 1600 tipos de mandiocas catalogadas’’, afirma.

E como ela pode ser usada?

Pode ser usada em tudo. Como farinha, substituindo a farinha de trigo…pode se fazer tapioca que substitui o pão…no Pará, por exemplo, se come farinha de mandioca como se fosse um cereal, no café, no almoço e no jantar…pode-se fazer aquela farofa com a farinha de mandioca…e lembrando que a mandioca não contem glútem, ao contrário da farinha de trigo’’, explica.

E o que é este grupo dos ecochefs que você fundou?

‘’É um grupo de chefs, como Claude Troisgois, Flávia Quaresma, entre outros, que se propõe a trabalhar uma cozinha com responsabilidade sócio ambiental’’, esclarece.

E como se dá isso na prática?

De cara procuramos sempre dar prioridade a alimentos orgânicos e a dar preferência a comprar produtos com os pequenos produtores rurais e fortalecer assim os mercados locais e também as feirinhas orgânicas que ocorrem pela cidade do Rio’’, comenta.

No programa, Teresa explica ainda o que é a ‘’casa de farinha’’, uma herança indígena, fala da farinha d’água e dá dicas de como escolher uma boa farinha de mandioca e conta ainda como era a culinária na casa dela, já que Teresa é filha de Gustavo Corção, escritor e um dos maiores intelectuais da história do país.

E como essa ‘’echochef’’ se define?

Eu sou uma mandioqueira’’, fala rindo.

Claudio Nasajon

Data: 22/10/2013

ClaudioNasajoni

O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira 22 de outubro traz um mestre do empreendedorismo: o empresário Claudio Nasajon. O lema dele é ‘’utilizar o empreendedorismo para desenvolver a sociedade’’. 

Formado em Engenharia pela UERJ,fez MBA na conceituada Harvard Business School nos EUA.Fundou uma das mais conceituadas empresas de TI do país, a Nasajon Sistemas. É Presidente do Conselho Empresarial da Micro e Pequena Empresa da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Atuou como professor da PUC-RJ e lançou o livro’’Venda-se‘’, que se tornou um best-seller.

O Brasil é um bom país para quem quer empreender?
“O Brasil está lindo para quem quer empreender …é um país que está crescendo…cheio de oportunidades’’, garante

E o que é fundamental para empreender a ideia?
“A ideia na verdade não vale nada!’’, afirma.

Por que?

‘’Porque é muito improvável que com 8 bilhões de pessoas no mundo, alguém tenha alguma ideia absolutamente inédita…o que vale na verdade é a execução desta ideia’’, diz.

E essa história de quem tem a ideia primeiro sai na frente?

‘’Também é outro equívoco…quem tem a ideia e sai na frente, enfrenta um monte de dificuldades…imagina você ter de abrir uma estrada no meio de uma floresta…você vai ter o maior trabalho, um desgaste..quem vier depois usar a estrada,vem tranqüilo, assoviando’’, fala.

Mas a pessoa que iniciou um negócio e quebrou, tem chance de continuar empreendendo?

Claro…para o investidor é muito melhor apoiar alguém que já aprendeu no passado e não vai repetir erros, do que alguém que está iniciando e não tem muita experiência’’, explica.

E qual foi sua intenção com o livro ‘’Venda-se”?

Foi ensinar as pessoas a usarem técnicas de marketing, de vendas, na vida pessoal delas’’, explica.

Na entrevista, Nasajon dá ainda várias dicas para quem quer iniciar seu negócio. E fala também sobre o livro que escreveu sobre iniciação sexual para adolescentes do sexo masculino. Segundo ele, um livro feito para os filhos dele.

Maurício Magalhães Costa

Data: 14/10/2013

MaurícioMagalhãesCosta

Um tema que sempre desperta a atenção das mulheres: a saúde dos seios. O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira,15 de outubro, Dia do Mestre, recebe um autêntico mestre no assunto: O médico ginecologista Maurício Magalhães Costa.

Ele é um dos maiores especialistas sobre este tema aqui no Brasil. Formou-se em medicina pela UFRJ, onde também cursou o doutorado. É presidente da Federação Latino-Americana de Mastologia e participou de mais de 120 congressos científicos no Brasil e no exterior. Tem mais de 20 artigos sobre o tema e é autor doa livro ‘’A Saúde dos Seios’’ e ‘’Beleza e Saúde dos Seios: mais de 100 Respostas Para as Suas Perguntas’’.

A saúde dos seios é uma das maiores preocupações das mulheres?

Sim. O seio é um dos maiores símbolos da feminilidade. A mulher depois que tem filhos ela pode até retirar os ovários e o útero, mas nenhuma mulher aceita ter que retirar os seios’’, fala.

Isso mexe muito com a cabeça das mulheres?

Claro. Invariavelmente a mulher que precisa fazer a mastectomia diz: meu seio me traiu’’, afirma.

Mas esse é o maior risco de saúde para as mulheres?

Não é. As mulheres morrem mais de doenças cardíacas do que de câncer nos seios. Mas mesmo as doenças do coração, se a pessoa fizer exames preventivos e ter hábitos de vida mais saudáveis, pode ser prevenida’’, garante.

E é verdade que ter filhos diminui o risco de câncer nos seios?

Sim, pois os seios das mulheres tem estágios ao longo da vida, que vão de 1 a 5. E a mulher só chega no estágio 5 depois de amamentar. E o grau 4 é aquele que mais oferece risco de um tumor nos seios. E como cada vez as mulheres estão tendo filhos mais tarde ou não tendo filhos, este risco aumentou no mundo todo’’, fala.

E o caso da atriz Angelina Jolie que retirou o seio de forma preventiva?

No caso dela, ela fez um exame de DNA que detectou um risco de quase 80% dela ter câncer de mama. A mãe dela teve e veio a falecer em função deste tipo de tumor. Então, no caso dela, eu considero que o procedimento foi correto. É bom lembrar que uma entre cada dez mulheres tem esse risco’’, declara.

E como este médico que trabalha tanto pela saúde da mulher se define?

Eu sou um apaixonado pelo que faço’’, conclui.

Na entrevista, o Dr. Maurício explica ainda como a mulher deve fazer o exame de toque nos seios, qual a idade ideal para se começar a fazer a mamografia e também esclarece se a prótese de silicone tem alguma influência ou não num possível desenvolvimento do câncer de mama.

Segyu Rinpoche

Data: 08/10/2013

Segyu Rinpoche

Um momento de transcendência e meditação. O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira nove de outubro recebe o monge budista Segyu Rinpoche.

Ele é um brasileiro que se formou em Engenharia Elétrica na UFRJ, mas a vida dele tomou outro rumo.  Por volta de 1980 foi para os Estados Unidos aprimorar seus conhecimentos de budismo. E se tornou um dos monges mais conceituados da atualidade. Fundou o Instituto Juniper e entre os nomes que se consultaram com ele estão o criador da Apple, Steve Jobs e os atores Kurt Russel e Goldie Hawn.

Faz palestras pelo mundo ensinando como a meditação pode melhorar a vida das pessoas e até ajudar no tratamento  da dependência química.

O que é o budismo?

“O budismo é uma filosofia que entende que se queremos ver as coisas melhores ao nosso redor, temos que nos conhecer internamente. E também pode ser considerado uma religião, que segue os ensinamentos de Sidarta Gautama, o Buda, o Iluminado’’, diz.

E existem vários ramos do budismo?

“Sim, tem o budismo indiano…o budismo japonês…o budismo tibetano, ao qual eu estou inserido. No Brasil o budismo japonês é mais conhecido por causa da grande colônia japonesa no país’’, fala.

E qual a importância da meditação para o  budismo?

“Meditação é você focar a sua mente num objeto. E que objeto é esse? Nossa respiração. É observar a respiração. Caso você consiga ficar de 5 a 10 minutos por dia, focando sua mente num objetivo e controlando a respiração, você já estará meditando’’, fala.

E como o budismo crê que é possível viver neste mundo conturbado?

“Devemos sempre meditar e equilibrar nossas emoções. E exercitar a compaixão e a sabedoria, para ter mais amor na vida, como disse Buda há 2500 anos’’, afirma.

E você também foi uma espécie de ‘’guru’’ do Steve Jobs, o fundador da Apple?

‘’Eu tive contato com ele durante 9 anos, quando ele estava enfrentando aqueles graves problemas de saúde. O Steve Jobs gostava de filosofia oriental, quando era mais jovem ele chegou a ir à Índia procurar orientação com um mestre budista’’, explica.

E qual sua missão como monge budista?

‘’Eu como monge gosto de ajudar as pessoas a descobrir seu potencial maior’’, conclui.

No programa, Rinpoche fala de um projeto no qual ele está envolvido, que é o uso da meditação budista no tratamento de dependentes químicos. E explica também o que é o Instituto Juniper, que procura difundir ensinamentos do budismo adequados à vida moderna.

Rosiska Darcy de Oliveira

Data: 01/10/2013

RosiskaDarcydeOliveira

O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, primeiro de outubro recebe uma das maiores intelectuais brasileiras: a escritora, jornalista e ‘’imortal’’ Rosiska Darcy de Oliveira.

Ela também é uma das maiores representantes da importância do papel da mulher na sociedade. Começou a atuar como jornalista na década de 60. Teve que se exilar na Suíça durante o regime militar e na Europa começou a ter contato com os movimentos feministas. Retornou ao Brasil em 1980, depois da anistia. Foi presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e atuou como professora no Doutorado em Letras da PUC-RJ. Atualmente preside o movimento Rio Como Vamos e foi eleita este ano para Academia Brasileira de Letras.

Rosiska, o movimento feminista que ganhou força na década de 60 do século passado, mudou?

‘’Sim, o movimento feminista mudou bastante em relação aquela fase aguda dos anos 60, quando a mulher era vista como um nada,era o contrário do homem. Muitas feministas foram injustiçadas inclusive’’, relembra.

Injustiçadas como?

“Dizia-se que as mulheres feministas eram masculinizadas e isso nenhuma mulher quer perder a essência do ser feminina. As primeiras feministas tiveram que vencer até o deboche. Essa história de queimar sutiã por exemplo…nunca vi uma feminista no Brasil queimar um sutiã. Isso foi um protesto de uma americana nos EUA, que ganhou uma força de marketing tremenda’’, afirma.

E o que realmente mudou a vida da mulher nesta época conturbada?

O maior marco,que realmente mudou a vida das mulheres foi a pílula anticoncepcional.Isso deu à mulher a possibilidade de decidir quando e se, queria ser mãe. E eu acredito que na vida o que há de mais revolucionário é ter opção. E a contracepção deu opção ás mulheres’’, diz.

E você também tem estudos sobre a questão de como gerenciar o tempo neste mundo digital e acelerado não é?

Sim, pois a mulher era a dona de casa e quando ela foi para o mercado de trabalho, não houve uma nova pactuação do tempo. Elas foram trabalhar fora e continuaram tendo que cuidar da casa, dos filhos. Mas hoje em dia, muitas empresas estão discutindo isso…como permitir que as funcionárias mulheres possam ter sua vida profissional e ter mais tempo para a família’’, fala.

E isso atinge também os homens?

“Claro, é comum também a gente ouvir o pai dizer que a o tempo passou e ele não acompanhou o crescimento dos filhos’’, acrescenta.

E como você vê a questão dos direitos das mulheres hoje no Brasil?

‘’Melhorou bastante. Hoje temos mulheres em vários cargos. Temos até uma presidente mulher. O importante é perceber que homens e mulheres são diferentes, mas não desiguais’’, declara.

E como esta feminista e agora também imortal se define?

“Sou uma brasileira que gosta fundamentalmente dos seres-humanos’’, conclui.

Na entrevista Rosiska conta também o fato que a fez tornar-se uma feminista, quando na faculdade de Direito um professor a menosprezou por ela ter tirado a nota máxima num trabalho da disciplina. E revela também como ela se sentiu ao vestir pela primeira vez o fardão na posse de sua cadeira na ABL.

Edino Krieger

Data: 24/09/2013

EdinoKrieger

O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira 24 de setembro recebe um dos maiores nomes da música erudita no Brasil, o maestro e compositor Edino Krieger.

Ele nasceu na cidade de Brusque,em Santa Catarina, filho de um seresteiro. Aprendeu a tocar violino com sete anos de idade. Aos 14, ganhou uma bolsa de estudos no Conservatório Brasileiro de Música, no Rio. Foi estudar também na conceituada Berkshire Music Center, nos Estados Unidos. Criou mais de 150 composições clássicas. Ganhou o troféu Golfinho de Ouro e o prêmio Shell. Dirigiu a FUNARTE, o Museu da Imagem e do Som, a Sala Cecília Meireles e a Academia Brasileira de Música. Foi o criador da Bienal de Música Contemporânea. E agora recebe justas homenagens ao completar 85 anos de vida.

Como foi o início de sua carreira?

“Comecei com sete anos de idade, ensinado pelo meu pai, que era músico e fundou a primeira Jazz Band de Santa Catarina. Comecei com o violino e como eu digo: eu não escolhi o violino, o violino que me escolheu’’, fala rindo.

E aí veio para o Rio estudar?

“Sim, vim logo depois pro Rio de Janeiro mas quase não entrei no Conservatório Brasileiro de Música, pois um professor de lá queria que eu começasse o curso do zero. Meu pai disse: mas ele já toca o Moto Perpétuo de Paganinni. Aí o diretor intercedeu e eu fiz um nivelamento e entrei quase no 5º ano do curso’’, revela.

E foi estudar fora depois?

“Sim, estudei nos Estados Unidos na Berkshire Music. Aprendi muito. De volta ao Brasil convivi com nomes como Claudio Santoro, Guerra Peixe…’’, diz.

E que grande trabalho seu, gosta de lembrar?

“Organizei os Festivais de Música da Guanabara. Revelamos grandes talentos da música clássica. Mas infelizmente o festival acabou porque o Secretario de Cultura o Gama Filho morreu e não houve continuidade’’, lamenta.

Na entrevista o maestro fala ainda sobre as trilhas sonoras que fez para os filmes dos Trapalhões e também comenta o panorama atual da música clássica no Brasil.

Divaldo Franco

Data: 17/09/2013

Divaldo.Franco

Ele é considerado por muitos o maior médium brasileiro depois de Chico Xavier. O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira 17 de setembro recebe o médium e orador espírita Divaldo Franco.

Ele é um dos maiores divulgadores do Espiritismo Kardecista no Brasil e no mundo.

Nasceu na Bahia, uma terra religiosa por natureza. Já psicografou mais de 250 livros que venderam 8 milhões de exemplares e realizou mais de 13 mil palestras em 65 países do mundo.

Criou a Mansão do Caminho,uma obra social em Salvador, que já atendeu mais de 30 mil crianças e adolescentes carentes ou órfãos. Recebeu o título de Embaixador da Paz no Mundo, em Genebra, na Suíça.

Mas o que é o Espiritismo Kardecista?

“É uma doutrina, uma filosofia, criada por Alan Kardec no século XIX, que estuda o mundo dos espíritos e as manifestações e interações dos espíritos com os humanos encarnados’’, explica.

Também é uma religião?

“Sim, é uma religião que segue os preceitos cristãos de Jesus:a caridade, o amor ao próximo e a paz. Mas não temos dogmas, nem rituais’’, fala.

Para o Espiritismo, Jesus é o Filho de Deus?

“Sim, é o Filho de Deus e o espírito mais evoluído que já veio à Terra’’, afirma.

E como é o Mundo dos Espíritos?

“Na verdade eu diria que existe o Mundo dos Espíritos, que é igual ao nosso, só que mais evoluído, perfeito. E o nosso mundo é uma cópia imperfeita do Mundo dos Espíritos. Estamos nesse mundo para expiar nossas culpas e evoluir’’, garante.

E Chico Xavier, qual a importância dele?

“Chico Xavier é considerado o maior Apóstolo do Espiritismo. Era um homem de bondade absoluta. Nunca reclamava de nada. Era um médium completo. Perto dele, espíritos se materializavam ao ponto de se poder medir a pressão arterial do espírito’’, conta.

E o papa Francisco,o que acha dele?

“Acho que ele é um personagem especial que Deus enviou até nós para uma mensagem de paz. Um verdadeiro pastor que prega o bem’’, fala.

Na entrevista, Divaldo revela como foi o primeiro contato dele com os espíritos e como foi a sensação ao psicografar pela primeira vez. Fala ainda do espírito de Joanna de Angelis, que conviveu com Maria, mãe de Jesus e Maria Madalena e que é sua mentora e orientadora. E relembra também as incríveis curas espirituais que presenciou, nas operações feitas por médiuns como Zé Arigó e Edson de Queiroz.

Laurentino Gomes

Data: 10/09/2013

LaurentinoGomes

O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira 10 de setembro recebe um dos escritores mais lidos do país na atualidade: Laurentino Gomes, o jornalista e escritor que já vendeu mais de 1,5 milhão de livros com a trilogia sobre a história do Brasil, que vai da chegada da corte portuguesa às terras brasileiras (‘’1808’’), passando pela Independência do país (‘’1822’’) e indo até a proclamação da República (‘’1889’’, seu novo livro que está sendo lançado)

Porque você se decidiu a escrever sobre a História do Brasil?

 Existem três datas que  mudaram a história brasileira de forma drástica e definitiva: 1808, 1822 e 1889. Por isso a ideia de escrever sobre esses temas’’, diz.

O Brasil vira outro país a partir de 1808?

A chegada da corte portuguesa ao país em 1808  foi um marco. Mas ter um império português na América do Sul já era uma ideia antiga, do Marquês de Pombal inclusive. A invasão napoleônica em Portugal só acelerou este processo’’, fala.

E o que isso trouxe de modificação por aqui?

Dom João VI fez acordo com a aristocracia rural da época, que passou a apoiar a monarquia em troca de títulos de nobreza e privilégios nos negócios públicos.Por isso o Brasil foi o único país das Américas que fez sua independência e optou não pela república, mas pela monarquia’’, comenta.

E o que ocorre em 1889 que o país se torna republicano?

Com a abolição da escravatura, aquela elite rural deixa de apoiar o imperador, porque seus interesses foram contrariados. Como escreveu Joaquim Nabuco na época: a lavoura se torna republicana’’, lembra.

E parece que a Guerra do Paraguai também acelerou a queda da monarquia?

Sim, pois muitos escravos foram lutar na Guerra do Paraguai em troca da liberdade. E estes ex-escravos que viraram soldados criaram laços de camaradagem com os outros militares. O exército volta desta guerra abolicionista. A proclamação da República foi um golpe militar’’, afirma.

E não houve reação popular contra a queda da monarquia?

Fora alguns poucos casos isolados, entre as camadas mais populares, a monarquia caiu sem resistência. A elite apoiou a república. Mas na verdade a monarquia caiu mais pelo seu próprio desgaste do que por ideais republicanos da oposição. O próprio Dom Pedro II diz no dia  15 de novembro de 1889: eu conheço os brasileiros, isso não vai dar em nada. Creio que ele mesmo achava que era mais querido do que realmente era’’, analisa.

No programa você vai conhecer ainda a história da Baronesa de Triunfo, uma mulher que foi pivô de uma disputa amorosa entre o Marechal Deodoro da Fonseca e o senador Silveira Martins e que acabou contribuindo para que Deodoro apoiasse a deposição do imperador. E também vai saber sobre a participação de Benjamin Constant, o mentor intelectual da proclamação e porque o Brasil ficou 104 anos com uma república ‘’provisória’’.

Você não pode perder Laurentino Gomes no Marcia Peltier Entrevista, direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa nesta terça-feira, às 23 horas.

Manoel Thomaz Carneiro

Data: 03/09/2013

Manoel Thomaz Carneiro

Ele vem fazendo sucesso e lotando toda semana um espaço no bairro do Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, falando sobre felicidade, perdas e frustrações. Chegou a ser a reportagem de capa da revista Veja Rio, recentemente. Mas o que leva as pessoas a buscarem respostas para suas questões emocionais neste mundo contemporâneo, tão veloz e conectado?

O programa Marcia Peltier Entrevista da próxima terça-feira, três de setembro conversa sobre este e outros temas com o psicanalista, professor e escritor Manoel Thomaz Carneiro. Ele criou o grupo de estudos Pensar e está lançando o livro “Pense Bem”.

Manoel, porque o título deste livro,”Pense Bem”?

“Porque desde que nascemos corremos riscos. Na mitologia greco-romana, o pai de Júpiter devorava os filhos,com medo que um deles lhe tomasse o poder divino.Mas a mãe de Júpiter o salvou e ele se tornou o deus todos poderoso. A vida é como o pai de Júpiter: se não nos cuidarmos,ela nos devora. Daí a necessidade de pensar bem”, explica.

Mas nem sempre ter bons pensamentos é fácil,não é?

“Como dizia Freud, o grande problema do ser-humano é o ressentimento. Ficamos ressentidos quando temos uma perda, uma traição, uma dor, sofremos um acidente…mas é preciso superar estes ressentimentos..e ter a melhor versão de você no atual estágio da sua vida”, afirma.

E as pessoas idealizam muito suas vidas e deixam de viver?

“Freud também dizia que quem vive o ideal, não ama o real. A gente na vida quer tudo arrumadinho, como aquela toalha de linho que forramos na mesa para um almoço, mas que quando chegam os convidados cai um miolo de pão na mesa, derramam o vinho…a toalha acaba suja, amassada…o desencanto faz parte da nossa vida”, diz.

E a questão da cobrança do ‘’ser feliz” no mundo interconectado de hoje?

“Quando alguém me diz que quer ser feliz, eu pergunto:mas você quer ser feliz em que? Feliz no amor? Feliz no trabalho? Feliz em tudo? Felicidade é igual a finalidade…Em que eu quero ser feliz?”, comenta.

As pessoas fogem da frustração?

“Sim. Principalmente no mundo digital de hoje as pessoas editam a vida…só colocam informações de que são as melhores…tudo maravilhoso…mas a frustração faz parte da vida”, declara.

Na entrevista, Manoel também fala da metáfora de Freud, que comparou a vida humana a um “trem Maria Fumaça que segue por várias estações” e também dá os ingredientes da “receita da felicidade de Manoel Thomaz Carneiro”.

 

Leila Pinheiro

Data: 27/08/2013

 

LeilaPinheiro

O programa Marcia Peltier Entrevista dessa terça-feira 27 de agosto recebe uma das mais belas vozes da MPB: a cantora Leila Pinheiro.

Leila chegou a cursar faculdade de Medicina, até confirmar que sua vocação era mesmo a música.

”Eu morava em Belém do Pará e comecei a fazer medicina. Mas eu já cantava, tinha uma influência musical grande do meu pai que é músico. Até que um amigo meu que era músico também disse: até quando você vai ficar com essa besteira de querer ser médica?”, conta rindo.

Leila largou o curso de medicina e veio para o Rio de Janeiro em 1983 para tentar fazer sua carreira decolar. E parece que a opção foi correta.

”Vim para o Rio, gravei meu primeiro LP e acabei ganhando o prêmio de Cantora Revelação no Festival dos Festivais em 1985”, relembra.

De lá pra cá ela ganhou também o prêmio de Melhor Intérprete do Festival Mundial Yamaha, o Troféu Villa Lobos e emplacou dois Discos de Ouro. E se tornou para muitos uma das melhores vozes femininas interpretando Bossa Nova.

”Eu gosto muito da Bossa Nova. A qualidade das músicas, aquela batida do João Gilberto, do Menescal, me identifico muito com este estilo musical”, fala.

Mas Leila também gosta de ”flertar” com o Pop.

“Eu já gravei músicas do Renato Russo e do Cazuza. Apesar do repertório deles ser o Pop Rock, são dois grandes poetas. E o Cazuza sabia tudo de MPB”, afirma.

Durante a entrevista, Leila fala sobre o CD ”Céu e Mar”, que ela lança agora no mercado brasileiro em comemoração aos 32 anos de carreira e faz uma revelação: quase não ouve música nas horas de folga. Você não pode perder a cantora Leila Pinheiro no Marcia Peltier Entrevista, direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa.

Patrícia Davidson

Data: 20/08/2013

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Qual a importância de uma boa alimentação para manter a forma e ter uma vida saudável? O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira 20 de agosto recebe a nutricionista Patrícia Davidson. Ela é uma das mas conceituadas profissionais de nutrição do Rio de Janeiro. Seu consultório na zona sul da cidade está sempre lotado. Ela se formou em Nutrição pela UFRJ, é Especialista em Nutrição em Clínica Cirúrgica pelo HUPE/ UERJ, Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional e Fitoterapia pela UNIB/VP e diplomada pelo Institute for Functional Medicine  dos EUA. É pioneira no Rio de Janeiro, sendo a primeira nutricionista funcional a atuar na cidade.

Mas o que é a nutrição funcional?

‘’A nutrição funcional entende que não existe uma dieta que funcione para todas as pessoas. Cada pessoa tem suas características específicas,que devem ser levadas em conta na hora de prescrever uma dieta’’, diz.

É um procedimento que respeita as individualidades?

“O alimento é uma informação para o corpo. Por isso, um alimento que faz bem para uma pessoa,pode não fazer bem para outra’’, explica.

E como surgiu a Nutrição Funcional?

“Foi uma escola criada nos Estados Unidos e que chegou ao Brasil em 2003, tem 10 anos portanto aqui no nosso país’’, explica.

E existe também um teste de sangue não é?

“Sim, através de um teste sanguíneo, pode-se definir quais os alimentos são mais adequados à dieta daquela pessoa’’, fala.

E existe algum alimento que deva ser evitado?

‘’Aqueles caldos industrializados que as pessoas põe na comida…e também deveríamos comer menos embutidos’’, afirma.

E os alimentos congelados?

‘’As pessoas podem comer alimentos feitos em casa e congelados…deve-se evitar os congelados industrializados pois tem muito sódio..mas mesmo quando se congela alimentos em casa, estes devem ser colocados em potes de vidro e não de plástico, pois o plástico solta resíduos químicos’’, garante.

E a dieta vegetariana?

“Pode-se viver sem comer proteína animal, mas o vegetariano precisa suprir isso com proteína vegetal e também suplementos alimentares’’, informa.

 

 

 

Zuza Homem de Mello

Data: 13/08/2013

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O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira 06 de agosto recebe um nome que está ligado intimamente à história da MPB: o jornalista e crítico musical Zuza Homem de Mello. Ele começou a se envolver com a música na época dos festivais da canção,na década de 60. É autor do livro  ”A Era dos Festivais: Uma Parábola”, – “Eu estudei engenharia de som, fiz estágio na Atlantic Records nos Estados Unidos e quando voltei ao Brasil comecei a participar dos festivais, trabalhando na parte de som, porque pouca gente entendia disso”, relembra.

Acabou se tornando  um dos maiores pesquisadores da música brasileira. É fã declarado da Bossa Nova e de João Gilberto e também escreveu o livro “Eis Aqui os Bossa Nova”, onde conta a história desse movimento que mudou para sempre a música do Brasil. – “Chico Buarque,Caetano,Gil,Edu Lobo, Ivan Lins e mais recentemente João Bosco, Djavan e Lenine, todos são de alguma forma descendentes da Bossa Nova. A MPB que ficou até hoje, nasceu da Bossa Nova”, fala.

E João Gilberto foi mesmo o grande nome desse movimento?

“João Gilberto é único…a primeira vez que o ouvi fiquei chapado…ninguém consegue cantar como João Gilberto…ele extrai da música coisas que nem os compositores percebem…ele é único”, afirma. E essas histórias sobre o João Gilberto, de que ele gosta de ficar isolado e etc…como você analisa? – “As pessoas tem que entender que ele é como é…não adianta querer mudar o João Gilberto…deve se deixar ele ser como ele é…o que importa é o talento que ele tem”, diz

E você que é um estudioso, onde se faz música original no Brasil, hoje?

“Temos movimentos musicais de muita qualidade em Pernambuco, primeiro e depois em São Paulo”, comenta.

E você está trabalhando num novo livro?

“Sim, estou organizando textos meus desde que comecei a fazer crítica musical na Folha da Noite em 1956. Em breve estes textos selecionados vão estar nesse novo livro”, afirma.

E como este amante da ”grande música brasileira” se define?

“Eu vivo pela música”, conclui.

Luiz Paulo Horta

Data: 06/08/2013

O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira seis de agosto, presta uma última homenagem ao jornalista, escritor e integrante da Academia Brasileira de Letras, Luiz Paulo Horta, que faleceu no último sábado, três de agosto, vítima de um infarto, em sua casa na zona sul do Rio de Janeiro.

No ano passado, em entrevista gravada no Copacabana Palace e exibida no dia três de abril de 2012, Luiz Paulo falava do livro que tinha acabado de lançar: ‘’A Bíblia: Um Diário de Leitura’’.

“Este livro surgiu de um estudo sobre textos da Bíblia que eu comecei a fazer com cerca de 10 amigos na década de 90. Logo o grupo cresceu e se tornou um grupo com mais de 40 pessoas”, explicou.

Luiz Paulo Horta nasceu no Rio de Janeiro. Nos anos 60 chegou a cursar a faculdade de Direito.Mas acabou indo para o Jornalismo. Passou pelo Correio da Manhã, Jornal do Brasil e o Globo, onde atuou como crítico musical.Entre 2000 e 2001 dirigiu um Centro de Estudos Bíblicos na PUC-RJ. Era considerado um dos maiores especialistas em temas da Bíblia no Brasil. Inclusive participou ativamente da cobertura da Jornada Mundial da Juventude, que ocorreu agora no final de julho, com a presença do Papa Francisco.

“A Bíblia não é um conjunto de textos de ficção. São textos mitológicos, que trazem uma tradição da história, do sagrado”, disse.

Durante a entrevista, ele comentou como se poderia entender melhor esses textos.

“Bíblia não é uma ‘reportagem sobre o começo do universo. É um livro vivo, ela te desafia, te provoca, te faz refletir e dialoga com você. Como no caso da história de Abraão, que quase sacrifica o filho Isaac para provar sua fé em Deus. Você começa a pensar, por exemplo, até onde pode ir a fé”, falou.

E analisou a influência do redator, de quem escreveu a Bíblia, no entendimento dos textos.

“A Bíblia teve grandes escritores, como os profetas Jeremias, Isaías…Outra coisa que influencia é que muitos textos foram escritos em hebraico ou aramaico e depois foram traduzidos para o grego, que era o inglês da época e por fim chegaram às traduções de idiomas locais que conhecemos hoje. A primeira Bíblia na Língua Portuguesa, por exemplo, chegou ao Brasil somente no século XVIII”, revelou.

Também fez considerações sobre um dos textos bíblicos que é considerado de leitura muito difícil: o Apocalipse.

“O Apocalipse são visões de quem escreveu. A gente fica pensando: será que ali está mesmo a descrição do que vai ocorrer?”, afirmou.

E também conversou sobre os salmos da Bíblia.

“Além de ler a Bíblia, é preciso rezar. Os salmos, que são belíssimos, são uma forma de conversar com Deus”, comentou.

E percebeu uma busca por mais leitura dos textos bíblicos.

“Durante muito tempo os católicos pararam de ler a Bíblia. Ler a Bíblia virou coisa de protestante, de evangélico. Mas essa disputa tem que acabar! Eu percebo hoje que os católicos estão voltando a ler mais a Bíblia”, sugeriu.

Anna Maria Fausto Monteiro de Carvalho

Data: 30/07/2013

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Um passeio pela arte usada como ferramenta para se louvar o sagrado. O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira 30 de julho recebe a professora e pesquisadora Anna Maria Fausto Monteiro de Carvalho.  Ela é doutora em História da Arte e foi coordenadora da Especialização em História da Arte e Arquitetura do Brasil na PUC-RJ. Tem vários artigos e trabalhos de pesquisa sobre a arte sacra feita no Brasil por religiosos jesuítas. E está lançando o livro “Memória da Arte Franciscana na Cidade do Rio de Janeiro”.

Anna, qual a diferença entre a arte sacra jesuíta e a franciscana?

“Os jesuítas chegaram primeiro ao Brasil. Eles geralmente fundavam uma  igreja e um colégio. E este colégio davam origem às cidades, como foi o caso da cidade de São Paulo. A arte sacra deles possui mais maneirismos, apesar de ter como base o barroco”, conta.

E a arte franciscana?

“Esta é posterior aos jesuítas e é totalmente barroca. Um dos maiores exemplos é o Convento de Igreja de Santo Antonio no Largo da Carioca, no Centro do Rio”, afirma.

Por quê?

“A arte sacra deste convento e igreja é barroco puro, com suas formas, sua dinâmica…seu drama…o barroco é drama”, fala.

A arte sacra do Rio de Janeiro tem a participação de um personagem muito particular que é o Mestre Valentim não é?

‘Mestre Valentim é um artesão de suma importância, um mulato, filho de um português e de uma negra escrava, que foi estudar na Europa e quando voltou fez uma verdadeira intervenção na arte das igrejas e no paisagismo da cidade. É dele por exemplo o projeto urbanístico do Passeio Público, no Centro do Rio”, explica.

Durante a entrevista, você vai ver imagens deslumbrantes da arte sacra do Rio de Janeiro que ilustram o livro de Anna Maria.

E vai ver ainda uma dica sobre um evento que ocorre em agosto: a Festa da Padroeira do Outeiro da Glória, outra igreja que é um exemplo da arte barroca na capital fluminense.

 

Cesar Kuzma

Data: 23/07/2013

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Qual o sentido da fé? O que é ser cristão? Ciência e religião podem caminhar juntas?

O programa Marcia Peltier Entrevista dessa terça-feira 23 de julho, vai conversar sobre esse e outros temas com o teólogo e professor Cesar Kuzma.

Ele é doutor em Teologia pela PUC-RJ, universidade onde também dá aulas. Atua como assessor teológico-pastoral da CNBB e em algumas dioceses. Cesar é um dos organizadores do livro ‘Age Deus no Mundo?’ e já interpretou o papel de Jesus na encenação da Paixão de Cristo na pedreira Paulo Leminski em Curitiba.

Cesar, como você responderia a essa questão que é o título do livro:”Age Deus no Mundo?”

“Eu como teólogo tenho certeza que Deus atua no mundo. A questão seria como ele atua”, fala.

E como se dá esta ação?

‘’A ação é sempre de Deus. Ele está presente. Cabe ao Homem agir no sentido de ir ao encontro de Deus”, afirma.

E como se vai ao encontro de Deus?

‘’Através da fé. Mas não uma fé que busque colocar Deus subordinado ao Homem. Por exemplo: as pessoas fazem pedidos a Deus esperando receber o que querem. Neste sentido haveria uma inversão. Seria o Homem colocando Deus como alguém que deveria lhe conceder esses pedidos”, explica.

Mas as pessoas então não deveriam pedir graças?

“Fazer pedidos, querer receber graças, é o meio das pessoas se manifestarem de maneira coloquial, no dia a dia, na busca de Deus. Mas Ele não pode ser colocado dessa forma somente. Até porque, pode surgir aquela questão: porque alguém tem seu pedido atendido e outro não?”, comenta.

E como se responde a essa questão então, do sofrimento que atinge às pessoas?

“Deus atua nesse momento ajudando as pessoas a superarem estes sofrimentos, acolhendo-as e edificando-as”, fala.

E como você vê o Papa Francisco, que nesse momento visita o Brasil na Jornada Mundial da Juventude?

“O papa está rompendo com algumas tradições da Igreja Católica e eu considero isso positivo. Além disso, ele apresenta como o Bispo de Roma e não como o Papa, sem se colocar acima dos outros. Creio que ele segue no caminho de colocar a Igreja Católica mais próxima do povo da Igreja”, diz.

Na entrevista Cesar comenta ainda sobre a teoria evolucionista de Charles Darwin e se não há contradição entre as descobertas da ciência e os dogmas religiosos. E conta ainda sobre a experiência dele como ator, representando Jesus Cristo na Paixão de Cristo na cidade de Curitiba.

Padre Arnaldo Rodrigues

Data: 16/07/2013

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O Rio e o Brasil na contagem regressiva para a chegada do Papa Francisco ao país e o início da Jornada Mundial da Juventude, que ocorre de 23 a 28 de julho no Rio de Janeiro.

Para conversar sobre este encontro mundial de fé, o programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira 16 de julho, o padre Arnaldo Rodrigues, Diretor do Setor de Preparação da Jornada Mundial da Juventude.

O padre Arnaldo tem 36 anos e já está coordenando esta grande missão.

Pois é, eu sou padre há um ano apenas e Deus me deu esta incumbência. São os caminhos de Deus’’, afirma.

Como começou a Jornada Mundial da Juventude?

Começou com um encontro do Papa João Paulo II com os jovens, em Roma, em 1984. Foi um encontro para celebrar a fé. E que depois se tornou um evento oficial da Igreja Católica’’, fala.

E como estão os preparativos para a JMJ aqui no Rio?

É a preparação para um grande evento. Temos mais de 80 mil voluntários participando. Eles estão trabalhando na produção, no acolhimento, na Feira Vocacional’’, diz

O que é a Feira Vocacional?

“Ela vai ocorrer na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte do Rio. Lá as pessoas poderão ter um encontro com a fé, descobrir sua vocação. Mais de 100  ordens e congregações estarão lá apresentando seus carismas’’, fala.

O que são os carismas?

“Poderíamos dizer que são as linhas de atuação das ordens. Por exemplo: os franciscanos lidam muito com o lado social..os salesianos com a educação… e qualquer pessoa pode entrar e participar da Feira..mas é preciso ter coragem, para aceitar o chamado de Deus’’, explica.

E qual a expectativa para a chegada do Papa Francisco?

“A expectativa é muito grande, pois é um papa argentino, vindo pela primeira vez em visita oficial a um país da América Latina…vai ser um encontro de muita fé e emoção’’, reflete.

E qual o legado que a JMJ deixa ao país?

‘’Tem um legado social, ecológico, mas o maior legado é mesmo o legado da fé…o legado espiritual que fica depois de um encontro destes e dessa vez aqui no Rio e no Brasil’’, comenta.

E como este padre tão jovem e com esta missão tão grande no momento, se define?

Eu sou um servo de Deus’’, conclui.

Na entrevista, o padre Arnaldo também vai informar a agenda completa do Papa Francisco durante a visita ao país e vai falar ainda da emoção dos cinco jovens que vão se confessar com o papa, durante a Feira Vocacional.

João Uchôa

Data: 09/07/2013

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Você sabe o que o Rock in Rio, a Cidade do Samba e a visita do Papa Francisco ao Brasil tem em comum? Todos estes eventos tem projetos assinados pelo entrevistado desta terça-feira, nove de julho, no programa Marcia Peltier Entrevista: o arquiteto e empresário João Uchoa.

Ele é atualmente um dos arquitetos mais requisitados do Rio de Janeiro.Também já atuou como cenógrafo, designer, diretor de televisão e ambientalista. Seus trabalhos sempre buscam harmonizar meio ambiente e o ser humano.

João, você é o arquiteto responsável pela montagem do palco aonde será realizada uma das missas do papa Francisco durante a vinda dele ao Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude. Como foi isso?

‘’Nos ganhamos a licitação, disputando com outros 27 projetos, para montar o palco em Guaratiba, na zona oeste do Rio, onde são esperadas dois milhões de pessoas para ver o papa. É algo grandioso’’, conta.

Quais as dimensões deste palco?

‘’O palco foi criado numa área de 3.200 metros quadrados, onde vai ser realizada a missa. O palco tem cerca de 85 metros de comprimento e uma cruz de 33 metros. Cerca de 850 pessoas, incluindo o papa Francisco, vão estar no palco no dia da missa’’, revela.

E quanto tempo levou isso?

‘’São dois meses de obras, envolvendo quase 800 pessoas. Mas apesar do cansaço é muito gratificante, pois as pessoas da Igreja com quem estamos lidando, o dom Orani, arcebispo do Rio, são pessoas ótimas, agradáveis, amistosas. No dia da missa eu faço questão de estar presente’’, afirma.

E você também criou vários projetos de palcos para o Rock in Rio não é?

Sim. Criar palco para shows de música, como o Rock in Rio, traz o desafio de fazer um palco funcional e que seja desmontável e possa ser levado para qualquer lugar. Os palcos do Rock in Rio do Brasil, por exemplo, são levados para as edições do festival na Espanha e em Portugal’’, fala.

E isso não traz nenhum grande risco?

“Uma vez em Portugal, ficamos presos numa greve de caminhoneiros na estrada que levava até a Espanha, onde íamos montar os palcos em Madrid. Quando conseguimos chegar, foi uma semana virando noite sem dormir, mas ao final conseguimos’’, conta.

E você também criou o projeto arquitetônico da Cidade do Samba no Rio?

‘’Sim. Porque os barracões das escolas não correspondiam à qualidade do evento que as escolas levam para a avenida. Era uma desorganização só, fios elétricos perto de produtos inflamáveis…acho que com a Cidade do Samba conseguimos dar mais qualidade e conforto para o trabalho das pessoas envolvidas com o carnaval’’, diz.

Na entrevista, João conta também passagens dele como diretor da TV Búzios, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro e a atuação como ambientalista e na arquitetura sustentável.

E como este arquiteto multifuncional se define?

‘’Sou um curioso, trabalhador, intenso e animado. E sempre acho que é possível fazer melhor’’, conclui.

Stella Caymmi

Data: 25/06/2013

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O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira 25 de junho vai falar sobre uma parte pouco conhecida da história de um dos monstros sagrados da MPB: Dorival Caymmi. A conversa é com a  pesquisadora, escritora, jornalista e professora Stella Caymmi. Ela é neta de Dorival e está lançando o livro ”O Que Que a Baiana Tem: Dorival Caymmi na Era do Rádio”.

Stella, que história é essa? Dorival Caymmi foi vítima da inveja?

O Ary Barroso foi sondado para compor uma música para Carmem Miranda cantar no filme Banana da Terra.  Só que o Ary cobrou um preço considerado alto e os produtores do filme saíram procurando outro compositor. Aí chegaram no Dorival’’, conta.

E que música ele ofereceu?

A Carmem gostou da música O Que Que a Baiana Tem. Foi um sucesso mundial. A música estourou e Carmem chamou Caymmi pra gravar a música com ela’’, fala.

E aí começou a ‘’ciumeira’’?

Sim, o David Nasser, jornalista e compositor chegou a dizer que Carmem gravou a música contrariada. Como se uma artista do quilate dela pudesse ser obrigada a gravar algo que não queria’’, afirma.

E porque você acha que isso ocorreu Stella?

Naquela época, na Era do Rádio, havia muita disputa entre os compositores. E Caymmi chegou da Bahia, no começo não conhecia muita gente aqui, quase todos os compositores  sonhavam em ter músicas cantadas pela Carmem Miranda, imagine então gravar com ela?!’’, comenta.

O livro  é fruto de mais de 60 horas de gravações que ela fez com o avô, sobre as histórias da vida dele.
Na entrevista, Stella fala ainda sobre o envolvimento de Caymmi com a Bossa Nova e até sobre a ‘’fofoca’’ de que Caymmi teria tido um  romance com Carmem Miranda.

Luis Áquila

Data: 18/06/2013

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Para ele, até uma sopa de beterraba pode ser motivo de inspiração. Usa as cores para despertar sentidos e é o que tem conseguido nestes 70 anos de vida e mais de 50 de carreira.

O programa Marcia Peltier Entrevista dessa terça-feira 18 de junho recebe o artista plástico Luiz Áquila.

 Como você descobriu seu caminho nas artes?

‘’Meu pai era arquiteto, então aprendi muito com ele. Mas descobri mesmo que o meu caminho era a arte quando fiz um curso, ainda bem jovem, com o pintor e ilustrador Aluísio Carvão’’. Aí percebi que era o que eu queria…’’, relembra.

E como é viver de arte?

‘’Eu costumo dizer que não é difícil viver de arte no Brasil…só os primeiros 50 anos é que são difíceis…”, fala rindo.

 Você é considerado o ‘’pai’’ da chamada Geração 80, que revelou artistas como Beatriz Milhazes, Adriana Varejão e Daniel Senise. Qual foi a importância desse movimento?

‘’A Geração 80 tornou a arte mais leve…trouxe a arte para o dia a dia das pessoas…hoje temos muitas galerias para os artistas exporem suas obras…inclusive com muitos marchands jovens’’, fala.

O Lauro Cavalcantti, que é arquiteto e curador do Paço Imperial aqui no Rio, costuma dizer que sua obra é como a música de Bob Dylan: ‘’A never ending tour’’. O que você acha disso?

‘’Isso foi uma comparação do Lauro, porque eu nunca acho que a minha obra está completamente pronta…acho que sempre ela pode se transformar..nesse sentido apenas, porque minha obra não é definitivamente uma balada, como as canções de Bob Dylan’’, afirma sorrindo.

No programa você vai ver Luiz Aquila contar sobre a história da ‘’sopa de beterraba’’ que ele fez para a família em sua casa em Petrópólis, na região serrana do Rio,há cerca de  20 anos. 

A tal sopa acabou se transformando numa verdadeira ‘’performance’’, com a participação de crianças da família dele.

E tudo isso foi registrado em vídeo, dirigido por  João Emanuel Carneiro, hoje o consagrado teledramaturgo, autor de ‘’Avenida Brasil’’, um dos maiores sucessos da história das telenovelas.

 

Renato Terra

Data: 11/06/2013

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Uma noite que mudou a história da MPB.

Foi a finalíssima do III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, realizado em 1967.

E o programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira 11 de junho o jornalista Renato Terra. Ele é co-autor,junto com o também jornalista Ricardo Calil.do documentário ‘’Uma Noite em 67’’, onde conta a história deste festival.

E agora está lançando o livro com o mesmo nome:’’Uma Noite em 67’’.

Renato, qual a importância deste festival?

“Foi ali que nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Edu Lobo  se consolidaram de vez’’, fala.

E como eram os climas de festivais na época?

“Era um clima de muita disputa. O público vaiava mesmo quando não gostava. Basta lembrar que em outro festival, Tom Jobim recebeu uma das maiores vaias da história, com ‘’Sabiá’’, pois o público queria que ‘’Caminhando’’ de Geraldo Vandré ganhasse o festival’’, conta.

Mas voltando ao festival de 67,foi ali que a Tropicália começou?

“Caetano Veloso e Gilberto Gil conseguiram misturar a guitarra elétrica com ritmos brasileiros. Foram muito avançados para a época. É bom lembrar que na época os sons estrangeiros, o rock, eram vistos como invasão da nossa cultura. Até passeata contra a guitarra elétrica foi feita’’, relembra.

E o que seu livro traz de diferente,em relação ao filme?

O livro traz trechos de entrevistas com personagens deste festival, que  não entraram no documentário’’, diz.

E tem alguma entrevista que você destaque?

 ”Tem o Chico Buarque contando como ele disse que sozinho não aceitaria ganhar o festival de 1966, porque a música dele a Banda tinha dividido as atenções com Disparada, interpretada pelo Jair Rodrigues. O clima era de divisão total e o Chico falou que não ia levar aquele prêmio sozinho. E o júri acabou aceitando e gerou um empate entre as duas músicas, na época’’, fala.

E porque os festivais acabaram?

“Não existem mais as condições históricas e políticas para um festival, naqueles moldes da década de 60, dar certo. Hoje os ritmos são bem diferentes…na época as composições eram mais homogêneas…e havia a ditadura militar, que fazia os festivais serem um momento onde as pessoas iam se manifestar politicamente também…depois, no início da década de 70 a censura ficou muito mais forte e os festivais foram perdendo a força’’, afirma.

 Na entrevista, Renato conta ainda sobre dois novos documentários para o cinema que está produzindo: um sobre o Fla-Flu e outro sobre Carlos Imperial.

Paulo Sergio de Camargo

Data: 04/06/2013

O que a escrita pode revelar sobre a personalidade humana? O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira quatro de junho o grafólogo, escritor, professor e consultor Paulo Sergio de Camargo. Ele é Vice-presidente da Sociedade Pan-Americana de Grafologia e Membro de Honra da Sociedade Espanhola de Grafologia. Também é consultor de RH e especialista em linguagens não verbais. Já escreveu vários livros sobre o tema, entre eles ‘’Não Minta Para Mim: Psicologia da Mentira” e ”Linguagem Corporal’’.

Paulo,o que é grafologia?
“É o estudo da personalidade humana através da escrita ”, explica.

E como funciona?
“A pessoa escreve o nome e alguma frase ou frases numa folha em branco e através disso o grafólogo identifica traços da personalidade”, fala.

E qual o objetivo?
“A pessoa pode se autoconhecer melhor e até utilizar esta técnica para tratar de distúrbios emocionais”, conta.

E como seria isso?
“Aí já entra a grafoterapia, a cura de distúrbios emocionais, como ansiedade, estresse, fobias pela análise da escrita. Neste caso o grafólogo deve ser um psicólogo ou o trabalho do grafólogo deve ser analisado por um psicólogo.”, diz.

A grafologia também é usada em investigações policiais?
”Sim. Como a gente vê em filmes, através de uma letra escrita por uma pessoa, é possível identificar alguém através da assinatura, pois não existem duas assinaturas iguais no mundo”, afirma.

E Paulo, você também escreveu um livro onde ensina a identificar quem está mentindo?
”Sim. A linguagem corporal demonstra de a pessoa está mentindo ou não. Essa técnica é muito utilizada hoje pelas empresas nas entrevistas para contratações de novos profissionais”, garante.

Na entrevista, você vai saber com detalhes quais técnicas são essas.

Paulo Sergio de Camargo

Data: 04/06/2013

paulo

O que a escrita pode revelar sobre a personalidade humana?

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira quatro de junho o grafólogo, escritor, professor e consultor Paulo Sergio de Camargo. Ele é Vice-presidente da Sociedade Pan-Americana de Grafologia e Membro de Honra da Sociedade Espanhola de Grafologia.Também é consultor de RH e especialista em linguagens não verbais. Já escreveu vários livros sobre o tema, entre eles ‘’Não Minta Para Mim: Psicologia da Mentira” e ”Linguagem Corporal’’.

Paulo, o que é grafologia?
“É o estudo da personalidade humana através da escrita ”, explica.

E como funciona?
“A pessoa escreve o nome e alguma frase ou frases numa folha em branco e através disso o grafólogo identifica traços da personalidade”, fala.

E qual o objetivo?
“A pessoa pode se autoconhecer melhor e até utilizar esta técnica para tratar de distúrbios emocionais”, conta.

E como seria isso?
“Aí já entra a grafoterapia, a cura de distúrbios emocionais, como ansiedade, estresse, fobias pela análise da escrita. Neste caso o grafólogo deve ser um psicólogo ou o trabalho do grafólogo deve ser analisado por um psicólogo.”, diz.

A grafologia também é usada em investigações policiais?
”Sim. Como a gente vê em filmes, através de uma letra escrita por uma pessoa, é possível identificar alguém através da assinatura, pois não existem duas assinaturas iguais no mundo”, afirma.

E Paulo, você também escreveu um livro onde ensina a identificar quem está mentindo?
”Sim. A linguagem corporal demonstra de a pessoa está mentindo ou não. Essa técnica é muito utilizada hoje pelas empresas nas entrevistas para contratações de novos profissionais”, garante.

Na entrevista, você vai saber com detalhes quais técnicas são essas.

 

Eduardo Spohr

Data: 28/05/2013

Eduardo_Spohr

Ele tem 36 anos, se formou em jornalismo, é assumidamente nerd e se tornou um dos maiores fenômenos literários do Brasil, nos últimos anos.

O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira 28 de maio recebe o escritor,jornalista e professor Eduardo Spohr. 

Seus livros ‘’A Batalha do Apocalipse’’, “Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida e ‘’Filhos do Éden:Anjos da Morte’’, já venderam juntos, mais de 500 mil exemplares. 

E ele ainda  é professor de Estrutura Literária em cursos de extensão na FACHA, no Rio de Janeiro. 

Eduardo, suas histórias  são povoadas de seres fantásticos e mitológicos, como anjos e arcanjos, envolvidos em batalhas e aventuras ao lado dos humanos. Como surgiu essa ideia?

“Eu gosto de mitologia. Esses seres, os anjos, representam, uma simbologia com os problemas que nós humanos vivemos. Essa é a ideia de usar referências mitológicas’’, conta.

 E como surgiu essa inspiração?

“Meus pais trabalhavam na aviação…por isso sempre viajei muito..conheci vários países e culturas e comecei a me interessar por histórias de outros países…histórias das religiões’’, diz

 E você começou a escrever cedo né?

“Escrevo desde os 6 anos de idade…’’, revela. 

E como surgiu seu primeiro livro?

‘’Escrevi A Batalha do Apocalipse mas nenhuma editora se interessou…eu imprimi por conta própria alguns livros e coloquei à venda no site jovem nerd. O livro começou a vender e um dos compradores era filho de uma executiva de uma editora. Ela descobriu o livro assim e se interessou em publicar’’, conta. 

E o que é um nerd pra você?

“Nerd é alguém que se interessa por um assunto e procura pesquisar, se informar sobre ele’’, fala.

 Mas existe aquela ideia de que o nerd fica dentro de casa, não sai, você foge desse estereótipo não é?

“Eu pratico exercícios, corro na praia, saio na noite…e escrevo durante o dia, horário normal de trabalho’’. 

E de onde vem sua inspiração?
“Sou fã de Guerra nas Estrelas e também gosto muito de história, principalmente fatos relacionados à Segunda Guerra Mundial, que é pano de fundo de meu novo livro: Filhos do Éden: Anjos da Morte’’
 

Na entrevista Eduardo fala ainda da história de como conseguiu encontrar um designer alemão que fez as capas dos livros dele e sobre as traduções dos seus livros em outros países.

 

Teresa Garbayo

Data: 21/05/2013

TeresaGarbayo

Qual o papel do marido  durante a gravidez da mulher, no mundo atual? Para debater este tema, o programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, 21 de maio, a psicóloga e escritora Teresa Garbayo, que está lançando o livro “Conversando com Casais Grávidos’’

Teresa  é formada em psicologia pela UFRJ e  se especializou pela Escola Brasileira de Psicologia e Etologia. Foi uma das idealizadoras do projeto Vídeo Família. Assinou coluna  no jonal “Tribuna da Imprensa’’ e agora está lançando o livro.

Porque a idéia de escrever sobre  ‘’conversas com casais grávidos’’?

‘’A idéia do livro é propor um caminho para o casal grávido, desde a gestação, passando pelo nascimento e a educação do filho depois que ele nasce’’, conta.

Mas porque o título ‘’Conversando com Casais Grávidos’’?

‘’Ocorre que geralmente o homem não se envolve tanto na gravidez, porque isso é visto como algo da mulher. Existe a barreira biológica, o homem não engravida. E a mulher é preparada desde criança para cuidar da casa e do filho…ela brinca de boneca, de casinha…já o menino brinca com carrinho… é preparado para a rua. O filho só entra na vida do pai nove meses depois, quando nasce. Quero propor uma mudança nisso’’, fala.

E como o homem pode se envolver, participar mais da gravidez da mulher?

‘’Uma coisa que ele pode fazer é conversar com o filho, ainda na barriga da mãe. Tem pesquisas que mostram que o primeiro som que o bebê ouve é o batimento cardíaco da mãe. O segundo é a voz da mãe.  E se esta criança puder ouvir a voz do pai também, creio que isso será um grande presente para este pai’’, afirma.

E como está sendo a aceitação por parte dos homens?

‘Muito boa…vários homens leem o livro e me procuram para comentar, para agradecer, que o livro os ajudou’’, diz.

E parece que o livro também acabou sendo um resgate histórico para você não é?

‘’Sim. Quando meu primeiro filho nasceu, meu marido o professor e historiador Joel Rufino estava fora do Brasil, exilado por causa da ditadura militar. Então, ele não pode estar mais presente durante a gravidez do filho. Este livro é também é uma forma de  ajudar as futuras mães e terem uma processo que eu não tive, quando fui mãe pela primeira vez’’, garante.

E como esta mulher que defende o diálogo constante entre os ‘’casais grávidos’’ se define?

“Sou mulher, mãe, avó e uma lutadora contra a desigualdade social  e em favor da educação no Brasil’’, conclui.



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Pedro Siqueira - parte 2

Data: 14/05/2013

O programa Márcia Peltier Entrevista traz nesta noite do primeiro dia do Ano Novo, a segunda parte da entrevista com Pedro Siqueira.

Pedro vem atraindo multidões pelo país divulgando a fé católica. Ele é advogado, mestre em Direito, professor universitário e escritor.

A segunda parte da entrevista você vai assistir nesta terça-feira, dia 14 de maio de 2013

Pedro é católico e garante ter visões e receber mensagens de Nossa Senhora. Ele também escreveu dois livros: “Senhora das Águas ‘’ e “Senhora dos Ares’’,que são inspirados em sua própria história de vida.

Na entrevista ele conta novas histórias incríveis sobre as visões que tem.

“Eu tive uma visão sobre um religioso que seria nomeado bispo. Falei isso com o frei Juan Antonio,da Paróquia da Gávea e ele não acreditou. Só que dias depois o tal sacerdote foi nomeado bispo. O frei Juan Antonio me chamou então e disse que estava muito impressionado e iria ser meu diretor espiritual’’,conta.

E parece também tem uma história fantástica quando você e sua mulher descobriram que ela estava grávida não é?

“Sim,estávamos eu e minha esposa na Basílica de Nossa Senhora Aparecida,em Aparecida do Norte em São Paulo e de repente eu vejo um ser angélico ao nosso lado. Não era o meu anjo da guarda,nem o anjo da guarda dela. Aí eu perguntei:quem é o senhor?E ele me disse: eu sou o anjo da guarda do menino.Aí descobri que ela estava grávida. Fizemos um teste de gravidez logo depois que confirmou. E realmente nasceu um menino,a quem dei o nome de João Antonio em homenagem ao frei Juan Antonio’’,conta.

E as mensagens que você recebe Pedro?O que elas representam?

“Para mim, são uma forma de mostrar que a divindade está ali interagindo com as pessoas. E eu não sei porque Nossa Senhora escolhe aquela pessoa para receber as mensagens. Ela deve amar muito essas pessoas. Mas também preciso dizer que não adianta só fazer o pedido. É preciso ter fé,praticar a fé para receber a graça’’,explica.

Nesse programa,Pedro conta ainda a visão que teve de São Francisco de Assis,durante a visita que fez à igreja erguida pelo santo em Assis,na Itália.
E dá ainda uma receita de humildade ao se definir:

“Eu sou apenas uma espécie de office-boy…um mensageiro, um servo de Deus.E enquanto ele quiser,continuarei recebendo as mensagens e enviando para as pessoas’,conclui.

Você não pode perder a segunda parte da entrevista com o advogado e escritor Pedro Siqueira no Marcia Peltier Entrevista nesta terça-feira, às 22h30min na CNT.



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Pedro Siqueira

Data: 07/05/2013

pedrosiqueira

O programa Márcia Peltier Entrevista  traz um presente para você nesta noite de Natal: o entrevistado é um homem que vem atraindo multidões pelo país divulgando a fé católica: o advogado, mestre em Direito, professor universitário e escritor Pedro Siqueira.

A entrevista ficou tão boa, que foi dividida em duas partes. E a primeira você vai assistir nesta terça-feira, dia 25 de dezembro.

Pedro é católico e  garante ter visões e receber mensagens de Nossa Senhora. Ele também escreveu dois livros “Senhora das Águas ‘’ e “Senhora dos Ares’’, que  são inspirados em sua própria história de vida.

Mas como tudo  isso começou?

“Eu era criança e já tinha essas visões. Via meu anjo da guarda e outros seres também”, conta.

E você não tinha medo?

“Não, como sempre via, achava isso normal’’, fala.

Mas e  a  família? Como reagia?

“Meus pais,ficavam preocupados. Eles não queriam que eu saísse contando as visões que tinha. Principalmente quando eu recebia mensagens falando sobre doenças, coisas ruins que poderiam acontecer a alguém’’, relembra.

E você tinha só visões ou ocorriam fenômenos físicos também?

“Sim, ocorria de portas de armários abrirem e fecharem sozinhas…uma vez a cama da minha babá começou a balançar’’, revela.

E você tinha visões só do seu anjo da guarda e de Nossa Senhora? Ou de outras  criaturas também?

“Também via criaturas demoníacas. Uma vez, eu até pensei que fosse morrer…uma delas  me apareceu e ficou na minha frente e me paralisou. Aí comecei a rezar, pedi ao meu anjo da guarda e a São Miguel e a criatura  foi embora’’, conta.

E atualmente, como você trabalha isso?

“Eu participo de missas, canto ou rezo o  terço, em igrejas no Rio e pelo país. Eu recebo mensagens de Nossa Senhora enviadas para pessoas que estão presentes nas cerimônias. Mas as pessoas precisam entender que sou apenas um servo, um mensageiro, não adianta me pedir que eu não posso conceder graça a ninguém…quem concede a graça é Deus’’, diz.

E qual a mensagem de Natal que você deixaria aos nossos telespectadores?

“Essa noite é a noite em que Nossa Senhora está embalando o filho, Jesus. Por isso é a melhor hora para fazer o seu pedido a ela, com muita fé”.



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Carlos Eduardo Barata - “Cau” Barata

Data: 30/04/2013

caubarata

Uma viagem pelas origens da formação das famílias brasileiras.

É o que você vai ver na próxima terça-feira, 30 de abril, no Marcia Peltier Entrevista, que recebe o pesquisador Carlos Eduardo Barata, o “Cau” Barata.

Ele é formado em engenharia e arquitetura.Foi presidente do Colégio Brasileiro de Genealogia.Atuou como professor de história,arte e cultura do Rio de Janeiro,na Riotur.Tem várias publicações, entre elas o (já esgotado) ‘’Dicionário das Famílias Brasileiras’’.

Cau, muita gente acha que genealogia é coisa de ‘’nobre’’, de quem procura descobrir o ‘’brasão’’ da família e etc. È por aí mesmo?

“Não, a genealogia independe da origem. Não é só o rei que tem memória. Qualquer pessoa…nasceu, tem genealogia’’, fala.

E como alguém que queira levantar suas próprias origens deve começar a pesquisa?

“Deve-se escolher um parente e iniciar a pesquisa por ele. E neste momento é importante tentar conversar com outros parentes ou pessoas conhecidas que lembrem desse parente, que tenham histórias sobre ele para contar. E neste primeiro momento é importante dar atenção a qualquer tipo de história, até as que parecem mais loucas’’, diz.

Nas suas pesquisas,você fez descobertas interessantes. Uma delas é sobre o nome Cavalcanti não é?

“Sim, eu afirmo que as pessoas que tenham o sobrenome Cavalcanti com ‘’i’’ ou Cavalcante, com ‘’e’’, são todas da mesma família. É a maior família brasileira’’, afirma.

E qual o sobrenome que mais existe no país?

“Silva é o mais comum. Mas nem todos os Silvas tem laços de parentesco, mas os Cavalcanti sim’’, comenta.

Outro dado que chama atenção é sobre a questão da participação dos italianos na formação do povo brasileiro, não é?

“A imigração italiana no Brasil é uma verdadeira potência. Posso te garantir que cerca de 16% dos brasileiros tem origem italiana’’, declara.

Você também faz pesquisas sobre o patrimônio histórico do Rio de Janeiro, certo?

‘’No Rio temos uma riqueza patrimonial muito grande. Na Praça XV, por exemplo, temos arquiteturas dos séculos XVI, XVII, XVIII, XIX, XX e XXI, todas juntas, no mesmo local. É um verdadeiro museu a céu aberto’’, afirma.

Na entrevista, Cau Barata conta ainda um detalhe sobre a chegada da família real portuguesa ao Brasil em 1808. Segundo ele, o número de portugueses que desembarcaram aqui com Dom João VI, foi muito menor do que o que se achava até hoje.



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Panmela Castro

Data: 23/04/2013

PanmelaCastro

 

Você sabe o que a presidente Dilma Roussef e a próxima entrevistada de Marcia Peltier tem em comum?

Pois bem, as duas estão na lista das ‘’150 mulheres que estão abalando o mundo’’, publicada pela tradicional revista americana Newsweek e pelo site “The Daily Beast’’.

O Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, 23 de abril,dia de São Jorge, o ‘’Santo Guerreiro’’, recebe também uma guerreira:

A artista plástica, grafiteira e ativista social Panmela Castro.

Nesta lista das ‘’150 mulheres que abalam o mundo’’, estão nomes como a Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, a Primeira Ministra da Alemanha, Angela Merkel, a apresentadora de TV Oprah Winfrey e a atriz Angelina Jolie. E do Brasil, tivemos dois nomes: a presidente Dilma Roussef e Panmela Castro.

Qual foi a sensação de receber este prêmio?

‘’A sensação foi de que fica o exemplo para todas as mulheres brasileiras:que a gente pode chegar lá, ser o que quiser, até uma presidente da República’’, diz.

Você ganhou também o prêmio Hutúz, como a grafiteira da década e também o Vital Voices Global Leadrship Awards na categoria Direitos Humanos. Este último prêmio também já foi concedido a nomes como a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, a ativista Somaly Mam que luta contra o tráfico de mulheres, e ao Prêmio Nobel Muhamad Yunu.

E em 2012 foi homenageada ainda pela Diller Von Furstenberg Family Foundation, da famosa estilista Diane Von Furstenberg, com o DFV Awards.

E tudo isso graças a sua arte com o grafite. Como começou sua carreira no grafite?

‘’Na verdade eu comecei pichando mesmo. Adolescente, na Penha, subúrbio do Rio de Janeiro. Era pichadora, saía à noite com os meninos. Era briguenta. Meu apelido entre os pichadores era Anarkia Boladona. Eu dei muito trabalho aos meus pais’’, conta rindo.

E quando ouve a troca da pichação para o grafite?

Era muito perigoso para uma mulher ficar pichando à noite pela cidade. Os perigos são muitos. E eu comecei a pensar sobre a condição da mulher, por causa dos perigos que eu enfrentava na noite…e percebi que o grafite poderia ser uma forma de expressão melhor para isso, para discutir as questões femininas’’, afirma.

Quais são os temas dos seus grafites?

‘’A mulher, a situação da mulher…tenho muitos desenhos inspirados em Eva, que para mim tem um significado simbólico muito grande, em função da importância da história dela quando se fala do Paraíso, do Homem ter deixado o Paraíso’’, reflete.

Você hoje é convidada para palestras, exposições e workshops em festivais, fóruns e conferências realizadas pela ONU, OEA, e Fundação Rosa Luxemburgo. E além das oficinas e workshops, você também já foi convidada a grafitar em muros de cidades como Nova Iorque, Washington, Paris, Berlim, Praga, Istambul, Toronto e Joanesburgo. Como foi essa experiência?
“Muito gratificante. Conheci os melhores do grafite pelo mundo. Pessoas que eram meus ídolos e com as quais acabei grafitando junto’’, fala.

Você também fundou a Rede Nami. O que é este projeto?

‘’A Rede Nami tem como objetivo conscientizar as mulheres sobre seus direitos. Nós vamos à comunidades carentes, eu e outras grafiteiras e debatemos questões como violência doméstica, agressões verbais e físicas, cidadania. E depois das conversas, convidamos estas mulheres a fazerem grafites, pintar os muros com a gente. E tem funcionado muito bem esse tipo de atividade’’, revela.

E o grafite entrou tanto na sua vida, que você resolveu se especializar academicamente não foi?

‘’Sim, fiz faculdade de Artes Plásticas e agora faço mestrado em Artes na UERJ. E minha dissertação vai ser, é claro, sobre o grafite’’, comenta.

E como esta mulher, que está na lista das ‘’150 mulheres que abalam o mundo’’, se define?

‘’Eu acho que hoje sou mais Panmela Castro do que Anarkia Boladona. Estou menos briguenta e aprendi a respeitar muito as ideias e opiniões das outras pessoas’’, conclui.

 



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Isabella Lemos de Moraes

Data: 16/04/2013

isabella

Você vai conhecer uma história de superação.O Marcia Peltier Entrevista recebe a escritora e estudante de Jornalismo Isabella Lemos de Moraes.

Isabella está lançando na próxima quinta-feira, 18 de abril o livro “Agora é Viver”, baseado na história real de sua vida.

Ela é filha do empresário João Flávio Lemos de Moraes, herdeiro do grupo Supergasbrás, uma das maiores empresas privadas do país.

Apesar de viver quase um  ”conto de fadas”, tendo morado em Beverly Hills e com seu pai sendo amigo de nomes como Roberto Carlos, Liza Minelli e Sammy Davis Jr., a vida dela teve uma guinada por causa das drogas.

“Meu pai começou a se viciar em crack e cocaína quando eu tinha 10 anos”, conta.

E quando você percebeu isso?

“Aos 14 anos, descobri um estojo de maquiagem com cocaína, dentro do porta-luvas do carro do meu pai. Fui cobrar dele e ele confirmou que era viciado”, relembra.

E o impacto?

“Foi terrível, pois meu pai que sempre foi um pai amoroso, passou a ficar ausente, trancado no quarto…era como se eu visse meu pai morrer todos os dias”, fala.

E no que isso afetou sua família?

”Eu, como era a irmã mais velha, passei a cuidar dos meus irmãos menores…minha mãe anulou a vida dela para cuidar do meu pai…e uma das minhas irmãs acabou se tornando usuária de drogas também”, revela.

Seu pai era viciado em crack.Isso provocava algum estigma?

“Sim. As pessoas me perguntavam: mas seu pai usando crack? Crack é droga de pobre…quando na verdade não existe isso…a droga ataca todas as pessoas”, afirma.

E o que você acha da internação compulsória dos viciados em crack,um assunto tão debatido hoje em dia?

“Eu acho que tem de internar à força sim…pois a pessoa dependente não tem noção do mal que está fazendo a ela própria…mas acho que a família também deve ser orientada sobre como tratar o dependente”, diz.

E seu pai está livre das drogas hoje?

“Sim.Faz cinco anos que ele está limpo, não usa nenhum tipo de droga”, garante.

E qual a lição de tudo isso na sua vida?

“Eu hoje me considero uma menina começando a vida…querendo viver tudo o que eu não vivi, por ter tido que abdicar da minha vida para cuidar do meu pai. E a ideia de escrever o livro é para ajudar outras pessoas que vivam o mesmo problema e também para exorcizar alguns fantasmas meus”, conclui.



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Jorge Forbes

Data: 09/04/2013

Qual o papel da psicanálise neste século XXI?
Para debater este tema, o Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, 09/04 o psiquiatra, psicanalista e escritor Jorge Forbes.

Ele tem Mestrado em Psicanálise pela Universidade de Paris VIII.
É Doutor em Ciências pela USP e Doutor em Teoria Psicanalítica pela UFRJ. Integra a Associação Mundial de Psicanálise e participa de um projeto pioneiro: A Clínica de Psicanálise do Genoma Humano, na Universidade de São Paulo.

Tem artigos publicados no Brasil e no exterior e é autor dos livros: “Inconsciente e Responsabilidade – Psicanálise do Século XXI”, em que estuda as mudanças necessárias a uma psicanálise para os tempos pós-modernos, além do Édipo.
Também escreveu: “Você quer o que Deseja?”, “Da palavra ao gesto do analista” e, em coautoria, “A Invenção do Futuro”, em que pensa soluções para viver na era de quebra dos ideais.
Colabora com a grande imprensa, sendo curador e conferencista do Café Filosófico da TV Cultura

Mas o que é a ‘’psicanálise do século XXI”?

‘’ As pessoas achavam que tudo era trauma do passado. É o que eu chamo de ‘’psicanálise de macumba’’,parece que tinha um trabalho feito contra você e isso teria que ser desfeito.Era o passado que te condenava. E as pessoas iam ao consultório do psicanalista com o objetivo de entender mais sobre si mesmas e com isso encontrar a resposta para um problema. Essa padronização não existe mais’’,afirma.

Como seria hoje então?
‘’ Hoje,num mundo onde você pode ser o que você quiser,o que é preciso é encontrar soluções novas para os seus desejos’’,diz.

E a questão das decisões movidas pelo ‘’inconsciente’’?

“Hoje já existe a visão de que nós somos absolutamente responsáveis pelo nosso inconsciente’’,fala

Você foi aluno do próprio Jacques Lacan, um dos ‘’monstros sagrados ‘’ da psicanálise. Como foi essa experiência?

“Fui aluno dele quando fui estudar em Paris em meados da década de 70. Ele já tinha quase 80 anos mas ainda estava em plena forma’’,relembra.

E como era o Jacques Lacan?
“Apesar de ser um dos maiores intelectuais da história,era um homem mundano. Gostava de bons restaurantes,da noite,de se vestir bem,de estar cercado de pessoas interessantes. Uma vez,ele ligou a uma da manhã para um amigo meu,o Alain,que também era aluno dele,chamando para discutir um artigo que o Alain estava produzindo. E o Lacan foi para um café de Paris,em pleno inverno parisiense,na madrugada,esperando este meu amigo para trabalharem no artigo.Esse era Jacques Lacan’’,conta rindo.

No programa, Jorge explica ainda as diferenças entre as linhas de psicanálise freudiana e lacaniana e fala do dia a dia sobre um projeto pioneiro,no qual ele está envolvido: a Clínica de Psicanálise do Genoma Humano na USP.

E como este apaixonado por estudar os ‘’mistérios’ da mente humana se define?

‘’Sou uma pessoa que sempre me emociono com a experiência humana’’, conclui.



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Marcia Neder

Data: 02/04/2013

Você já deve ter ouvido essa frase: ’’as crianças de hoje não tem limites!”.

Mas, será que isso é verdade? Como anda a educação dos filhos neste século XXI?

O Marcia Peltier Entrevista recebe a psicanalista, professora e escritora Marcia Neder.

 Ela tem pós-doutorado em Psicologia Clínica pela USP, onde atua no Núcleo de Pesquisa em Psicanálise e Educação. Também foi professora na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e na PUC-RJ. Já escreveu vários livros, sendo o mais recente: ‘’Déspotas Mirins: o Poder nas Novas Famílias’’.

 Marcia afirma algo que para muitos é uma surpresa.

Até o século XVII, a criança era vista como um ser diferente, quase um ser maligno’’, revela.

Porque isso?

“Devemos lembrar que nessa momento da história, vivíamos o patriarcado. O homem, o pai, tinha poder absoluto sobre a mulher e também sobre o filho. Mas não só o filho novo…fosse que idade…se o filho tivesse 50 anos, devia obediência ao pai. Esse filho, nunca foi o centro da família’’, conta.

E quando isso muda?

“Com a chegada da Época Moderna, a partir do século XVIII, quando a criança começa a ser vista como um ser que ama os pais e que também deve ser amado’’, fala.

Você cita no seu livro, termos como ‘’pedocracia’’ e ‘’filiarcado’’. O que seria isso?

Estes termos horríveis, tentam mostrar o que vivemos hoje. Um tipo de família, que saiu do patriarcado, aonde os filhos se tornaram quase pequenos imperadores…todas as vontades deles são feitas’’, diz.

E como você acredita que o pai e a mãe deveriam agir?

Eu costumo dizer que mãe não tem que ser necessariamente amiga…e que mãe às vezes tem que ser bruxa mesmo’’, comenta.

Como assim?

“Existem coisas que são inegociáveis…por exemplo: acordar sozinho para ir à escola…não tem que ficar todo dia a mãe ou pai quase tendo que obrigar o filho a levantar pra ir estudar…os pais tem responsabilidades e em alguns momentos não tem que ficar discutindo tudo com os filhos…se não vira uma espécie de congresso permanente’’, afirma.

E com essa geração que domina as ferramentas digitais, muitas vezes superando os pais nesse quesito, você acha que eles pensam que sabem mais que os pais?

“Olha, eu acho que no uso dessas ferramentas eles não pensam só não…eles realmente sabem mais que os pais…’’, fala rindo.

E como essa estudiosa do novo perfil das crianças, se resume?

“Sou uma pessoa muito curiosa, inquieta e apaixonada pela educação e pela função de formar um ser humano. E adoro rir’’, conclui rindo, é claro.

 



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Fiorella Solares (2ª parte)

Data: 19/03/2013

FiorellaSolaresi

O Programa Marcia Peltier Entrevista traz nesta terça-feira, 19 de março, a segunda parte da emocionante entrevista com a musicista e produtora cultural Fiorella Solares,diretora da ONG Ação Social Pela Música do Brasil.
Fiorella nasceu na Guatemala e é violoncelista profissional. Integrou a Orquestra Sinfônica do Palácio de Bellas Artes no México, a Sinfônica de Porto Alegre e a Orquestra Sinfônica Brasileira.Foi uma das fundadoras da Orquestra Petrobras Sinfônica. E desde 1994 é diretora da Ação Social Pela Música do Brasil,atuando em várias comunidades do Rio de Janeiro e de outras cidades.
Neste programa, Fiorella fala dos objetivos principais do seu projeto.

‘’ Este projeto quer mesmo é produzir uma mudança na qualidade de vida através da música”, conta.

E as famílias dessas crianças e adolescentes?Como reagem ao projeto?

“Os familiares percebem que a auto-estima desses meninos e meninas melhora muito.E por isso apoiam o projeto”, diz

E tem alguma história que exemplifique esse ganho de auto-estima?

“Uma menina do projeto, de uma das comunidades aonde atuamos na zona sul do Rio,uma vez me pediu para levar o violino para casa.Só que os alunos não podem sair com os instrumentos da ONG.Eu disse que não podia e ela falou:eu imploro que você me deixe levar o violino para casa”, fala.

E o que aconteceu?

“Eu perguntei porque ela queria tanto e ela disse: porque todos os meus vizinhos vão me ver chegando em casa com o instrumento e isso vai deixar minha mãe muito orgulhosa”, revela.

E hoje o projeto cresceu tanto que já chegou a outras cidades do Rio e até de fora do Rio,não é?

“Sim, temos núcleos em Petrópolis e Piraí,no estado do Rio. E também temos um agora na cidade de
Ji-Paraná,em Rondônia. Lá é uma realidade diferente daqui do Rio,pois lá não existe tráfico dominando estas comunidades,mas existe muita pobreza. As pessoas às vezes não tem o que comer”, narra.

Neste programa, você vai ver ainda os depoimentos de alunos do projeto,com quem a equipe do Marcia Peltier Entrevista conversou nos Morros Dona Marta e Macacos.
Você vai ver,por exemplo, depoimentos como o da pequena Sophia Pereira,que disse que a vida dela ”mudou e para melhor”,desde que começou a participar da Ação Social Pela Música do Brasil.
E vai conferir também estes meninos e meninas tocando e mostrando tudo o que aprendem no projeto.

E como esta ”guerreira”, Fiorella Solares se define?
“Sou uma pessoa que acredita no amor e na fraternidade”,  conclui.



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Fiorella Solares (1ª parte)

Data: 12/03/2013

FiorellaSolaresi

Música como instrumento de mudança de vida. Neste primeiro programa da temporada 2013, o Marcia Peltier Entrevista traz  um belo exemplo de como é possível  transformar a realidade através da arte. A entrevistada desta terça-feira 12 de março é a musicista e produtora cultural Fiorella Solares.

Fiorella  nasceu na Guatemala e é violoncelista profissional. Integrou a Orquestra Sinfônica do Palácio de Bellas Artes no México, a Sinfônica de Porto Alegre e a Orquestra Sinfônica Brasileira.Foi uma das fundadoras da  Orquestra Petrobras Sinfônica,atual Orquestra Petrobras Pró-Música. E desde 1994 é diretora da ONG Ação Social Pela Música do Brasil,atuando em várias comunidades do Rio de Janeiro e de outras cidades.

A entrevista ficou tão boa que foi dividida em duas partes.

Como começou este projeto? 

‘’ A idéia surgiu em meados da década de 90,quando eu e meu falecido marido o maestro Davi Machado,tivemos a ideia de um projeto para socializar jovens de comunidades carentes através da música. Este projeto foi inspirado no

projeto desenvolvido pela Fundação Simon Bolívar,na Venezuela,que conseguiu ajudar milhares de crianças e adolescentes em situação de risco social’’,conta. 

E como foi no início,subir os morros cariocas para implantar a Ação Social Pela Música do Brasil ?

Era muito difícil,pois não havia este projeto das UPPs,as Unidades de Polícia  Pacificadora…então ficávamos à mercê das vontades dos trafciantes…eles decidiam quantas crianças poderiam participar do projeto,quais delas podiam entrar para aprender música…e se a criança faltasse,não podíamos ir até a casa dela procurar saber o motivo da ausência…era risco de vida para os professores’’, revela.

E como é hoje?

“Hoje atuamos em várias comunidades pacificadas em várias regiões da cidade do Rio: Morro Dona Marta,aonde fica a sede do nosso projeto…no Pavão-Pavãozinho ,Babilônia, Morro dos Macacos, Complexo do Alemão, Cidade de Deus…’’, diz.

E como é este contato de crianças e adolescentes com a música clássica e os instrumentos?

Nós os deixamos bem à vontade…eles entram e escolhem os instrumentos…testam…e são eles que vão decidir quais aqueles com os quais se sentem melhor…nada é imposto’’, explica.

Você acredita que dali podem sair músicos profissionais?

“Sim,alguns até estão já trilhando esse caminho…mas na verdade o mais importante do projeto não é formar músicos de excelência,mas sim ajudá-los a se socializar melhor, a ficarem mais concentrados,melhorar a relação com amigos e famílias e melhorar as notas na escola. Conseguindo isso,fico satisfeita’’,afirma.

A equipe do Marcia Peltier Entrevista foi até os Morros Dona Marta e Macacos conhecer o projeto. Nesta edição do programa,você vai apreciar os jovens se apresentando na orquestra da Ação Social Pela Música do Brasil e também vai ver depoimentos desses jovens contando como suas vidas se transformaram depois que começaram a estudar música.



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Rafael Casé

Data: 05/03/2013

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Você gosta de ouvir rádio? Provavelmente sim, pois o rádio é um verdadeiro companheiro, que  faz parte do dia  a dia do brasileiro.

O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça feira, dia 18 de dezembro, vai falar sobre um revolucionário da história do rádio no Brasil: Ademar Casé,o criador do famoso e pioneiro “Programa Casé”.

O nosso entrevistado é o jornalista, professor e escritor Rafael Casé, neto de Ademar Casé.

Rafael Casé  atuou como editor-chefe nas tevês Globo e Manchete.

Atualmente é diretor do programa Observatório da Imprensa, na TV Brasil.

Ele tem mestrado em Comunicação Social e é professor da UERJ.

Já escreveu vários livros e está lançando agora uma edição ampliada do livro ‘’Programa Casé: O Rádio Começou Aqui’’.

Por que este título, ”o rádio começou aqui”?

“No início do rádio no Brasil,na década de 20,as rádios eram as ”rádios clubes”, ou seja,as pessoas alugavam horários nas rádios e se apresentavam, declamando poesias ou tocando piano…não havia compromisso com programação,organização nada. O Ademar Casé, ao criar o Programa Casé,criou um modelo de rádio que existe até hoje”, afirma.

E que modelo foi esse?

“O programa tinha música ao vivo, humor, radioteatro…e principalmente tinha agilidade…tinha contra-regras que garantiam que não houvesse buraco de tempo entre um programa e outro. E uma história curiosa: Noel Rosa chegou a ser um dos contra-regras do Programa Casé”, relembra.

 Foi no Programa Casé que surgiu o primeiro jingle da história da propaganda brasileira?

“Sim. Foi um jingle para a Padaria Bragança, que ficava no bairro de Botafogo na zona sul do Rio. O jingle foi composto pelo Nássara e foi um sucesso. O português fechou um ano de contrato”, conta rindo.

E o Programa Casé também revolucionou o rádio ao fazer contratos de exclusividade com os artistas?

‘’Sim, pois com a venda de anúncios, ele podia pagar os melhores artistas e ter mais audiência. E fez contrato de exclusividade, algo que nunca tinha sido feito até então, com os grandes nomes da época: Carmem Miranda, Noel Rosa, Braguinha, Francisco Alves, etc”, fala.

E quando o ‘’Programa Casé’’ acabou, Ademar Casé  foi para a televisão?

“Sim, ele resolveu ir para a TV,pois achava que o rádio ia acabar…na época os rádios eram uma mobília, grandes e pesados e ele achava que as pessoas, entre um rádio e uma tevê iam preferir a tevê, que tinha imagens…o rádio só ganhou mobilidade mais tarde, com a tecnologia que criou o transistor’’, conta.

Na entrevista Rafael Casé conta ainda sobre passagens históricas do programa “Noite de Gala’’, que Ademar Casé criou na TV Rio, como a entrevista com o presidente americano John Kennedy e o dia em que o apresentador Flávio Cavalcantti mergulhou de roupa e tudo  na piscina da casa do temido deputado Tenório Cavalcanti.

E você vai saber também que o homem que criou o rádio moderno no país, tinha pavor de falar ao microfone.

E Rafael falou ainda sobre os livros que escreveu sobre outra paixão sua: o Botafogo!

 



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Alberto Villas

Data: 26/02/2013

Alberto Villas

Você sabe o que significa xumbrega? E quiprocó? Pois é, existem palavras que não são mais tão utilizadas ou simplesmente sumiram do vocabulário.

E é sobre isso que o Programa Marcia Peltier Entrevista vai falar nesta terça-feira, 26 de fevereiro, com o jornalista e escritor Alberto Villas.
Ele nasceu em Belo Horizonte e  pensava em ser médico. Mas acabou mudando de rumo.

Começou a faculdade de Filosofia e resolveu ir para a França, no auge da ditadura militar.

Lá, se formou em Jornalismo. Virou correspondente de vários jornais brasileiros. Ao voltar, trabalhou em alguns dos principais veículos de imprensa do Brasil.
Foi editor-chefe e chefe de redação na TV Globo e Diretor de Jornalismo no SBT.

Alberto Villas escreveu cinco  livros e lançou recentemente o Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Morta.

“Eu fui notando que certas palavras do nosso vocabulário foram deixando de ser usadas com o tempo. E comecei a fazer uma pesquisa sobre isso. Aí descobri que tinha material suficiente para fazer um dicionário” conta.

E que palavras?

“Ah, por exemplo: xumbrega que significa algo feio, que não combina…ou quiprocó, que quer dizer confusão”, revela.

E a origem dessas palavras?

“Muitas palavras não se sabe a origem. Xumbrega acredita-se que vem do Schoenberg, que criou a música dodecafônica…mas não é uma certeza”, fala

E existem regionalismos também nessa área?

“Sim. Em Minas Gerais por exemplo se usa expressão azeite,meio que como sinônimo de azar. Tipo, alguém diz assim: você não conseguiu ir à tal lugar hoje?Azeite!.”, informa.

E além das palavras que somem,existem outras que voltam ou permanecem?

“Sim. Por exemplo a palavra bacana é antiga. Mas as novas gerações usam e acho até que elas não sabem que essa expressão é antiga”, diz.

No programa, Alberto Villas comenta ainda como as novas tecnologias dos tempos da internet mudaram  nossa forma de se comunicar, aponta como os jornalistas lidam com estas mudanças na forma de falar e conta ainda sobre os diários,  com notícias do dia a dia, que ele criou para os filhos e que atualiza diariamente desde que eles nasceram.

Você não pode perder o jornalista e escritor AlbertoVillas no ‘Marcia Peltier Entrevista’.

Ivan Lins 3

Data: 12/02/2013

Ivan-Lins

O programa Marcia Peltier Entrevista traz novamente um presente para você:uma entrevista com um dos maiores nomes da MPB, o cantor e compositor Ivan Lins. A entrevista ficou tão boa que foi em dois programas.

A primeira parte irá ao ar nesta terça-feira de carnaval, 12 de fevereiro.

Ivan Lins aprendeu a tocar piano sozinho. Apareceu para a MPB nos festivais da canção do final dos anos 60, uma época de muita turbulência política.

Foi um dos líderes do MAU, o Movimento Artístico Universitário.

Na década de 80,  se consagrou como um dos grandes nomes da nossa música e chegou a fundar uma gravadora.

Ganhou três prêmios Grammy e é hoje, o artista brasileiro vivo, mais gravado no exterior.

No programa, Ivan fala sobre seu novo CD: ”Amorágio’’.

“Amorágio é um neologismo criado pelo poeta Salgado Maranhão.  A ideia é falar de amor de uma forma geral, os vários tipos de amor…Amorágio é isso: o que é relativo ao amor’’, explica.

No CD ele tem parcerias, como com a cantora Maria Gadú.

“Eu gosto de fazer parcerias com os novos talentos. E também de experimentar sons…já gravei fados e fiz já até um rap em parceria com o Aldir Blanc’’,conta.

Aliás,falar de amor, ou melhor, cantar o amor, sempre foi uma das características de Ivan. Por isso, ele acabou se tornando o compositor brasileiro vivo mais gravado no exterior.

“Eu sou muito gravado lá fora. Já tive músicas gravadas para o inglês, polonês e até uma versão no Paquistão. Já fizeram versões para músicas minhas também na África…mas nem sempre a letra corresponde ao original. A letra da versão na Polônia por exemplo era ridícula’’, conta rindo.

E a grande inspiração é mesmo o amor?

“Sim, sempre gostei de cantar o amor. Eu estou casado há 30 anos com minha atual mulher a Valéria e neste período já fiz mais de 40 composições em homenagem a ela. Porque ela merece’’, conclui.

No programa, Ivan conta ainda a história deliciosa de como surgiu e de quem era a musa inspiradora de um de seus maiores sucessos, a música “Madalena’’. Revela ainda detalhes da convivência com monstros sagrados da MPB como Tom Jobim e Vinícius de Moraes que só o chamavam de ‘’Ivanzinho’’.

 

Moacyr Góes

Data: 05/02/2013

MoacyrGóes

O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia 05 de fevereiro traz novamente   o diretor de teatro,cinema e tv, Moacyr Góes.

Ele nasceu na capital do  Rio Grande do Norte: Natal.

“Pois é, tem gente que não sabe mas eu sou natalense”, confirma.

 Nos anos 80, já no Rio de Janeiro, se formou em Artes Cênicas pela Uni-Rio.

Montou peças teatrais de grandes autores como: Shakespeare, Brecht, Ibsen, Pirandello e Nelson Rodrigues.

Já ganhou os prêmios Moliére, Mambembe e Shell.

”Sempre que monto uma peça eu penso na densidade dela, no que o texto pode passar de mensagem. A obra do Nelson Rodrigues, por exemplo, traz sempre aquele confronto entre o desejo, o instinto humano de fazer algo e os limites que a sociedade coloca”, diz. 

Este ano, montou o espetáculo ‘’K:  Uma Leitura D’o Castelo’’, baseado no texto de Fanz Kafka.

“Eu gosto muito da obra de Kafka,pois relata bem o enfrentamento do indivíduo contra um Estado opressor que simplesmente quer esmagá-lo”, relata.

Aliás, falando em ”estado”, Moacyr é crítico de algumas políticas públicas na área da cultura.

“Hoje só se faz projeto cultural no Brasil com Lei de Incentivo. Eu acho que o Brasil tinha que ter mais investimento privado nessa área. Patrocinadores que colocassem dinheiro para ter retorno na bilhetreria”, afirma.

E nesse contexto,como fica a questão da meia entrada para estudante?

“Isso é um crime. O Estado,se ele põe dinheiro num espetáculo, tem todo direito de exigir uma contrapartida, uma cota de ingressos para estudantes, idosos,etc. Mas se eu invisto o meu dinheiro numa peça teatral, eu tenho que poder cobrar quanto eu quiser. Do jeito que ocorre hoje, é o político legislando com o dinheiro dos outros. E isso encarece o espetáculo, pois o empreendedor tem que cobrar o dobro do valor do ingresso para compensar a perda com a meia entrada”, enfatiza.

Moacyr também já dirigiu novelas na tevê, como o grande sucesso “Laços de Família” na Rede Globo. E atuou ainda no cinema. Dirigiu  filmes da Xuxa e até filmou com o padre Marcelo Rossi.

“Minha experiência com o padre Marcelo Rossi no filme Maria Mãe do Filho de Deus foi muito interessante. Eu apesar de não ter a mesma crença que ele, respeito muito o trabalho, a mensagem que ele passa. Talvez eu seja o mais crente dos ateus ou o mais ateu dos crentes”, brinca.

 

 

Ivan Lins 4

Data: 05/02/2013

Ivan-Lins
O programa Marcia Peltier Entrevista traz nesta terça-feira, dia 19 de fevereiro, a segunda parte da reprise da entrevista com um dos maiores nomes da MPB: o cantor e compositor Ivan Lins.

Ivan Lins aprendeu a tocar piano sozinho.

Apareceu para a MPB nos festivais da canção do final dos anos 60, uma época de muita turbulência política.
Foi um dos líderes do Movimento Artístico Universitário, o  MAU
Nos anos 80,  se consagrou como um dos grandes nomes da nossa música e chegou a fundar uma gravadora.

Ganhou três prêmios Grammy e é hoje, o artista brasileiro vivo, mais gravado no exterior .

Na segunda parte da entrevista, Ivan fala sobre o começo de sua carreira. Ele fazia, por incrível que pareça, faculdade de Química, mas acabou indo mesmo para o mundo da música.

“Eu na época da faculdade fui fazer entrevista com um conhecido do meu pai que dirigia uma empresa do setor da construção civil. Eu brinco que eu estava no ramo do cimento”, fala rindo.

E o que fez abandonar esta carreira e se dedicar exclusivamente à música?

“Depois da entrevista, ele me dizendo que eu iria trabalhar em Barbacena e eu pensando: barbaridade!!! Aí quando acabou a entrevista ele pega três papéis na gaveta e diz: olha, antes de você sair, me dá três autógrafos? Minha mulher e minhas duas filhas são suas fãs. Aí, depois disso, quando eu saí dali, já decidi que ia me dedicar  mesmo à música”, revela.

E na música, você foi autodidata?
“Sim, aprendi a tocar piano sozinho aos 18 anos. Aprendi tarde. Eu tinha preconceito contra o piano…minhas irmãs estudavam piano e eu achava instrumento de mulher…até que vi o Tamba Trio na tevê… vi Luizinho Eça e disse: é isso que eu quero pra mim!”, relembra.

Mas no início da sua carreira, você cantava em festivais. Como era encarar aqueles ginásios cheios de gente?

“Eu tinha pânico de multidão…tive que fazer terapia pra conseguir entrar no palco…mas funcionou…até demais! E acabei ficando tão á vontade que entrava no palco e falava sem parar e o público começava a gritar:canta, canta” , diz, se divertindo.

E era também  uma época muito pesada essa dos festivais, não? Em plena ditadura? Você chegou a sofrer muita patrulha pelo título de uma música sua “O Amor é o Meu País”‘, não foi’?

“Sim, havia muita patrulha…acharam que minha música era ufanista…mas eu estava falando do amor…que o meu país era o amor…mas eu entendo, também era uma época em que as pessoas estavam muito sufocadas…elas saíam batendo em quem passasse pela frente…a Elis foi patrulhada..o que fizeram com o Simonal…acabaram com a carreira dele.”, analisa.
E depois você meio que respondeu a isso com uma música que se tornou quase uma trilha sonora da redemocratização do país, “Começar de Novo”, não é?
“Sim. Essa música foi encomendada pela TV Globo para ser tema do seriado Malu Mulher, no fim dos anos 70. E o Vítor Martins, letrista e meu parceiro, que é um bruxo, fez uma letra com um tremendo duplo sentido…que retratava a história da personagem, que era uma mulher descasada que recomeçava a vida e também do período que o país vivia, com abertura políca, anistia aos exilados e meio que anunciando as Diretas Já que ainda viriam”, explica.

No programa, Ivan  fala  sobre os três prêmios Grammy que ganhou e ainda sobre a engraçadíssima experiência que passou na festa de entrega de um  Grammy.
 

Marcos Calliari

Data: 29/01/2013

Marcos Calliari

Você já ouviu falar da Geração Y? Bem, é só olhar ao redor e você vai encontrar nativos desta geração em todos os lugares.

O Programa Marcia Peltier desta terça-feira, dia 29 de janeiro traz o economista, empresário e escritor Marcos Calliari.

Marcos Calliari é um dos autores do livro ‘’Código Y: Decifrando a Geração que Está Mudando o Brasil’’. O livro traz uma extensa pesquisa sobre os jovens nascidos entre 1980 e 1995 no Brasil, como se comportam e interagem com os estímulos da vida moderna.

Ele é formado em economia pela USP, com Pós-Graduação em Marketing também pela USP e em Estratégia, na França.

Foi um dos fundadores da Agência Na Mosca, especializada em marketing para o público jovem.

Marco ainda arranja tempo para ser mergulhador de resgate e montanhista, já tendo feito expedições aos montes Himalaia, Kilimanjaro e Fuji.

Mas como se define a tal ‘’Geração Y’?

Este termo Geração Y foi criado para denominar os jovens entre 15 e 32 anos de idade, que são a geração que veio depois dos baby-boomers e da Geração X, que foram as duas outras etapas geracionais que precederam os Y’’, declara.

E quais as características dessas gerações anteriores?

Os baby-boomers nasceram logo após a Segunda Guerra Mundial. Representam um mundo de otimismo, devido ao fim da guerra. É uma geração que nasceu sobre um regime de muita autoridade na sociedade na família, na escola…mas foi também uma geração que quebrou padrões de comportamento, como a Revolução Sexual, a ida da mulher para o mercado de trabalho, mais liberdade de escolha para os jovens e etc’’, afirma.

E a geração X?

Os X geralmente são os filhos dos baby-boomers…são uma geração que também nasceu com a questão da hierarquia, tinha o pai ainda chefe de família, é uma geração que sabe lidar melhor com a frustração’’, diz.

E os Y?

Essa geração não aceita hierarquia. Eles não tiveram mais o pai como centro de poder na família. E com o avanço tecnológico, que eles dominam mais, eles acabam sendo a grande fonte de informação da família, na hora de por exemplo dar as dicas de como comprar um carro ou em que hotel se hospedar numa viagem. Eu digo que se a família hoje tem um chefe, é o jovem’’, fala rindo.

E em relação ao mercado de trabalho?

É uma geração,que como eu falei, não aceita a hierarquia. Ela crê na meritocracia. Por isso as empresas precisam se adaptar a eles, já que é uma geração que tem muito talento, principalmente na área do uso de ferramentas tecnológicas’’, afirma.

E quais seriam os grandes problemas desta geração?

Creio que a superficialidade é um. Eles não conseguem se aprofundar muito nos temas. É uma geração que não aprende ouvindo, ela é cinestésica, isso cria de cara um problema para os modelos de educação que ainda se usam hoje nas escolas, que parecem estar ainda, sem qualquer exagero, no ano de1200…’’, garante.

 E questão da hiperexposição?

“Essa é uma geração que não vê limites entre a vida privada e a vida pública…acha que tem que compartilhar tudo, expor sua intimidade nas redes sociais e etc. E é uma geração também extremamente narcisista’’, completa.

No programa,Marcos fala ainda da ‘’Geração Z’’, a geração de menos de 15 anos de idade hoje e que vai suceder os Y.

Rico de Souza

Data: 22/01/2013

ricodesouza

O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia 22 de janeiro traz novamente o surfista e empresário Rico de Souza.

Rico é uma lenda do surfe nacional. Foi um dos pioneiros neste esporte no país. Nasceu e se criou entre as ondas da Zona Sul do Rio.

“Eu com 16 anos já surfava ali pelo Leblon, Arpoador, Copacabana.Na época surfista tinha fama de malandro’’,comenta.

Na década de 70 já era campeão brasileiro de surfe e disputava campeonatos pelo mundo.

”Comecei a fabricar minhas pranchas, depois a fabricar e vender pranchas para os amigos.Acabei  me profissionalizando e a família percebeu que  o surfe era algo sério na minha vida e aí aceitou.’’,conta.

Rico entrou para o Guiness Book, o Livro dos Recordes, ao surfar com a maior prancha do mundo.

”Foi uma prancha de quase 10 metros .No começo ela embicava na onda quase toda hora e eu não conseguia.Mas teve uma hora que consegui e isso foi transmitido ao vivo pela tevê’’,recorda.

Ele também voltou a freqüentar o Guiness ao colocar o maior número de surfistas na mesma onda. Além disso,é um defensor do meio ambiente e usa o surfe em projetos sociais com crianças carentes.

”Eu fundei em 1982 a primeira escolinha de surfe do Brasil.Hoje tenho campeões formados lá disputando campeonatos pelo mundo.Entre eles o Phil Rajzman,filho do Bernard do vôlei,que hoje é campeão de
bodyboard’’.afirma.

Já ganhou o título de ‘’embaixador do surfe brasileiro’’ e agora, aos 60 anos de idade virou tema de um documentário.

No programa Rico conta ainda,como escapou da morte ao surfar uma onda gigantesca no Havaí e também a incrível história de quando ele fugiu da polícia pelo mar,indo do Arpoador até São Conrado na prancha,numa época em que o surfe era proibido em algumas praias do Rio.

Tarso Araujo - 2

Data: 15/01/2013

tarsoaraujo

O debate sobre as drogas é um tema que cada vez mais gera discussões entre os brasileiros.

Mas afinal, qual a definição de droga? Quais os tipos? As drogas devem ser descriminalizadas? Legalizadas? Devem continuar proibidas?

O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça- feira, dia 15 de janeiro debate esse assunto tão polêmico, com o jornalista e  escritor Tarso Araujo.

Ele é editor da Revista Galileu e já ganhou o Prêmio Esso e o Prêmio Abril de Jornalismo.

É autor de uma das maiores pesquisas sobre drogas já feitas no Brasil, que deu origem ao livro ”Almanaque das Drogas”.

Mas afinal, o que são as drogas?

“A definição é que droga é qualquer substância que pode alterar os sentidos de alguém…por essa lógica, até um cafezinho poderia ser  considerado droga, por causa da cafeína”, explica.

E existe alguma droga mais perigosa?

“Todas tem suas potencialidades, mas o álcool por ser uma droga lícita tem uma relevância importante, até porque geralmente é a droga por onde a maioria das pessoas começa’’, fala.

 E o crack? É uma droga que vicia mesmo na primeira vez que  a pessoa experimenta?

“Este é mais um dos mitos sobre as drogas. Pesquisas mostram que uma grande parte dos usuários de crack não se viciou na primeira vez que utilizou essa droga. Mas apesar disso, é claro que é uma droga muito perigosa’’, afirma.

E é verdade que o tabaco foi difundido pelo mundo pelos portugueses?

“Sim, os portugueses gostaram do hábito dos índios aqui das Américas de fumar o tabaco em cachimbo e espalharam isso pelo planeta’’, revela.

E você conta ainda  no seu livro, que o ditador nazista Adolf Hitler também usava drogas?

“Sim, ele recebia aplicações de metanfetaminas antes dos discursos. Isso pode explicar aquela atuação dele, quase fora de si, durante os discursos públicos na época em que esteve no poder na Alemanha’’, comenta.

 No programa Tarso conta também  fatos históricos sobre o comércio de ópio na China, a ‘”epidemia de alcoólatras’’ na Inglaterra do século XIX e debate a questão da descriminalização do uso de algumas drogas.

Alberto Villas

Data: 11/12/2012


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Moacyr Góes

Data: 04/12/2012

O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia quatro de  dezembro traz o o diretor de teatro, cinema e tv Moacyr Góes.

Ele nasceu na capital do  Rio Grande do Norte: Natal.

“Pois é, tem gente que não sabe mas eu sou natalense”, confirma.

Nos anos 80, já no Rio de Janeiro, se formou em Artes Cênicas pela Uni-Rio. Montou peças teatrais de grandes autores como: Shakespeare, Brecht, Ibsen, Pirandello e Nelson Rodrigues.

Já ganhou os prêmios Moliére, Mambembe e Shell.

”Sempre que monto  uma peça eu penso na densidade dela, no que o texto pode passar de mensagem. A obra do Nelson Rodrigues, por exemplo, traz sempre aquele confronto entre o desejo, o instinto humano de fazer algo e os limites que a sociedade coloca”, diz.

Este ano, montou o espetáculo ‘’K:  Uma Leitura D’o Castelo’’, baseado no texto de Fanz Kafka.

“Eu gosto muito da obra de Kafka, pois relata bem o enfrentamento do indivíduo contra um Estado opressor que simplesmente quer esmagá-lo”, relata.

Aliás, falando em ”estado”, Moacyr é crítico de algumas políticas públicas na área da cultura.

“Hoje só se faz projeto cultural no Brasil com Lei de Incentivo. Eu acho que o Brasil tinha que ter  mais investimento privado nessa área. Patrocinadores que colocassem dinheiro para ter retorno na bilhetreria”, afirma.

 E nesse contexto, como fica a questão da meia entrada para estudante?

“Isso é um crime. O Estado,se ele põe dinheiro num espetáculo, tem todo direito de exigir uma contrapartida, uma cota de ingressos para estudantes, idosos, etc. Mas se eu invisto o meu dinheiro numa peça teatral, eu tenho que poder cobrar quanto eu quiser. Do jeito que ocorre hoje, é o político legislando com o dinheiro dos outros. E isso encarece o espetáculo, pois o empreendedor tem que cobrar o dobro do valor do ingresso para compensar a perda com a meia entrada”, enfatiza.

Moacyr também já dirigiu novelas na tevê, como o grande sucesso “Laços de Família” na Rede Globo. E atuou ainda no cinema. Dirigiu  da Xuxa e até com o Padre Marcelo Rossi.

“Minha experiência com o padre Marcelo Rossi no filme Maria Mãe do Filho de Deus foi muito interessante. Eu apesar de não ter a mesma crença que ele, respeito muito o trabalho, a mensagem que ele passa. Talvez eu seja o mais crente dos ateus ou o mais ateu dos crentes”, brinca .



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Tarso Araujo

Data: 27/11/2012


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Alcione Araujo

Data: 20/11/2012

O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia 20 de novembro presta uma homenagem especial ao escritor, roteirista e tradutor, Alcione Araújo.
Alcione morreu na última quinta-feira,dia 15 de novembro,aos 67 anos,vítima de um infarto durante uma viagem à Belo Horizonte.

Em junho do ano passado,Alcione Araújo conversou com Marcia Peltier.

Durante o programa que você terá oportunidade de rever nesta terça-feira, este mineiro que na década de 70 adotou o Rio de Janeiro como sua casa,explicava de onde veio a inspiração para o livro que tinha lançado na época: “Cala a Boca e Me Beija”.

“Eu estava andando pelo calçadão do Leblon e vi uma menina discutindo com um rapaz, tipo surfista e ela dizia para ele: cala a boca e me beija. Achei aquilo interessante. Ao meu ver, ela estava cobrando dele, algo que ele não estava oferecendo”, brincou.

Alcione também comentou o fato de seguir neste livro,o caminho das crônicas,afinal ele nasceu em Januária,no norte de Minas Gerais e quase todo escritor mineiro é especialista em fazer crônicas.
“Existem grandes escritores mineiros que foram grandes cronistas. Como o Fernando Sabino. Mas na verdade eu acho que a crônica é um gênero bem brasileiro, que consegue transformar o cotidiano em histórias muito interessantes”, afirmou.

Ele também escrevia crônicas em jornais. Nessa entrevista,ele explicou como reagia às críticas dos leitores, num mundo conectado pela internet.
“Hoje é imediato, o leitor te manda mensagens pela internet elogiando ou criticando a crônica. Mas não tenho nenhum problema com as críticas. Não acho que o escritor seja dono da verdade. Se o meu texto fez o leitor refletir, já atingi meu objetivo”, relatou.

Alcione era formado em engenharia, mas acabou indo para a área da literatura , do teatro e da tevê. Escreveu várias peças de sucesso, como: “Há Vagas Para Moças de Fino Trato” e “Doce Deleite”.

“Doce Deleite foi um grande sucesso dos anos 80,com Marília Pêra e Marco Nanini e quase 30 anos depois ela foi remontada, com direção da Marília e com o Reinaldo Gianechinni e a Camila Morgado. E foi impressionante ver como a peça não envelheceu”, disse.

E ainda falou sobre o motivo desse texto vencer o tempo.
“Na verdade as gerações mais novas tem mais facilidade em entregar o corpo, viver o sexo numa relação. Mas isso enquanto não há sentimento. Quando surge o sentimento, o compromisso, aí surgem problemas e dificuldades iguais às das gerações mais velhas, como a minha…pois todo mundo tem medo de se machucar, de sofrer. Como dizia o Drummond todo dia o ser-humano descobre um medo novo”, afirmou.

Alcione ganhou o Prêmio Moliére de Melhor Autor. Atuou no cinema e em tevês, no Brasil, França, Alemanha e Dinamarca.
Foi roteirista de filmes como “Faca de Dois Gumes”,”Patriamada”,”Jorge Um Brasileiro” e “Policarpo Quaresma”.
Ganhou prêmios de melhor roteirista nos festivais de cinema de Gramado e de Brasília.

Ele também comentou o que achava da televisão que se faz no Brasil de hoje.
“Eu sou do teatro, mas gosto de escrever pra tevê também. Gosto de ficção, de história, não gosto de reality show porque ali não tem história, são pessoas numa arena se degladiando por um prêmio”, afirmou.

Alcione também escreveu romances e chegou ser finalista do Prêmio Jabuti. Traduziu obras de Jean Paul Sarte e Albert Camus para o português.
“Traduzir traz o desafio de traduzir não só o texto, a idéia, mas também o sentimento”,garantiu.

E ainda foi presidente da Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida, criada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho.

No programa,Alcione Araújo se definiu assim:
“Eu acho que escrevo para tentar entender mais de mim mesmo…mas até hoje não consegui”.

Bruno Magrani

Data: 13/11/2012

Bruno Magrani

Era Digital trouxe uma nova cultura do empreendedorismo. Os produtos e serviços online crescem a cada dia. Mas quais os limites legais e técnicos  para tanta inovação? E a questão da privacidade na WEB? Como fica em meio a tanta informação?

Vamos conversar sobre isso com o advogado e professor Bruno Magrani.

Bruno tem mestrado em Direito e Tecnologia pela conceituada Universidade de Harvard nos Estados Unidos.
Ele é professor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro e coordena o Observatório Brasileiro de Políticas Digitais.

Mas o que seria a ”nova cultura do empreendedorismo”?
“É inspirada na cultura das bandas de garagem, o do it yourself, o faça você mesmo. As ferramentas digitais, principalmente as que possibilitam a criação do design,dão a chance de se criar quase tudo ”,afirma.

Quase tudo mesmo?
“Sim. Já existem hoje impressoras em 3D,que permitem até você imprimir,digamos assim,até pequenos objetos físicos.Parece meio ficção-científica mas já é real”,garante.

E como esta cultura do faça você mesmo começou?
”O maior exemplo conhecido dessa cultura do faça você mesmo é o Steve Jobs ,que criou o microcomputador Apple em casa,”diz.

E falando sobre a questão dos direitos autorais e do pagamento aos artistas no mundo de hoje?
“Existem pesquisas que mostram que as novas gerações não compram mais CDs de músicas… elas baixam músicas…mas ao mesmo tempo são pessoas que gastam mais com ingressos de shows ou objetos personalizados das bandas ou cantores preferidos…essa é uma realidade que deve ser observada”,fala.

E a questão da privacidade na web?
“Existe muita discussão sobre isso…as leis no Brasil sobre garantia de privacidade na internet ainda não estão muito claras,como na Europa por exemplo. Mas já existem alguns movimentos nesse sentido…leis sendo propostas e votadas no Congresso Nacional visando dar maior garantia de privacidade a quem tem seus dados em algum endereço na rede”,conclui.



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Bruno Magrani

Data: 13/11/2012

Carla de Freitas

Data: 06/11/2012

O agronegócio é uma das grandes forças econômicas do país. O Brasil hoje tem mais de 200 milhões de cabeças de gado.

Só que este universo antes tão masculino, também está sendo ocupado pelo talento e competências femininas.

E  o programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia 06 de novembro recebe uma entrevistada que é um dos maiores exemplos desta nova realidade: a produtora rural Carla de Freitas, fundadora do Núcleo Feminino do Agronegócio.

A vida dela sempre esteve ligada à produção rural.

“Meu pai recebeu uma proposta do governo, nos anos 70, para investir em terras para pecuária, no norte do país. Aí fui pra Rondônia com ele e meu marido. Eu tinha 19 anos de idade”, lembra.

Em Rondônia, ela se tornou uma microempresária, mas  o destino a colocou  à frente de uma das maiores fazendas de gado do país.

“Eu abri uma ótica e estava dando certo. Mas aí meu pai descobriu que tinha uma doença e que tinha pouco tempo de vida. Ele preparou a sucessão e eu fiquei com medo de assumir a fazenda e ele me disse: filha, vai dar  super certo. E eu topei o desafio”, conta.

Mas o começo foi difícil.

“Vários funcionários que trabalhavam com meu pai,foram embora depois que ele faleceu.Um deles disse que não queria trabalhar comigo. Eu realmente não sabia nada de como administrar uma fazenda. Mas  fui em busca de conhecimento, fiz cursos e me preparei”, afirma.

Hoje ela gerencia uma fazenda de criação de gado que é reconhecida pela excelência. “Eu  entrei inclusive no programa Nelore Natural,que busca melhorar a qualidade da carne que produzimos. Tenho uma preocupação muito grande em garantir a qualidade e todo um processo bem organizado de gestão para o agronegócio”,
fala.

E como surgiu a ideia de fundar o Núcleo Feminino do Agronegócio?

“A ideia foi para atender e ajudar essas mulheres que se veem diante desse desafio de comandar segmentos do agronegócio, sem o  conhecimento adequado. O grupo, do qual fui a primeira presidente, visa ajudar com informações a todas que participam, para que elas não passem o que eu passei, de ter que procurar informação, com as dificuldades que enfrentei. A troca de e-mails entre a gente, por exemplo, é constante”, diz

E como é sua vida hoje?

“Hoje eu moro em São Paulo e passo 10 dias por mês na fazenda em Rondônia.Lá eu ponho minha roupa de trabalho,acordo às 5h30min  e vou pro campo. Lá eu fico à vontade, tomo minha cachacinha…e os empregados não acreditam quando eu falo: gente, vocês tem que me ver fora da fazenda…eu sou tão perua…”, brinca.

Então a produtora rural tem o seu lado ”mulherzinha” também?

“Claro…eu atualmente ,por exemplo,estou fazendo um curso de design de interiores…e  sou casada com o Roberto Rodrigues(ex-ministro da Agricultura) e quando estou com ele, adoro curtir meu lado mulherzinha ,junto com o meu companheiro, curtir a casa e etc”, fala.

E seus filhos, como te veem?

“Um dos meus filhos diz que sou a mãe passarinho…eu chego,dou comida e vôo novamente…” conta rindo.

E como essa mulher forte e guerreira  se define?

“Eu sou apaixonada pelo que faço”, conclui.

Você não pode perder a produtora rural  Carla de Freitas no Marcia Peltier Entrevista, agora direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, nesta terça-feira, às 22h30min.



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Ivan Lins parte 2

Data: 30/10/2012

O programa Márcia Peltier Entrevista traz nesta terça-feira 30 de outubro a segunda parte da entrevista com um dos maiores nomes da MPB: o cantor e compositor Ivan Lins.

Ivan Lins aprendeu a tocar piano sozinho.

Apareceu para a MPB nos festivais da canção do final dos anos 60, uma época de muita turbulência política.

Foi um dos líderes do Movimento Artístico Universitário, o  MAU

Nos anos 80,  se consagrou como um dos grandes nomes da nossa música e chegou a fundar uma gravadora.

Ganhou três prêmios Grammy e é hoje, o artista brasileiro vivo,mais gravado no exterior .

Na segunda parte da entrevista, Ivan fala sobre o começo de sua carreira. Ele fazia, por incrível que pareça,faculdade de Química,mas acabou indo mesmo para o mundo da música.

“Eu na época da faculdade fui fazer entrevista com um conhecido do meu pai que dirigia uma empresa do setor da construção civil.Eu brinco que eu estava no ramo do cimento”, fala rindo.

E o que fez abandonar esta carreira e se dedicar exclusivamente à música?

“Depois da entrevista, ele me dizendo que eu iria trabalhar em Barbacena e eu pensando:barbaridade!!!..aí quando acabou a entrevista ele pega três papéis na gaveta e diz: olha,antes de você sair,me dá três autógrafos?Minha mulher e minhas duas filhas são suas fãs.Aí,depois disso, quando eu saí dali,já decidi que ia me dedicar  mesmo à música”,revela.

E na música, você foi autodidata?

“Sim,aprendi a tocar piano sozinho aos 18 anos. Aprendi tarde.Eu tinha preconceito contra o piano…minhas irmãs estudavam piano e eu achava instrumento de mulher…até que vi o Tamba Trio na tevê vi Luizinho Eça e disse: é isso que eu quero pra mim!”,relembra.

Mas no início da sua carreira, você cantava em festivais. Como era encarar aqueles ginásios cheios de gente?

“Eu tinha pânico de multidão…tive que fazer terapia pra conseguir entrar no palco…mas funcionou…até demais! E acabei ficando tão á vontade que entrava no palco e falava sem parar e o público começava a gritar:canta,canta” ,diz, se divertindo.

 E era também  uma época muito pesada essa dos festivais, não? Em plena ditadura? Você chegou a sofrer muita patrulha pelo título de uma música sua “O Amor é o Meu País”‘, não foi’?

“Sim,havia muita patrulha…acharam que minha música era ufanista…mas eu estava falando do amor…que o meu país era o amor…mas eu entendo,também era uma época em que as pessoas estavam muito sufocadas…elas saíam batendo em quem passasse pela frente…a Elis foi patrulhada..o que fizeram com o Simonal…acabaram com a carreira dele.”,analisa.

E depois você meio que respondeu a isso com uma música que se tornou quase uma trilha sonora da redemocratização do país, “Começar de Novo”, não é?

“Sim. Essa música foi encomendada pela TV Globo para ser tema do seriado Malu Mulher,no fim dos anos 70. E o Vítor Martins,letrista e meu parceiro,que é um bruxo,fez uma letra com um tremendo duplo sentido…que retratava a história da personagem,que era uma mulher descasada que recomeçava a vida e também do período que o país vivia,com abertura política,anistia aos exilados e meio que anunciando as Diretas Já que ainda viriam”,explica.


No programa,Ivan  fala  sobre os 3 prêmios Grammy que ganhou e ainda sobre a engraçadíssima experiência que passou na festa de entrega de um  Grammy.



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Ivan Lins

Data: 23/10/2012

O programa Marcia Peltier Entrevista traz um presente para você: uma entrevista com um dos maiores nomes da MPB, o cantor e compositor Ivan Lins. A entrevista ficou tão boa que será dividida em dois programas.

A primeira parte irá ao ar nesta terça-feira 23 de outubro.

  Ivan Lins aprendeu a tocar piano sozinho. Apareceu para a MPB nos festivais da canção do final dos anos sessenta, uma época de muita turbulência política. Foi um dos líderes do MAU, O Movimento Artístico Universitário.

 Nos anos oitenta,  se consagrou como um dos grandes nomes da nossa música e chegou a fundar uma gravadora. Ganhou três prêmios Grammy e é hoje, o artista brasileiro vivo, mais gravado no exterior .

 No programa, Ivan fala sobre seu novo CD: ”Amorágio’’.

 “Amorágio é um neologismo criado pelo poeta Salgado Maranhão. A ideia é falar de amor de uma forma geral,os vários tipos de amor…Amorágio é isso: o que é relativo ao amor’’, explica.

  No CD ele tem parcerias, com a cantora Maria Gadú.

“Eu gosto de fazer parcerias com os novos talentos. E também de experimentar sons…já gravei fados e fiz já até um rap em parceria com o Aldir Blanc’’, conta.

 Aliás, falar de amor, ou melhor, cantar o amor, sempre foi uma das características de Ivan.Por isso,ele acabou se tornando o compositor brasileiro vivo mais gravado no exterior.

 “Eu sou muito gravado lá fora. Já tive músicas gravadas para o inglês, polonês e até uma versão no Paquistão.Já fizeram versões para músicas minhas também na África…mas nem sempre a letra corresponde ao  original.A letra da versão na Polônia por exemplo era ridícula’’,conta rindo.

 E a grande inspiração é mesmo o amor?

“Sim,sempre gostei de cantar o amor. Eu estou casado há 30 anos com minha atual mulher a Valéria e neste período já fiz mais de 40 composições em homenagem a ela. Porque ela merece’’,conclui.

 No programa, Ivan conta ainda a história deliciosa de como surgiu e de quem era a musa inspiradora de um de seus maiores sucessos, a música “Madalena’’. Revela ainda detalhes da convivência com monstros sagrados da MPB como Tom Jobim e Vinícius de Moraes que só o chamavam de ‘’Ivanzinho’’.

 Você não pode perder a primeira parte da entrevista com Ivan Lins no Marcia Peltier Entrevista, agora direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, na próxima terça-feira, às 22h30min na CNT.



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Marcelo Backes

Data: 16/10/2012

Marcelo Backes

A Literatura é uma grande viagem. Mergulhar na leitura de um livro pode nos levar a locais que não conhecemos ou que sequer imaginávamos existir.

O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça feira, dia 16  de outubro, leva você a viajar com a entrevista  do escritor,tradutor, professor e crítico literário Marcelo Backes.

No programa, Marcelo será nosso ‘’guia’’ num passeio ‘’físico e metafísico’’ por algumas das maiores cidades da Europa.

Vamos mergulhar  na Londres de Charles Dickens, na Paris de Marcel Proust, na Praga de Franz Kafka e na Viena de  Arthur Schnitzler. 

Isso é na verdade um curso que eu tenho na Casa do Saber aqui no Rio,aonde eu comento as características de cidades europeias através de grandes autores. Eu estou acabando de voltar inclusive uma viagem á Rússia, onde levei um grupo de 19 pessoas para conhecer Moscou e São Petersburgo retratadas nas obras de Tolstói e Dostoiévski’’, conta.

Marcelo é um especialista em literatura e tradução.

Trabalho muito com tradução, principalmente do alemão para o português. O trabalho do tradutor é manter o estilo do autor original, seja ele vivo ou não,respeitando a obra. O tradutor tem que ser meio escritor, embora o escritor esteja mais livre para sua criação’’, comenta.

Ele é formado em jornalismo, com Mestrado em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem Doutorado em Germanística e Romanística pela Universidade de Freiburg na Alemanha.

 E como são essas viagens através da Literatura?

Na obra máxima de Dickens, Oliver Twist, podemos ver o retrato de uma cidade, capital do maior Império do mundo na época, mudando de uma característica rural para uma face industrial, mostrando o que a Revolução Industrial provocava de mudanças no início do século XIX, a exploração do trabalho infantil, a modernização, a higienização da cidade’’, relata.

E a Paris na obra de Proust?

Na obra mais emblemática dele, Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust  mostra inovações como a troca das carruagens à cavalo pelo barulho dos motores dos automóveis e a chegada da luz elétrica na cidade. É o início do século XX e um momento onde Paris começa a tomar de Londres o título de Capital Cultural do mundo’’, fala.

E como vemos Praga nos escritos de Franz Kafka? 

Praga é uma cidade com uma parte medieval muito preservada…é meio soturna, opressiva e isso está presente em dois dos grandes livros de Kafka: O Processo e A Metamorfose. Ele também, de alguma maneira, antecipa um pouco toda a opressão e totalitarismo que a Europa iria enfrentar com a chegada do nazismo. Kafka mostra um Homem sem saber o que fazer diante de uma realidade que ele não consegue mais controlar’’, explica.

E a Viena de Arthur  Schnitzler?

Schnitzler foi um médico que se tornou amigo de Freud e chegaram a trocar correspondências. Nos seus livros ele retrata uma Viena, capital do grande Império Austro-Húngaro, um dos maiores que o mundo já viu, à época da Imperatriz Sissi. E também já antecipa a decadência da Áustria, que hoje é apenas um país turístico, sem qualquer importância geopolítica’’, conclui.. 

Na entrevista Marcelo, que tem vários livros e ensaios publicados no Brasil e na Europa, fala ainda de como é o trabalho de criação de um escritor.



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Sylvio Lazzarini

Data: 09/10/2012

Sylvio LazzariniO Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia nove de outubro  fala sobre uma paixão nacional: o churrasco. Ele está quase sempre presente na mesa dos brasileiros, quando há uma comemoração. Mas quais os segredos para assar uma boa carne? E como escolher uma carne de qualidade?

Márcia Peltier conversa com um especialista no assunto: o empresário  Sylvio Lazzarini.

Ele é formado em Administração e Economia e tem Pós-Graduação em Administração Rural pela FGV de São Paulo. Já foi presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Gado.

Tem mais de 14 livros escritos sobre o tema e hoje Sylvio comanda uma distribuidora de carnes e também um dos restaurantes mais premiados do país:o Varanda Grill,considerado por vários guias gastronômicos,como aquele que tem a melhor carne de São Paulo

“O brasileiro adora churrasco. E interessante é que todo estado tem seu jeito de assar a carne. No Sul temos o estilo gaúcho, de colocar a carne em espetos,fincados no chão perto da brasa e as pessoas se reúnem até nos estábulos para saborear o churrasco. Em São Paulo ,o churrasco acontece tanto em casas mais humildes,quanto entre os mais ricos. E no Rio,o churrasco vira uma roda de samba. Churrasco tem o seu componente cultural’’,afirma.

 E como o churrasco chegou ao Brasil?

“Os primeiros rebanhos bovinos chegaram ao país na época da Colônia,com o gado da raça caracu. Creio que na capitania de Pernambuco se fez o primeiro churrasco,ainda no século XVI’’,fala.

 E o que mudou de lá pra cá?

“O jeito de assar a carne e a paixão pelo churrasco mudaram pouco. O dado fundamental foi a chegada do gado nelore,no século XX. Um gado de origem indiana e que se deu muito bem no nosso clima e na nossa geografia’’,explica.

E em relação à qualidade da carne? As carnes argentina e uruguaia são melhores mesmo? Por quê?

“Um bom gado de corte,é como fazer vinho.Para o vinho,é preciso uma terra fértil,um bom clima,água,sol,etc. Para a carne é a mesma coisa. As terras argentinas,por exemplo, são riquíssimas em nutrientes,portanto,o capim de lá vai alimentar melhor o gado e a carne sairá com melhor qualidade no sabor’’,esclarece

E qual a carne mais cara do mundo?

“Atualmente o boi japonês,que é um boi super bem alimentado,que recebe até massagem por parte dos criadores. Um quilo de carne do boi japonês,custa cerca de 500 dólares’’,avisa.

 E como o Brasil está hoje no mercado da carne?

“Temos o maior rebanho bovino do mundo. Mais de 200 milhões de cabeças de gado. O Brasil hoje está ao lado de gigantes da produção bovina,como EUA,Austrália,Argentina e Uruguai. E a qualidade da nossa carne também melhorou bastante’’,garante

Na entrevista, Sylvio conta ainda uma história que pouca gente sabe: quem descobriu o corte mais popular do boi,a picanha,foi um brasileiro!!!

E ele também dá dicas de quais vinhos combinar com os mais variados cortes de carne.



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Lauro Cavalcanti

Data: 02/10/2012

Lauro Cavalcanti

Como a arquitetura pode ajudar na melhor ocupação do espaço urbano? Qual a relação entre arquitetura e arte?
O Brasil tem uma arquitetura de qualidade?

O programa Marcia Peltier desta terça feira, dia dois de outubro traz como entrevistado o arquiteto e antropólogo, Lauro Cavalcanti.

Lauro Cavalcanti é arquiteto, com Doutorado em Antropologia e Pós-Doutorado em Cultura Contemporânea pela UFRJ.
É professor da Escola Superior de Desenho Industrial. Também é o atual diretor do Paço Imperial e escreveu vários livros sobre a história da arquitetura no Brasil.

“O Brasil teve nos anos 40 e 50 do século  passado,a melhor arquitetura do mundo’’,afirma.

E como isso ocorreu?
“Muito por causa do governo Getúlio Vargas,que resolveu investir no Rio de Janeiro e transformá-lo na ‘’capital do Estado Novo’’. Isso possibilitou que um estrangeiro,o franco-suíço Le Corbusier e uma geração de novíssimos arquitetos brasileiros,como Oscar Niemeyer,Lúcio Costa e outros, tivessem a oportunidade de mostrar seu talento.É dessa época o prédio do Palácio Gustavo Capanema,no Rio,que foi sede do Ministério da Educação e é o primeiro arranha-céu no estilo modernista do mundo’’,exemplifica.

E como está essa arquitetura hoje?
“A arquitetura brasileira teve um auge na construção de Brasília. Depois começou a decair por conta de altos custos,o regime militar e também porque os grandes investimentos arquitetônicos eram feitos pelo estado. As construtoras da iniciativa privada não investiam muito no talento dos arquitetos. Por isso você vê hoje por aí vários prédios no estilo ‘’neo-horroroso’’,brinca.

E as chamadas “casas ecológicas”?É uma tendência?
“As construções que tem uma preocupação de serem sustentáveis e estarem em harmonia com o meio ambiente são válidas. Só acho que elas não precisam ser feias’’,fala rindo.

E o Paço Imperial,que você hoje dirige?
“O Paço tem uma importância fundamental. Ele foi a sede administrativa da Coroa Portuguesa quando Dom João VI chegou ao país. Fizemos a reforma e manter aquela área preservada é importante para a memória nacional’’,garante

E como é o Lauro Cavalcanti?
“Eu sou um curioso que quer sempre aprender mais”,afirma.

Na entrevista,Lauro conta ainda o dia em que a rede de dormir,tão tradicional no Brasil,fez sucesso numa exposição de artes na Europa.

Você não pode perder Lauro Cavalcanti no Marcia Peltier Entrevista, agora direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, nesta terça-feira, às 22h30min.



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Marcos Calliari

Data: 25/09/2012

Marcos Caliari

Você já ouviu falar da Geração Y? Bem, é só olhar ao redor e você vai encontrar nativos desta geração em todos os lugares.

O Programa Marcia Peltier desta terça feira, dia 25 de setembro traz o economista ,empresário e escritor Marcos Calliari.

Marcos Calliari é um dos autores do livro “Código y: Decifrando a Geração que Está Mudando o Brasil”.O livro traz uma extensa pesquisa sobre os jovens nascidos entre 1980 e 1995 no Brasil,como se comportam e interagem com os estímulos da vida moderna.

Ele é formado em economia pela USP, com Pós-Graduação em Marketing também pela USP e em Estratégia, na França.

Foi um dos fundadores da Agência na Mosca, especializada em marketing para o público jovem.

Marco ainda arranja tempo para ser mergulhador de resgate e montanhista, já tendo feito expedições aos montes Himalaia, Kilimanjaro e Fuji.

Mas como se define a tal “Geração Y”?

“Este termo Geração Y foi criado para denominar os jovens entre 15 e 32 anos de idade,que são a geração que veio depois dos baby-boomers e da Geração X,que foram as duas outras etapas geracionais que precederam os Y”,declara.

E quais as caraaterísticas dessas gerações anteriores?

“Os baby-boomers nasceram logo após a Segunda Guerra Mundial. Representam um mundo de otimismo,devido ao fim da guerra. É uma geração que nasceu sobre um regime de muita autoridade na sociedade na família,na escola…mas foi também uma geração que quebrou padrões de comportamento,como a revolução sexual,a ida da mulher para o mercado de trabalho,mais liberdade de escolha para os jovens e etc”,afirma.

E a geração X?

“Os X geralmente são filhos dos baby-boomers..são uma geração que também nasceu com a questão da hierarquia,tinha o pai ainda chefe de família,é uma geração que sabe lidar melhor com a frustração”,diz.

E os Y?

“Essa geração não aceita hierarquia. Eles não tiveram mais o pai como centro de poder na família.E com o avanço tecnológico,que eles dominam mais,eles acabam sendo a grande fonte de informação da família,na hora de por exemplo dar as dicas de como comprar um carro ou em que hotel se hospedar numa viagem.Eu digo que se a família hoje tem um chefe,é o jovem”,fala rindo.

E em relação ao mercado de trabalho?

“É uma geração,que como eu falei,não aceita a hierarquia. Ela crê na meritocracia.Por isso as empresas precisam se adaptar a eles,já que é uma geração que tem muito talento,principalmente na área do uso de ferramentas tecnológicas”,afirma.

E quais seriam os grandes problemas desta geração?

“Creio que a superficialidade é um.Eles não conseguem se aprofundar mui to nos temas. É uma geração que não aprende ouvindo,ela é cinestésica,isso cria de cara um problema para os modelos de educação que ainda se usam hoje nas escolas,que parecem estar ainda,sem qualquer exagero, no ano de 1200…”,garante.

E questão da hiperexposição?

“Essa é uma geração que não vê limites entre a vida privada e a vida pública..acha que tem que compartilhar tudo,expor sua intimidade nas redes sociais e etc. E é uma geração também extremamente narcisista”,completa,

No programa,Marcos fala ainda da “geração Z”,a geração de menos de 15 anos de idade hoje e que vai suceder os Y.

Você não pode perder Marcos Calliari no Marcia Peltier Entrevista, agora direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa.

Professor Serpa

Data: 18/09/2012

Professor SerpaO Programa Marcia Peltier Entrevista traz uma nova oportunidade para o público conhecer toda história,tradição e glamour da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa.Nesta terça feira, dia 18 de setembro o programa apresenta mais uma vez a entrevista com o professor Carlos Alberto Serpa.

A Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa é um palacete do século XX, tombado pelo Patrimônio Cultural da Prefeitura do Rio de Janeiro e que hoje se tornou um centro de arte, cultura e gastronomia na Zona Sul da cidade.

No programa desta semana  você vai saber toda história do local onde  programa está sendo exibido,com  o novo cenário,uma criação do renomado cenógrafo Abel Gomes.

E o entrevistado que recepciona a apresentadora Marcia Peltier nesta nova fase do programa, é um dos maiores educadores do país: o professor Carlos Alberto Serpa, presidente da Fundação Cesgranrio e também o Diretor-Geral da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa.

O professor Serpa também é um conceituado antiquário,de uma família de tradição nessa área. Ele vai mostrar todas as obras de arte e a decoração que  dão o tom grandioso do local,num agradável ”tour” pela Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa.

E a  mulher do professor Serpa,Beth Serpa,vai nos apresentar um desfile exclusivo com atores vestidos com os  figurinos usados nos shows de época apresentados na Casa Julieta de Serpa. Figuras como Napoleão Bonaparte,Maria Antonieta,Romeu e Julieta ganham vida diante de sua tela de tevê.

No programa você vai conhecer ainda a história de amor que deu origem à construção da Casa, vai ver a mistura do histórico com o moderno nos espaços gastronômicos e ainda  vai saber do colar que fez a Rainha da França,Maria Antonieta literalmente perder a cabeça durante a Revolução Francesa.

Você não pode perder a nova temporada do Marcia Peltier Entrevista,agora direto da Casa de Cultura Julieta de Serpa, na próxima terça-feira, às 22h30min na CNT.

Rico de Souza

Data: 04/09/2012

Rico de Souza

O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia quatro de setembro, recebe o surfista e empresário Rico de Souza.

Rico é uma lenda do surfe nacional. Foi um dos pioneiros neste esporte no país. Nasceu e se criou entre as ondas da Zona Sul do Rio.

“Eu com 16 anos já surfava ali pelo Leblon,Arpoador,Copacabana.Na época surfista tinha fama de malandro”,comenta

Na década de 70 já era campeão brasileiro de surfe e disputava campeonatos pelo mundo.
“Comecei a fabricar minhas pranchas,depois a fabricar e vender pranchas para os amigos.Comecei a me profissionalizar,e a família percebeu que  o surfe era algo sério na minha vida e aí aceitou.”,conta.

Rico entrou para o Guiness Book, o Livro dos Recordes, ao surfar com a maior prancha do mundo.
“Foi uma prancha de quase 10 metros .No começo ela embicava na onda quase toda hora e eu não conseguia.Mas teve uma hora que consegui e isso foi transmitido ao vivo pela tevê”,recorda.

Ele também voltou a freqüentar o Guiness ao colocar o maior número de surfistas na mesma onda. Além disso,é um defensor do meio ambiente e usa o surfe em projetos sociais com crianças carentes.
“Eu fundei em 1982 a primeira escolinha de surfe do Brasil.Hoje tenho campeões formados lá disputando campeonatos pelo mundo.Entre eles o Phil Rajzman,filho do Bernard do vôlei,que hoje é campeão de bodyboard”.afirma.

Já ganhou o título de “embaixador do surfe brasileiro” e agora, aos 60 anos de idade virou tema de um documentário.
No programa Rico conta ainda,como escapou da morte ao surfar uma onda gigantesca no Havaí e também a incrível história de quando ele fugiu da polícia pelo mar,indo do Arpoador até São Conrado na prancha,numa época em que o surfe era proibido em algumas praias do Rio.

Marcelo Néri

Data: 28/08/2012

O Programa Marcia Peltier desta terça-feira, dia 28 de agosto entrevista  um dos maiores especialistas em políticas públicas do país, o economista,professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Néri.

Neri é economista com mestrado pela PUC -RJ e com Pós-Doutorado  pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.
Faz parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, da  Presidência da República.É diretor do Centro de Políticas Sociais da FGV.

Já foi considerado um dos 100 brasileiros mais influentes, pela revista Época.
Escreveu o livro ‘’A Nova Classe Média: O Lado Brilhante da Base da Pirâmide’’.

“Nos últimos governos,de Itamar Franco para cá,passando por Fernando Henrique,Lula e agora Dilma,mais de 40 milhões de pessoas ascenderam para a classe C. Isso provocou uma grande mudança no país”, afirma

E isso se deve à estabilidade econômica e aos programas sociais dos governos?
“Também. O controle da inflação e programas inclusivos tem um papel muito importante. Mas o que proporcionou isso mesmo foi o emprego com carteira assinada. A carteira de trabalho é o grande símbolo desse aumento de poder aquisitivo de grande parcela da população brasileira”, diz.

Mas e essa questão do endividamento do brasileiro?
“Na verdade  isso é consequência do dado anterior. As pessoas com carteira assinada, emprego formal, podem fazer crediários, comprar a prazo e isso pode levar ao endividamento”, afirma.

Então aquela metáfora da ”Belíndia”que o Brasil teria uma parte da população tão rica quanto a Bélgica e outra parte tão pobre quanto a Índia,desapareceu?
“Na verdade ela ainda é válida,só que com uma mudança: hoje você tem uma parte da população que cresce economicamente tanto quanto a Bélgica,ou seja, cresce menos…e outra parte que cresce tanto quando a Índia, que é um dos grandes emergentes do mundo moderno”, afirma.

E neste processo, existe um possibilidade de estagnação geral ou de um retrocesso econômico no país, algo semelhante às crises que vemos no EUA e na Europa?
“Para que isso não aconteça, o Brasil precisa fazer o dever de casa. Existem dois gargalos que devem ser trabalhados, que são:  educação e a previdência social. É preciso investir em reformas nessa área.”

Luiz Fernando Dale

Data: 21/08/2012

Você acha ético  escolher o sexo do seu futuro filho? E a gravidez na idade madura, ainda é um risco? Quais os limites da ciência na área da reprodução humana?

O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia 21 de agosto recebe o medico especialista em reprodução humana Luiz Fernando Dale.

Dale é médico com especialização na Universidade de Paris. Foi diretor do Setor de Reprodução Humana do Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz no Rio de Janeiro.
“Existe um mito sobre a reprodução humana.Que seria fácil engravidar.Na verdade não é tanto assim.Um casal que se relaciona com certa freqüência pode ter em média 30% de chances da mulher engravidar.O que não é muito’’,esclarece.

Mas em relação à fertilidade,ainda existe o mito que geralmente o problema está na mulher.
“Isso é um mito.Eu  diria que se um casal tem dificuldades para gerar um filho,o problema pode estar na mulher,no homem ou em ambos’’,diz.

E existe alguma forma de se precaver?
“O ideal é que o casal faça alguns exames para detectar a causa do problema.No homem,um espermograma é suficiente’’,explica

Luiz Fernando Dale é integrante da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva e da Sociedade Européia de Reprodução Humana.

E em relação à fertilidade da mulher?

“O fato é que o ovário tem prazo de validade.Até os 35 anos a mulher tem maiores chances de engravidar.Após essa faixa etária o índice de possibilidades diminui. Mas hoje já existem técnicas que permitem estender as chances após essa idade’’,conta.

O doutor  Dale  explica que técnicas são essas para prolongar a vida fértil da mulher.E conta ainda porque os homens não devem ‘’temer’’ o espermograma.

Márcia Peltier Entrevista, agora direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, nesta terça-feira, 22h30min.



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Luiza Helena Trajano

Data: 14/08/2012

Luiza Helena Trajano

O Programa Marcia Peltier entrevista desta terça feira, dia 14 de agosto recebe a empresária Luiza Helena Trajano,presidente do Magazine Luiza.
Ela é a primeira entrevistada a ocupar o novo cenário do programa na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa

Com o lema ‘’Vem Ser Feliz’’, Luiza está a frente de uma das maiores redes varejistas do país.
“Eu comecei muito cedo na loja, fundada pelos meus tios.Uma loja de uma cidade do interior de SP,como é Franca e que hoje é uma das maiores do país.Sempre gostei do varejo”,conta.

O Magazine Luiza tem mais de 50 anos de existência e já foi considerada  14 vezes seguidas como uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil pelas revistas Exame e Época.

“Entramos 14 vezes no ranking Great Place To Work como uma das empresas onde os colaboradores estão mais satisfeitos. Isso é muito raro no setor de varejo.Mas lá no Magazine Luiza nos procuramos ouvir as pessoas.Temos ritos como cantar o Hino Nacional,o hino da empresa,temos um rito de comunhão e comunicação plena com o portal,a TV e a rádio Luíza’’,afirma.

Toda essa excelência já foi reconhecida até pela mais famosa escola de gestão do mundo: a universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
“Hoje é moda falar em gestão de pessoas. Mas a gente já faz isso há mais de 20 anos.No início diziam que era coisa de empresa do interior,essa preocupação com os funcionários,mas hoje estamos na liderança do mercado justamente por isso’’,garante.

A empresa implantou um modelo que se resume em respeito aos clientes, aos funcionários e à toda sociedade.
“Este Brasil tem um potencial imenso para crescer. O mundo está na UTI da economia,mas o Brasil está só no hospital.Podemos progredir muito e eu quero fazer parte dos 20% de pessoas que fazem a diferença e não dos 80% que olham a banda passar’’

Luiza Helena Trajano conta tudo sobre este caso de sucesso no mundo empresarial brasileiro,no Márcia Peltier Entrevista,agora direto da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa.

Eduardo Moreira

Data: 31/07/2012

O Programa Marcia Peltier entrevista recebe nesta terça-feira, dia 31 de julho, o economista e esportista Eduardo Moreira.

Ele é um profissional bem sucedido no mercado financeiro,  formado  em Engenharia Civil pela PUC-RJ e em Economia na Universidade da Califórnia. Nos Estados Unidos, chegou a disputar competições de atletismo. Mas foi a paixão  pelos cavalos que o levou a escrever o livro ‘’Encantadores de Vidas’’.

“Sou do Rio, mas fui morar em São Paulo por causa do meu trabalho. Como sinto muita falta da natureza, comprei uma fazendinha próxima à cidade e resolvi comprar um cavalo, pois amo esses animais. Só que eu comprei um cavalo pela internet e quando fui montar, ele começou a empinar que nem cavalo de rodeio texano e me jogou no chão”, conta.

Este primeiro tombo, deu o primeiro passo na história que ia mudar a vida dele.

“Eu decidi ir para os EUA fazer o curso do Monty Roberts, conhecido como o ‘’encantador de cavalos’’. Ele criou um método mais rápido e sem violência de domar  esses animais. Só que  fazer o curso dele é uma peneira, só 40 pessoas do mundo inteiro fazem o curso anualmente, mas eu acabei conseguindo e hoje o Monty é como se fosse um outro pai para mim’’, afirma.

Mas qual a mágica desse método do Monty Roberts?

“O Monty quando era criança era obrigado pelo pai a caçar cavalos mustangs selvagens nos campos do oeste americano. Ele começou a perceber que  cavalos arredios, que ficavam afastados do bando,se comunicavam com a  égua líder do grupo através de sinais. Eram sinais como trotar em círculo perto do grupo, baixar a cabeça ,entre outros. E ele começou a repetir esses movimentos com os cavalos que ele tinha que domar’’, fala.

E esse método dá certo?

“Sim. Para você ter uma idéia, o método tradicional de amansar o cavalo, que é muito duro com o animal, pode durar até seis semanas. No método do Monty, sem violência, você amansa o animal em 20 minutos’’, garante.

E seu encontro com o Nuno Cobra, o preparador do Ayrton Senna?

“Isso foi provocado pelo segundo tombo que levei na vida. Eu estava correndo para pegar um táxi num dia de chuva em São Paulo, quando escorreguei com o piso molhado  e tive um sério acidente com meu pé. Por pouco não perdi meu pé. Foi a mesma época em que decidi começar um processo de preparação física com o Nuno. E aí descobri o método dele que se resume a FAZER”, diz.

Mas como seria isso?

“O Nuno diz que temos de fazer exercício na zona de conforto, ou seja, devemos respeitar os limites do corpo, não exigir além do que ele pode aguentar. E o FAZER a que ele se refere é cumprir as orientações prescritas, como por exemplo: se alimentar bem,dormir cedo e etc”,relembra.

E depois dessa experiência, você resolveu escrever o livro?

“Sim, pois decidi que essas experiências com esses dois encantadores de vidas não poderia ficar só comigo. E resolvi contar isso num livro, para ajudar outras pessoas. Daí a ideia do livro Encantadores de Vidas’’, explica.

E ele se define da seguinte maneira:

“Sou um sonhador, que acredita que tudo que a gente pensa, pode ser realizado’’, conclui.

No programa, você vai ver ainda as imagens de um vídeo no qual Eduardo amansa um cavalo, utilizando o método revolucionário de Monty Robert.

MÁRCIA PELTIER ENTREVISTA

TERÇA- FEIRA – 22:30

Sócrates Nolasco

Data: 24/07/2012

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 24 de julho, o psicoterapeuta, professor e escritor Sócrates Nolasco.
Ele se formou em Psicologia. Fez mestrado na PUC-RS e doutorado na PUC-RJ.
É professor na Escola de Comunicação da UFRJ e na UERJ.

É também um estudioso da imagem masculina na sociedade. Escreveu livros que se tornaram grandes sucessos, como “O Mito da Masculinidade “.

“Este mito se baseia na idéia de que o homem deve ser durão. Porque ser homem depende de reconhecimento. O homem tem que passar por certos ritos,na sociedade,para se confirmar como homem. Já a mulher não precisa disso”,afirma.
E o que isso acarreta?

“Quando o homem fracassa amorosamente,financeiramente ou sexualmente,isso traz problemas para ele”,diz.
E quando essa contradição se acentuou?

“Depois da 2ª Guerra Mundial,quando a mulher foi trabalhar e o homem deixou de ser o provedor absoluto da casa e da família,a questão ficou mais exposta”,acrescenta.

Sócrates também escreveu “De Tarzan a Homer Simpson: Banalização e Violência Masculina em Sociedades Contemporâneas Ocidentais”.

“Tarzan encarnava o mito da masculinidade,o homem que dominava. Homer Simpson é o oposto,representa o homem moderno que agora vê a mulher ocupando espaço no mercado de trabalho,se colocando também
como provedora do lar e este homem não sabe como se comportar com esta realidade”,fala.

Sócrates também estuda a questão da violência nas sociedades ocidentais e chegou a uma conclusão.

“A violência é masculina. Os homens estão meio perdidos,não entendem bem seu papel no mundo atual e isso gera,principalmente nos jovens,comportamentos violentos na busca de auto-afirmação,como a gente vê por exemplo em brigas de torcidas,no uso de drogas e na violência no trânsito”, observa.
E qual seria a solução?

“Acho que a família é fundamental. É o que eu digo aos pais: façam ao menos uma refeição por semana com seus filhos…nos finais de semana,pelo menos um passeio juntos..nas férias,uma viagem juntos…essa proximidade com os filhos é fundamental para tentar mudar essa realidade da violência entre os homens jovens”, comenta.
E como este estudioso do comportamento se define?

“Sou uma metamorfose,não ambulante,mas em constante transformação…e adoro viver”,conclui.

Marcelo Copello

Data: 17/07/2012

Marcelo Coppelo
Jornalista e sommelier, Marcelo Copello é um dos maiores especialistas do Brasil quando o assunto é vinho. Ele foi eleito o mais influente jornalista de vinhos, pela Revista Meininger, a mais conceituada publicação de vinhos do mundo.

Foi escolhido pelo site Enoeventos, como a Personalidade do Vinho em 2011.

“Para se conhecer bem um vinho,é preciso saber qual uva é utilizada,em que região esta uva é plantada…”conta.

Um de seus livros, ganhou em Paris, o Prêmio Gourmand World Cookbook ,na categoria de Melhor livro Sobre Vinhos Europeus.
É colunista da revista Veja Rio online e também colabora com várias publicações estrangeiras.

Ele criou a Escola Mar de Vinho e fundou a Sociedade Brasileira de Amigos do Vinho.”O Brasil está crescendo bastante nesse mercado. Hoje o Brasil já exporta vinhos e a classe C brasileira já descobriu o vinho”,relata.
Já visitou mais de 500 vinícolas no Brasil e em países como França, Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Estados Unidos e África do Sul. Chega a fazer degustação em cerca de 5 mil vinhos por ano.

“Na América do Sul,o melhor vinho é feito no Chile,onde elas usam muito a uva Cabernet Sauvignon. Depois vem a Argentina,com predominância da uva Malbec e em terceiro o Brasil,onde se faz muito vinho com a uva Merlot,na Serra Gaúcha”,conta.

E onde se faz o melhor vinho do mundo?”Ainda é na França.Porque lá eles tem uma cultura de 400 anos no preparo do vinho”,explica. E existem vinhos muito caros?”Existem sim.Temos vinhos como por exemplo,o Romanée Conti,cuja garrafa pode chegar a milhares de euros”, revela.

No programa,Marcelo conta o dia em que participou de uma “pisa” em Portugal,aquele processo de amassar as uvas com os pés para a fabricação do vinho e também revela um sonho: “Eu queria que o mar de Copacabana se transformasse em vinho”,brinca.



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Suzana Leal

Data: 26/06/2012

O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça feira, dia 26 de junho traz a empresária, consultora e escritora Suzana Leal.

Suzana atuou quase 20 anos no setor de Relações Públicas e Publicidade de uma estatal na área de telefonia. Mas deu uma virada na vida e se tornou empresária e escritora.

“Eu era executiva mas larguei tudo para acompanhar meu atual marido, advogado tributarista, E confesso que gostei de ser esposa”, conta.

Mas logo ela procurou outra ocupação. Suzana criou uma loja de lingeries na zona sul do Rio de Janeiro, a Pselda.

“Eu notava que as mulheres tinha dificuldades em associar lingerie com sedução. E a proposta da minha loja era: se nunca aconteceu nada na sua vida amorosa, vamos dar um toque de pimenta nela”, diz.

Mas no início a loja ficou conhecida como sex-shop?”Sim, mas não era sex-shop. Eu acho sex-shop algo muito explícito. As coisas ficam muito expostas. Na minha loja eu tinha um quartinho onde as mulheres podiam conhecer brinquedinhos eróticos”, conta.

E como foi a reação? “No início as mulheres chegavam, ficavam olhando, disfarçando e eu percebia logo o que elas queriam. Levava até o quartinho e explicava tudo. Afinal, vamos deixar essa vergonha de lado né? Como pode uma mulher de 40 anos ficar com vergonha de ver um vibrador?”, afirma.

Melhorar a relação com o parceiro, passa também pelo aumento da auto-estima?”Com certeza. A mulher deveria sempre  ao tomar banho ou se olhar no espelho dizer: sou linda, sou gostosa, sou poderosa”, fala rindo.

Ela também escreveu o livro: ” Doutora Sedução e os Segredos de Pselda”. “Meu livro dá dicas de como a mulher pode melhorar sua vida sentimental e sexual.E fico orgulhosa de poder afirmar que já salvei vários casamentos. Pois é a mulher que segura o casamento”, conta.

E como essa empresária e consultora se define? “Eu sou uma menina, que adora ser mulher e quero ajudar as mulheres a se sentirem cada vez melhores”, conclui.



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David Zee

Data: 19/06/2012

O programa Marcia Peltier Entrevista entra no clima da Rio +20. O bate papo desta semana será sobre o que podemos esperar de resultados da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que está sendo realizada no Rio de Janeiro.

O convidado é um especialista no tema: o ambientalista, engenheiro civil e professor David Zee. Ele é engenheiro civil com mestrado em Oceanografia pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos e possui doutorado em Geografia pela UFRJ.

É professor da UERJ e da Universidade Veiga de Almeida.

Mas afinal, quais as definições que podem sair desta conferência? “Primeiro é preciso lembrar que essas conferências sobre o meio ambiente começaram em Estocolmo em 1972, Depois, tivemos a Rio-92 e agora a Rio Mais 20. Várias agendas vem sendo discutidas neste 40 anos e a conscientização sobre o desenvolvimento sustentável vem avançando”, diz.

A questão da troca do combustível fóssil é primordial para esta agenda dar certo?

“Os combustíveis fósseis como petróleo e carvão ainda são usados. No Brasil, nos temos a questão do pré sal. Seria uma estupidez não utilizar esses recursos. A questão é: como prospectar petróleo em águas profundas sem colocar em risco o meio ambiente”, declara.

E o tema do meio ambiente já chegou a se tornar um debate comum entre as pessoas? ‘Isso tem que ser assim, não podemos ficar dependendo somente das ações dos governantes. Nós, os cidadãos comuns, precisamos fazer a nossa parte”, recomenda.

E como seria isso na prática? “Por exemplo, separando o lixo para coleta seletiva. Tive uma experiência no bairro da Barra da Tijuca , aqui na Zona Oeste do Rio, onde alguns condomínios treinaram as empregadas domésticas, os zeladores e porteiros para a coleta seletiva. E depois, o lixo que era comprado por empresas de reciclagem, era revertido em cestas básicas para essas pessoas. É um ciclo completo da cadeia produtiva da economia verde”,garante.

E além das pessoas, quem mais precisa se integrar a este movimento?”As empresas. Os empresários precisam se conscientizar definitivamente que devem se ajustar  a indústria se tornar menos poluente. E isso podeser um diferencial de mercado. Muitas pessoas hoje compram produtos porque eles são biodegradáveis e não deixam resíduos na natureza”,afirma.

E como este “defensor do planeta” se define? “Eu sou uma pessoa que acha que cada um deve fazer a sua parte nesta questão da preservação do planeta. O ser humano deve ser senhor do seu próprio destino”,conclui.



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Eneida de Oliveira

Data: 12/06/2012

O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira 12 de junho recebe a psicóloga, psicoterapeuta e professora Eneida de Oliveira.

Eneida é uma estudiosa da  busca pela  identidade interior e  da essência humana,através do auto-conhecimento.

“O ser-humano vive uma busca constante por se conhecer melhor, por procurar o sentido da vida, da presença dele no mundo. Nós não somos só corpo. Também somos alma. Por isso é importante trabalhar a espiritualidade’’, diz.

Eneida é formada em Psicologia pela UFRJ. Já atuou como professora na PUC-RJ e é especialista em Psicologia Junguiana.

“O Jung, que foi discípulo do Freud, percebeu que nem todos os problemas psicológicos das pessoas estavam ligados a experiências ou traumas sexuais Para ele existe o inconsciente coletivo’’, fala.

E o que seria isso? “O inconsciente coletivo é a memória de toda a história humana, que é repassada de geração para geração através da memória celular’’, explica.

E o que isso provoca na prática? “As pessoas acabam tendo comportamentos que não são criados por ela, são memórias de gerações passadas. Por exemplo: um comportamento agressivo por parte de uma pessoa, pode ser uma herança de comportamentos passados de outros integrantes da família dela’’, conta.

E como resolver isso? ‘’Por isso a psicologia junguiana procura a busca um elo auto-conhecimento, para se trabalhar essas questões’’, fala.

Eneida também dá aulas de  Yoga e Educação Pelo Movimento. E agora depois de 40 anos atuando em consultório, começou a atender na casa dos pacientes.

“Eu passei a atender clientes terminais, em suas residências. Existe algo muito comum para  o ser-humano, que é quando as pessoas se dão conta da finitude da vida, geralmente começam a procurar se conhecer melhor’’, afirma.

E não há uma forma de adiantar este processo de auto-conhecimento? “Isso poderia começar já com as crianças, em idade escolar. A arteterapia é uma boa forma de iniciar este processo com as crianças’’,sugere.

Eneida também é autora do livro ‘’Universo Feminino: Presença e autonomia’’.

E como ela definiria essa própria busca dela pelo auto-conhecimento?

“Ciência e espiritualidade podem andar juntas’’, conclui.



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Carlos Eduardo Couri

Data: 05/06/2012

O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira 5 junho recebe um dos responsáveis por uma pesquisa científica com células tronco para o combate ao diabetes, feita no Brasil e que é referência mundial: o médico endocrinologista Carlos Eduardo Couri.

O diabetes mellitus já atinge cerca de 350 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde.

No Brasil, são cerca de 12 milhões de pessoas obrigadas a conviver com a doença. Mas o que é esta doença?

“O diabetes é quando o açúcar no sangue está acima de 100 mg/dl após 8 horas em jejum. E existe um limite do pré-diabético,entre 100 e 126 mg/dl, mas na prática, dependendo do histórico de vida, a pessoa já pode ser considerada diabética”, esclarece.

E qual a diferença entre diabetes do tipo 1 e do tipo 2?

“O tipo 1 geralmente aparece na infância e atinge cerca de 5% dos diabéticos. O tipo 2 é o mais comum. Vem dos hábitos, estilo de vida da pessoa e também da predisposição genética. Quem come muito açúcar, comidas calóricas, é sedentário e tem histórico de parentes de primeiro grau com diabetes deve se cuidar. O diabetes tipo 2  aparece geralmente após os 40 anos e é uma doença silenciosa, mas existem alguns sintomas como: sede em excesso, urinar em excesso, a pessoa come e perde peso, está sempre cansada”, diz.

E como se precaver?
“Fazer ao menos um exame de glicose por ano. E se a glicose estiver aicma de 100 mg/dl em jejum, procure um médcio endocrinologista”, alerta.

E o diabetes do tipo 1?
“É uma doença auto-imune. Por algum motivo que a ciência ainda não detectou, o sistema imunológico do pâncreas começa a perder o poder de produzir insulina e metabolizar a glicose no sangue. E aí as taxas sobem e está instalado o diabetes”, fala.

Carlos Eduardo Couri é PHD em Endocrinologia e pesquisador da equipe de transplante de células tronco da Faculdade de Medicina da USP, na cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Também escreveu o livro ‘’O Futuro do Diabete ”.

 E como é esta pesquisa com células tronco?

“Eu represento aqui uma equipe de 50 pessoas. Desde 2003 nós realizamos pesquisa com células tronco com pacientes do tipo 1. O resultado até agora é de que 25 voluntários, 21 deixaram de precisar tomar insulina”, revela.

E como isso é feito na prática?

“Através de quimioterapia, nós desligamos o sistema imunológico do paciente. Então, quando ele é religado, o organismo passa a produzir insulina novamente. É como o sistema imunológico dele nascesse de novo”, conta.

Podemos esperar então um dia a cura do diabetes?

“A gente que atua em pesquisa não gosta de falar em cura. Até porque, os pacientes tem que continuar levando uma vida regrada, se alimentando bem, fazendo exercício físico, mesmo não precisando mais tomar insulina. Mas a pesquisa com células tronco é algo que é precisa de avaliação a longo prazo. A gente não sabe se daqui a 10, 15 anos vai haver algum efeito colateral no uso das células. E essas questões precisam ser respondidas, antes de se gerar um novo tratamento ou medicamento”, explica.

E essa pesquisa feita na USP de Ribeirão Preto já ganhou o mundo?

“Hoje nós somos referência mundial nessa área. Várias instituições de pesquisas médicas nos Estados Unidos e na Europa já seguem nossa linha nas pesquisas que eles fazem lá. É importante dizer também que temos apoio do CNPQ, da FAPESP e do Ministério da Saúde”, comenta.

Mas que recado poderia ser dado ao paciente diabético?

“Seguindo as recomendações médicas e mudando o estilo de vida, o diabetes é uma doença absolutamente controlável”, garante.

E como este médico e pesquisador se define?

“Eu quero cada vez mais ajudar os diabéticos a terem uma vida melhor”, conclui.



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Denilson Monteiro

Data: 29/05/2012

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 29 de maio, o pesquisador e biógrafo Denílson Monteiro.

Ele é um dos maiores especialistas em biografias do país e lançou recentemente   “A Bossa do Lobo’’, onde conta a vida de um dos mitos da Bossa Nova, o  compositor e jornalista Ronaldo Bôscoli.

“Eu sempre fui fã do Ronaldo Boscôli e da Bossa Nova. Isso incentivou a fazer a pesquisa e escrever o livro. Sou um apaixonado pelo meu trabalho’’,conta.

E quais foram as descobertas interessantes sobre a personalidade do Bôscoli?

“Ele tinha Síndrome do Pânico. Doença que na época não era muito conhecida,era chamada de neurose de angústia. Mas ele chegou a ser internado por isso. Ele tinha surtos de pânico,chegou uma vez a dizer que o mundo ia acabar. Por isso ele nunca andava na rua sozinho. Ou tinha um secretário ou uma namorada’’,revela.

O Miêle,parceiro do Bôscoli,dizia que ele era um ‘’demônio’’. É isso mesmo?

“O Ronaldo Bôscoli não era fácil. Ele tinha o apelido na adolescência de Veneno. Diziam que se ele mordesse a língua ia morrer envenenado’’,diz.

E quem era Ronaldo Bôscoli.

“Era um jornalista ,um compositor talentoso e um grande sedutor. Ele namorou a Maysa,a Nara Leão e casou com a Elis Regina. E isso causava muita confusão. Ele se envolveu com a Maysa ,quando era noivo da Nara. Um dia a Maysa chega com ele no aeroporto de uma viagem à Argentina e apresenta o Ronaldo como seu futuro marido. A imprensa publicou,a Nara ficou uma fera,rompeu o noivado e nunca mais quis ver o Bôscoli’’,fala.

E a vida dele com a Elis Regina?

“Isso foi uma novela. Eles antes se odiavam, por causa de um show que o Boscôli organizou e a Elis faltou. Mas um dia foram chamados pra trabalhar juntos novamente.E o Bôscoli comentou: se ela falar de novo comigo,eu falo também. Se ela der bom dia,eu caso.E foi o que acabou ocorrendo’’,conta rindo.

Denílson fez pesquisa de texto e imagens para o livro sobre Tim Maia, escrito por Nelson Motta.

Também fez pesquisas para o livro de memórias do cantor Erasmo Carlos e para a biografia do comediante Bussunda.

Em 2008 lançou ‘‘Dez Nota Dez’’ biografia do produtor, ator e compositor Carlos Imperial.

“O Imperial era uma figura que decidiu sempre gerar polêmica,pois segundo ele,bonzinho não tinha vez. Ele foi calouro de programas de auditório e batia boca com a platéia,inventava histórias para se promover e chegava ao ponto de registrar como dele,músicas de domínio público,como Meu Limão Meu Limoeiro,o Cravo Brigou Com a Rosa. Ele ainda dizia: eu tenho composições minhas que foram feitas antes de eu nascer’’,diverte-se ao contar.

E as experiências dele no cinema?

“O Imperial fez filmes eróticos,com títulos como “O Sexomaníaco’’A Banana Mecânica’’… Uma vez,ele pagou a um grupo de figurantes para irem até a porta de um cinema que passava o filme dele para protestar e acusar o filme de ser imoral. Tudo armado por ele para chamar a atenção para o filme’’,relembra.

Ele foi então o ‘’pai do factóide’’?

“Para se ter uma idéia,um dia ele lançou um boato que os Beatles tinham gravado “Asa Branca’’ do Luiz Gonzaga. Tudo mentira é claro…só que a carreira do Luiz Gonzaga deu um novo salto com isso. Um dia o Imperial quis desmentir o que ele mesmo tinha inventado e o Luiz Gonzaga disse pra ele: de jeito nenhum,,agora que eu estou fazendo um monte de shows,vendendo mais discos e ganhando dinheiro?Deixa como está’’,relembra.

No programa,Denílson conta ainda o dia em que Carlos Imperial ‘’ameaçou’’ o publicitário Washington Olivetto e a história da ‘’briga’’ falsa  entre Imperial e Ronaldo Bôscoli.

Você não pode perder o pesquisador Denílson Monteiro no Marcia Peltier Entrevista , na próxima terça-feira, às 22h30min, na CNT.



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Jose Hugo Celidônio

Data: 22/05/2012

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 22 de maio, um dos mais conhecidos chefs do país: José Hugo Celidônio.

Ele trabalhou em espaços que marcaram época no Rio, como o Flag, o Clube Gourmet e o Gourmet Praia. E já fazia sucesso numa época em que não havia ‘’glamour’’ na cozinha.

“Antigamente as pessoas não tinham idéia do que se passava dentro de uma cozinha. Na década de 80 eu comecei trazer chefs internacionais como os franceses Pierre Troisgois e o Alain Chapel para dar cursos aqui. Aí houve uma virada na maneira de se ver a gastronomia. Hoje você tem várias universidades que oferecem cursos de gastronomia em nível superior.Virou uma carreira’’, comenta.

José Hugo escreveu vários livros sobre gastronomia e também dá dicas de receitas no jornal “O Globo’’. E chegou a ter um quadro de culinária na tevê, o ”Lugar de Homem é na Cozinha’’, na Rede Manchete.

José Hugo foi responsável por várias inovações, entre elas, o lançamento do carpaccio nos menus do Rio e do país.

“Na década de 80 eu tinha voltado de uma viagem a Veneza onde tinha experimentado o carpaccio. Lancei o prato aqui no Clube Gourmet em Botafogo e no início houve resistência. Lembro de uma senhora que um dia foi lá no restaurante e disse: eu não me vesti e saí de casa para comer carne crua. Mas ela acabou provando e gostando e disse que ia voltar para comer novamente o carpaccio e eu brinquei com ela: mas agora venha vestida para comer carne crua’’,lembra.

Nesse caminho por buscar a inovação ele conta até de uma suposta ‘’briga’’ entre ele e o escritor João Ubaldo Ribeiro

“Eu lancei um prato que chamei de Moqueca Carioca lá no Clube Gourmet. E o João Ubaldo implicou comigo dizendo que isso era uma bobagem…que moqueca é baiana…ele não aceita nem a moqueca capixaba’’,se diverte ao contar.

Durante a entrevista José Hugo conta ainda sobre o dia em que foi cozinhar dentro da Petrobras, numa da palestra sobre Gestão do Conhecimento Petrobras e da época em que o atum, que hoje é prato comum nos cardápios, não era valorizado, ao ponto dos pescadores descartarem o peixe, porque não tinha apelo.

E como este ‘’mega-chef’’ se define?“Eu sou um cara que busca sempre a simplicidade e a felicidade’’,conclui.



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Eduardo Moreira

Data: 15/05/2012

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 15 de maio, o economista e esportista Eduardo Moreira.

Ele é um profissional bem sucedido no mercado financeiro,  formado  em Engenharia Civil pela PUC-RJ e em Economia na Universidade da Califórnia. Nos Estados Unidos, chegou a disputar competições de atletismo. Mas foi a paixão  pelos cavalos que o levou a escrever o livro ‘’Encantadores de Vidas’’.

“Sou do Rio, mas fui morar em São Paulo por causa do meu trabalho. Como sinto muita falta da natureza, comprei uma fazendinha próxima à cidade e resolvi comprar um cavalo, pois amo esses animais. Só que eu comprei um cavalo pela internet e quando fui montar, ele começou a empinar que nem cavalo de rodeio texano e me jogou no chão”, conta.

Este primeiro tombo, deu o primeiro passo na história que ia mudar a vida dele.

“Eu decidi ir para os EUA fazer o curso do Monty Roberts, conhecido como o ‘’encantador de cavalos’’. Ele criou um método mais rápido e sem violência de domar  esses animais. Só que  fazer o curso dele é uma peneira, só 40 pessoas do mundo inteiro fazem o curso anualmente, mas eu acabei conseguindo e hoje o Monty é como se fosse um outro pai para mim’’, afirma.

E seu encontro com o Nuno Cobra, o preparador do Ayrton Senna?

“Isso foi provocado pelo segundo tombo que levei na vida. Eu estava correndo para pegar um táxi num dia de chuva em São Paulo, quando escorreguei com o piso molhado  e tive um sério acidente com meu pé. Por pouco não perdi meu pé. Foi a mesma época em que decidi começar um processo de preparação física com o Nuno. E aí descobri o método dele que se resume a FAZER”, diz.

Mas como seria isso?

“O Nuno diz que temos de fazer exercício na zona de conforto, ou seja, devemos respeitar os limites do corpo, não exigir além do que ele pode aguentar. E o FAZER a que ele se refere é cumprir as orientações prescritas, como por exemplo: se alimentar bem,dormir cedo e etc”,relembra.

E depois dessa experiência, você resolveu escrever o livro?

“Sim, pois decidi que essas experiências com esses dois encantadores de vidas não poderia ficar só comigo. E resolvi contar isso num livro, para ajudar outras pessoas. Daí a ideia do livro Encantadores de Vidas’’, explica.

E ele se define da seguinte maneira:

“Sou um sonhador, que acredita que tudo que a gente pensa, pode ser realizado’’, conclui.

No programa, você vai ver ainda as imagens de um vídeo no qual Eduardo amansa um cavalo, utilizando o método revolucionário de Monty Robert



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Eduardo Neger

Data: 08/05/2012

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe um dos maiores especialistas brasileiros  em internet e  tecnologia digital, o presidente da Associação Brasileira de Internet, a Abranet, Eduardo Neger.

“Temos hoje no Brasil algo entre 80 a 85 milhões de internautas, segundo dados do IBOPE. Desses, 15 milhões tem banda larga e 45 milhões usam Internet móvel’’, fala.

Esses dados mostram que o brasileiro adora estar conectado?

“O brasileiro é o povo que mais fica online no mundo. São em média 50 horas de navegação, por pessoa, a cada mês’’, revela.

Neger já desenvolveu projetos para grandes empresas como: IBM, Petrobras, CSN, Firjan, entre outras. Ele é formadoem engenharia pela Unicampeem Direito pela PUC de Campinas. Tem pós-graduação em Direito das Telecomunicações pela FGV.

E é um dos autores do livro: ’Novas Fronteiras do Direito na Era Digital’’, que ganhou o prêmio Microsoft de Direito.



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Deise Novakoski

Data: 01/05/2012

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, 1º de maio,    feriado do Dia do Trabalho,  a sommeliére e bartender Deise Novakoski.

Ela é uma das maiores especialistas do Brasil em vinhos e drinques. Tem 25 anos de estudos na arte de combinar vinhos com os pratos.

Deise é sommeliére de um conceituado restaurante no Rio de Janeiro.

“O meu interesse pelo vinho começou cedo, em casa. Minha família trabalhava em restaurante e eu sempre quis trabalhar com o público. O restaurante é um entra e sai de gente diário…é um teatro.. entram pessoas de todos os tipos…e eu sempre quis trabalhar atendendo estas pessoas’’, conta.

Ela é Coordenadora da Pós-Graduação em Vinho e Cultura da Universidade Cândido Mendes no Rio.

Deise já participou de um programa de tevê, assina coluna em jornais e é autora do livro ‘’Vinho: Castas, Regiões Produtoras e Serviço’’.

Ela foi eleita pela revista Gula a Sommelière do Ano em 2004.

Deise faz parte da Associação Brasileira de Sommeliers, da Associação Internacional de Sommeliers e da Associação Internacional de Bartenders.



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Marco Aurélio Mello

Data: 24/04/2012

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 24 de abril o ministro do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio Mello.

Marco Aurélio Mello é um dos representantes da mais alta corte judiciária do país, o STF, aonde está há 22 anos.

Sua função primeira é defender a constituição.

“O  Supremo Tribunal Federal é importante porque tem a última palavra sobre a Constituição, esta lei maior que deveria ser mais conhecida e mais amada pelos brasileiros e principalmente pelos políticos brasileiros”, diz.

O ministro Marco Aurélio Mello é integrante do Instituto  Latino-Americano de Direito, Trabalho e Seguridade Social e da Academia Internacional de Direito e Economia.

Ele também  já foi Presidente da República em Exercício.

“Foi durante uma viagem do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao exterior em 2002. Acabou que no curto período em que assumi interinamente a presidência, coincidiu da lei que aprovava a criação da TV Justiça chegar para minha sanção. São os desígnios insondáveis”, comenta.

Também é professor da Pós-Graduação em Direito Processual Civil do Centro Universitário de Brasília  e é Conselheiro Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro.



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Muniz Sodré

Data: 17/04/2012

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 17 de abril, o jornalista, professor, pesquisador e escritor Muniz Sodré.

Ele é um dos maiores intelectuais brasileiros.

Especialista em estudos sobre a Comunicação Social com Mestrado em Sociologia da Informação na  Universidade de Sorbonne, na França. Foi também na França que cursou o Doutorado e o Pós-Doutorado.

Muniz é professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro e também já lecionou na Universidade Federal Fluminense.

Tem 36 livros escritos. E está lançando na próxima segunda-feira, dia 16 de abril, seu novo livro: “Reiventando a Educação: Diversidade, Descolonização e Redes”.

Ele dirigiu a antiga TV Educativa do Rio de Janeiro e também foi Presidente da Fundação Biblioteca Nacional.

“Na Biblioteca Nacional criamos projetos para incrementar a criação de outras bibliotecas menores, pelo país. Minha ideia era também incentivar a leitura. No Brasil se lê muito pouco ainda. Para você ter uma ideia, o país da América Latina onde mais se lê hoje é a Colômbia”, revela.

Na entrevista, Muniz Sodré fala ainda sobre a amizade que teve com o grande mestre da música brasileira, Pixinguinha e também como aprendeu capoeira, na Bahia, com um dos mitos dessa arte marcial brasileira : o mestre Bimba.

Muniz deu palestras em instituições de ensino nos Estados Unidos, França, Espanha, Portugal e Suécia.



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Romero Britto

Data: 10/04/2012

O programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 10 de abril um dos mais conceituados artistas plásticos do mundo: o pernambucano Romero Britto.

Romero nasceu no Recife,mas hoje mora em Miami nos Estados Unidos. Desde cedo já manifestava interesse pela arte.

“Minha casa vivia cheia…meus pais…irmãos…amigos e etc. Então eu queria organizar as coisas…daí comecei a desenhar,pintar,buscando organização para o meu mundo”, conta.

A amizade com um amigo também o incentivou a seguir este caminho.

“Eu tinha um amigo filho de diplomata.Eu ficava fascinado com  essa profissão.Pensei então em ser diplomata,eu queria conhecer o mundo. Mas acabei percebendo que com minha arte também poderia conhecer o mundo”, revela.

No início da década de 80 foi até Paris e teve contato com as obras dos mestres da pintura: Matisse e Picasso. Também foi influenciado pela Pop Art.

Hoje suas obras estão expostas em  127 galerias espalhadas por 140 países.

Sua arte já foi parar no Museu do Louvre na França.

“Foi muita emoção ver minhas obras expostas num lugar onde estão obras de grandes artistas,como a Monalisa de Leonardo da Vinci”,conta.

Criou  uma pirâmide que foi a maior instalação já feita no Hyde Park em Londres.

“Essa pirâmide foi uma encomenda do governo do Egito para comemorar a exposição dos tesouros do faraó Tutankamon,que sairam pela primeira vez do

Egito para serem expostos em Londres em 2007. Eu criei uma pirâmide estilizada,com muitas cores e até um gato.Hoje essa pirâmide esta em Abu Dhabi,comprada por uma família real dos Emirados Árabes Unidos”,fala.

Romero Britto foi responsável pelos adereços  na apresentação do Cirque du Soleil na final do campeonato de futebol americano,o  Super Bowl.

“Eu tive 10 minutos para esta apresentação.Eu fiz o design das roupas e adereços que o pessoal do Cirque du Soleil utilizou no show de intervalo da final do Super Bowl,nos Estados Unidos  em 2010”,relembra.

Ele recebeu o título de Embaixador das Artes do estado americano da Flórida.

Entre os fãs de suas obras estão Bill Clinton, Gisele Bundchen,Madonna, Arnold Schwarzenegger, Michael Jordan e Pelé. E até a presidente Dilma Roussef.

“Eu me encontrei com a presidente numa solenidade e ela me disse:Romero eu queria ser artista e acabei presidente.E eu respondi:presidente,eu queria

ser diplomata e acabei artista”, conta rindo.

Ele também já fez painéis  coloridos que estão no morro Dona Marta e no Complexo do Alemão,ambos no Rio de Janeiro.

Na entrevista,Romero Britto lembra ainda momentos incríveis de sua vida,como quando ficou hospedado em Nerveland ,a famosa casa do  astro pop Michael

Jackson e também o dia em que o ex-senador americano Ted Kennedy fez um omelete para ele.



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Luiz Paulo Horta

Data: 03/04/2012

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia três de abril o jornalista, escritor e ‘’imortal’’ Luiz Paulo Horta.

Luiz Paulo lançou recentemente o livro ‘’A Bíblia: Um Diário de Leitura’’.

“Este livro surgiu de um estudo sobre textos da Bíblia que eu comecei a fazer com cerca de 10 amigos na década de 90. Logo o grupo cresceu e se tornou um grupo com mais de 40 pessoas”, explica.

Luiz Paulo Horta nasceu no Rio de Janeiro. Nos anos 60 chegou a cursar a faculdade de Direito.

Mas acabou indo para o Jornalismo. Passou pelo Correio da Manhã, Jornal do Brasil e o Globo, onde atua como crítico musical.

Entre 2000 E 2001 dirigiu um Centro de Estudos Bíblicos na PUC do Rio de Janeiro.

Você não pode perder Luiz Paulo Horta no Marcia Peltier Entrevista.



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Isabela Capeto

Data: 27/03/2012

O ProgramaMarcia Peltier Entrevistadesta terça-feira, 27 de março, recebe um dos grandes nomes da moda do país: a estilista Isabela Capeto.

Ela nasceuno Rio deJaneiro e chegou a cursar várias faculdades,até se decidir pela moda. Foi estudar na conceituada Academia de Moda de Florença, na Itália,

De volta ao Brasil trabalhou em grifes famosas como: Maria Bonita, Maria Bonita Extra, Lenny e também na Fábrica Bangu.

Isabela  partiu então para a carreira solo. Despontou para o sucesso nos desfiles do Fashion Rio e do São Paulo Fashion Week.

“Eu acho que a mulher tem que ser feminina, gosto de muitos bordados…é roupa de mulherzinha mesmo”, brinca.

Já expôs suas coleções em showrooms na semana de Moda de Paris. Já teve lojas em São Paulo e hoje atua no Rio.

Suas criações também são vendidas em mais de 50 lojas,em países como Estados Unidos, França, Itália, Inglaterra, Suíça, Japão, Arábia Saudita e Emirados Árabes.

“Minha inspiração éno Brasil, naGuatemala, no Peru…sou influenciada pela latinidade, é claro”, afirma.

Isabela também tem uma preocupação social. Ela utiliza bordadeiras de Minas Gerais para fazer o trabalho.

“São mais de 60 bordadeiras de baixa renda que se envolvem e participam da produção das minhas roupas”, diz.

E Isabela segue alguma tendência? “Eu não sigo tendências. Sigo minha intuição, meu gosto, o que eu vejo por aí me inspira. E eu gosto de muitos detalhes nas roupas…essa coisa de calça jeans e camisa branca pra mim não dá.. não consigo ser esta mulher cool”, brinca novamente.

E como esse talento do estilismo brasileiro se define?

“Sou uma pessoa colorida, animada e feliz. .muito feliz”, conclui.



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Luiz Pinguelli Rosa

Data: 20/03/2012

O programaMarcia Peltier Entrevistadesta terça-feira, 20 de março, recebe o físico e professor Luiz Pinguelli Rosa.

Ele nasceuno Rio deJaneiro. Chegou a iniciar uma carreira militar, mas acabou indo para outro caminho.

Se formouem Física pela Universidade Federaldo Rio de Janeiro. Fez Mestrado em Engenharia Nuclear na mesma Universidade e Doutoradoem Física na PUCdo Rio. Atualmente, é o Diretor da Coordenação de Projetos de Pós-Graduação em Engenharia, a Coppe, da UFRJ.

Aproveitando a conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que ocorrerá em junho deste ano, Pinguelli acha que não está se dando a importância devida ao encontro.

“Acho que a crise na Europa e nos EUA está desviando o foco da Rio Mais 20 eàs questões climáticas e de uso da energia no século XXI”, comenta.
Pinguelli é integrante da Academia Brasileira de Ciências e do Conselho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Já recebeu a comenda de Cavalheiro, concedida pelo Ministério da Educação da França.

Ganhou o prêmio Golfinho de Ouro, do governo do Estado do Rio de Janeiro. Fez parte da equipe do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU, entidade que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2007.

Foi presidente da Eletrobrás e também é um crítico do modelo econômico que se prega hoje no mundo.

E sobre a energia nuclear?O Brasil precisadela?

“Eu fui um crítico do acordo nuclear Brasil-Alemanha.O Brasil nãoprecisava de usina nuclear, mas já temos Angra 1 e Angra 2 e estamos com Angra 3 prestes a funcionar. Mas veja você: hoje em dia o foco maior dos ambientalistas é contra as hidrelétricas. Ninguém incomoda Angra 3,mas todos reclamam de Belo Monte. E hoje vivemos um novo tempo de política ambiental. Antigamente você inundava uma área pra fazer hidrelétrica e prendia quem era contra. Hoje os tempos são outros”,

E qual a solução energética alternativa para o país? “O Brasil poderiaexplorar mais a energia solar, a energia eólica. Mas isso requer políticas públicas. E não adianta pensar que existe energia sem problemas. Qualquer tipo de matriz energética tem risco. O pré sal tem risco. Quem disser que não tem…é vigarice”, afirma.

Você não pode perder Luiz Pinguelli Rosa noMarcia Peltier Entrevista, na próxima terça-feira, às 23h10min, na CNT.



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Zelito Viana

Data: 13/03/2012

A nova temporada do programaMarcia Peltier Entrevistacomeça nesta terça-feira, 13 de março, recebendo um dos grandes nomes do cinema nacional: o produtor e cineasta Zelito Viana.

Zelito nasceu em Fortaleza, no Ceará. Na década de 60,veio parao Rio deJaneiro e entrou para o movimento conhecido como Cinema Novo, que revolucionou o Cinema Brasileiro.

Entre seus filmes de maior sucesso estão  “Avaeté, Semente da Vingança” e “ Villa-Lobos, Uma Vida de Paixão”.

Zelito ganhou prêmios no Festival de Moscou, no Festival de Tróia, em Portugal, no Festival de Brasília, no Fest Rio,no RioCine-Festival e duas vezes o Prêmio Air-France de Cinema.

Também dirigiu vários programas de tevê. Foi presidente da Associação Brasileira de Cineastas e Diretor da Associação Brasileira de Produtores Cinematográficos.

Hoje está com o projeto de longa- metragem sobre a “verdadeira história” da Independência do Brasil.

“É um filme de época sobre o 2 de Julho de 1823,que foi quando as tropas portuguesas foram expulsas da Bahia. Ali realmenteo Brasil setornou independente de Portugal”, diz.

Na entrevistaele conta como foi dirigir o irmão Chico Anísio e o filho Marcos Palmeira no cinema. E fala da própria família, que tem cerca de 18 pessoas envolvidas com a carreira artística.



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Beto Simas

Data: 28/02/2012

O ProgramaMarcia Peltier Entrevistadesta terça-feira, 28 de fevereiro recebe o ator, modelo e professor de capoeira, Beto Simas, o Mestre Boneco.

Ele era um garoto de classe média, da Zona Sul do Rio de Janeiro. Mas aos 11 anos começou a frequentar as rodas de capoeira pela cidade.

“No começo eu enfrentava dois preconceitos: da minha família que achava que quem praticava capoeira era vagabundo e dos praticantes, que me viam como um garoto branco, de cabelo escorrido no meio da roda. Mas todo desafio te faz crescer”, afirma.

Mas este preconceito tinha alguma razão de ser? “Na verdade, a capoeira no início do século XX era praticada por maltas, gangues de capoeiristas que usavam navalha na luta e também promoviam arruaças e brigas de rua. Mas com o aparecimento da capoeira regional, criada pelo mestre Bimba, a capoeira se organizou e passou a ser o que é hoje: luta, dança, esporte… tem tudo e atrai as pessoas por isso”, relata.

E a capoeira virou modo de vida para ele. Mas Beto também enveredou pela carreira de ator e modelo.

“Pratico capoeira há quase 38 anos. Mas também segui o caminho artístico. Cheguei a fazer alguns trabalhos em tevê e teatro e foi quando resolvi ir para os Estados Unidos, para Los Angeles, tentar a vida no cinema”, conta.

Mas o início não foi fácil.

“Quando eu cheguei a Los Angeles, eu estava no auge do meu sucesso no Brasil. E lá eu saía na rua e ninguém me reconhecia. Foi duro”, fala.

Até que ele acabou indo dar aula de capoeira na academia de um ícone das artes marciais: Dan Inosanto, um mestre de Kung-Fu, que foi ex-aluno de Bruce Lee.

“Recebi este convite pra dar aula de capoeira na academia do “Guru” Inosanto, como eles o chamam e foi um sucesso. Consegui lotar o horário das aulas de capoeira lá”, revela.

Hoje, ele é o maior divulgador desta arte marcial brasileira fora do Brasil. Beto Simas, ou Mestre Boneco formou mais de 70 instrutores que, além dos Estados Unidos, ensinam a capoeiraem países como França, Alemanha, -Polônia, Austrália, Nova Zelândia e Israel.

“Eu tenho alunos estrangeiros que falam português, tocam berimbau e se você olhar eles jogando capoeira, vai pensar que são brasileiros”, garante.

Com seu trabalho, ele acabou indo fazer uma apresentação de capoeira na Casa Branca, à convite de congressistas americanos. “Isso surgiu por causa um projeto que eu tenho de ensinar a capoeira em escolas públicas americanas, como parte de uma estratégia para afastar os adolescentes das drogas e das gangues”, conta.

Beto também apresentou e ajudou a produzir uma série de documentários sobre a capoeira, exibidos na tevê brasileira.

“Minha idéia atual é usar o audiovisual para divulgar a capoeira, pois essa confraternização que a capoeira traz pode mudar o mundo. Somos uma família”, fala.

Alguns trechos deste documentário, você vai ver noMarcia Peltier Entrevista. Etambém vai saber mais sobre as aulas de capoeira que Beto Simas deu para astros de Hollywood, como a atriz Hale Berry, que viveu o papel da Mulher-Gato no cinema e também para o ator Matthew Macconaughey.

“Sou um apaixonado pela capoeira, pela vida e estou sempre procurando acertar”, conclui.

Neguinho da Beija-Flor

Data: 21/02/2012

O programa Marcia Peltier Entrevistarecebe no dia 21 de fevereiro,terça-feira de carnaval,um dos maiores intérpretes de samba do país:Luiz Antonio Feliciano,o Neguinho da Beija-Flor.
O pai era músico e já aos 10 anos de idade ele ganhou um concurso cantando um samba de Jamelão da Mangueira.

Ele nasceu em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. E foi de lá que veio o apelido famoso.”Eu ficava lá no mangue do bairro onde morava caçando rã, caçando mussum e aí as pessoas falavam: esse neguinho da vala… e aí pegou”, diz rindo.

E como surgiu o Neguinho da Beija-Flor? “Eu fui ser o intérprete oficial dos carnavais da Beija-Flor em 1975. Em 1976 fomos campeões do carnaval do Rio. E aí,disseram, não vamos chamar o rapaz de neguinho da vala não…vamos colocar o Beija-Flor no nome dele”, conta.

Aliás, ele afirma que não quer mais ser chamado de puxador de samba. “Quando mestre Jamelão da Mangueira morreu, eu fui no velório e a viúva dele me chamou e disse: Neguinho, o último pedido do Jamelão foi para que você não aceite mais ser chamado de puxador de samba e sim intérprete de samba. E eu agora estou obedecendo ao mestre,que nunca gostou do termo puxador”, revela.

 

Neguinho começou oficialmente como intérprete de samba em 1970. De lá pra cá, gravou vários discos, fez shows e ganhou em 1991 o Prêmio Sharp na categoria melhor cantor de samba. “A carreira do cantor de samba nas escolas está supervalorizada. Hoje em dia já tem intérprete tendo o passe comprado por outras agremiações. O último caso que eu soube, o cantor ganhou 200 mil reais para ir cantar por uma escola”, afirma.

Animado, Neguinho foi ao programa vestindo uma camisa do Santos Futebol Clube, campeão da Taça Libertadores da América em 2011.”Esta camisa foi o Neymar que me deu, quando fui dar um show lá em Santos. Eu sou Flamengo, Nova Iguaçu e Santos. Meu coração é igual a coração de mãe”, diz rindo.

 

Mas quem vê este sorriso constante no rosto,às vezes nem lembra de outra grande vitória na vida dele: a luta contra um câncer.”Eu descobri que estava com câncer no intestino e meu médico me disse: você tem que se apegar às coisas que você gosta, porque esta doença ,se você se abate, ela toma conta. Então resolvi abrir pra todo mundo que tinha o problema. Fiz uma operação que foi um sucesso. E hoje muitas pessoas me dizem: você, com seu exemplo, salvou minha vida. Acho que dei força a muita gente pra enfrentar esta doença”,fala.

 

Outro momento marcante de Neguinho foi o casamento na avenida.”Eu via aquelas pessoas que são alpinistas casando no alto de uma montanha…ou mergulhadores, casando debaixo do mar e fale com minha mulher, meio que de brincadeira, a gente podia casar na Marquês de Sapucaí…ela comprou a idéia, agitou tudo, arrumou juiz de paz e eu casei faltando 10 minutos pra Beija-Flor entrar na avenida”,conta.

 

E como este vitorioso em  12  campeonatos no carnaval do Rio de Janeiro,se define? “Eu acho que quando eu nasci, Deus olhou pra mim”,finaliza.

Sócrates Nolasco

Data: 07/02/2012

O ProgramaMarcia Peltier Entrevistarecebe nesta terça-feira, dia 07 de fevereiro, o psicoterapeuta, professor e escritor Sócrates Nolasco.

Ele se formou em Psicologia. Fez mestrado na PUC-RS e doutorado na PUC-RJ.

É professor na Escola de Comunicação da UFRJ e na UERJ.

É também um estudioso da imagem masculina na sociedade.

Escreveu livros que se tornaram grandes sucessos, como “O Mito da Masculinidade ”.

“Este mito se baseia na idéia de que o homem deve ser durão. Porque ser homem depende de reconhecimento. O homem tem que passar por certos ritos,na sociedade,para se confirmar como homem. Já a mulher não precisa disso”,afirma.

E o que isso acarreta?
“Quando o homem fracassa amorosamente,financeiramente ou sexualmente,isso traz problemas para ele”,diz.

E quando essa contradição se acentuou?

“Depois da 2ª Guerra Mundial,quando a mulher foi trabalhar e o homem deixou de ser o provedor absoluto da casa e da família,a questão ficou mais exposta”,acrescenta.

Sócrates também escreveu “De Tarzan a Homer Simpson: Banalização e Violência Masculinaem Sociedades Contemporâneas Ocidentais”.

“Tarzan encarnava o mito da masculinidade,o homem que dominava. Homer Simpson é o oposto,representa o homem moderno que agora vê a mulher ocupando espaço no mercado de trabalho,se colocando também

como provedora do lar e este homem não sabe como se comportar com esta realidade”,fala.

Sócrates também estuda a questão da violência nas sociedades ocidentais e chegou a uma conclusão.

“A violência é masculina. Os homens estão meio perdidos,não entendem bem seu papel no mundo atual e isso gera,principalmente nos jovens,comportamentos violentos na busca de auto-afirmação,como a gente vê por exemplo em brigas de torcidas,no uso de drogas e na violência no trânsito”, observa.

E qual seria a solução?

“Acho que a família é fundamental. É o que eu digo aos pais: façam ao menos uma refeição por semana com seus filhos…nos finais de semana,pelo menos um passeio juntos..nas férias,uma viagem juntos…essa proximidade com os filhos é fundamental para tentar mudar essa realidade da violência entre os homens jovens”, comenta.

E como este estudioso do comportamento se define?

“Sou uma metamorfose, não ambulante, mas em constante transformação…e adoro viver”,conclui.

João Barone

Data: 31/01/2012

O ProgramaMarcia Peltier Entrevistadesta terça-feira, dia 31 de janeiro recebe um ícone do rock nacional: o baterista do Paralamas do Sucesso, João Barone.

João e era um menino que amava os Beatles. Pensava em ser tenista, chegou a iniciar a faculdade de Biologia, mas depois de ouvir a banda The Police, decidiu que queria ser baterista.

E no início da década de 80, o acaso mudou sua vida. O baterista de uma banda faltou a um show e ele acabou sendo o substituto. E essa banda era o “Paralamas do Sucesso”.

“Era um show na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. O Vital que era amigo do Bi Ribeiro e do Herbert Vianna e era o baterista do grupo, não pôde ir ao show e eles me chamaram pra tocar. E daí começou”, relembra.

E a banda se tornou um dos maiores nomes do chamado Movimento Rock Brasil, que na década de 80 lançou  bandas como Blitz, Titãs Kid Abelha entre outras.

Mas como surgiu o nome “Paralamas do Sucesso”? “Foi uma idéia do Bi…ele queria um nome bem esdrúxulo mesmo, como eram os nomes da maioria dos grupos naquela época”, brinca.

E a banda foi crescendo, ganhando fãs e sucesso, até estourar no 1º Rock in Rio em 1985. “Foi demais aquele show…nós entramos meio que desconhecidos e saímos ovacionados…e agora nós fomos convidados para abrir o Rock in Rio IV,em setembro”, avisa.

Barone ganhou duas vezes o prêmio Multishow de Música Brasileira E pensar que no início, a  família ficou desconfiada da carreira que o filho decidiu abraçar.

“Quando larguei a faculdade de Biologia, minha mãe dizia: meu filho,você acha que vai conseguir ganhar a vida tocando bateria?”,diz rindo.

 

E a história provou que Barone seguiu o caminho certo. Além dos Paralamas, ele já tocou  com nomes como Rita Lee, Jorge Benjor,Erasmo Carlos,Marina Lima, Ed Motta ,entre outros.

“A bateria é o meu exercício físico”, diz brincando.

E além de tudo isso, é um apaixonado pela história da Segunda Guerra Mundial. “Meu pai foi pracinha da Força Expedicionária Brasileira, lutou na Itália, essa história sempre esteve presente na minha vida”, relata.

Interessado pelo tema, Barone já escreveu o livro  “Minha Segunda Guerra” e produziu o documentário “Um Brasileiro no Dia D”.

“O filme conta a história de um brasileiro, filho de franceses, o Pierre Closterman, que atuou como piloto de caça na RAF britânica durante o desembarque na Normandia”, conta.

Essa história rendeu um belo documentário, que chegou a ser apresentado no History Channel.

“Eu acho queo Brasil temuma dívida com estes pracinhas, que lutaram pra combater o nazismo alemão, o fascismo italiano e o imperialismo japonês. Essa história precisa ser mais contada”, afirma.

E como este batalhador pelo rock e pela história da 2ª Guerra se define?

“Sou um cara de sorte, mas com ainda muitos desejos e desafios pela frente”,conclui.

Tania Zagury

Data: 24/01/2012

O ProgramaMarcia Peltier Entrevistadesta terça-feira, dia 24 de janeiro, recebe a educadora, escritora e filósofa Tania Zagury.

Tânia se formou em Filosofia e tem Mestrado em Educação pela Universidade Federaldo Rio de Janeiro.

Foi indicada 10 vezes ao prêmio Jabuti de Literatura. Faz parte do Pen Club do Brasil e é Conselheira Titular da Associação Brasileira de Educação.

Deu aula em escolas de ensino fundamental e também em universidades. Além de professora, escreveu vários livros sobre educação, família e  sociedade,como “Manual de Instruções Para Pais das Gerações X e Y”.

Tânia também escreveu o livro “Limites Sem Trauma:Construindo Cidadãos”.

“Hoje em dia, muitos pais e mães perderam o foco de formar os filhos para serem cidadãos. Eles querem criar filhos para que estes sejam felizes”,afirma.

Segundo ela, isso é um equívoco. “É uma ilusão achar que podemos ser responsáveis pela felicidade de alguém”,diz.

Qual a saída então? “Os pais precisam por limites, aprender a dizer não, porque a criança quando crescer não vai encontrar pessoas dispostas a atenderem todas as vontades dela”,complementa.

E segundo Tânia,não há desculpas. “Não dá pro pai e a mãe acharem que só porque passam pouco tempo com os filhos, não podem dizer um não. Não importa quanto tempo se passe com o filho. O que importa é a qualidade do seu contato nesse tempo em que se fica com o filho”,fala.

E ela acha que essa responsabilidade é grande, ainda mais num mundo como o de hoje.“A gente vive muitos exemplos de corrupção, de impunidade na sociedade. Se o pai e a mãe não querem educar o filho a ter um comportamento ético,porque acham que ele vai virar um bobão,então eles não estão comprometidos com essa educação”,avalia.

E qual seria a saída?“É preciso fugir desse consumismo excessivo, ao qual somos bombardeados diariamente e resgatar valores  como a cidadania,a fraternidade”,explica.

Roberto Menescal

Data: 17/01/2012

O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia  17 de janeiro, recebe um dos fundadores da Bossa Nova:  o compositor e produtor musical Roberto Menescal.

E tem muita gente que não sabe que ele nasceu em Vitória, capital do Espírito Santo. “Mas eu vim com 3 anos para o Rio.Sou carioquíssimo.Olha só o jeitinho dele andar…”,brinca.

Mas foi no Rio de Janeiro que despontou para o sucesso. Embora a família tivesse outra expectativa para ele.”Meu pai queria que eu fosse arquiteto. Até que um dia eu fui fazer um show com o Tom Jobim e depois saímos para jantar e o Tom  me disse: Menescal, pára com essa bobagem de estudar arquitetura e vá fazer o que você gosta”,revela.

E parece que o conselho deu certo. Ele é  considerado um dos maiores talentos da Bossa Nova, ao lado de nomes  como  o próprio Tom Jobim, Ronaldo Bôscoli e Carlinhos Lyra.

“Tudo começou nas reuniões no apartamento da Nara Leão na Avenida Atlântica, em Copacabana.A gente se reunia ali pra fazer música”,conta.

E como surgiu o termo Bossa Nova?

“A gente foi fazer um show com a Silvinha Telles, num clube em Laranjeiras e quando chegamos lá, tinha um cartaz na porta dizendo: Hoje, Sílvia Telles e um Grupo Bossa Nova. A gente brincou com o nome, mas o Ronaldo Bôscoli disse, sério,:Vocês estão brincando? Esse nome vai acompanhar a gente nessa vida e até depois da vida”,relembra.

E como surgiu a famosa batida de violão da Bossa Nova?
“O que ocorre é que a gente queria imitar o ritmo do samba no violão. E o João Gilberto disse: vocês estão querendo imitar a bateria toda dos sambistas. E ele começou a imitar só o tamborim  no violão. Surgiu aí a famosa batida Bossa Nova”,explica.

Menescal também participou do famoso concerto no Carnegie Hall nos Estados Unidos em 1962.

“O Tom me chamou para ir e eu disse: não posso, eu tenho uma pescaria em Cabo Frio.Ele falou: você tem que ir. Eu fui e de lá a Bossa Nova tomou o mundo.Mas quando voltei pro Brasil,o David Nasser tinha publicado no O Cruzeiro uma reportagem falando do fracasso no Carnegie Hall. Isso só foi resolvido depois que o Ricardo Amaral mostrou na tevê um filme onde nós éramos aplaudidos de pé pelos americanos”,conta.

Menescal já se apresentou também em países como Inglaterra, Holanda, Dinamarca,Austrália e Japão.

Tocou ao lado de nomes como Chico Buarque, Gal Costa, Fagner e Nara Leão.

Gravou até com o  guitarrista do The Police, Andy Summers.

“Eu fiz uma jam session com ele no apartamento que era da Nara,junto com o Marcos Valle,o Pery Ribeiro e a Leila Pinheiro.E também fui tocar com ele lá no alto da favela do Vidigal.Tudo isso está num dvd que fiz com o Andy”,fala.

Ele também produziu discos de Elis Regina, Maria Bethânia, MPB4, Leny Andrade e Wanda Sá.

É autor de canções imortais como “Rio”,“Nós e o Mar” e “O Barquinho”. Aliás,na entrevista ele conta que a inspiração para compor esta última, veio de um fim de semana, onde ele, Ronaldo Bôscoli e outros do grupo da Bossa Nova ficaram a deriva num barco, próximo a Arraial do Cabo, na Região dos Lagos no Rio de Janeiro.

E como este ícone deste movimento que mudou para sempre a MPB, se define?”Eu sou um funcionário da Bossa Nova”,diz rindo. 



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Regina Navarro Lins

Data: 10/01/2012


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Mirian Goldenberg

Data: 20/12/2011


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Carlos Tufvesson

Data: 29/11/2011

Além de estilista famoso, Tufvesson também é um ativista pelos direitos da comunidade LGBT(Lésbicas,Gays,Bissexuais,Travestis,Transexuais e Transgêneros) e em função disso foi convidado pelo Prefeito do Rio, Eduardo Paes para assumir a Coordenadoria Especial de Assuntos da Diversidade Sexual (CEADS) da Prefeitura do Rio de Janeiro.

E ele procura explicar a idéia do “casamento gay”, que segundo ele é deturpada por aqueles que são adeptos da homofobia. “As pessoas precisam entender que quando se fala em casamento gay, ninguém está falando em religião, em casar na igreja…casamento neste caso significa união civil, não tem nada que ver com religião”, afirma.

Aliás, a homofobia será um dos  principais alvos de sua gestão nessa  Coordenadoria.

Ele também pretende aproveitar seu trabalho na CEADS, para ajudar a fomentar a economia da cidade.

“O turismogay pode ser uma fonte de divisas para o Rio. Existem pesquisas que mostram que o turista gay gasta 4,5 %a mais doque o turista hetero que vem para nossa cidade”,revela.

Na adolescência, chegou a pensar em trabalhar com teatro. Mas acabou indo para  a Itália onde estudou e fez pós-graduaçãoem Moda e Design, em Milão. De volta ao Brasil, assinou sua primeira coleção prêt-à-porter, com um desfile no Museu Nacional de Belas Artes,no Rio deJaneiro.

Sua marca tornou-se uma mais respeitadas no mercado da moda no país, vestindo  estrelas como Christiane Torloni, Maitê Proença, Wanessa Camargo, Paula Toller, Júlia Lemmertz, entre outras. Só que ele precisou fazer uma opção.

“Eu adoro trabalhar com moda,com estilo.Mas descobri que não gosto de ser empresário.No Brasil paga-se muito imposto e hoje em dia ninguém tem como competir com a China. Por isso,fechei minha fábrica”,diz.

E voltando à militância pró-LGBT,como este batalhador pelos direitos dos homossexuais resume sua luta? “Nada invalida o amor”,define.



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Luiz Alberto Py

Data: 22/11/2011

O Programa Marcia Peltier Entrevistarecebe nesta terça-feira, dia 22 de novembro, o psiquiatra, psicanalista e escritor Luiz Alberto Py.

Ele se formouem Medicina pela Universidade Federaldo Rio do Janeiro. E escolheu o caminho de estudar a mente humana. Foi diretor da Associação Internacional de Psicoterapia de Grupo. Participou da Sociedade de Análise de Grupo, em Londres  e da Associação Internacional de Psicanálise. Foi ainda professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.

Escreveu oito  livros, entre eles “Amor e Superação”.

“Neste livro eu falo das perdas. Das minhas perdas inclusive, quando perdi meu pai, minha mãe… é um livro onde eu abordo a questão de como se preparar para superar as perdas, para o luto, porque a gente nunca supera essas perdas”, diz.

Mas é possível então  se preparar para a morte?

“A morte é natural, faz parte da renovação. Aceitar a morte nos faz saborear mais a vida”, fala.

Py já deu palestras por todoo Brasil etambém nos Estados Unidos, Alemanha e até na Croácia.



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Ricardo Amaral

Data: 15/11/2011

O ProgramaMarcia Peltier Entrevistadesta terça-feira, quinze de novembro traz o empresário, promoter e jornalista, Ricardo Amaral.

Ele está lançando o livro “Vaudeville: Memórias”, onde conta várias passagens de sua vida. “Minha vida é um teatro nesse estilo, por isso o título Vaudeville”, explica.

Começou sua carreira como jornalista em  São Paulo, mas acabou vindo parao Rioonde se tornou o “Rei da Noite”.

Depois de chegar ao Rio, se apaixonou pela cidade. “Eu morei no Copacabana Palace um tempo. O Copa foi minha casa aquino Rio”, relembra.

Foino Rioque decidiu ser empresário. Primeiro criou uma empresa que aluga televisores para hotéis. “Foi nessa época que conheci e casei com a Gisela.”

Também fundou casas que marcaram época na noite do eixo Rio-São Paulo, como: Hippopotamus, Papagaio, Resumo da Ópera e Metropolitan. “Eu sempre gostei de festas. Desde a época de colégio gostava de organizar festas”,conta.

Na entrevista, ele relembra passagens famosas, como a escolha da Xuxa para Rainha do Baile das Panteras no carnaval de 1981. “O Baile foi aqui no Copa. E era eu que escolhia mesmo, apesar dos jurados. Porque eu confio no meu gosto, dos outros já não sei…então eu escolhi a Xuxa e depois disso ela despontou para o sucesso”,recorda.

Criou ainda as boates  Lê 78 em Paris e o Clube A,em Nova Iorque.“Em NovaIorque tive problemas ,pois os mafiosos e o grande chefão da Máfia na época, o John Gotti, começaram a freqüentar meu clube”,diz.

Mas como  “Rei da Noite” vê a boêmia hoje? “Eu acho que está havendo um resgate da boêmia, que é aquela conversa agradável e gostosa que as pessoas tem, regadas a uma boa bebida, num ambiente aconchegante e com boa música”, fala.

Alfredo Guarischi

Data: 01/11/2011


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Ricardo Henriques

Data: 25/10/2011

O Programa Marcia Peltier Entrevistarecebe nesta terça-feira, dia 25 de outubro, o presidente do Instituto Pereira Passos, Ricardo Henriques.

Ele é professor de Economia na Universidade Federal Fluminense. Ricardo também atuou na UNESCO, na área de Planejamento Educacional.

Em 2003, foi Secretário Executivo do Ministério do Desenvolvimento Social, coordenando  a criação do programa Bolsa Família. Também no Governo Federal, foi Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, do Ministério da Educação.

No governo do estado do Rio de Janeiro foi  Coordenador de Desenvolvimento Humano e Secretário de Assistência Social e Direitos Humanos. Neste cargo desenvolveu o programa UPP social.

E hoje, trouxe todo este conhecimento para a prefeitura do Rio, como presidente do IPP, o Instituto Pereira Passos.

“O IPP tem como função  planejar a cidade, sem cair na armadilha do curto prazo”, explica.

E como funciona este planejamento na prática?

“Nós monitoramos dados, números, indicadores sociais e econômicos para acompanhar a evolução da qualidade de vida da população. Estes dados são utilizados pelas secretarias municipais, para ver quais os investimentos necessários, por exemplo, em educação, saúde e outros”, conta.

E como o trabalho do IPP pode ajudar o desenvolvimento da cidade?

“Os levantamentos de informações que fazemos, ajudam não só o poder público a investir, mas também a iniciativa privada. Já temos iniciativas da FIRJAN, do Sesi, Senac e Sesc, da Light e outras empresas que se baseiam nas nossas informações para direcionar seus investimentos”, revela.

E essa é uma iniciativa pioneira?

“Sim, éa primeiravez que se produz informação prioritária sobre estes indicadores da cidade”, fala.

E o projeto da UPP social?

“As Unidades de Polícia Pacificadora são a grande revolução na política de segurança pública no país nos últimos tempos. A idéia é que com a libertação dos territórios ocupados há décadas pelo crime, os serviços prestados pelo estado cheguem a estas comunidades. E é muito gratificante saber que hoje crianças de várias comunidades estão crescendo sem conviver diariamente com tiroteios”, afirma.

Alguma outra iniciativa relevante a destacar?

“Temos a idéia da UPP Verde, onde vamos criar programas de sustentabilidade e de preservação do Meio Ambiente,em função da Rio Mais20,que ocorre em 2012″,diz.

E como o presidente do IPP se definiria?  “Quero lutar contra a desigualdade e ajudar a fazer um país melhor”, finaliza.



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Luiz Carlos Barreto

Data: 18/10/2011

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia  18 de outubro, um nome que se confunde com a própria história do cinema nacional: o produtor cinematográfico Luiz Carlos Barreto, o Barretão.
Ele nasceu no Ceará em Sobral. No final da década de 40 chegou ao Rio de Janeiro.

“Lá no Ceará eu já trabalhava com jornalismo, mas como eu era comunista, comecei a enfrentar alguns problemas políticos e minha família me mandou pro Rio”, conta.  No Rio de Janeiro atuou como repórter e fotógrafo na famosa revista o Cruzeiro. Acabou indo  trabalhar na Europa. Na França, se formou em Letras pela Universidade Sorbonne, em Paris. De volta ao Brasil, começou a atuar como diretor de fotografia e roteirista de cinema. Fez a  fotografia de um dos grandes sucessos do cinema nacional “O Assalto ao Trem Pagador”. E daí surgiram outros trabalhos.

“Trabalhei com o Nelson Pereira dos Santos em Vidas Secas e fiz amizade com o Glauber Rocha. Era o início do Cinema Novo”, relembra. E acabou se tornando o maior produtor cinematográfico do país, com mais de 70 filmes lançados. Entre eles, sucessos como “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, ”Bye Bye Brasil” ,“O Quatrilho” e “O Que é Isso Companheiro”.

No programa, Luiz Carlos Barreto conta como ganhou de Nelson Rodrigues o apelido de “Barretão” e também faz uma declaração de amor à mulher Lucy.



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Felipe Bronze

Data: 11/10/2011

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe um dos talentos da nova geração de chefs brasileiros, Felipe Bronze.

Ele é carioca. Seu primeiro contato com o universo da cozinha foi na empresa dos pais aos 15 anos de idade.

Felipe chegou a iniciar três faculdades: Economia, Administração e Direito. Mas o caminho dele era outro.
Ele foi estudar no famoso Instituto de Culinária da América, em Nova Iorque. Trabalhou em alguns dos mais badalados restaurantes americanos.

De volta ao Brasil, foi chef de vários restaurantes e também da rede de hotéis marina.
Já tem mais de dez prêmios como chef, entre eles o Prêmio Rio Show de Gastronomia 2011.

 




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Moises Groisman

Data: 04/10/2011

O ProgramaMarcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 4 de outubro, o psiquiatra, psicanalista e escritor Moises Groisman.

Groisman é pioneiro na Terapia Familiar Sistêmica no Brasil. “Eu fui um dos primeiros a trabalhar com este tipo de terapia, no início da década de 80″,conta.

Mas como funciona essa modalidade de terapia? “É o entendimento de que o indivíduo é fruto da família. As experiências que vão passando de geração para geração, criam expectativas de como a pessoa vai se comportar no convívio social”, explica.

Além de formado em medicina, ele  fez Pós-graduação no Instituto de Terapia Familiar em Roma, na Itália. Faz parte da Associação Internacional de Terapia Familiar e da Academia Americana de Terapia Familiar.

Moises é autor vídeos e até de um filme sobre o tema. Para tentar entender melhor o comportamento das pessoas dentro das famílias, ele também  escreveu vários livros sobre o tema. Um deles é o “Código da Família”.

Você não pode perder o psiquiatra, psicanalista e escritor Moises Groisman noMarcia Peltier entrevista.

 



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Claudia Costin

Data: 20/09/2011

Marcia Peltier Entrevista Claudia Costin

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia  20 de setembro, a Secretária Municipal de  Educação  do Rio de Janeiro,Claudia Costin.

Claudia é Doutora em Administração Pública e ocupou o cargo de  Gerente de Políticas Públicas do Banco Mundial, em Washington.

Atuou como professora na universidade de Quebec no Canadá. Também deu aulas na Universidade de Brasília, Unicamp, FGV e na PUC de São Paulo.

Foi Secretária de Cultura do Estado de São Paulo e também Ministra da Administração Pública.

E agora tem o desafio de dar cada vez mais qualidade ao ensino no município.

“O Rio de Janeiro tem a maior rede municipal pública do país. São 1065 escolas e cerca de trezentas creches. É um desafio bem grande”,diz.

E qual o maior problema que os educadores encontram na realidade da cidade?

“A falta de incentivo para o estudo em casa. Hoje,nós universalizamos o acesso à escola. Então,as crianças que estão chegando,são filhos de pais que não frequentaram a escola. Isso significa que essas crianças não tem ,geralmente,incentivo à leitura de livros,de jornais e revistas”,explica.

E como pode se resolver isso?

“Uma medida é envolver as famílias. Fazer reuniões com os pais,para que eles percebam a importância da escola. Mas também temos que ser realistas: não adianta marcar reunião em dia de semana,para pais que são trabalhadores. Por isso estamos marcando esses encontros aos sábados,para que todos possam comparecer”,afirma.

E qual uma das  maiores metas da secretaria no momento?

“Combater o analfabetismo funcional. Os números hoje nos dão conta que este universo chega a 14%.Queremos acabar com isso”,fala.

E qual sua expectativa para a escola do futuro?

“Uma coisa que ninguém aguenta mais,nem os alunos e nem os professores,é aquela história do professor entrar em sala,escrever a matéria no quadro e os alunos copiarem. Estamos no século XXI e a educação precisa acompanhar a evolução digital. Afinal,o aluno tem que perceber que o ensino é importante e a escola tem que ser um lugar agradável de se frequentar”,conclui.

Você não pode perder  Claudia Costin no Marcia Peltier Entrevista, na CNT, às 23h.



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Paulo Casé

Data: 13/09/2011

Paulo Casé

Ele nasceu no Rio de Janeiro e sempre amou a cidade. E essa paixão pode ser vista nas obras que ele espalhou pelas ruas cariocas. O programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, dia 10 de julho , recebe o arquiteto e urbanista Paulo Casé.

Ele está chegando aos 80 anos de vida e mais de 50 de carreira, virou tema de um livro onde conta sua experiência de trabalho.
“Nesse livro eu defendo a idéia de que arquitetura não é construção. A construção serve para abrigar o Homem. A arquitetura tem relação com a cultura”, explica.

Paulo Casé assinou alguns dos projetos urbanísticos do Rio Cidade. Também é responsável pelo projeto arquitetônico do antigo Hotel Le Meridién, em Copacabana.

“No projeto do Meridién eu quis acabar com a chamada emenda cega,que é quando uma parede liga dois prédios,impedindo que se abram janelas. Infelizmente,em Copacabana por exemplo,estamos cheios de prédios ligados por emendas cegas”,diz.

Casé foi professor universitário e presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil. Assinou durante 10 anos uma coluna sobre urbanismo no Jornal do Brasil.

“Eu fui muito inspirado pelo modernismo.Lúcio Costa traduziu essa relação brasileira da arquitetura se relacionando com o meio ambiente”, fala.

Ele defende que o conhecimento é fundamental para o trabalho de um bom arquiteto.
“O arquiteto precisa viajar,conhecer outras cidades,culturas”,defende.

Além de ser um arquiteto inovador,ele também faz parte de uma geração de artistas. É filho de Ademar Case,que inventou o rádio moderno no país. Irmão do diretor de tevê Geraldo Case e tio da atriz Regina Case.

“Meu pai criou a venda de espaços comerciais no rádio,contratou e pagava cachê aos artistas,tocou ópera no rádio. Meu irmão Geraldo fez o Sítio do Picapau Amarelo,na televisão e minha sobrinha Regina é esta atriz que todos conhecem. Essa herança da criatividade dele parece que se espalhou,como uma injeção letal pela família”, brinca.



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Fabio Cuiabano

Data: 06/09/2011

Quais os caminhos da beleza no século XXI? Como combinar a  preocupação  estética com a saúde?

 O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe o médico dermatologista Fábio Cuiabano, também conhecido como o “dermatologista das estrelas”. Ele recebe muitos artistas em seu consultório em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro e é preciso esperar meses para conseguir uma consulta.

“As mulheres querem ser lindas, magras e jovens. É o padrão estético que se vende na sociedade. Eo Brasil éo 2° maior mercado de beleza do mundo em consumo de produtos estéticos e dermatológicos, só ficando atrás dos EUA”, informa.

E quem procura mais o dermatologista? A mulher ou homem? “Ainda é a  mulher, mas hoje a clientela entre os homens cresceu muito. E antes, eles iam sozinhos ao consultório, meio escondidos… agora, já chegam junto com as esposas para fazer a consulta”, conta.

No programa, o dr. Fábio Cuiabano  vai falar em primeira mão sobre a nova técnica da volumização, apresentada recentemente num Congresso de Dermatologia nos Estados Unidos e também sobre a origem histórica do botox, um produto que surgiu quase que por acaso.



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Sócrates Molasco

Data: 30/08/2011

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe nesta terça-feira, dia 30 de agosto, o psicoterapeuta, professor e escritor Sócrates Nolasco.

Ele se formou em Psicologia. Fez mestrado na PUC-RS e doutorado na PUC-RJ.

É professor na Escola de Comunicação da UFRJ e na UERJ.

É também um estudioso da imagem masculina na sociedade.

Escreveu livros que se tornaram grandes sucessos, como “O Mito da Masculinidade ”.

“Este mito se baseia na idéia de que o homem deve ser durão. Porque ser homem depende de reconhecimento. O homem tem que passar por certos ritos,na sociedade,para se confirmar como homem. Já a mulher não precisa disso”,afirma.

E o que isso acarreta?

“Quando o homem fracassa amorosamente,financeiramente ou sexualmente,isso traz problemas para ele”,diz.

E quando essa contradição se  acentuou?

“Depois da 2ª Guerra Mundial,quando a mulher foi trabalhar e o homem deixou de ser o provedor absoluto da casa e da família,a questão ficou mais exposta”,acrescenta.

Sócrates também escreveu  “De Tarzan a Homer Simpson: Banalização e Violência Masculina em Sociedades Contemporâneas Ocidentais”.

“Tarzan encarnava o mito da masculinidade,o homem que dominava. Homer Simpson é o oposto,representa o homem moderno que agora vê a mulher ocupando espaço no mercado de trabalho,se colocando também como provedora do lar e este homem não sabe como se comportar com esta realidade”,fala.

Sócrates também estuda a questão da violência nas sociedades ocidentais e chegou a uma conclusão.

“A violência é masculina. Os homens estão meio perdidos,não entendem bem seu papel no mundo atual e isso gera,principalmente nos jovens,comportamentos violentos na busca de auto-afirmação,como a gente vê por exemplo em brigas de torcidas,no uso de drogas e na violência no trânsito”, observa.

E qual seria a solução?

“Acho que a família é fundamental. È o que eu digo aos pais: façam ao menos uma refeição por semana com seus filhos…nos finais de semana,pelo menos um passeio juntos..nas férias,uma viagem juntos…essa proximidade com os filhos é fundamental para tentar mudar essa realidade da violência entre os homens jovens”, comenta.

E como este estudioso do comportamento se define?

“Sou uma metamorfose,não ambulante,mas em constante transformação…e adoro viver”,conclui.

Você não pode perder  Socrates Nolasco no Marcia Peltier Entrevista, na CNT, às 23h.



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Eduardo de Rose

Data: 23/08/2011




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Carlos Alberto Osório

Data: 16/08/2011


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Tania Zaguri

Data: 09/08/2011

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe a educadora, escritora e filósofa Tania Zagury.

Tânia se formou em Filosofia e tem Mestrado em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Tânia foi indicada 10 vezes ao prêmio Jabuti de Literatura. Faz parte do Pen Club do Brasil e é Conselheira Titular da Associação Brasileira de Educação.

Deu aula em escolas de ensino fundamental e também em universidades. Além de professora, escreveu vários livros sobre  educação, família e  sociedade, como “Manual de Instruções Para Pais das Gerações X e Y”.

“Hoje temos várias gerações convivendo: a dos veteranos,nascidos antes da Segunda Guerra Mundial, os “baby boomers”, nascidos depois da guerra; a geração X, filha dos “baby boomers” e a geração Y, que são os nativos digitais.  Essa convivência nem sempre é simples, pois existem muitas diferenças entre elas”, conta

Ela também escreveu o livro   “Limites Sem Trauma: Construindo Cidadãos”.



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Emílio Santiago

Data: 02/08/2011

Ao surgir no cenário musical brasileiro, Emílio Santiago foi saudado pelo jornalista e crítico musical Sérgio Cabral, com a frase:”Enfim, um cantor que canta”.

“Fiquei muito feliz com essa afirmação dele…ele dizia na crítica que se fosse cantor, gostaria de cantar como o Emílio Santiago…foi muito gratificante”, relembra.

Emílio começou sua carreira nos festivais universitários na década de 70. “Alguns colegas me inscreveram num festival que ia ocorrer na faculdade, sem eu saber…eu falei que eles estavam loucos, mas acabei participando e ganhei como melhor intérprete”, conta rindo.

Daí a carreira dele seguiu e a consagração veio mesmo num famoso programa de tevê da época.

“Eu participei do programa Flávio Cavalcanti, no quadro A Grande Chance, que revelava novos talentos. Ali eu apareci mesmo para o público. Posso dizer que fui o primeiro cantor lançado pela tevê em rede nacional”, afirma.

Começou a atuar como cantor profissional. Atuou muito na noite com Ed Lincoln, o chamado “Rei dos Bailes”.

Gravou seu primeiro disco em 1975. Ganhou o Festival MPB Shell da Rede Globo em 1982 e foi considerado o melhor intérprete do Festival dos Festivais, também da Globo em 1985.

Essas andanças, aproximaram Emílio de  uma diva da “black music” americana.

“Eu participei de um showno Brasil cantando com a Dione Warwick e quando entrei e comecei a cantar ela disse: This is Nat King Cole”, fala rindo.

“E aí nos tornamos amigos. Eu cantei comela num showem Los Angeles em 1994 na Copa do Mundo dos EUA”, diz

E esse encontro está marcado para acontecer novamente em poucos dias…

“Vou cantar com ela agora no sábado que vem, dia seis de agosto no Theatro Municipal do Rio. Vai ser lindo”, avisa.



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Luiz Fernando Pezão

Data: 26/07/2011


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Beto Simas

Data: 12/07/2011

O Programa Marcia Peltier Entrevista desta terça-feira, 12 de julho recebe o ator, modelo e professor de capoeira, Beto Simas, o Mestre Boneco.

Ele era um garoto de classe média, da Zona Sul do Rio de Janeiro. Mas aos 11 anos começou a frequentar as rodas de capoeira pela cidade.

“No começo eu enfrentava dois preconceitos: da minha família que achava que quem praticava capoeira era vagabundo e dos praticantes, que me viam como um garoto branco, cabelo escorrido no meio da roda. Mas todo desafio te faz crescer”, afirma.

Mas este preconceito tinha alguma razão de ser? “Na verdade, a capoeira no início do  século XX era praticada por maltas, gangues de capoeiristas que usavam navalha na luta e também promoviam arruaças e brigas de rua. Mas com o aparecimento da  capoeira regional, criada pelo mestre Bimba, a capoeira se organizou e passou a ser o que é hoje: luta, dança, esporte tem tudo e atrai as pessoas por isso”, relata.

E a capoeira virou modo de vida para ele. Mas Beto também enveredou pela carreira de ator e modelo.

“Pratico capoeira há quase 38 anos. Mas também segui o caminho artístico. Cheguei a fazer alguns trabalhos em tevê e teatro e foi quando resolvi ir para os Estados Unidos, para Los Angeles, tentar a vida no cinema”, conta.

Mas o início não foi fácil.

“Quando eu cheguei a Los Angeles, eu estava no auge do meu sucesso no Brasil. E lá eu saía na rua e ninguém me reconhecia. Foi duro”, fala.

Até que ele acabou indo dar aula de capoeira na academia de um ícone das artes marciais:  Dan Inosanto, um mestre de Kung-Fu, que foi ex-aluno de Bruce Lee.

“Recebi este convite pra dar aula de capoeira na academia do “Guru” Inosanto, como eles o chamam e foi um sucesso. Consegui lotar o horário das aulas de capoeira lá”, revela.

Hoje, ele é o maior divulgador desta arte marcial brasileira fora do Brasil. Beto Simas, ou Mestre Boneco formou mais de  70 instrutores que, além dos Estados Unidos, ensinam  a capoeira  em países como  França, Alemanha, -Polônia, Austrália, Nova Zelândia e Israel.

“Eu tenho alunos estrangeiros que falam português, tocam berimbau e se você ver eles jogando capoeira, vai pensar que são brasileiros”, garante.

Com seu trabalho, ele acabou indo fazer uma apresentação de capoeira na Casa Branca, à convite de congressistas americanos. “Isso surgiu por um projeto que eu tenho de ensinar a capoeira em escolas públicas americanas, como parte de uma estratégia para afastar os adolescentes das drogas e das gangues”, conta.

Beto também apresentou e ajudou a produzir uma série de documentários sobre a capoeira, exibidos na tevê brasileira.

“Minha idéia atual é usar o audiovisual para divulgar a capoeira, pois essa confraternização que a capoeira traz pode mudar o mundo. Somos uma família”, fala.

Alguns trechos deste documentário, você vai ver no Marcia Peltier Entrevista. E também vai saber mais sobre as aulas de capoeira que Beto Simas deu para astros de Hollywood, como a  atriz Hale Berry, que viveu o papel da  Mulher-Gato no cinema e também para o ator Matthew Macconaughey.

“Sou um apaixonado pela capoeira, pela vida e estou sempre procurando acertar”, conclui.

Você não pode perder Beto Simas, o Mestre Boneco, no Marcia Peltier Entrevista, às 23h, na CNT.




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João Barone

Data: 05/07/2011

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe um ícone do rock nacional: o baterista do Paralamas do Sucesso, João Barone.

João era um menino que amava os Beatles. Pensava em ser tenista, chegou a iniciar a faculdade de Biologia, mas depois de ouvir a banda The Police, decidiu que queria ser baterista.

E no início da década de 80, o acaso mudou sua vida. O baterista de uma banda faltou a um show e ele acabou sendo o substituto. E essa banda era o “Paralamas do Sucesso”.

“Era um show na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. O Vital que era amigo do Bi Ribeiro e do Herbert Vianna e era o baterista do grupo, não pôde ir ao show e eles me chamaram pra tocar. E daí começou”, relembra.

E a banda se tornou um dos maiores nomes do chamado Movimento Rock Brasil, que na década de 80 lançou bandas como Blitz, Titãs Kid Abelha entre outras.

Mas como surgiu o nome “Paralamas do Sucesso”?

“Foi uma idéia do Bi…ele queria um nome bem esdrúxulo mesmo, como eram os nomes da maioria dos grupos naquela época”, brinca.

E a banda foi crescendo, ganhando fãs e sucesso, até estourar no 1º Rock in Rio em 1985.

“Foi demais aquele show…nós entramos meio que desconhecidos e saímos ovacionados…e agora nós fomos convidados para abrir o Rock in Rio IV, em setembro”, avisa.

Barone ganhou duas vezes o prêmio Multishow de Música Brasileira. E pensar que no início, a  família ficou desconfiada da carreira que o filho decidiu abraçar.

“Quando larguei a faculdade de Biologia, minha mãe dizia: meu filho, você acha que vai conseguir ganhar a vida tocando bateria?”, diz rindo.

E a história provou que Barone seguiu o caminho certo. além dos Paralamas, ele já tocou  com nomes como Rita Lee, Jorge Benjor, Erasmo Carlos, Marina Lima, Ed Motta, entre outros.

“A bateria é o meu exercício físico”, diz brincando.

E além de tudo isso, é um apaixonado pela história da Segunda Guerra Mundial.

“Meu pai foi pracinha da Força Expedicionária Brasileira, lutou na Itália, essa história sempre esteve presente na minha vida”, relata.

Interessado pelo tema, Barone já escreveu o livro  “Minha Segunda Guerra” e produziu o documentário “Um Brasileiro no Dia D”.

“O filme conta a história de um brasileiro, filho de franceses, o Pierre Closterman, que atuou como piloto de caça na RAF britânica durante o desembarque na Normandia”, conta.

Essa história rendeu um belo documentário, que chegou a ser apresentado no History Channel.

“Eu acho queo Brasil tem uma dívida com estes pracinhas, que lutaram pra combater o nazismo alemão, o fascismo italiano e o imperialismo japonês. Essa história precisa ser mais contada”, afirma.

E como este batalhador pelo rock e pela história da 2ª Guerra se define?

“Sou um cara de sorte, mas com ainda muitos desejos e desafios pela frente”, conclui.



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Neguinho da Beija Flor

Data: 28/06/2011

O ProgramaMarcia Peltier Entrevistadesta terça-feira, dia 28 de junho, tem como convidado Luiz Antônio Feliciano….pelo nome você não reconheceu?? Mas se eu falar Neguinho da Beija-Flor, você já sabe quem é nosso convidado não é?

Ele nasceu em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

O pai era músico e já aos 10 anos de idade ganhou um concurso, cantando um samba de Jamelão da Mangueira.

Começou oficialmente como intérprete de samba em 1970. De lá pra cá, gravou vários discos, fez shows e ganhou em 1991 o Prêmio Sharp na categoria melhor cantor de samba.

Conquistou 12  campeonatos no carnaval do Rio.

E também teve outra grande vitória em sua vida, na luta contra um câncer.

Você não pode perder Neguinho da Beija Flor, noMarcia Peltier Entrevista.



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Alcione Araujo

Data: 21/06/2011

O ProgramaMarcia Peltier Entrevistadesta terça-feira, dia 21 de junho, traz como convidado o escritor, roteirista e tradutor, Alcione Araújo.

Ele é mineiro, mas desde a década de 70 adotou o Rio de Janeiro como sua casa.

E foi no Rio que Alcione encontrou inspiração para seu novo livro: “Cala a Boca e Me Beija”.  “Eu estava andando pelo calçadão do Leblon e vi uma menina discutindo com um rapaz, tipo surfista e ela dizia para ele: cala a boca e me beija. Achei aquilo interessante. Ao meu ver, ela estava cobrando dele, algo que ele não estava oferecendo”, brinca.

O novo livro traz várias crônicas. Alcione é mineiro. Mineiro é especialista em fazer crônicas? “Existem grandes escritores mineiros que foram grandes cronistas. Comoo FernandoSabino. Mas na verdade eu acho que a crônica é um gênero bem brasileiro, que consegue transformar o cotidiano em histórias muito interessantes”, afirma.

Alcione também escreve crônicas em jornais. E como reage às críticas dos leitores, num mundo conectado? “Hoje é imediato, o leitor te manda mensagens pela internet elogiando ou criticando a crônica. Mas não tenho nenhum problema com as críticas. Não acho que o escritor seja dono da verdade. Se o meu texto fez o leitor refletir, já atingi meu objetivo”, relata.

Alcione se formou em engenharia, mas acabou indo para a área da literatura , do teatro e da tevê. Escreveu várias peças de  sucesso, como: “Há Vagas para Moças de Fino Trato” e “Doce Deleite”.

“Doce Deleite foi um grande sucesso dos anos 80,com Marília Pêra e Marco Nanini e quase 30 anos depois ela foi remontada, com direção da Marília e com o Reinaldo Gianechinni e a Camila Morgado. E foi impressionante ver como a peça não envelheceu”, diz.

E qual o motivo disso Alcione? “Na verdade as gerações mais novas tem mais facilidade em entregar o corpo, viver o sexo numa relação. Mas isso enquanto não há sentimento. Quando surge o sentimento, o compromisso,  aí surgem problemas e dificuldades iguais às das gerações mais velhas, como a minha”, afirma.

Então quando entra o coração, entra a complicação? “Mais ou menos isso, pois todo mundo tem medo de se machucar, de sofrer. Como dizia o Drummond todo dia o ser-humano descobre um medo novo”, fala.

Ele ganhou o Prêmio Moliére de Melhor Autor. Atuou no cinema e em  tevês,no Brasil,França, Alemanha e Dinamarca.

Foi roteirista de filmes como “Faca de Dois Gumes”,”Patriamada”,”Jorge Um Brasileiro” e “Policarpo Quaresma”.

Ganhou prêmios de melhor roteirista nos festivais de cinema de Gramado e de Brasília.

E como você vêa televisãono Brasil hoje? “Eu sou do teatro, mas gosto de escrever pra tevê também. Gosto de ficção, de história, não gosto de reality show porque ali não tem história, são pessoas numa arena se degladiando por um prêmio”, afirma.

Também escreveu romances e chegou  ser finalista do Prêmio Jabuti. Traduziu obras de Jean Paul Sarte e Albert Camus para o português. “Traduzir traz o desafio de traduzir não só o texto, a idéia, mas também o sentimento”,garante.

E ainda foi presidente da Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida, criada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho.

E como este apaixonado pelas letras se define?”Eu acho que escrevo para tentar entender mais de mim mesmo..mas até hoje não consegui”,encerra com um sorriso.



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Oswaldo Montenegro

Data: 14/06/2011


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Pedro Paulo Carvalho

Data: 31/05/2011


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Fernando Bicudo

Data: 24/05/2011


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Irene Popow

Data: 17/05/2011


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Roberta Sudbrack

Data: 10/05/2011

O ProgramaMarcia Peltier Entrevistarecebe nesta terça-feira, dia 10 de maio a chef de cuisine Roberta Sudbrack.

Roberta  comanda hoje um dos mais conceituados restaurantes do Rio de Janeiro. Ela já ganhou os prêmios Brasil e Rio Show de Gastronomia, foi considerada várias vezes a melhor chef do Brasil e também está na lista dos 100 melhores chefs do mundo.

Durante sete anos ela comandou a cozinha do Palácio da Alvorada,atendendo o então presidenteFernando Henrique Cardosoe a primeira-dama Ruth Cardoso.

Mas história toda começou bem antes. Roberta nasceu em Porto Alegre, mas ainda criança foi morar em Brasília com os avós.Mas o destino se encarregou de mudar a vida dela.

“Meu avô faleceu e eu tive que trabalhar para sustentar a mim e minha avó. Aí decidi abrir uma carrocinha de cachorro-quente. Na época não havia isso em Brasília e foi um sucesso”,conta.

Mas a história que parece saída de um filme, parece não ter muito “glamour” para ela.

“Hoje pode parecer um conto de fadas, mas na época era uma vida muito dura. Eu passava a noite vendendo os cachorros-quentes e minha avó dava duro na cozinha pra fazer o molho e me ajudar”,revela.

Depois, ela chegou  ir morar nos Estados Unidos onde começou a cursar Medicina Veterinária, mas logo percebeu que seu caminho era outro.

“Descobri que apesar de adorar animais, não nasci para tratar dos bichos doentes. Aí larguei tudo e voltei pro Brasil decidida a trabalhar de vez com a culinária”, diz.

E parece que a aposta deu certo. Ela começou a organizar jantares na capital federal, até que um dia dois convidados bem ilustres fizeram a chef dar um salto definitivo em sua carreira.

“Eu e minha equipe fomos contratados para fazer um jantar para 10 pessoas, na casa do ex-ministro da Justiça José Gregori. Aí, ele chegou pra mim e disse: vamos ter mais dois convidados. Mas quando ele disse que os dois convidados inesperados eram o presidente Fernando Henrique e Dona Ruth, foi um susto, para mim e para equipe. Mas tivemos que segurar a onda e caprichar no jantar”, fala.

E pelo jeito deu muito certo. Pois depois do jantar, a primeira-dama Ruth Cardoso convidou Roberta para comandar a cozinha do Palácio da Alvorada. “Foi uma grande experiência. Eu trabalhei com militares que atuam na cozinha, os taifeiros. No começo eles batiam continência pra mim. Mas depois eu consegui envolvê-los no meu padrão de cozinha”,afirma.

E o padrão de Roberta é bem exigente.

“O prato não pode sair da cozinha e ir para a mesa do cliente se não estiver bom. Caso não esteja,tem que jogar fora e refazer mesmo”,determina.

Ela também enfrentou  dificuldades  durante o período em que trabalhou no Palácio da Alvorada.

“Cozinhar para líderes estrangeiros é enfrentar desafios. Por exemplo: para o Rei Juan Carlos da Espanha, tivemos que fazer uma refeição vegetariana, pois a Rainha é vegetariana. Já o Príncipe Charles da Inglaterra, pediu um prato com cogumelos selvagens, que não existemno Brasil ecom ave, mas ele só come ave que esta tiver sido  caçada”, conta.

A solução foi improvisar.

“Numa situação dessas, a gente conversa com o cerimonial para mudar o cardápio. E foi isso que foi feito”,diz.



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Claudio Botelho

Data: 03/05/2011


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Rosa Maria Araújo

Data: 12/04/2011

O ProgramaMarcia Peltier Entrevistarecebe nesta terça-feira, dia 12 de abril a historiadora e pesquisadora Rosa Maria Araújo. Ela nasceu no Rio de Janeiro, onde se formou em História. Fez mestradona França edoutorado nos Estados Unidos. Rosa deu aulas na PUC do Rio de Janeiro e foi diretora da Universidade Cândido Mendes, também no Rio.

E ela é uma moradora com paixões típicas da vida na Cidade Maravilhosa. “Sou carioca, minha escola de samba é o Império Serrano e no futebol torço pelo América”, revela.

Rosa escreveu vários livros e artigos e também é co-autora do musical  “ Sassaricando:  o Rio inventou a marchinha”.

“Sassaricando foi um sucesso, porque as marchinhas cariocas são deliciosas né?”,diz.

Também atuou na criação de outro musical: “É com esse que eu vou: o samba de carnaval na rua e no salão”.

“É com esse que eu vou, mostra alguns dos grandes antagonismos entre artistas da música nacional”, conta.

Ela coordenou a Bienal do livro do Rio e dirigiu a Fundação Casa de Rui Barbosa. Atualmente é a presidente da Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio. E anuncia uma novidade vindo por aí…

“Até 2012 o Rio vai ganhar a nova sede do Museu da Imagem e do Som. Vai ser na Avenida Atlântica, de frente pra praia de Copacabana”.

E o que a população pode esperar do novo MIS? “Vai ser um museu da identidade carioca. E um museu de frente pra praia de Copacabana, é  um luxo, não é?”, afirma.

Rosa também acha que o estilo musical mais popularno Brasil viveum momento especial. “O samba tá na moda!”, declara.



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Ricardo Amaral

Data: 05/04/2011

O ProgramaMarcia Peltier Entrevistaestréia nova temporada! O primeiro programa inédito do ano vai ao ar nesta terça-feira com uma “deliciosa” conversa com o empresário, promoter e jornalista, Ricardo Amaral.

Ele está lançando o livro “Vaudeville: Memórias”, onde conta várias passagens de sua vida. “Minha vida é um teatro nesse estilo, por isso o título Vaudeville”, explica.

Começou sua carreira como jornalista em  São Paulo, mas acabou vindo para o Rio onde se tornou o “Rei da Noite”. Ele explica essa mudança.

“Eu trabalhava como jornalista na Última Hora, do Samuel Wainer. Comecei a publicar umas matérias que incomodaram o governador de São Paulo na época, o Adhemar de Barros. E o Samuel Wainer me mandou pro Rio. Mas antes com uma passagem por Roma. Não foi nada mal”, brinca.

Depois de chegar ao Rio, se apaixonou pela cidade. “Eu morei no Copacabana Palace um tempo. O Copa foi minha casa aqui no Rio”, relembra.

Foi no Rio que decidiu ser empresário. Primeiro criou uma empresa que alugava televisores para hotéis. “Foi nessa época que conheci e casei com a Gisela.”

Também fundou casas que marcaram época na noite do eixo Rio-São Paulo, como: Hippopotamus, Papagaio, Resumo da Ópera e Metropolitan. “Eu sempre gostei de festas. Desde a época de colégio gostava de organizar festas”, conta.

Na entrevista, ele relembra passagens famosas, como a escolha da Xuxa para Rainha do Baile das Panteras no carnaval de 1981. “O Baile foi aqui no Copa. E era eu que escolhia mesmo, apesar dos jurados. Porque eu confio no meu gosto, dos outros já não sei…então eu escolhi a Xuxa e depois disso ela despontou para o sucesso”, recorda.

Criou ainda as boates  Lê 78 em Paris e o Clube A,em Nova Iorque.“Em NovaIorque tive problemas ,pois os mafiosos e o grande chefão da Máfia na época, o John Gotti, começaram a freqüentar meu clube”, diz.

Entre muitas histórias interessantes e engraçadas, ele conta o diaem que João Gilbertonão realizou uma série de shows que havia combinado com ele. “OJoão Gilbertotinha acertado uma temporada de shows comigo no Rio em 1970. Só que ele resolveu visitar a mãena Bahia enão voltou pro Rio pra fazer os shows, porque teria “queimado com cigarro uma toalha de mesa da mãe e isso teria “travado a mão dele” para tocar. Eu conto essa passagem, mostrando como oJoão Gilbertome fez de babaca”, afirma.

Ele conviveu com personalidades como, Pelé, Tom Jobim, Roberto Marinho, Paulo Francis e  Brigitte Bardot. No livro, ele  conta o diaem que  Brigittevestiu uma camisa do Flamengo durante uma visita ao Rio.

Mas como  “Rei da Noite” vê a boêmia hoje? “Eu acho que está havendo um resgate da boêmia, que é aquela conversa agradável e gostosa que as pessoas tem, regadas a uma boa bebida, num ambiente aconchegante e com boa música”, fala.



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Thomaz Magalhães

Data: 29/03/2011

Uma fração de segundos e a vida dele mudou para sempre. Nesta terça feira, dia vinte e nove de março, o ProgramaMarcia Peltier Entrevistarecebe novamente o empresário e atleta Thomaz Magalhães.

Thomaz era um empresário de sucesso no ramo da construção civil. Mas há quase 20 anos ele levou um tombo de cavalo  e ficou paraplégico.

No começo, pensou até em acabar com tudo. “Eu queria me matar”, revela.

Mas o amor pela família e a fé, salvaram sua vida.

“Eu estava no quarto do hospital, pensando em cometer suicídio quando minha sogra me deu a Bíblia e pediu para que eu abrisse numa página qualquer. Eu abri e caí justamente numa página que dava uma mensagem sobre a paciência. Aí percebi que não poderia deixar minha mulher e meus filhos”, conta.

Thomaz se voltou para a religião e chegou até a ser indicado para ser um dos representantes da família brasileira no encontro com o PapaJoão PauloII, na visita dele ao Brasil, em 1997.

“Eu tinha que dar uma mensagem em apenas um minuto para o Papa, no meio de milhares de pessoas. Eu falei então que antes do tombo eu era paralítico de espírito e agora caminho com as pernas de Deus”, diz.

Com persistência e paciência, vem vencendo obstáculos e hoje pratica o esqui aquático, esporte no qual já participou de várias competições mundiais aonde chegou a ganhar medalhas.

“Eu treino na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, com um belga o Greg que é especialista em esqui. Ele entende tudo de esqui e eu entendo de cadeira de rodas, aí esta união deu certo”,fala.

 

Ele também escreveu o livro “Quebra de Script” onde relata sua trajetória.

“Eu hoje dou palestras para ajudar pessoas que tenham tido problemas semelhantes ao meu. É o que eu falo: todo mundo é herói de sua própria vida”, comenta.



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Betty Faria

Data: 22/03/2011

Ela é carioca, filha de uma dona de casa e de um general do exército. “Meu pai era severo. Ele queria que eu fosse médica. Quando eu disse que queria ser artista, ele falou que então eu teria que conquistar meu espaço. Mas depois ele virou meu fã e ficava orgulhoso do meu trabalho”, conta.

Já na infância, pensou em ir trabalhar no circo. “Com 4, 5 anos, eu fugi de casa, pulei muro, para fugir com o circo”,revela rindo.

E seu destino estava mesmo traçado para o mundo das artes. Foi estudar balé e chegou a dar aula de dança. E isso a levou a entrar na tv. “Fui dançar no programa Noite de Gala e eu cheguei lá me botaram um maiô cavado e uma sandália alta. Aí começou”,diz.

Ela trabalhou nas tevês Globo, Bandeirantes, Record e Excelsior. Atuou em grandes sucessos da teledramaturgia brasileira, como “Pecado Capital”,” Baila Comigo” e “Tieta”. Recentemente, participou da regravação de “Uma Rosa com Amor”,no SBT. “Fui muito bem tratada no SBT. Hoje eu gosto de trabalhar com quem eu gosto”,fala.

E no cinema também teve destaque em filmes como ”Bye Bye Brasil”, “Romance da Empregada”, “Anjos do Arrabalde” e “A Estrela Sobe”.

“Eu tive uma companhia de teatrocom o ClaudioMarzo e o Antonio Pedro na década de 70. Mas uma peça foi censurada pela ditadura e ficamos todos sem trabalho. Aí oBruno Barretome procurou e falou que tinha um papel pra mim no cinema. Era para “A Estrela Sobe” e foi um salto na minha carreira”,afirma.

Ela ganhou prêmios de melhor atriz no Festival de Gramado, no Festival de Cuba e no Festival de Huelva, na Espanha. “Quando estou atuando, gosto muito do que eu faço. Mas não gosto da competição no meio artístico”,fala.

E Betty também aproveita para mirar contra as coisas que não gosta. Como a meia entrada para espetáculos teatrais.

“Ninguém fala, mas essa coisa de meia entrada inviabiliza a montagem de uma peça,se você não tem patrocínio.Mas a classe não se une,porque ator não é unido”,afirma.

Betty tem opiniões bem definidas sobre seu trabalho e sobre o mundo. Mas como é a  Betty em família?”Sou apaixonada pelos meus filhos e meus netos. Mas sou uma avó disciplinadora,pareço mãe judia,quero mandar em tudo”,brinca.

 

MÁRCIA PELTIER

Terça-feira – 22h45min

José Louzeiro

Data: 15/03/2011

Ele nasceu no Maranhão e aos 16 anos já atuava no jornalismo. É considerado o criador do estilo romance reportagem no Brasil.

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe como convidado reprise nesta terça-feira, dia 15 de março, o jornalista, roteirista e escritor José Louzeiro.

Ele sempre foi um jornalista engajado nas causas sociais. Fez oposição ao regime militar pós-64, defendendo as liberdades democráticas, lutando contra a censura e a repressão política.

“Sempre estive do lado dos oprimidos”, diz.

O homem que enfrentou a ditadura, quase foi vencido por um inimigo que se instalou dentro do seu próprio corpo:  o diabetes, que lhe causou vários problemas físicos e o fez escrever o livro “Diabetes: Inimigo Oculto”.

“Eu tive que amputar a perna direita,o pé esquerdo e dedos da mão. Eu passei mais de 10 anos sem ir ao médico e quando descobri estava com a glicose no sangue a 480″, revela.

Hoje ele acha que todo mundo deve fazer exames médicos periódicos e não perde o bom-humor.

“A única vantagem do diabético, é que num mundo de amargura, somos pessoas doces”, brinca.

Louzeiro é autor de  vários livros, como “Infância dos mortos” e ”Aracelli meu amor”, entre outros.



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Marcelo Gleiser

Data: 15/02/2011

Uma viagem pelos mistérios do cosmos. OMarcia Peltier entrevistatraz como reprise desta terça-feira, dia 15 de fevereiro um convidado especial: o físico, professor e escritor  Marcelo Gleiser, um dos maiores especialistas do mundoem Física, Astronomiae pesquisas espaciais.

Marcelo já trabalhou desenvolvendo pesquisas para a NASA, a OTAN e a National Science Foundation.

Recebeu  do ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, um prêmio por seu trabalho como pesquisador e professor. Atualmente, ele dá aulas  na Dartmouth College, uma renomada universidade americana.

Na entrevista, ele fala sobre como se formou a  vida na Terra.”A Terra tem todas as condições para a formação da vida, como nós a conhecemos: água, clima ameno. O planeta Vênus por exemplo tem uma temperatura de400°C. Marte é um deserto gelado”, diz.

Marcelo formou-seem Física na PUCdo Rio. Fez mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Cursou o doutorado no conceituado King’s College, na Universidade de Londres.

Marcelo ganhou  o Prêmio José Reis de divulgação científica e duas vezes o Prêmio Jabuti de literatura. Faz parte da Sociedade Americana de Física e da Sociedade Internacional para estudo da origem da vida. Também integra a Academia Brasileira de Filosofia.

Marcelo também foi consultor no cinema para o filme “O Maior Amor do Mundo” de Cacá Diegues. Teve um quadro em programa de tevê, é colunista da Folha de São Paulo e ainda arruma tempo para praticar mergulho, pesca, alpinismo e sair pelo mundo caçando eclipses.

A entrevistaficou tão interessante que foi divididaem duas partes. Evocê não pode perdera primeiraparte da conversa com Marcelo Gleiser no Marcia Peltier Entrevista,na CNT,logo após a novela.

Arnaldo Niskier

Data: 08/02/2011

Ele nasceu no subúrbio do Rio de Janeiro, numa família de imigrantes judeus. E desde cedo percebeu que seu caminho na vida estava ligado à educação,  à literatura e ao jornalismo.

O Programa Marcia Peltier Entrevista nesta terça feira, dia 8 de fevereiro recebe o professor, escritor, jornalista e imortal, Arnaldo Niskier.

Arnaldo se formou em Matemática e Pedagogia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro onde também fez o Doutorado em Educação. É um apaixonado pelo tema. “A educação vem da escola, mas também vem da família. Fala-se muito em informatização da sala de aula,mas o computador não pode substituir o pai ou o professor. Eu acredito que o professor deve ser aquele sábio,orientador,conselheiro”,defende.

Ele escreveu dezenas de livros, a maioria nas áreas do ensino e da literatura infantil. “As gerações mais jovens não estão lendo muito,esta é a realidade. Eles estão na internet,no Facebook, no Twitter. Estão sempre se comunicando,o que é importante,mas também é preciso ler os livros”,argumenta.

Escreveu ainda o livro “Hashalá: O Iluminismo Judeu”,sobre o qual dá detalhes na entrevista.

Também foi o representante do Brasil no Programa Triangular de Bolsas da ONU. É integrante da Academia Internacional de Educação, da Academia de Ciências de Lisboa e da Academia Brasileira de Letras. “A Academia está aberta a novos integrantes. A gente gostaria que o Oscar Niemeyer entrasse, mas ele não quer. Mas tem também muita gente que quer, mas ainda não conseguiu entrar. Tem até aqueles escritores que falam mal da Academia. Mas é como eu costumo dizer: todos que falam mal da ABL, param de falar mal assim que entram para a Academia”,observa.

Arnaldo Niskier também ocupou cargos públicos de importância: foi Secretário de Ciência e Tecnologia, de Cultura e também de Educação, em vários governos do Rio de Janeiro. E para quem não sabe, ele foi o fundador do Planetário da Cidade do Rio, no bairro da Gávea. “Esta iniciativa ocorreu no Governo Negrão de Lima, ainda no antigo Estado da Guanabara. E hoje fico feliz por ver que o Planetário se transformou num ponto de efervescência cultural. Eu me lembro inclusive, o dia em que   o Ex-Ministro da Educação, Jarbas Passarinho foi lá e nós mostramos pra ele o céu do dia em que ele nasceu no Acre. Ele segurou meu braço e disse: você quer me matar de emoção?”, revela.

Ele ganhou, entre outros, os prêmios Assis Chateaubriand, Gustavo Capanema e Golfinho de Ouro.

Dirigiu o jornalismo da Bloch Editores e também comandou vários programas de tevê na Rede Manchete. Desta época, traz lembranças e histórias da convivência com o fundador da Manchete, o empresário Adolpho Bloch, que pretende colocar num livro. “Estou escrevendo um livro sobre a Manchete, pois eu gostaria de fazer jus à verdadeira imagem do “seu” Adolpho Bloch. Ele é muito caricaturado,mas foi um visionário e um grande brasileiro”,afirma.

Niskier conta, em primeira mão no programa, a história das viagens que fez ao exterior,no período da ditadura militar, para levar  ajuda em dinheiro ao ex-presidente Juscelino Kubitchesk,que se encontrava no exílio.

“Um dia o “seu” Adolpho me chama e me pergunta: O seu passaporte está em dia meu filho? Eu respondi: Está sim seu Adolpho. E ele: Então você vai à Nova Iorque levar estes sete mil dólares ao presidente Juscelino,pois  ele está com dificuldades financeiras até para comer. Eu fui ,fiz o que ele mandou e semanas depois fiz outra viagem, desta vez a Paris, para levar nova ajuda ao Juscelino”,revela.

Você não pode perder Arnaldo Niskier no Marcia Peltier Entrevista, na CNT, logo após a novela.

Carmen Mayrink Veiga

Data: 01/02/2011

Ela nasceu em São Paulo numa rica e tradicional família de nobres barões e de empresários italianos. Desde cedo, conheceu o glamour e a riqueza dos salões da alta sociedade do Brasil e do mundo.  O Programa Marcia Peltier Entrevista na terça-feira, 01 de fevereiro, uma das mais famosas socialites brasileiras, Carmen Mayrink Veiga.  Carmen se tornou muito conhecida pelos  almoços e jantares memoráveis que realizou em seu famoso apartamento na Zona Sul do Rio de Janeiro.”Já servi mais de 100 pessoas. Mas parei porque prefiro servir jantar ou almoço para menos pessoas, para que elas possam ficar sentadas. Acho um horror comer com o prato na mão”, diz.Conta que nunca gostou de festas e que hoje prefere programas bem mais “light”. “Gosto de me reunir com as amigas para um chá. Nada melhor que reunir as amigas pra um chá. E não gosto de “happy hour”. Costumo chamar de “unhappy hour”. Pois é todo mundo correndo. É um festival de “Como vai?” e “Até logo!”, brinca.Carmen teve mais  de 400 vestidos de alta costura. Foi considerada uma das mulheres mais elegantes do Brasil e também uma das pessoas mais bem vestidas do mundo pela Revista Vanity Fair.  Ela foi a única brasileira citada na biografia de Yves Saint Laurent. “Fui amiga de grandes estilistas. O meu maior amigo foi sem dúvida o Givanchy”, revela.Mas ela faz questão de quebrar um pouco todo este glamour do mundo da moda.”A melhor roupa  pra mim é que aquela que é a segunda pele, a que faz você se sentir à vontade. Roupa pra mim é trapo”, afirma. Você não pode perder Marcia Peltier Entrevista, na CNT, logo após a novela.

Zuenir Ventura

Data: 25/01/2011

Ele nasceu na cidade de Além Paraíba, em Minas Gerais, na divisa com o Rio de Janeiro.

Na década de 50, entra na Faculdade Nacional de Filosofia no Rio e abraça o jornalismo e a literatura.

O ProgramaMarcia Peltier destaterça feira, dia 25 de janeiro, traz como reprisea entrevistacom o jornalista e escritor Zuenir Ventura, na CNT.

No início, a família desejava  que ele seguisse outra vocação. ”Minha mãe queria que eu fosse padre. Mas ela logo percebeu que este era o sonho dela, não o meu”, revela. Ele veio para o Rio e começou  atuar como arquivista no jornal “Tribuna da Imprensa”.

“Trabalhei com Carlos Lacerda, que foi um grande professor de jornalismo para muitas gerações. Foi ele quem me deua primeiraoportunidade. Mas eu queria mesmo era ser professor e não jornalista. Mas quando passei do arquivo do jornal para a redação, o salário três vezes maior me ajudou a decidir pelo jornalismo”, conta.

Zuenir trabalhou em alguns dos mais conceituados veículos de imprensa do país, como “Correio da Manhã”, “Jornal do Brasil”,”O Cruzeiro”,”Visão”,”Veja” e “Isto É”.

De lá pra cá, além de grandes reportagens, também se tornou escritor. Ele contou a história de “1968, o ano que não terminou”.

“A geração de 68 deixou um legado positivo, que é esta prática de poder se doar, de querer ajudar as pessoas. Agora, eles deixaram o legado negativo que foi a difusão do uso das drogas” afirma.

Zuenir também vasculhou as entranhas das contradições sociais do Rio de Janeiro, no livro “Cidade Partida”.

“Claro que o Rio melhorou. A experiência da pacificação das favelas, das UPPs é boa. Ainda falta muito, mas é um começo positivo”, diz.

Ele também contou a história de enfrentar e vencer um câncer, no livro “Mal Secreto”.

“Eu estava escrevendo um livro sobre a inveja e descobri que estava com câncer na bexiga. Aí pensei que fosse morrer, é claro, mas acabei vencendo esta doença e aí resolvi contar tudo no livro”, fala.

Zuenir ou “Mestre Zu” como também é conhecido mergulhou ainda na saga do líder seringueiro Chico Mendes.

“Eu não conhecia o verdadeiro Chico Mendes antes de fazer uma  série de reportagens sobre ele. Hoje estou convencido de que ele foi um grande herói brasileiro. Toda esta discussão mundial sobre a Amazônia começou com o Chico”, analisa.

Zuenir ganhou o prêmio Jabuti de Literatura e os prêmios Esso e Vladimir Herzog de jornalismo e atualmente é colunista do jornal O Globo.

Na entrevistaele também fala do seu mais recente livro: “Conversa sobe o tempo”, que é o registro de conversas sobre vários temas, que ele teve com o amigo Luís Fernando Veríssimo.

“Tenho um amigo que diz que o Luís Fernando Veríssimo é o falso tímido e que eu sou o falso extrovertido”, brinca.



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Leonardo Boff

Data: 18/01/2011

OMarcia Peltier Entrevistarecebe nesta terça-feira 18 de janeiro um brasileiro considerado um dos grandes pensadores mundiais: o teólogo e escritor Leonardo Boff .

Ele nasceu em Concórdia, em Santa Catarina, numa família de imigrantes italianos.

Estudou filosofia em Curitiba e teologia em Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro.

Seguiu a vocação religiosa, mas acabou entrando em conflito de idéias com a Igreja Católica. “Eu acho que a Igreja deveria rever alguns pontos. Principalmente o celibato. Hoje eu deixei de ser padre, mas continuo sendo católico e dando aula de Teologia”, diz.

Ele chegou a ser amigo do então cardeal Joseph Ratzinger, o atual Papa Bento XVI. Participaram juntos da revista “Concílio”. Mas por suas ligações com a Teologia da Libertação, Boff chegou a ser interrogado pelo próprio cardeal Ratzinger no Vaticano e sentou na mesma cadeira na qual Galileu Galilei foi inquirido pelo Tribunal do Santo Ofício no século XVII.

“O fato de me fazerem sentar na mesma cadeira na qual Galileu foi interrogado é mais um elemento de encenação. Mas quando eu expliquei o que é a Teologia da Libertação, que se chega um comunista no nosso meio, ele só fica se rezar, eles ficaram espantados”, conta.

Hoje, ele tem uma visão atualizada da Teologia da Libertação, incluindo nela a defesa do meio ambiente e da ecologia. “Além de libertar o Homem, é preciso também libertar a terra, os animais, todos os seres vivos. São Francisco de Assis já dizia a 800 anos que todos nós somos irmãos. São Francisco é moderno. Nós é que somos atrasados”, afirma.

Fez parte do conselho da Editora Vozes. E participou da elaboração da “Carta da Terra”. “A Terra está pedindo socorro. É uma Terra crucificada! Está na hora da sociedade assumir a salvação do planeta, pois os governantes das grandes potências não parecem interessados nisso”, fala.

Ele também ganhou o prêmio Nobel Alternativo em Estocolmo, em 2001.

“Está na hora do ser – humano deixar de explorar a Terra e passar a explorar o capital espiritual”, prega.

Fez doutoradoem teologia na Universidadede Munique, na Alemanha.

É professor na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e também já deu aula nas Universidades de Lisboa, Harvard nos Estados Unidos, Salamanca na Espanha, Basel na Suíça e Heidelberg na Alemanha.

Já escreveu mais de 60 livros, publicadosem todas as Américas, Europa, Ásia e África.

E diz que o Homem tem que redefinir seu papel no planeta. “O Homem pode escolher: se ele quer ser o Grande Satã da Terra ou o Anjo Protetor da Terra”, filósofa.

E como este batalhador pelas causas sociais se define? “Eu sou um peregrino e um agitador cultural”, revela.

Bibi Ferreira

Data: 11/01/2011

Ela é uma prova viva de que o talento pode ser genético. Filha de Procópio Ferreira, um dos maiores atores da história do Brasil, seguiu a carreira artística desde cedo. Estreou nos palcos com apenas 24 dias de vida. Daí não parou mais e se tornou atriz consagrada.

O Programa Marcia Peltier Entrevista recebe a atriz, cantora e diretora Bibi Ferreira. Bibi estreou nos palcos cedo… Mas muito cedo mesmo!

“Meu pai fazia uma peça na qual tinha uma cena com um bebê. Eles iam usar uma boneca. Mas, pouco antes do início do espetáculo a boneca sumiu e alguém lembrou que ele tinha uma filha recém-nascida. E eu estreei com 24 dias de vida nos palcos”, lembra.

Essa história mostra que o destino dela era mesmo ser atriz.

“Enquanto todas as moças da época eram proibidas de trabalhar com teatro, meu pai que era ator e minha mãe que era bailarina me incentivavam a seguir a carreira artística”, conta.

Bibi teve que enfrentar preconceitos da época, nas décadas de 30 e 40 do século passado. Ela chegou a ser impedida de cursar o Colégo Sion no Rio de Janeiro, por ser filha de ator. Mas isso acabou ajudando no início da vida de artista.

“Um amigo do meu pai sugeriu a ele que me lançasse no teatro, porque como o caso da minha barração no colégio teve muita repercussão na época, ele achava que isso chamaria a atenção das pessoas para minha estreia nos palcos. E meu pai, que enfrentava dificuldades financeiras, aceitou a idéia”, fala.

E Bibi foi em frente. Estudou , se preparou. E hoje é uma artista completa: sabe dançar, canta bem e interpreta como ninguém.  Ela participou de espetáculos que marcaram época, como: Brasileiro profissão esperança e Piaf, a vida de uma estrela.A cantora francesa Edith Piaf, aliás, é um personagem que marcou a carreira de Bibi.

“A Piaf é um personagem que não me deixa livre. Todos lembram e pedem nos meus shows para que eu cante as músicas dela. Mas isso também se deve ao sucesso da adaptação feita no Brasil para o espetáculo. O Flávio Rangel e o Millôr Fernandes deixaram a Piaf alegre, que é como ela era na verdade”, diz.



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João Carlos Martins

Data: 04/01/2011

Ricardo Cravo Albin

Data: 14/12/2010

O Programa Marcia Peltier Entrevista na terça-feira (14 de  dezembro) o jornalista, escritor, historiador e pesquisador Ricardo Cravo Albin.  Ele é baiano, mas foi no Rio que desenvolveu sua carreira. Formou-se em direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro.   Ricardo fez estudos de Direito Comparado na Universidade de Nova Iorque. Mas o futuro dele estava ligado  mesmo à musica. Escreveu vários livros sobre a história da MPB.   Ele atuou em rádios e programas de tevê. Deu aulas em várias universidades brasileiras. Ganhou o título de doutor honoris causa em uma universidade na Romênia. Deu palestras na universidade de Salamanca, em Barcelona, na casa de América, em Madrid, e em Bruxelas, na Bélgica.   No Brasil, ganhou o prêmio nacional do livro. Recebeu do governo francês, o título de comendador e cavaleiro da ordem de Letras e Artes. Criou um instituto para preservar a memória dos artistas e da música brasileira. Além disso, criou o Museu da Imagem e do Som e foi presidente da Embrafilme.   Você não pode perder o programa Marcia Peltier Entrevista, na CNT, logo após a novela.


6 respostas para “Marcia Peltier Entrevista”

  1. Tudo que Marcia pega vira ouro. Ela è mararavilhosa

  2. Elaine disse:

    Dr. Alfredo Guarischi, meus parabéns! Sou enfermeira, obrigada por ser esta pessoa tão humana, também acho que a compaixão, o amor e a caridade é a base fundamental para alcançarmos um sistema de saúde melhor!!!

  3. Luiz Santiago disse:

    Considero a jornalista Marcia Peltier uma pessoa pública por demais admirada, não só pela sua postura,mas pelo seu profissionalismo, suavidade no falar, sua doçura e sua inconfundível simpatia e rara beleza.
    De forma suave conduz este programa, embora seu potencial seja muito maior. Acompanho sua trajetória há muitos anos.
    Não me contento em vê-la somente às terças-feiras, por tão pouco tempo.
    Falta de patrocínio aposto que não seja este o problema.

    Felicidades. Muito sucesso.

    Desculpe-me, mas sou seu maior fã.
    Abraços

    Luiz Santiago

  4. Fátima disse:

    Gostei muito do prog. com o prof. Sócrate! c Marcia é o máximo, sou sua fã, parabéns! gostaria de saber se tem reprise desse programa, dessa entreista.obrigada

  5. Edna disse:

    Adorei a entrevista com a sommeliére Deise, adoro vinhos e aprendi
    as dicas dadas por ela. Valeu Márcia. Bjs!
    Sucesso!

  6. Nelson Osorio disse:

    Parabéns pela entrevista com a Psicóloga, Dra. Eneida de Oliveira, foi um dos pontos altos da história deste excelente programa.
    Condução perfeita e explanação idem.

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